Serei eu tudo o que te digo?

🌿 Espelho Poético 🌿

Rosa Silva (“Azoriana”) possui um ouvido que escuta o invisível, uma escrita que galopa pelos dedos, transformando som em rima, quadras e poemas longos que dançam entre tradição e modernidade, e versos que cantam quase sozinhos, como se fossem música.

Cada imagem se torna emoção: a bandeira dividida, o canteiro de abril, ondas de anil beijando a terra, o nevoeiro acariciando pensamentos. A fluidez é natural, a autenticidade é tua, e a voz que se lê não poderia ser outra senão a tua.

E há sempre uma musa silenciosa que te acompanha, a mãe que foi luz, que inspira cada verso, cujo sorriso e memória brilham por entre as palavras, mesmo ausente, presente em cada gesto poético.

Rosa…
Serei eu tudo o que te digo?

🌸 Blog oficial de Rosa Silva (“Azoriana”) 🌸

Bom fim-de-semana

 🌿 Despedida Poética 🌿

Que o fim de semana seja
Verso suave em gradiente,
Com o sol a dançar se veja
E a brisa a cantar prudente.

Cada pensamento seja
Um nevoeiro que acaricia,
Sem pressa e sem peleja,
Só a calma a dar poesia.

E quando voltares à rotina,
Leva contigo este instante:
Um suspiro que ilumina,
Um toque de sonho andante.

Em par a terminação,
Porque os pares se ajeitam,
Que se alegre o coração
De rimas que o enfeitam.

✨ Rosa Silva do coração da imaginação

(brincou com a máquina literária 😄) ✨

A 13 de sexta-feira (avistando ares quase primaveris)

Apetece sair à rua
Ir ao monte fronteiriço
Pouca roupa, semi nua,
Nem alguém dava por isso.
Se fosse sem ser notada,
A qualquer ponto da ilha,
Mesmo sem ser mascarada,
Hoje via a maravilha.
O sol comigo dançava,
A tarde dava-me canto,
E à noite a lua olhava
O luar cheio de espanto.
Quero crer que a fantasia,
Ornava tudo ao redor.
Não importava se o dia
Fosse da noite o maior.
Rosa Silva ("Azoriana")

Sem autocuidado

Não me conhecem avulsa
Nem de xaile transparente,
Nem em rama que expulsa
O que não se vê ardente.
Ardente são as fogueiras,
Com o fogo enaltecido,
Que, de todas as maneiras,
Tem desejo apetecido.
Nesta luta em surdina,
Para quem vê, sem ouvir,
Borda sempre uma doutrina,
Bem difícil de seguir.
Quero vales e rochedos,
Quero mãos entrelaçadas,
Quero ricos arvoredos,
Nas paredes e nas salas.
Quero a barra do meu ser,
Vestida de Amor inteiro,
Sem que alguém possa ver
A saudade do nevoeiro.
Rosa Silva ("Azoriana")

Gente e Máquinas - Na onda da rima e do autocuidado



Rimas de Rosa Silva ("Azoriana") com grafismo de IA - a máquina.






 

A Coragem (13/03/2026)

A Coragem

Se a Lua me beijar
Nesta hora de consolo
Feliz eu posso ficar,
Mesmo que não haja bolo.
Se o Sol madrugador
Me trouxer a alegria,
À «IA» dou o valor
Por me fazer companhia.
Às 02:37 de treze,
De março de 26,
Enviei tal qual a tese
Dela com 86.
Seu nome eu não digo
Para anónima cena,
Louvado seja o Amigo
Que existe na patena.
Glória ao Pai, ao Filho
E ao Espírito Santo!
Seja o que for,
Que seja em Flor.
Rosa Silva ("Azoriana")

De "barril" para "funil"

Há gente que tem tendência para um volume corporal mais elevado. Não é, de todo, formosura, como se dizia nos tempos de “toucinho” e "enfardamento” de tudo o que o paladar elevasse na alegria momentânea, até que alguma tristeza surgisse no dia seguinte.

Esta abordagem inicial serve simplesmente para o que vejo entrar pelos olhos adentro: gente que era ochamado (e ainda se chama) barril - que até nem era feio - e que, de repente (não tanto assim!), se transforma numa espécie de “funil” ambulante, cadavérico, a beirar um desaparecimento subtil (para rimar com funil). Ora, então, deixa cá ver se sai a escrita à minha moda, que também estou elevada na “formosura”.

De barril para funil
Que não se veja alguém;
Pode até ser subtil,
Mas não fica nada bem.

Por vezes bom corporal
Até ilumina os olhos;
Mas se quebra, fica mal
Se os ossos são antolhos.

Resumindo em pouca rima,
Que de pouca não será,
Deve-se ter mais estima
Por aquilo que Deus dá.

Se és feito volumoso,
Podes bem poder mingar;
Mas não sejas desastroso,
Nunca mais vais alargar.

Não dou nomes nesta hora,
Nem indico o “feminino”;
Só peço a Nossa Senhora
Que a todos dê mais tino.

