Ao Fri-Luso de Novembro, no SAPO

Na "mesa" nº 6 vou beber o Sangue da Uva, com "Rosas do Outono" a que junto "Pérolas" para que o Brilho no olhar siga ao lado da "Fina - Flor da Poesia", quando o Mote antecede Angra e Góis - Terra de Amores, com a ordem de nome ao contrário e com a presença de Vitorino Nemésio poetando "A Concha".



E depois... Depois vou continuar a deslumbrar-me com os poetas no Fri-Luso nº 33 de Novembro, de Jorge Vicente, no dia do «Pão-por-Deus» até que venha o próximo. Deslumbre-se você também!



E cantemos o «Pão-por-Deus».



Rosa Silva ("Azoriana")

Noite das bruxas



Agora...

Eis a noite d'Halloween
Véspera de Todos-os-Santos
Todo o mundo está in
Há bruxas em todos os cantos.

Mas de bruxas eu não gosto,
Prefiro ficar quieta,
Podem crer e até aposto
Que alguma criança afecta.

Depois...

Gostava de inaugurar
A casa que agora é minha
Com muita gente a rimar
Na sala ou na cozinha.

A data não sei ainda
Pra tamanha cantoria,
Acho é a ideia linda:
Quem será que apoiaria?

Rosa Silva ("Azoriana")

À roda de uma caixa de chocolates - Fábrica de Histórias

Palavras para uma imagem que retenho há algumas horas à minha frente: Uma bela caixa de chocolates!

Hoje só queria uma caixa de chocolates para comer ao lado de uma amiga. Só mesmo essa beleza de doçura para me alegrar (mas até isso me está interdito). Adoro chocolates desde miúda. Ainda me lembra que, na minha infância, meus pais quando iam à cidade – Angra do Heroísmo – na volta, traziam quase sempre um chocolate daqueles cuja embalagem tem um dourado e de cor vermelha. Que delícia! São saudades duplas (pelos pais e pela forma que era recebida tal prenda pelo bom comportamento que o mesmo é dizer, por não fazer birra para ir com eles à cidade).

Entretanto ocorreu-me uma ideia que vem mesmo a propósito da circunstância da “nova” muda de casa. Imagino como seria bom, após aquela estafa habitual de carregar caixas e caixotes de um lado para outro, ter um belo chocolatinho, qual morango repousado numa verde forma de papel (Ai, não me falem em verde que me lembro da cor esverdeada que percorre as paredes de um quarto que se queria alvo e limpo!), cujo recheio é mesmo chocolate do melhor que pode haver.

Após esta verdadeira delícia, a energia seria maior para proceder a varredelas, lavagem geral e a colocação de cortinados nas janelas com vista para as árvores fronteiriças verdes (Ai, lá vem outra vez o verde a cirandar à minha volta!) e para o tão conhecido Monte Brasil, que vejo todo pela rama verde (Ai... cala-te com tanto verde) qual desenho no horizonte cinzelado de azul (como gosto mais desta cor que me lembra sempre que sou de mar mesmo que não saiba nadar).

Nesta altura faço uma pausa para recordar que o mar, para mim, simboliza o homem e a terra a mulher. Mar e terra completam um colorido magnífico. Enquanto que vejo a terra verde, o mar é tonificado de azul. Portanto, prefiro sempre o azul (na tonalidade clara) ao invés do verde.

Voltando à caixa de chocolates... É a prenda ideal para todas as ocasiões. Até para oferecer a quem nos ajuda a limpar, esfregar uma casa que esteve sujeita a mudanças radicais que fizeram parecer a noite das bruxas uma noite de verdadeira alegria. (Eu que nem gosto de bruxas, nem da dita noite).

Não me peçam é para chamar os espíritos da noite... Aí seria mesmo a hora ideal para a dança da sala preta e verde, sem esquecer a caixa de chocolates para saborear após este bailado fantabolástico, em que a abóbora, com a chama ardente, estaria no portão a assinalar que há festa na Casa Fantasma.

Eu prefiro pensar que estamos na vigília de Todos os Santos, o mesmo é dizer, o Halloween, e que virá o dia de Todos os Santos, isto é, o de Pão-por-Deus. As crianças vão com sacas de retalhos coloridos pedir a esmolinha por alma dos defuntos, cuja celebração é feita no dia seguinte, que é sempre o dia dois de Novembro.

Na noite das bruxas (ou diabruras) a "Roulotte das Farturas"

Após umas quadras minhas deixadas no comentário do artigo de António Aleixo, de Maria Ventura, autora do blog "A Roulotte das Farturas"...


 








(Usa Ctrl+C p/copiar

e Ctrl+V p/colar

o selo no seu blog)


 


 


... deparei com a resposta na forma que me cativa e que faço agora o respectivo destaque e agradecimento:



Quadras de Maria Ventura



Vim cá eu ver das farturas

Encontrei uma maravilha,

Que se não veio das alturas

De certeza veio da Ilha!



Seja benvinda, amiga,

Entre que a casa é sua!

Que por causa desta rima

Pôs-me no mundo da Lua!



Nesta noite de diabruras

Feitas de mil uma cores,

Para provar as farturas

Veio visitar-me os Açores!




*****************************

Tive que deixar-lhe este comentário:



E venha visitar a ilha Terceira que é alegre e festeira.

Cantamos ao desafio, temos cantadores de brio.

Se de nós ouvir falar é porque há saudades no ar.

Eu a si ainda não conheço mas fiquei já com apreço.

E já fica a saber que Góis já me deu a ler

Num livrinho editado por uma diva daquele lado.

Agora eu vou parar antes que me mande calar...



*****************************


Nota: Que tal o selo que tem tudo a ver com o blog que encontrei, por acaso? Dou o código do mesmo de bom grado se a autora gostar.

Gosto das quadras de Aleixo



Por causa de artigo meu,
Vim logo parar ao seu,
Para ler o que é de Aleixo
Que faz-nos cair o queixo.

Sua rima é eficaz,
Faz cativar o rapaz
E também a rapariga
Que de rimas é amiga.

N'A Roulotte das Farturas",
Com direito a venturas,
Que seja sempre animada
Por uma quadra rimada.

A vida não está para graças
Mais vale cuidar das massas;
Pra mesa venha a fartura
Que nos dá boa leitura.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: Estas rimas foram feitas a propósito de um artigo no blog supra referido, cujo título é: António Aleixo.

Ao "Blog de Manteigas"

Gostei muito de visitar,

Esse blogue de Manteigas,

E também quero avisar

Que minhas vistas são leigas.



Por causa de um artigo,

É que fui ali parar,

E pra não ficar em p'rigo

Desejo então retornar.



Rosa Silva ("Azoriana")



Gostei muito deste poema que encima o blog:



Recordar Manteigas



Quando a neve cai em volta

Nos montes em de-redor

Manteigas, então, parece

Pela beleza que oferece,

Capricho do Criador.



Do Inferno tem o Poço

Do Mondego a nascente

Dos Cântaros possui a aspereza

O Zêzere lhe dá a riqueza

De que vive muita gente.

Um maravilhoso Soneto, de Renã Leite Pontes

† [1] QUINARI †



Por Renã Leite Pontes



Planície que leva ao meu vale amoroso...

Poema perfeito composto pra amante.

Baixada de terra nascida de instante,

Bem feita, a capricho, por Deus dadivoso.



Deus triste da guerra te fez vaporoso;

Distante da morte te pôs protegido.

O traje da honra te deu por vestido,

Destarte cantado por filho orgulhoso.



Munida do escudo da paz desejada,

Embora sem ouro, mas com limpos ares,

Forrada de louros, no início da estrada



Brilhante, soberba que ensina valores.

Sem mar, mas dotada do dom de encantares:

Por isto teus filhos te cobrem de amores.



-------------------------------------------------


 


[1] A palavra Quinari é um vocábulo da língua tupi-guarani, que significa: lugar de águas límpidas entre palmeirais.



Sinceros parabéns ao escritor, professor e poeta, Renã Leite Pontes, que é o autor do blog "Cânticos do Acre" - Brasil.

Versos afectuosos a Renã Leite Pontes

Ao escritor, professor e poeta Renã Leite Pontes

Acre - Brasil



E permita que lhe diga,

Bem fundo do coração,

Que a linda arte antiga,

Fez, em si, melhor canção.



A singular melodia,

Que chega perante mim,

Faz brilhar este meu dia:

É lindo cantar-lhe assim!



Renã Pontes avivou

A sua arte maior,

E comigo partilhou

A lira no seu melhor.



Mesmo que tenha aprendido,

Com a poetisa goiense,

É por si, douto sentido,

Que tal arte ora vence.



Você não está sozinho,

No gosto que mais encanta,

Eu sigo quase o caminho

Porque sei que a rima é santa.



Dou-lhe a minha ovação,

Nesta hora preciosa,

Fique com a recordação

Desta "Azoriana" - Rosa!



