À roda de uma caixa de chocolates - Fábrica de Histórias

Palavras para uma imagem que retenho há algumas horas à minha frente: Uma bela caixa de chocolates!

Hoje só queria uma caixa de chocolates para comer ao lado de uma amiga. Só mesmo essa beleza de doçura para me alegrar (mas até isso me está interdito). Adoro chocolates desde miúda. Ainda me lembra que, na minha infância, meus pais quando iam à cidade – Angra do Heroísmo – na volta, traziam quase sempre um chocolate daqueles cuja embalagem tem um dourado e de cor vermelha. Que delícia! São saudades duplas (pelos pais e pela forma que era recebida tal prenda pelo bom comportamento que o mesmo é dizer, por não fazer birra para ir com eles à cidade).

Entretanto ocorreu-me uma ideia que vem mesmo a propósito da circunstância da “nova” muda de casa. Imagino como seria bom, após aquela estafa habitual de carregar caixas e caixotes de um lado para outro, ter um belo chocolatinho, qual morango repousado numa verde forma de papel (Ai, não me falem em verde que me lembro da cor esverdeada que percorre as paredes de um quarto que se queria alvo e limpo!), cujo recheio é mesmo chocolate do melhor que pode haver.

Após esta verdadeira delícia, a energia seria maior para proceder a varredelas, lavagem geral e a colocação de cortinados nas janelas com vista para as árvores fronteiriças verdes (Ai, lá vem outra vez o verde a cirandar à minha volta!) e para o tão conhecido Monte Brasil, que vejo todo pela rama verde (Ai... cala-te com tanto verde) qual desenho no horizonte cinzelado de azul (como gosto mais desta cor que me lembra sempre que sou de mar mesmo que não saiba nadar).

Nesta altura faço uma pausa para recordar que o mar, para mim, simboliza o homem e a terra a mulher. Mar e terra completam um colorido magnífico. Enquanto que vejo a terra verde, o mar é tonificado de azul. Portanto, prefiro sempre o azul (na tonalidade clara) ao invés do verde.

Voltando à caixa de chocolates... É a prenda ideal para todas as ocasiões. Até para oferecer a quem nos ajuda a limpar, esfregar uma casa que esteve sujeita a mudanças radicais que fizeram parecer a noite das bruxas uma noite de verdadeira alegria. (Eu que nem gosto de bruxas, nem da dita noite).

Não me peçam é para chamar os espíritos da noite... Aí seria mesmo a hora ideal para a dança da sala preta e verde, sem esquecer a caixa de chocolates para saborear após este bailado fantabolástico, em que a abóbora, com a chama ardente, estaria no portão a assinalar que há festa na Casa Fantasma.

Eu prefiro pensar que estamos na vigília de Todos os Santos, o mesmo é dizer, o Halloween, e que virá o dia de Todos os Santos, isto é, o de Pão-por-Deus. As crianças vão com sacas de retalhos coloridos pedir a esmolinha por alma dos defuntos, cuja celebração é feita no dia seguinte, que é sempre o dia dois de Novembro.

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