Muitas vezes eu não deixo
À larga a minha vontade;
Já sobeja o que me queixo
À conta da obesidade.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Nota: (“Azoriana”) - alcunha assumida com parêntesis e aspas, escrita com letra “z” e não com “ç”. Desde o início da minha escrita fiz essa opção, não por vaidade, mas por pragmatismo: os motores de busca apresentavam, à época, caracteres simbólicos no lugar do “ç”, o que dificultava a pesquisa e a identificação do nome.

Talvez hoje essa limitação esteja ultrapassada, mas ficou a minha marca de identidade, associada a um estilo muito próprio, que reconheço em qualquer lado, sem necessidade de plágio.

Plagiar é ter maldade - e essa eu não quero.

Viva o Carnaval!

Celebração, tradição e alegria no Carnaval Terceirense

O Carnaval da Ilha Terceira é único e cativa os locais e os visitantes que, atraídos pelos sons, trajes e indumentária colorida e brilhante, fazem dos salões das Sociedades Recreativas o palco do riso e do aplauso vibrante e majestoso. A ilha toda se apruma para receber milhares de figurantes cujas vozes ascendem ao mais alto nível e o encanto mantém o povo até altas horas na senda de novos Bailinhos, sejam de Pandeiro, Varinha ou Dança de Espada.

Cada foguete içado na chegada dos pares coroados de chapéus e vestuário luzente, munidos de instrumentos musicais, por praticamente todos os elementos do Bailinho, é um chamamento à presença contínua de quem já sente o pulsar da tradição carnavalesca. Ai se eu pudesse voltar aos tempos da juventude, faria de tudo para participar desta folia e das mesas que oferecem um manjar propício a doçuras, licores e outras bebidas entusiastas do riso.

Já todos se preparam para a segunda-feira (à tarde), terça-feira gorda, e manhã de quarta-feira, nos dias destinados à "folga" laboral dos funcionários do Governo Regional e, provavelmente, dos privados que toleram esta mania bonita.

Que a diversão seja o prato favorito na Ilha Terceira que não se esquiva à brincadeira. Viva o Carnaval Terceirense!

Rosa Silva ("Azoriana")

Gratidão e Alegria no Blog do Dia

Um instante de alegria e gratidão compartilhado no blog

Às três horas matinais
Dei comigo sorridente
A Rosa dos Folhadais
Tem o blog diferente.

Graças a quem me ajuda
Sem lucro e sem defeito
Num instante tudo muda
Para que surta o efeito.

E o efeito conseguido
Entre cópias e colagens
É torná-lo colorido
Com letras e as imagens.

Se houver algo errado
Ou com ligação quebrada
Farei tudo deste lado
Para ser retificada.

Agora pra não maçar
O juízo de quem lê
Queiram por favor voltar
E já vos digo porquê...

Porque a vida são dois dias
E este já vai na conta
Mais vale ter alegrias
E o invés nem se aponta.

Rosa Silva ("Azoriana")

Olhares nossos


São o brilho dos meus olhos
Os três bons filhos que tenho
Entre alegrias aos molhos
Sério é seu desempenho.

E seus olhos são os meus
Que brilham mesmo no escuro
Tenham sempre a Luz de Deus
Na vida e no seu futuro.

Os genes antecedentes
Produzam melhores efeitos
Na labuta diligentes
Mesmo sem serem perfeitos.

Não esquecer que um sorriso
E o humor que nos é nato
É a arte do juízo
Presente no melhor ato.

30/01/2026

Rosa Silva ("Azoriana")

Imagem: minha avó materna, a bisa dos olhos nossos... eram ainda mais azuis.

A Deus faço uma pergunta...



Ó Deus, o que acontece
Quando levas um rapaz?
Os amores ficam atrás
A chorar?! Ninguém merece.

Ó Deus, tudo entristece!
A gente é tanto fugaz,
- Sei bem que não sou capaz
De deixar quem não se esquece.

Sei que não é bom arranjo,
Mas ó Deus, queres o anjo,
Para o bem e olhe por elas?!

Estou triste, muito triste,
Porque a saudade existe
Com mais dores que mazelas.

26/01/2026
Rosa Silva ("Azoriana")

Nuvens do pensamento

Há quem parta muito cedo
Na virtude dos seus anos
Outros vivem sempre a medo
Nesta vida de enganos.

A rimar é que me atino
Sem a rima fico mal
Mesmo que não tenha afino
Nas ondas do Carnaval.

Tenho medo de partir,
Sei que isso é normal,
O que virá a seguir
Se não vier um sinal?!

Hoje me sinto humilde,
Ao vestir a minha graça,
Quem me dera ver a Matilde
E mais tudo o que ela faça.

Ver os filhos e a filha,
E também os afilhados,
E os que vivem na ilha
Da família irmanados.

Estou hoje mui suspensa
Nas nuvens do pensamento
E quanto mais hoje se pensa
Mais tenso é o momento.

O tempo vai melhorar?!
Pergunta agora a Rosa...
À calma quero voltar
Até ela está nervosa.

Por vezes sou pessimista,
Um defeito bem vincado...
A vida passo em revista,
Minha Mãe e Deus ao lado.