Um abraço feliz e contente por si.



Rosa Silva ("Azoriana")

E por Mértola naveguei e umas cantigas cantei...

Ao blog "Mértola" e seu autor



Muitos, muitos parabéns!

Cá estou eu para lhe dar,

Estes são os nossos bens

Que melhor podem durar.



Tudo prova que as visitas,

No seu número avantajado,

Porque gostam, são bonitas

Estão nesse blog honrado!



Da ilha pró Alentejo,

E de Angra para Mértola

Muita força lhe desejo

E reluza como pérola.



Continue com amor,

À terra do seu encanto,

Eu vou dando meu louvor

Ao Divino Espírito Santo.



Que Ele deite sua bênção,

A quem por aí passar,

E preste sempre atenção

Às gentes desse lugar.



Na hora da despedida,

Entrego o forte abraço,

É uma estrofe sentida

Mais alegre é seu espaço.



Parabéns pelas suas 100.000 visitas



Rosa Silva ("Azoriana")

As primeiras luzes de ânimo

30 de Outubro de 2008

Nem sei como começar. O texto está-me engasgado como se tivesse um novelo a prender os dedos. Foi o dia de ir fazer a minha primeira vistoria à "nova" casa que, finalmente, está em meu nome. Passados seis anos parece uma catacumba de vazios, com restos de baratas, cores horríveis (onde param as paredes branquinhas? (...) E onde foi parar tanta coisa?). Sem água, sem luz, sem cheiro agradável. Com sanitas vagabundas, negras de nódoas de quem parece ser mais irracional do que ser humano. Como é possível?! Seis anos é assim tanto tempo?

E o quintal? Parece um tufão de silvado, ervas multicores de altura exagerada, árvores sem fertilidade, um dilúvio de bicharada que quando nos "avistou" voava em nuvem para nos ir à pele, sobretudo à minha que à mais pequena coisa fica um cristo...

O que faço? O que fazer? Não sei.

Falta a minha mãe para eu lhe ligar a dizer: - Mãe, mãe... Sabes o que aconteceu? Pois olha isto assim, está assado; aquilo de lá, está acolá; aquela parte já não existe... Mas não a tenho viva. Tal pena! Haverá alguém que me substitua, por um instantinho, a minha mãe? Preciso tanto de ti, mãe!

Sem carro. Sem ter alguém que nos ajude (imagino assim uma data de mãos por lá dentro fazendo uma reviravolta em tudo) e mesmo que arranje alguém, como vou pagar-lhe?! E não me venham dizer que sou pedinchona. Eu já ajudei algumas vezes mas agora estou a sentir-me só, a nadar em monda e lixo... Quem se quer meter nisso? Tem de ser eu, eu e eu... Mãe, tenho medo de não aguentar... Por momentos, voltei seis anos atrás. Recordei-me de tudo fresquinho, arranjado, novo... O sonho acabou para me dar o pesadelo real. Como vai ser?

Valerá a pena? Mãe, diz-me, valerá a pena lutar mais uma vez por ter aquele cantinho "novo"?

Quando posso mudar? Não sei... Esmoreci... A tristeza ocupa parte de mim...

Até logo, mãe.

Rosa Silva

************

Acho que a minha mãe mandou uma mensagem a uma amiga que me escreveu.

Não revelo quem assinou a mensagem mas ela sabe que já faz parte do meu mundo e que gosto muito dela. Espero nunca a ofender porque a minha escrita, por vezes, pode não se perceber como eu penso que se percebe. As suas palavras sensatas e amigas vieram dar-me as primeiras luzes de ânimo:

Amiga, eu percebo... É uma desolação! Mas pensa que uma etapa já está! Já tens a casa no teu nome!! E uma vitória!!

O resto, vai fazendo com calma, aos poucos... Com o gosto de que estás a reconstruir o teu lar. Não precisas fazer muito de uma vez... Cada coisinha que fizeres faz com amor... Para que o amor, a paz, a ordem, a tranquilidade, aos poucos vão voltando àquele lugar. Tu agora és como um passarinho que está a construir um ninho... Palhinha a palhinha... E as palhinhas vão-se entrelaçando, e quando deres por isso as coisas começam a tomar forma! Agora és uma cagarra que nas rochas áridas das escarpas, constrói um ninho quentinho e cheio de conforto. Não penses no todo... Pensa só em partes, e estabelece metas... Mas metas pequeninas... Vais ver que chegas lá!

Eu sei que deve cortar a alma... Mas lutaste tanto para chegar aqui!! Não desanimes, não desistas!! Pensa que agora estás a começar de novo...

(...) posso comprometer-me que te vou ajudar um dia inteiro. Um sábado por exemplo. Vamos de manhã, e eu ajudo a limpar, e a fazer o que puder. Fico muito feliz de puder contribuir com um dia para que a Casa da Azoriana ganhe de novo vida! Olha, é isso mesmo!!! Faz uma campanha... Pede um dia de ajuda... Só um dia... Se todos derem um dia não custa muito... É uma ideia...

Sei que as minhas palavras não são o mesmo que as palavras sensatas de uma mãe... Mas espero ter ajudado e dado algum alento.

Sorte!!!


Bjis da tua amiga

************

31 de Outubro de 2008

Obrigada Amiga!

Hoje só queria uma caixa de chocolates para comer contigo, amiga. Só mesmo essa beleza de doçura para me alegrar (mas até isso me está interdito). Será que alguém me ajudava por uma caixa de chocolates?! Já me chegam vestígios de um sorriso...

Primeira etapa está quase. A segunda etapa é adquirir luvas, lixívia, esfregões, vassouras, pá e sacos de lixo e, ainda, preparar roupa e calçado aptos a todo o tipo de intempérie. Ah! E uma caixa de chocolates porque pode aparecer alguém...

Levo comigo a estampa de Nossa Senhora dos Milagres que é sempre a melhor ajuda!

Rosa Silva ("Azoriana")

Pelos caminhos de Portugal

PORTUGAL

CONTINENTE

NORTE


Minho-Lima

Arcos de Valdevez-Caminha-Melgaço-Monção

Paredes de Coura-Ponte da Barca-Ponte de Lima

Valença-Viana do Castelo-Vila Nova de Cerveira

Cávado

Amares-Barcelos-Braga-Esposende

Terras de Bouro-Vila Verde

Ave

Fafe-Guimarães-Póvoa de Lanhoso-Santo Tirso-Trofa

Vieira do Minho-Vila Nova de Famalicão-Vizela

Grande Porto

Espinho-Gondomar-Maia-Matosinhos

Porto-Póvoa de Varzim-Valongo

Vila do Conde-Vila Nova de Gaia

Tâmega

Amarante-Baião-Cabeceiras de Basto

Castelo de Paiva-Celorico de Basto

Cinfães-Felgueiras-Lousada

Marco de Canaveses-Mondim de Basto

Paços de Ferreira-Paredes-Penafiel

Resende-Ribeira de Pena

Entre Douro e Vouga

Arouca-Santa Maria da Feira-Oliveira de Azeméis

São João da Madeira-Vale de Cambra

Douro

Alijó-Armamar-Carrazeda de Ansiães-Freixo de Espada à Cinta

Lamego-Mesão Frio-Moimenta da Beira-Penedono

Peso da Régua-Sabrosa-Santa Marta de Penaguião

São João da Pesqueira-Sernancelhe-Tabuaço-Tarouca

Torre de Moncorvo-Vila Flor-Vila Nova de Foz Côa-Vila Real

Alto Trás-os-Montes

Alfândega da Fé-Boticas-Bragança-Chaves

Macedo de Cavaleiros-Miranda do Douro

Mirandela-Mogadouro-Montalegre-Murça

Valpaços-Vila Pouca de Aguiar-Vimioso-Vinhais

CENTRO

Baixo Vouga

Águeda- Albergaria-a-Velha -Anadia-Aveiro

Estarreja-Ílhavo-Mealhada-Murtosa

Oliveira do Bairro-Ovar-Sever do Vouga-Vagos

Baixo Mondego

Cantanhede-Coimbra- Condeixa-a-Nova -Figueira da Foz

Mira-Montemor-o-Velho -Penacova-Soure

Pinhal Litoral

Batalha-Leiria-Marinha Grande-Pombal-Porto de Mós

Pinhal Interior Norte

Alvaiázere-Ansião-Arganil-Castanheira de Pêra

Figueiró dos Vinhos-Góis-Lousã-Miranda do Corvo

Oliveira do Hospital-Pampilhosa da Serra

Pedrógão Grande-Penela-Tábua-Vila Nova de Poiares

Dão-Lafões

Aguiar da Beira-Carregal do Sal-Castro Daire

Mangualde-Mortágua-Nelas-Oliveira de Frades

Penalva do Castelo-Santa Comba-Dão-São Pedro do Sul

Sátão-Tondela-Vila Nova de Paiva-Viseu-Vouzela

Pinhal Interior Sul

Mação-Oleiros- Proença-a-Nova -Sertã-Vila de Rei

Serra da Estrela

Fornos de Algodres-Gouveia-Seia

Beira Interior Norte

Almeida-Celorico da Beira-Figueira de Castelo Rodrigo

Guarda-Manteigas-Meda-Pinhel-Sabugal-Trancoso

Beira Interior Sul

Castelo Branco- Idanha-a-Nova

Penamacor-Vila Velha de Ródão

Cova da Beira

Belmonte-Covilhã-Fundão

Oeste

Alcobaça-Alenquer-Arruda dos Vinhos-Bombarral

Cadaval-Caldas da Rainha-Lourinhã-Nazaré-Óbidos

Peniche-Sobral de Monte Agraço-Torres Vedras

Médio Tejo

Abrantes-Alcanena-Constância-Entroncamento

Ferreira do Zêzere-Ourém-Sardoal-Tomar

Torres Novas-Vila Nova da Barquinha

LISBOA

Grande Lisboa

Amadora-Cascais-Lisboa-Loures-Odivelas

Oeiras-Sintra-Vila Franca de Xira-Mafra

Península de Setúbal

Alcochete-Almada-Barreiro-Moita-Montijo

Palmela-Seixal-Sesimbra-Setúbal

ALENTEJO

Alentejo Litoral

Alcácer do Sal-Grândola-Odemira

Santiago do Cacém-Sines

Alto Alentejo

Alter do Chão-Arronches-Avis-Campo Maior

Castelo de Vide-Crato-Elvas-Fronteira-Gavião

Marvão-Monforte-Mora-Nisa-Ponte de Sor-Portalegre

Alentejo Central

Alandroal-Arraiolos-Borba-Estremoz-Évora

Montemor-o-Novo -Mourão-Portel-Redondo

Reguengos de Monsaraz-Sousel

Vendas Novas-Viana do Alentejo-Vila Viçosa

Baixo Alentejo

Aljustrel-Almodôvar-Alvito-Barrancos-Beja

Castro Verde-Cuba-Ferreira do Alentejo

Mértola-Moura-Ourique-Serpa-Vidigueira

Lezíria do Tejo

Almeirim-Alpiarça-Azambuja-Benavente

Cartaxo-Chamusca-Coruche-Golegã

Rio Maior-Salvaterra de Magos-Santarém

ALGARVE

Albufeira-Alcoutim-Aljezur-Castro Marim-Faro

Lagoa-Lagos-Loulé-Monchique-Olhão-Portimão

São Brás de Alportel-Silves-Tavira

Vila do Bispo-Vila Real de Santo António

REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES

(RAA)


Ilha de Santa Maria

Vila do Porto

Ilha de São Miguel

Lagoa-Nordeste-Ponta Delgada

Povoação-Ribeira Grande-Vila Franca do Campo

Ilha Terceira

Angra do Heroísmo-Praia da Vitória

Ilha Graciosa

Santa Cruz da Graciosa

Ilha de São Jorge

Calheta-Velas

Ilha do Pico

Lajes do Pico-Madalena-São Roque do Pico

Ilha do Faial

Horta

Ilha das Flores

Lajes das Flores-Santa Cruz das Flores

Ilha do Corvo

Corvo

REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

(RAM)


Calheta (RAM)-Câmara de Lobos

Funchal-Machico-Ponta do Sol-Porto Moniz

Ribeira Brava-Santa Cruz

Santana-São Vicente-Porto Santo



Pelos caminhos de Portugal



Entre esta população

Há-de estar o tal rapaz,

De sobrenome Trovão,

Que falar não é capaz.




Por Distrito ou Região,

Aldeias ou freguesias,

Se sabem dele, ou não,

Disso não há garantias.




O dia não é que corre,

Somos nós que o vivemos,

Há muita gente que morre,

Por pouco ou mais ou menos.




Se souber do paradeiro,

Desta pessoa emigrada,

Deixe um sinal verdadeiro

Peço: não fique calada.




Até já e muito obrigada!

2008/10/31

Soneto de propósito (2) - Por Graça Maria

Por Graça Maria

O trauma de um pai que vê sua filha
Às portas da morte, triste sinal,
Faz lembrar vil vulcão que faz a ilha
Formar-se duma lava que é mortal.

Mas se Deus assim quis e nos partilha
A dor que se viveu em Portugal,
Em Vila de Góis, uma maravilha,
Faz pensar que lá é nosso ideal.

E a mãe que as deu à luz tão docemente,
As flores da maior felicidade,
Vê uma cedo ir para a eternidade.

O céu logo se abriu, tão de repente,
E toda a gente, em coro, na partida,
Chorou a dor maior da sua vida.

Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Rosa e rimas do coração


 


Nota: A propósito do livro "Gracita Flor da Saudade", de Clarisse Barata Sanches.

Soneto de propósito (1) - Assim, tão de repente

Assim, tão de repente

Faço-te santa, hoje, minha mãe,
Por tanto que a nós quiseste bem.
Do céu onde te guarda o Zelador,
O maior Rei que é Cristo Senhor...

Tive a resposta e vinda de alguém
Que foi para Ti um dia, porém,
Só teve o condão bem revelador
Porque era mansa e tão pura de amor.

Foi coincidência das coincidências,
Num livro que me fala de saudade,
Senti voar, por mim, a tal verdade.

A luz que ronda a minha consciência,
É fruto desse teu estro vivente,
Que me dá tudo, assim, tão de repente.

Cidália Miravento
Pseudónimo de Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Não consegui parar sem ir até ao fim...

Angra do Heroísmo, 30 de Outubro de 2008



Querida amiga Clarisse



Esta carta que lhe escrevo,

É talvez a mais sentida,

E vai cheia de relevo

P'la sua afilhada querida.



Eu não consegui dormir,

Tive de ler até ao fim,

O livro que veio abrir,

Uma ferida por mim.



Tão amada era a Gracita,

Uma "Flor da Saudade",

Ela era meiga e bonita,

Tão nova na eternidade.



Quando a lágrima nos corre,

E aquece bem o rosto,

É porque quando alguém morre,

Deu-nos um maior desgosto.



O gosto não é pra nós,

Mas sim para Deus, que viu

Erguer no Céu uma voz,

Cujo tom tem maior brio.



Foi a santinha de Góis,

Que deixou entes na terra;

Porém, o que vem depois,

No coração se encerra.



Encerra-se tanta dor,

E grande consternação,

Mas pra quem lhe teve amor

Guarda uma eterna paixão.



Fev'reiro de oitenta e cinco,

Oito, até me atrapalho,

Nesse dia, com afinco,

Começava o meu trabalho.



Vinte e três anos de idade,

E vinte e três se passaram,

P'ra ela foi mocidade,

E a mim me alertaram.



Ela é uma bonita santa,

Que a Clarisse tem no Céu;

E por todos nós lá canta

Sorrindo no alvo véu.



Rosa Silva ("Azoriana")

É aqui ao lado, no «Porto das Pipas»

Se eu escrever assim:



O «Porto das Pipas» foi à "Estação de Serviço" e portou-se lindamente. Até eu liguei para lá e fui muito bem atendida.



O que será que se gerava à volta desta afirmação?



O que sei é que está lançada a opinião mesmo aqui ao lado. Ora vejam...



A minha deixa vou guardar também aqui:



E pra forte opinião,

Venha o verso, em vulcão,

A talho de rima airosa:

A cantar mais do que devo,

Muitas vezes eu me atrevo

Melhor que em fina prosa.



Muitas vezes as farpinhas

Atingem ervas daninhas

E fazem-se os tais milagres;

Se há fraca opinião,

Muito peca a redacção

E há pouco quem consagres.



Rosa Silva ("Azoriana")

O primeiro exemplar do livro "Desgarrada de Além-Mar"

Agradecimento

A Angra chega o livrinho
Numa carta / encomenda;
Um beijo dei com carinho,
Ao abrir a rica prenda.

À Clarisse e à ADIBER,
Esta prenda só sei dar:
Até quando Deus quiser,
O meu gosto de rimar.

Sinto enorme gratidão,
Por quem nos fez tanto bem;
É a primeira edição
Que traz meu nome também.

E o SAPO é nosso amigo,
Deu guarida à desgarrada,
Estamos sempre contigo.
A todos: Muito obrigada!

Rosa Silva

Angra do Heroísmo, 29 de Outubro de 2008


 

Relíquia do Queimado

Virgem Mãe imaculada,
Fonte de amor e ternura:
Por vós seja preservada
Ermida da Virgem Pura!

Por todos seja adorada,
Numa tarde de doçura,
Seja feita a caminhada
Com toda a compostura.

Que se erga uma Bandeira,
Com Imagem original,
E a data do portal

Da freguesia Romeira:
Cada alma que a cantou
Uma RELÍQUIA fundou.

28 de Outubro de 2008


 


Rosa Silva ("Azoriana")


Índice temático: Rosa e rimas do coração


 

Agradecimento com uma oferta da Azoriana

sabia_que.jpg



Ao site "Terceira em Festa"



Obrigada p'lo presente,

Da nossa "Terceira em Festa",

E digo, sinceramente,

Não há ilha como esta!



Eu "sabia que..." a Serreta,

É digna da referência,

Para lá da tabuleta,

Há mais fé por excelência.



Brava terra açoriana,

Lilás à roda do mar,

Nossa ilha é soberana,

No seu jeito de encantar.



Na riqueza da paisagem,

No culto pelas touradas,

E p'ra quem está de passagem

Leva saudades dobradas.



"Terceira em Festa" apregoa,

O que de melhor se faz,

E honra cada pessoa,

Com tudo o que é capaz.



Obrigada, novamente,

P'la vossa dedicação,

E nesta hora presente

Dou-vos minha ovação!



Estas quadras que vos dou,

Têm seu berço na Serreta,

Na lira que me dotou

O farol na ponta preta.



É na Ponta do Queimado,

Que a Senhora avistou,

Que sonho emoldurado

O que Ela me ditou:



"RELÍQUIA DO QUEIMADO



Virgem Mãe imaculada,

Fonte de amor e ternura:

Por vós seja preservada

Ermida da Virgem Pura!



Por todos seja adorada,

Numa tarde de doçura,

Seja feita a caminhada

Com toda a compostura.



Que se erga uma Bandeira,

Com Imagem original,

E a data do portal



Da freguesia Romeira:

Cada alma que a cantou

Uma RELÍQUIA fundou.



28 de Outubro de 2008"




Rosa Silva ("Azoriana")



(...) Um abraço para todos os membros do site "Terceira em Festa".

Quem será este (ou esta) visitante 200.000?


 


Fico a aguardar que chegue algum comentário do visitante nr. 200000. Caso não chegue, será a "Picarota" a que fica com direito a prémio porque deu sinal de que viu o contador chegar aos 200000.


 

Mãe...

Olha por mim...

Que os Anjos cantem no Céu,
Ao teu lado, querida Mãe!
Cinco anos no mundo ilhéu,
A escrever por ti também.

O milagre, então, se deu,
Pela mão de douta amiga
Clarisse teceu por bem
Nosso livro de cantiga.

Para me fazer feliz,
Pediu a gente honrada,
Para seguir tal matriz,
E sair com a desgarrada.

Vinte e oito de Outubro,
Terminou o teu sofrer,
De bênçãos estás ao rubro:
Sei que a Deus foste ver.



Matilde Rosa Cota Correia
* 14-03-1940 +28-10-2003

O poema de Jorge Vicente: Mãe


MÃE


 


Mãe! palavra tão linda!


A maior que o Mundo tem


Dentro de ti existe a vida


Aquela que hoje me mantém.


 


Dentro de ti só há grandeza,


Que não tem comparação.


Seja rica ou viva na pobreza


Têm todas o mesmo condão.


 


Deste-me vida, por isso mereces,


Lugar de relevo no meu coração.


Lembro-me de ti não me esqueces


Tenho por ti a maior consideração.


 


Jorge Vicente


Azores - Açores




E que belas são as ilhas

Na nobreza de uma tela:

São as nove maravilhas

Numa viagem tão bela.



Terceira na abertura,

São Jorge e o Faial,

Pico, de grande altura,

A montanha sem igual.



Graciosa e as Flores,

Com o Corvo à porfia,

Junto outras lindas cores:

São Miguel, Santa Maria.



A beleza original,

Encobre um fogo imenso,

Que faz nosso pessoal

Ter outro fervor intenso.



A fé no Divino Espírito,

Que sobrevoa o torrão,

Nele também acredito,

No quadro da salvação.



Oh, minha ilha encantada,

Meu doce de esperança,

És por Deus abençoada

Em tudo que a vista alcança.



Rosa Silva (“Azoriana”)

Agradecimento e o meu louvor à D. Clarisse...

E às pessoas intervenientes neste processo da edição da nossa "Desgarrada de Além-Mar".

O meu contributo para a desgarrada foi tão somente duzentas e cinquenta quadras, na cor da letra que combina com a que foi atribuida à ilha Terceira e que consta em alguns mapas dos Açores. Cada ilha tem uma cor de acordo com as suas características. O lilás é a cor da ilha de Nosso Senhor Jesus Cristo e que deu lugar ao título de Terceira, por ser a ordem da descoberta.

O que eu descobri foi a sabedoria, persistência e diligência da mulher, poetisa de Góis, que já conta com uma dúzia de livros e, agora, mais um em co-autoria. Aos poucos, fomos contactando por e-mail, nesta onda de uma rede universal que é a internet. Especialista de metrificação, devota de amor por Deus e pela poesia, foi-me incutindo alguns ensinamentos que, confesso, nem sempre cumpri de bom grado. Sentia que perdia a minha autenticidade daquilo que chamo a inspiração que me sopra o vento e o vulcão de que sou feita. Sou vulcânica dentro da ilha do arquipélago vulcânico.

Concordo plenamente que Clarisse Barata Sanches é digna dos melhores louvores e homenagens. Feliz daquele(a) que as tem em vida! Só tenho pena de não ter assistido, ao vivo, ao lançamento do seu livro “Rosários de Amor”, na Casa do Concelho de Góis, em Lisboa, no dia 25 de Outubro p.p., para lhe dar um grande abraço, num dia tão almejado e feliz.

De qualquer forma, também estou feliz. A Clarisse Sanches lançou uma parte de mim em livro, cuja capa vos apresento hoje.



 


Os livros irão chegar brevemente. A tristeza que tenho é que a minha cidade apenas esteja mencionada por mim mas não tenha participado plenamente. Quem sabe, depois de verem esta amabilidade de Góis, pela mão de pessoas abnegadas e gentis, tenham uma palavra de apreço e/ou façam por divulgar este pequeno grande livro, que Clarisse diligentemente levou a cabo. Góis e Angra do Heroísmo uniram-se numa bonita partilha de cultura, em que os cantares em desgarrada tomaram uma forma inédita – improviso por correio electrónico, fruto das novas tecnologias postas ao serviço dos cidadãos.

Muito mais havia a escrever sobre esta efeméride mas prefiro ler o que dela disseram e que está patente no blog “Cânticos da Beira – Prosa e Poesia”, da autoria da amiga poetisa goiense - Clarisse Barata Sanches.

O meu bem-haja a C.B.S e a todas as pessoas colaboradoras deste nosso livrinho de afecto pelas quadras de improviso. Um beijinho para a Judite porque já lhe tenho muito carinho e acompanhou a sua mãe adoptiva nesta caminhada.

Rosa Silva ("Azoriana")

P.S. A minha homenagem a C.B.S.:


Inspiração in "Casa dos Poetas" - Espantalhos de mim

Espantalhos de mim

Corri ruas da cidade
Com espantalhos de mim;
Vi-me nova, sem idade,
Nas pét'las de cor carmim.

Chorei colinas de vida,
Desfolhei minha clausura,
Abri mão de entristecida
Por um riso de ventura.

E no adro da minha alma
Olhei as flores vistosas,
Que, ao longe, seriam rosas...

E da paz, vesti a calma,
No assento deste dia:
Espantalho de alegria!

Rosa Silva ("Azoriana")



Índice temático: Rosa e rimas do coração


 


Nota: Esta inspiração nasceu in "Casa dos Poetas" que está em destaque nos Blogs do SAPO.

Escritos

Na certidão de nascimento tem a história de uma vida - a minha: Não nega que trago os ares da freguesia da Serreta, desde as 13 horas do dia 1 de Abril de 1964, que me casei e que, entretanto, divorciei.



O engraçado é que meu pai me declarou no Posto da Serreta a 24 de Abril de 1964 e a 24 de Janeiro de 2007 eu estava a desatar as amarras de uma vida (42 anos=4+2=6 anos que levei à espera deste novo dia). Ainda não percebi porque me apanhei a chorar hoje... Se foi o facto de me lembrar da felicidade de meu pai noutro tempo (porque neste tempo já cá não está); se por me encontrar na véspera do quinto aniversário da morte da minha mãe; se a névoa paira na minha existência e uma dor me trespassa sempre que toco nos papéis moribundos do passado para comprovar que:



Nunca se sabe o futuro

Sem passar pelo presente

O passado é o apuro

Do que nos sobra p'la frente.



Esta é uma das quadras, nos meus escritos instantâneos, que podia colocar junto da assinatura de um novo papel: uma escritura...



Hoje, era suposto ser um dia especial... Espero que o seja. Tenho que ter fé porque a fé é que nos salva. Para trás ninguém volta, por isso há que seguir em frente. Nossa Senhora me guie como me guiou até aqui.



Rosa Silva ("Azoriana")

Casa do luar (Casa da Azoriana)

Para quem nunca passou por momentos difíceis, no seio familiar, não poderá avaliar o que uma alma sente quando chega ao dia de, finalmente, ver uma luz ao fundo do grande túnel de seis anos de comprimento.

E no próximo dia 28 de Outubro perfaz cinco anos do falecimento da minha mãe - Matilde Rosa Cota Correia.

São dois momentos da minha vida que vão marcar-me para sempre. Sinto que, graças a ela, consegui o que sempre esperei: voltar ao chão que "fabriquei" a meu gosto e ficou "inanimado" durante seis anos, à minha espera... Obrigada, minha mãe!


 


Casa da Azoriana

Bem-vindo ao meu recanto!
E se cá vier por bem,
Verá todo o meu encanto
Por alma da minha mãe.

Cinco anos se passaram,
Mais um com minha saída,
Assim, seis anos contaram:
Dupla de fuga e partida.

Fuga de abalos do lar
E das trevas da tristeza;
Volto à casa do luar.

É dos Folhadais, a sede,
O canto da natureza
Que outra vida me concede.

2008/10/27-28

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração


 


"Casa da Azoriana" é o nome que lhe quero dar e a madrinha é a minha amiga Joanina (Paula Belnavis), porque esta ideia assinou. Se Deus quiser, o baptismo será feito quando ela me visitar. Será que ela vai ficar contente?!

Ao lançamento do livro "Rosários de Amor" em Lisboa

Dedicatória a D. Clarisse Sanches

Chego já no fim do dia,
Ao templo da felicidade,
P'ra partilhar a alegria
Que teve nessa cidade.

Lisboa, Góis e Terceira,
No lançamento honroso,
Fez tecer sobremaneira
Um trio harmonioso.

Bela prenda também deu,
Clarisse à Chica Ilhéu,
Para ficar na memória...

E a quem lhe deu a mão,
E à nova produção:
Desgarrada com história.

Rosa Silva ("Azoriana")

Esta a surpresa que me deu D. Clarisse:

E mais fui apresentar
Neste final de semana

"Desgarrada de Além-Mar".
Com a amiga "Azoriana"

«Folhas do Outono», de Jorge Vicente

Louvo o poema de Jorge Vicente



Apresento-vos, sorrindo,

O poema que é bem-vindo,

Do amigo Jorge Vicente.

É que hoje veio alegrar

E meu blog veio dourar

Nesta estação presente.



Com a rima conjugada

Sua folha é louvada

Nesta sextilha querida:

Peço, sigam por favor,

A imagem que é louvor

À beleza produzida.



Rosa Silva (“Azoriana”)





Folhas do Outono



Folhas mortas do Outono

lembrando as penas da vida,

p’lo chão ao abandono

que foram da vida vivida!



Folhas mortas do Outono

desfazendo-se no chão caídas,

que tiveram tanto abono,

agora tristes denegridas!



Folhas mortas do Outono

caídas no chão, abandonadas,

mostrando o eterno sono

lembrando existências passadas!



Folhas mortas do Outono

dão-nos uma lição de moral,

até o mais poderoso patrono

está sujeito ao vendaval!



Folhas mortas do Outono

que foram frescas e adoramos,

estão ali agora sem dono,

nós ingratos à toa as pisamos!



Jorge Vicente




(Clique na imagem para ampliar)





VII Aniversário da Adiaspora.com


 


Através do Programa "Atlântida", que está a decorrer neste sábado, tomei conhecimento do VII Aniversário da Adiaspora.com, cuja página se encontra ao alcance de um clic e que contém um manancial de ricas informações na divulgação da lusitanidade e da lusofonia.



Adiaspora.com é o elo de ligação entre os açorianos, os canadianos e as comunidades com o sentir lusitano. O seu fundador e director é José Ilídio Ferreira.



Já tive o prazer de cumprimentar pessoalmente o senhor José Henrique Brum que não perde uma cantoria ao desafio quando se desloca à ilha Terceira para seguir e gravar os nossos cantadores ao desafio terceirense.



Os meus sinceros parabéns por esta efeméride e desejo que este Portal continue a encantar-nos.



Faça-lhe uma visita e verá como é linda Adiaspora.com


 








É um pedaço de nós,

Num território vosso,

Onde a lusitana voz

Abrilhanta o que é nosso.




A alma da nossa gente

Navega em teu regaço,

Ai, como fico contente,

Por vos dar hoje o abraço.




Um abraço de ternura,

Cantando festividade,

Mostrando nossa bravura

Coroada da Trindade.




Minha terra, meu amor,

E meus versos populares,

Levam-te hoje uma flor,

Sorrindo, aos vossos olhares.




Parabéns!







Rosa Silva ("Azoriana")

Glosa dedicada ao poema de Euclides Cavaco desta semana

Esta glosa, feita de imediato e tomando os três últimos versos do poema de Euclides Cavaco, espero que seja do agrado. O seu poema é profundo e sábio e a minha glosa é apenas uma singela homenagem sincera.



Acontece que já recebi a resposta, que me deixou muito contente porque a glosa constará do livro de visitas da sua distinta página pessoal: Ecos da Poesia
.


 


As rimas desse poema

Fazem nascer nobre tema

Que a cantar se chama fado !…


 


Euclides Cavaco




Glosa



Ouvi, com agrado o lema,

Das “Rimas do Meu País”,

As rimas desse poema

Que a todos fará feliz.



Fico agora num dilema

A que junto alegrias

Fazem nascer nobre tema

Para louvar os seus dias.



Poema bem recitado;

Na saudade a melodia

Que a cantar se chama fado

E fado é voz e Poesia!



Rosa Silva (“Azoriana”)



In livro de visitas



Grande abraço caro poeta amigo!

Quadras para o «Pão-por-Deus»



Na saquinha de retalhos,
Trago quadras de improviso,
Vão por ruas e atalhos,
À cata do bom sorriso.

É dia do Pão-por-Deus,
Cantam os Santos no céu;
Seja por alma dos seus
O que dá a este ilhéu.

Andam crianças em bando,
A pedir pelos beirais,
Alegres sempre cantando
Como pequenos pardais.

Bato à porta com alegria,
Esperando ser atendido,
Porque o valor deste dia
Será no Céu recebido.

No dia do Pão-por-Deus,
Sai à rua em excursão,
Este dom, de versos meus,
Em louvor dos que lá estão.

Em saquinhas coloridas,
De retalhos abençoados,
Andam nas mãos estendidas
A pedir pelos finados.

No dia do Pão-por-Deus,
Cantam os Anjos no Céu,
Pelos Santos teus e meus,
Com o coração ilhéu.

Em cada porta que passo,
Com uma estrofe na mão,
É uma obra que faço
Em honra do nosso Irmão.

Eu vou pedir a Jesus,
No dia do Pão-por-Deus
Que alivie cada cruz
Que pousa nos irmãos seus.

Abro a boca da saquinha,
P'ra vos dar uma cantiga,
Se me derem a esmolinha,
Cumpre-se a moda antiga.

Pela lustrosa moeda,
Faço a quadra deste dia:
É um "Pão" que não azeda
E é dado com alegria.

Não se negue à criança,
O gosto da tradição,
P'ra que fique na lembrança
O dia da petição.

Por alma da sua gente,
Trago a quadra na sacola,
Agradeço o seu presente
Que valerá como esmola.

Levo uma rua a eito,
A bater de porta em porta,
Sorrindo a cada sujeito
P'la moeda que conforta.

Dia de Todos-os-Santos,
O mesmo que Pão-por-Deus;
Na ilha, em todos os cantos,
Louvam-se os meus e os seus.

No dia do Pão-por-Deus,
Vais levar uma saquinha,
Com alguns dos versos meus,
Gratos pela esmolinha.

A obra de caridade,
Reluz sempre neste dia,
Porque na tenra idade
Há o dom da alegria.

Trago no rosto o sorriso,
E a quadra a condizer:
O Pão-por-Deuss eu preciso
Para assim lhe agradecer.

Hoje é dia de Festa
No céu e todos os cantos;
Uma estrofe como esta
Louva cada um dos Santos.

Vão retalhos multi-cores,
Em saquinhas pequeninas,
No peditório louvores
Dos meninos e meninas.

Neste dia tão bondoso,
Pão-por-Deus feito na ilha,
Torna o gesto glorioso
Pela esmola que partilha.

Jesus também foi menino,
E transmitiu a Bondade,
E quanto mais pequenino
Mais ela luz de verdade.

Uma forma original
De pedir o Pão-por-Deus:
Agradeço, em especial,
Com alguns dos versos meus.

Uma prenda lhe vou dar,
Por me dar também a sua,
E p'ra sempre vou louvar,
O Pão que por Deus actua.

Quadras para professores:

Português
Trago a estrofe para si,
Lembrando os «Pão-por-Deus»,
E venho, agora, aqui
Para agradecer os seus.

Moral e Religião
O que é dado com Amor,
No dia do «Pão-por-Deus»,
É autêntico louvor
Aos Santos que estão nos Céus.

Educação Visual
«Pão-por-Deus» é das crianças,
Que vão pedir com saquinhas,
E trazem doces lembranças
De quem dá pelas alminhas.

Geografia
Do Minho veio p'ra ilha,
Terceira, de bons ilhéus,
E verá muita partilha
No dia do «Pão-por-Deus».

Físico-Química
É um dia especial,
Que lembra Todos-os-Santos,
Pedir também é normal
P'ras saquinhas de uns quantos.

Ciências Naturais
Sou natural da Serreta,
E já pedi «Pão-por-Deus».
Segue agora, com veneta,
O mais novo dos filhos meus.

História
Nas ilhas Açorianas,
Vão meninos em folia,
Alegres flores humanas
No peditório do dia.

Educação Física
Hoje pareço um atleta,
Na corrida aos «Pão-por-Deus»;
E em vez duma raqueta
Trago a saca pelos seus.

Matemática
Matemática p'ra contar,
As ofertas que me dão,
«Pão-por-Deus» para ajudar
Quem vai de saca na mão.

Inglês
Na aula ganho a lição,
Em casa ganha a mãe;
Venho de saca na mão,
Para ganhar um vintém.

Francês
Nesta ilha de Jesus,
Vão crianças sorridentes,
Co'a saquinha que reluz
De alegria p'los presentes.

Quadra para o Pipoca:

Já deste os teus cartões
Aos amigos e professores
Mesmo sem veres tostões
Mereceste alguns louvores.

Autoria: Quadras da mãe "Azoriana"
Angra do Heroísmo, 1 de Novembro de 2008
Rosa Silva

Carta em verso a uma amiga...

Se te pudesse abraçar,
Nem que fosse um bocadinho,
Vias logo, pelo chorar,
A tristeza e o carinho.

Nesta hora são os versos,
Esses que me saem bem,
Ficam por aí dispersos,
E são lidos por alguém.

Que alguém se compadeça,
Da tortura que me faz,
E talvez ele apareça,
Até seja bom rapaz (?!).

Porque se é bom rapaz,
E não liga a um amigo,
A amizade se desfaz
E vem por aí o perigo.

Do fundo do coração,
Te digo já nesta hora,
Se não vier solução...
Valha-lhe Nossa Senhora.

Dizem que a "cavalo magro",
Não lhe falta bicharada,
Cada vez fica mais agro
Se também não fizer nada.

Rosa Silva ("Azoriana")

Aparece, por favor...

A Família & Amigos



Estava numa rua, da mui nobre cidade de Angra do Heroísmo, encostada à porta de uma instituição, enquanto aguardava a chegada de um elemento da minha família. Enquanto esperava, olhava ao meu redor, para o mundo em ponto pequeno. Tanta gente que se conhece de vista, pelo menos, e tanta correria que nem dá tempo de um "olá" ou outro cumprimento qualquer. São assim os dias contemporâneos. A pressa anda a ser inimiga da perfeição e perfeição já nem existe. É que ninguém é mesmo totalmente perfeito.



Após esta ocorrência, dei comigo a pensar, de novo: A família é o bem mais sagrado, o bem mais importante que todo o ser humano tem. A FAMÍLIA verdadeira estima-se, sorri connosco, chora connosco, preocupa-se com o que nos acontece. Às vezes podemos passar anos e anos sem uma palavra (e até com alguma zanga) mas é a Família que temos e consta dos registos todos: há um nome com sobrenome que remonta aos antecedentes e prossegue nos descendentes.



Isto para frisar que até mesmo a família passa por dissabores oriundos dos membros que semeiam tristeza e dor. É verdade! E uns mais do que outros, conseguem "fugir" dos problemas e ninguém (ou quase) lhes põe mais a vista em cima. Agora imaginem que se fazem isto à família o que farão apenas a um Amigo. Ou serão os Amigos mais que a Família?! Ainda estou para perceber mais disto, talvez um dia...



Um amigo é um tesouro, diz-se... mas há "amigos" que fazem perder o que quer que haja e nem uma palavra de satisfação conseguem dar. Um amigo não esquece outro amigo. Um amigo não tem laços de sangue, pode nem ser família, mas é alguém com quem se conta nos piores e melhores momentos de uma vida. Um amigo por muito que se afaste continua amigo, por muito que lhe doa contar o que se passa não deixa o outro amigo chegar ao ponto de desespero. Mas se insiste no afastamento e no silêncio ainda será Amigo?! Continuo sem perceber isto...



Há casos e casos de amizades traídas. Eu conheço um caso e bem recente que está a levar-me a pensar que não se pode confiar em ninguém. A Família unida é ainda o melhor que nos/me rodeia.



Por isso, tu que andas calado, "desaparecido" e que ignoras o teu amigo: Fala de uma vez por todas, mostra que estou errada em dizer que a amizade já não é o que era...



Aparece!





Rosa Silva ("Azoriana")

Imagem do dia

lagrima_perdida.jpg



Uma lágrima perdida



Perco-me na solidez da mágoa

Arranco o brilho da serpente

Esgoto a raiz da vida

Dou comigo a olhar o sol

O mar, a lua, as estrelas,

E nem por isso sobrevivo

Do novelo da alma

Que me causa uma

Lágrima perdida.



Estou perdida em mim

No casulo que abraço

Até que a lágrima se solte

E me dê o tom do sorriso.



O bem está no sorriso, sempre!



Rosa Silva ("Azoriana")

"Rosários de Amor" - Palavras de afecto

A propósito do evento próximo, cá vão as minhas:



Palavras de afecto



Muito se pena p'ra editar,

O livro dos nossos Sonhos,

Mas quando ele vem para o ar

Tornam-se mais risonhos.



Os "Rosários de Amor"

Contém a fé duma vida,

Animados do valor

Duma pessoa querida.



Certo é: o mundo nos vê,

E só Deus mesmo conhece

Aquilo que a gente crê

E nem sempre amanhece.



Eu creio na rima leve,

Eu creio no bom soneto,

Eu creio que a vida é breve

E a palma eu lhe remeto.



Clarisse Barata Sanches,

Grande poetisa goiense,

Nada sequer lhe desmanches

Porque o louro lhe pertence.



Meu louvor vai nesta hora,

Pelo rumo a Lisboa,

Clarisse é boa senhora,

E o canto lhe ressoa.



Parabéns!







Nota: No dia 25 de Outubro p.f. o livro "Rosários de Amor" vai ser apresentado na Casa do Concelho de Góis, em Lisboa. Não percam esta apresentação e vejam como o livro é: Muito Bom!



Rosa Silva ("Azoriana")

Conselhos em verso

Servem os meus versos fracos,

De regra e de conselho:

Podem chamá-los velhacos

Mas não digam que é de velho.



À pessoa de idade

Não se deve dizer "não";

Todos sabem que é verdade

E faz mal ao coração.



Deve-se muito respeito,

A quem viveu uma vida,

Nisso não ponho defeito

P'ra regra ser bem cumprida.



Só é pena que, às vezes,

A paciência nos falte

E perante alguns revezes

A nossa paz se exalte.



Há então que refrear

E amansar o tormento,

Não vale a pena irar

Com a febre do momento.



Numa dose combinada

De ternura e perdão,

Depois de bem conversada

Atalha-se a má questão.



Estes conselhos que dou,

A troco de quase nada,

Servem p'ra quem já gritou

Alguma palavra irada.



E servem também p'ra mim,

Que me exalto com frequência,

Não gosto de ser assim...

Que Deus me dê paciência!



Rosa Silva ("Azoriana")

Mentira (ou não?!) - para a «Fábrica de Histórias»

«Recentemente recebi um convite da Azoriana:



Convido Você e Exª Família para um jantar convívio que se realizará na “Casa da Azoriana” no dia de São Martinho, pelas 19 horas. A recepção terá uma surpresa. Traga consigo o prato preferido e partilhe-o connosco.



A surpresa é que me ficou a atormentar... O que será que se vai passar?! Matutei nisto um bom bocado e (como não aguentei), abeirei-me do telefone e disquei o número que vinha no canto inferior direito.



Disquei e aguardei os “tim... tim... tim”. Atendeu uma voz de criança que indagou: - Quem fala? Eu respondi e pediu-me que aguardasse um bocadinho que neste momento a mãe estava a lavar a louça e que ia enxugar as mãos... Nunca acerto no horário para ligar para ela... Ou está na louça, ou “foi ali e já vem” ou, ainda, “acabou mesmo de sair”. Incrível porque sei que a maior parte das horas vagas, passa-as a engendrar um novo artigo para o seu querido blog para não pensar que ainda não está com tudo resolvido para mudar para a “Casa da Azoriana”... Nem sei se chegará o dia... Puxa, que demora para limpar as mãos!... Será que a gordura chegou aos cotovelos?!



Nisto reconheci a voz que chegava ao ouvido. Perguntou logo quem era... e eu ri-me e disse-lhe o que acabara de pensar: - Tens gordura até aos cotovelos, mulher?! Ela reconheceu-me a voz e disse: - Pois tenho! Nem imaginas quanta! O jantar foi coelho à minha moda... E riu-se tanto que foi uma inquietação para encontrarmos o ponto de seriedade.



Passados os sorrisos lá fui eu perguntando assim naquele jeito que ou ela respondia ou mandava-me dar uma volta. Esta última parte não é muito usual nela. Talvez o mais certo era dizer “surpresa é surpresa” e não me adiantar mais nada... E não é que ela disse mesmo “surpresa é surpresa”, copiando-me a expressão, que nem é minha... Eu não me contentei com isso e fui dando-lhe a volta, torneando as frases, até que ela se descaiu:



- Prometes não dizer a ninguém?



Eu que estava já a inquietar-me para aguentar tanto suspense disse logo: - Prometo!



- Olha, então cá vai... É que resolvemos casar nesse dia e juntar os amigos mais chegados. Como as coisas não estão para gastos extra, resolvemos inovar com a ideia do “prato preferido”. Das bebidas cuidamos nós, se não faltar a água na torneira... (E parou para dar uma das suas gargalhadas, continuando...) – Achas que vai aparecer alguém?



- Talvez, mas lembra-te que é dia de São Martinho e há mais festas nesse dia. O vinho é quem mais ordena... Mais perto avisas se não for para haver festa?



- Claro. E se não houver água bebe-se vinho e come-se castanhas que talvez alguém nos traga. Agora deixa-me ir acabar de lavar a loiça porque, graça a Deus, aqui não me faltou a água.



- Boa noite e até ao dia de São Martinho à tua festa “Txanã”!»

A Santa das rosas belas

"Chuva de rosas"



Teresinha de Jesus,

A Santa de rosas belas,

Numa chuva que seduz

Quem anda nestas janelas.



E Clarisse as apanhou,

E fez delas lato ramo,

Que ali nos presenteou

E agora eu aclamo.



"Chuva de rosas" por Góis,

E por toda a humanidade,

Sei bem que virá depois

Um jardim de santidade.



Padroeira das Missões,

E Doutora da Igreja,

Com estas revelações

Bem haja e assim seja.



Cada pétala em reza,

Que desfila neste espaço,

Seja por Santa Teresa,

Que nos une em forte laço.



Rosa e branco, cores mimosas,

Que vejo a florescer,

Nas linhas sempre bondosas

Que Clarisse faz crescer.



Rosa Silva ("Azoriana")



"Farei cair uma chuva de rosas sobre o mundo!".

30 Setembro de 1897

Maria Francisca Teresa Martin

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face

Lisieux - in Wikipédia



Ao poeta de "Ventos que Passam"





Agradecimento a Fernando Reis Costa

(Que emprestrou a sua voz a um soneto)

- Poeta dos «Ventos que Passam«



A voz que nos afina

Os versos feitos luz,

Com Clarisse ora combina

E ao sonho nos conduz.



Oh! Como queria ouvir,

A voz de alguém assim:

Como rosas a florir

Das linhas de um jardim.



Um abraço agradecido,

Um louvor além Açores,

E de Góis, também unido,

Selando as nossas cores.



Nossas terras a cantar,

Num elo verde e rosa,

Para o mundo encantar

Com sua voz amistosa.



Obrigada!

Rosa Silva ("Azoriana")

Um prémio recebido





Agradeço a quem mo deu,

E transfiro a quem o queira,

Este ouro não é meu

É desta gente blogueira.



Que acompanha nossos lemas,

Que nos lê e acarinha,

Seja em prosa ou poemas,

No bico de uma andorinha.



Seja em voo matinal,

Seja à noite, ao luar,

Cada uma dá um sinal

Deste eterno navegar.



Venham comigo então:

Levem amigável tesouro,

Levem p'ró vosso cantão

O prémio Blog de Ouro.



Rosa Silva ("Azoriana")

Apetece-me a ouvir e homenagear: Tributo!

Quando eu estou contente,
Abraço logo a melodia,
E quando é da nossa gente
Enfeito minha alegria.

E se acharem imprudente,
A graça desta euforia,
Pensem, assim de repente,
Na dita de cada dia.

Os dias nunca se passam,
Somos nós que os passamos
Entre folhas e tornados.

Mas há outros que nos caçam,
E também nós os caçamos,
Na destreza dos teclados.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Parabéns!


Fonte: Açores - Eleição para a Assembleia Legislativa 2008



Ilhas com Futuro



Meu amor p'las nossas Ilhas

Faz crescer minha vontade

De continuar maravilhas

Quer no campo ou na cidade.



Nosso Povo Açoriano

Nosso lema verdadeiro

Nosso canto é soberano

Vem comigo, companheiro!



Meu irmão e meu amigo,

Cruzeiro de gerações,

O futuro está contigo

Na união dos corações.



Nosso Povo Açoriano

Nosso lema verdadeiro

Nosso canto é soberano

Vem comigo, companheiro!



Rosa Silva ("Azoriana")

Estou tão feliz! I'm so happy now!


 


Fonte: Açores - Eleição para a Assembleia Legislativa 2008


 


(Ainda estou inscrita em Santa Luzia de Angra do Heroísmo)



A Serreta já foi apurada.

Angra do Heroísmo. Uma carta para ti

Angra do Heroísmo, 19 de Outubro de 2008



Gostava de morrer só para saber o que escreviam de mim. Se for pecado escrever isto, peço perdão. A morte dá relevo às notícias, faz como que ressuscitar do "anonimato" passageiro deste mundo de inúmeros talentos. Fica-se com a sensação que a urna é um pedestal. Os anjos elevam-no tão alto que parece passar além do limite, do infinito.



Os que vivem admiram-se, surpreendem-se com a "urgência" da morte duma pessoa, seja ela qual for, que se habituam a ver no dia-a-dia, mesmo que a dita não lhes diga nada em alta-voz, mas tão somente no silêncio dos dias iguais.



Não se sabe o dia nem a hora mas sabe-se que dela ninguém está fora. A morte nunca será triste se o bem está pela proa. Só que do bem sabe Deus quem.



Juro! Só queria "morrer" para saber o que escreviam de mim, com o sentimento verdadeiro do que se lê nas entrelinhas de uma vida. Talvez morresse e "ressuscitasse" alegre. É muito triste a ideia de que sou a solidão das linhas, sem perícia alguma.



Peço a ti que me lês, uma carta para eu ler em vida e levar comigo para a urna. É pena não poder levar um computador J Não me deixem só na urna. Coloquem os rascunhos. Tenho medo da solidão.



Ah, como gostava de ter minha última morada num pouco do chão serretense! Foi a Serreta que me fez escrever tanto, tanto... e já fiz com que surgissem mais olhares atentos a novos escritos de lá e para lá.



Há personalidades, poetas, amigos, familiares e os que vou conhecendo e que me vão conhecendo. Vou colocar alguns nomes conforme me vão surgindo na mente, aleatoriamente, e por quem tenho elevada consideração:



Álamo de Oliveira, Victor Rui Dores, Diniz Borges, Katharine Baker, José Ávila, Germano Silva, Sidónio Bettencourt, Pedro Moura, Luís Castro, Sónia Bettencourt, Humberta Augusto, Felix Rodrigues, Daniel Arruda, Jorge Gonçalves, Luiz Fagundes Duarte, Paula Belnavis, Maria João Brito de Sousa, Clarisse Barata Sanches, Euclides Cavaco, Jorge Vicente, Luís Nunes, Mariana Matos, Bernardo Trancoso, Victor Santos, Hélio Costa, Luís Bretão, Gabriela Silva, Miguel Azevedo, Anita Azevedo, Alberto Flores, Agostinho Silva, Carlos Henriques, Ângela Monforte, Paulo Roldão, Francisca Silva, Francisca Dias, Salomé Alves, Carla Oliveira, Dionísio Sousa, André Bradford, Pedro Arruda, Nuno Barata, Duarte Bettencourt, Fernando Alvarino, Donato Parreira, Fátima Albino, Paulo Póvoa, Rosália Sousa, Carlos Silveira, João Marcelino, Humberta Silva, Frederico Freitas, Luís Carlos Borges, Aida Alexandra Borges, Paulo Filipe Borges... etc. e aqueles que me conhecem desde Abril de 2004.



Fiquem sabendo que eu escrevo com o que me dita (ou ditava) minha mãe. Foi esse o desafio que me condicionou uma nova forma de vida, nesta caminhada mais feliz.



Remato com um pedido (já que tenho fama de pedinchona): quem me concede a honra de ter a colecção de livros de Dias de Melo? É pedir o impossível, eu sei, mas era um Homem do Pico e do Pico era o meu pai. Aprendi a amar aquela ilha tal como amo a ilha Terceira, mátria do meu sentir.



Aquele abraço. Estou feliz.



Rosa Maria Silva



O comentário de Teixeira da Silva e os Prémios

Hoje está um dia bonito. O sol presenteia a natureza e Deus a nossa alma.



O comentário de Teixeira da Silva também me presenteou pela manhã. Agradeço-lhe, sempre, as suas palavras mimosas.



Resolvi colocar em evidência, aqui neste artigo domingueiro, a parte que me fez estremecer: (...) para quando a publicação dos seus trabalhos?

Os computadores avariam e todo este trabalho se esvai...

As obras, as nossas obras serão eternas, se publicadas em livro.
(...)



E agora?



Todos sabemos que ele me apontou uma grande verdade. Tudo é efémero, tudo é uma passagem, tudo tem dia, hora, minuto e segundo... mas um trabalho publicado em livro fica nem que seja numa prateleira sentimental de alguém...



E agora?



Quem cuidará de revisar os meus trabalhos?



Sei de algumas pessoas amigas que incentivam a publicação em livro e até a Autores-Editora está somente à espera de uma palavra minha...



Hoje, porque estou tremendamente bem disposta, resolvi lançar um desafio a todos(as) quantos(as) quiserem ajudar-me a escolher os artigos para o livro - O blogue da Azoriana. (seleccionei duas tags e ao clicar no título do livro acederá aos conteúdos respectivos.)



Quem se oferece para tal?



O único prémio que posso dar, em troca, é uma Webcam LabTec. Por esta revisão sou capaz de me desfazer desta peça a favor da bondade de alguém.



Outro prémio irá para o VISITANTE 200.000 porque o contador está a querer chegar-se para lá e é fácil captar o registo através do contador de visitas.



O dia está lindo, não está?

Azoriana: 500 palavras, em verso, para a Fábrica de Histórias

Dois lados de mim



O da prosa e o da rima,

O da noite e o do dia;

O de baixo e de cima,

Da tristeza e da alegria.



Também há sol e a lua,

O claro e o escuro;

O atalho e a rua,

O certo e o inseguro.



Há a dor e o prazer,

A verdade, sem mentira;

O coração a doer,

Quando alguém de mim te tira.



Há um lado mais feliz,

Outro que me faz chorar;

Há o topo e a raiz,

Que nada pode quebrar.



Há o novo e o velho,

Há o bem e há o mal;

Quando me vejo ao espelho

Encontro o lado mortal.



Porque a vida e a morte,

São apenas um só lado;

Há o fraco e o forte

Há o peso do pecado.



E das cores que mais gosto,

Juntam o mar e o céu:

É no azul que aposto,

Da ilhoa e do ilhéu.



É de rimas que me faço,

E de versos numa estrofe;

E na prosa me desfaço,

Quando me mexe o bofe.



Há o doce e o amargo,

Numa mistura frequente;

E do teu amor não largo,

Enquanto a gente for gente.



Há o mito e o real,

O simples e o complexo;

O quadrado e o oval,

O côncavo e o convexo.



O brilhante e o opaco,

O singelo e o apurado;

O partido faz-se em caco,

E o inteiro bem formado.



Há a fome e a fartura,

O largo e o apertado:

Há também a curvatura

Quando o corpo não é delgado.



Há o pico e há o vale,

Há o mar rodando a terra;

E que a voz se me não cale

Faça paz em vez de guerra.



Contra o ódio, o amor,

Contra a preguiça, o trabalho;

Tenho fé em Nosso Senhor

Que me acode quando ralho.



A aurora e o luar,

Que vestem o dia e a noite,

E me podem inspirar

E o verso ser mais afoite.



Mesmo que não venha a nu

  O pior lado de mim:

  Importa que não és tu

Que me fazes ser assim.



Sou jardim e sou deserto,

Sou Silva com algum espinho;

Tenho o meu peito aberto

P’ra nunca ficar sozinho.



E do lado do amor,

Desenho um coração,

Para quando eu me for,

Ele ficar na tua mão.



E se ódio encontrares,

No desenho que te deixo,

É melhor não lhe ligares

Não é de ti que me queixo.



O melhor dos meus escritos,

É o que fica em herança;

Nestes versos foram ditos

Os temperos da lembrança.



Abandonei o passado,

Assentei-me no presente,

Tenho o humor de lado,

Sem saber se vem p’la frente.



O desejo e a vontade,

Outros dois lados de mim,

Mas para falar verdade

Um dia chegam ao fim.



Como vão chegar ao fim,

Estes versos fabricados,

Como o doce de alfenim

Nos lábios adocicados.



Por lembrar da doçaria

Que é típica da nossa ilha:

Tudo de bom eu queria,

Como uma mãe quer à filha.



Rosa Silva (“Azoriana”)

A Serreta expande-se na internet

Uns têm dom de cair em graça,
Outros de ser engraçados;
Quando se cai em desgraça
Têm-se os dias contados.


Glosa

Eu não sei o que se passa,
Com uns sites na internet:
Uns têm dom de cair em graça
Quando o autor se compromete.

Com trabalhos esforçados,
Labutando à maneira;
Outros de ser engraçados
Tomam logo a dianteira.

A nossa vida é escassa,
Boa obra a prolonga;
Quando se cai em desgraça
'Inda se torna mais longa.

Os espaços assinados
Têm uma maior valia;
Têm-se os dias contados
Quando é manca a autoria.

Rosa Silva ("Azoriana")

A dor da partida

Hoje é um dia de dor

Para o povo açoriano

Porque partiu um senhor

Um correcto ser humano.



Para quem fez bem na vida,

Dando o melhor que sabia,

Não há morte, só partida...

Lá nos veremos um dia.



Na frieza da ossada

Que desce à sepultura,

Conta-se co'a alma içada

Sabe Deus qual a altura.



Mesmo assim à despedida,

Junto a dor de não saber

Se na última partida

Há um novo amanhecer.



Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: Dia do funeral do Dr. Carlos Corvelo.

Pêsames à família enlutada, aos amigos e ao Governo Regional

O PS/Açores suspendeu todas as actividades de campanha agendadas para hoje para as eleições regionais de domingo, na sequência da morte de Carlos Corvelo, Secretário Regional Adjunto da Vice-Presidência, do Governo Regional liderado por Carlos César.



Licenciado em Economia, era secretário regional adjunto do vice-presidente desde 16 de Novembro de 2004, mas já tinha assumido, no anterior executivo, o cargo de subsecretário regional do Planeamento e Assuntos Europeus.



O funeral de Carlos Corvelo realiza-se sábado, na ilha Terceira.


17/10/2008



in Nota informativa

Parabéns ao amigo Agostinho de Parada de Gonta - Viseu

Com o atraso de um dia

Chego eu àquele posto,

A tempo de dar, com gosto,

Os parabéns, com alegria.



Continuam os festejos,

Nesse blogue de valor,

Faz anos o seu autor,

Merece abraços e beijos.



A Parada é de Tondela,

Do Distrito de Viseu,

Certamente já lhe deu

Uma festa muito bela.



Os cartazes especiais,

E um bolo a preceito,

Amarelo e bem feito;

Venham muitos, venham mais.



Abraços!

Rosa Maria

A data está em "banho-maria"...

Mas já estou preparada com umas quadras para dedicar ao Corpo Santo – Freguesia da Conceição:




Até sempre Corpo Santo,

Foste o meu lar de abrigo,

Onde escondi o meu pranto

Dum desgosto mais antigo.



Chega a hora da partida,

Sempre chora um coração,

Peço amparo p’ra nova vida

Senhora da Conceição.



Cândido era sobrenome

Da rua (e do meu pai);

Jacinto fica no nome

E a dor comigo vai.



Irei rumar p’rá Canada

Que dizem dos Folhadais,

Em São Pedro registada

E São Carlos nos quintais.



Vou ter uma decepção,

Por relembrar do passado,

Tinha tudo da minha mão…

Agora nem sei o estado.



A Virgem Nossa Senhora:

Milagres ou Conceição,

Seja minha protectora

Segure meu coração.



É bem difícil voltar,

Para algo já conhecido,

É quase como imigrar

Sem de lá se ter saído.



Está em “banho-maria”,

Esta minha penitência,

Pode ser que chegue o dia

E Deus me dê paciência.



Eu estava sossegada,

No meu canto à beira-tudo,

Saí de lá desvairada,

Há seis anos p’lo Entrudo.



Mas gosto do Carnaval,

E das festas da Terceira,

Mesmo que se esteja mal,

Canta-se da mesma maneira.



Se a cantiga é dobrada,

E se a guitarra nos chora,

A rima sai animada

P’la prece a Nossa Senhora.



Adeus até qualquer dia,

Adeus meu querido mar,

Adeus canto da alegria,

E a quem de mim se lembrar!







Rosa Silva ("Azoriana")

A pluma da manhã

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Blog Action Day 2008

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