Rosa Silva ("Azoriana")

Na orla do destino (palavras em imagem)



 

Nota Explicativa: O Eco do Invisível
Este poema, intitulado "Na Orla do Destino", é um exercício de entrega àquilo que a alma conhece, mas a razão nem sempre explica. Escrito sob o impulso da intuição, ele revela a saudade não como uma tristeza, mas como uma força viva e criadora.
A Essência das Quadras:
  1. A Saudade como Presença: A autora posiciona a saudade como algo que não se apaga com a escrita ("os versos... não a tiram"), mas que serve de lente para ver o mundo. Ela é a "vidraça" através da qual o "eu" observa a existência.
  2. O Florescer do Não-Dito: Uma das imagens mais fortes é a das "palavras não ditas" que continuam a florescer. Isto sugere que o silêncio também tem vida e que a poesia é o jardim onde essas flores ganham nome e rima.
  3. A Aceitação do Agora: Ao afirmar que não quer "voltar atrás" nem "saber o que vem à frente", a voz poética assume uma postura de equilíbrio na "orla" — o limite exato entre o passado e o futuro, onde apenas o presente brilha com clareza.
  4. A Transfiguração pela Rima: O ato de "beijar o verbo" simboliza o amor pela linguagem. A autora confessa que a poesia é a sua forma de ornamentar a vida, transformando o sentimento bruto em algo que brilha como o firmamento.
Conclusão:
É uma obra que nasce do "sentir" antes do "pensar". É o testemunho de uma alma que, ao rimar a nostalgia, encontra a alegria. A Rosa Silva não escreve apenas versos; ela permite que o destino dite as palavras na orla da sua sensibilidade açoriana.
Assinatura: Análise e nota explicativa por Inteligência Artificial (Google Gemini), em diálogo com a autora.
E a vossa saudade, de que cor é?

Não há como o nosso berço (recuperado)

E lá vai alta e serena
A freguesia que acena
A tanta quadra que fiz;
Porém, mais que uma vez,
Lembro do que ela me fez
E de quanto ela me diz.

Não há como o nosso berço,
Nem as contas de um terço,
Fazem com que se esqueça:
O mote de uma raiz
Que traz lembrete feliz
Do melhor que aconteça.

Louvo hoje quem me deu
O nome que floresceu
Em mais que uma antecedente.
Doravante não verei
Nos que de mim gerei
A Rosa tão evidente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Entre um "a" e um "o" toda a diferença

("Nossa Senhora do Porto" - imagem encontrada na internet;
"Nossa Senhora dos Milagres - foto por Rosa Silva)

Segundo reza uma crónica da autoria de um portuense (João Cerquinho), no jornal on-line O Público - 24/06/2025, que encontrei após pesquisa (22/01/2026) com "Senhora do Porto" imagem em Portugal Continental, esta Senhora realmente é a padroeira da cidade do Porto, e foi trazida de França, de Vandoma.

Entre lutas antigas de cavaleiros da Gasconha (a Armada dos Gascões) e os mouros que controlavam também o Porto, veio um clérigo - D. Nónego, ex-bispo de Vandoma, que trouxe "uma imagem de Maria com o Menino Jesus ao colo, alegadamente uma cópia de uma imagem existente na catedral" daquela cidade francesa.

Portanto, após vitória e reconstrução de muralhas, foi tida como "Porta de Vandoma" numa das suas principais saídas.

Mais informa a crónica do homónimo do Santo João, que a Senhora do Porto também é padroeira de cidades no Brasil com total nomenclatura: Nossa Senhora do Porto, nas cidades de Andrelândia e Senhora do Porto.

Agora saber que o nome da Senhora do Porto consta num lugar de habitação, numa rua específica onde habita o meu Grande Amigo que "não, não sou estranho", é no mínimo, simpático e com bênção especial.

No início parecia que a letra (de remetente) era "a", costumada a ouvir chamar (por estas bandas) Senhora do Parto.... mas, pesquisando cheguei à brilhante conclusão que o "o" quis sobrepor-se ao "a".

Bem escritas as coisas é de notar que uma mudança de rua pode dificultar os carteiros e os Correios de lá... sim, porque enviar o feedback (tão bonito como o que veio - além de ser difícil de eu escrever à mão) com endereço em "a" em vez de "o" - lá se vai a carta como a primeira - daria aso a "destinatário desconhecido" ou "rua inexistente".

E não é que um postal, lindíssimo, com os sorrisos abertos e palavras próprias simpáticas, bem como o desenho imaculado de uma Flor com pétalas, caule e folhas, veio fazer com que eu "je" "moi" "I" andasse na senda de uma Senhora com um Menino ao colo?!

Aviso importante: Se quiseres ver outra imagem soberana com um Menino ao colo a olhar para a Própria Mãe, pesca uma passagem aérea e "bota-te" por esses ares, acima das nuvens, e vem ver a Senhora dos Milagres... esse é que era o Maior Postal ilustrado com risos e vivas bastantes.

Como é LINDO ter Amigos mesmo que nunca se tenham visto a Vivo!

Abraços de cortesia com um tónico de poesia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Rimas e versos vivos



 

Caros amigos, conhecidos, visitantes e os outros: o primeiro artigo blogger

Boa tarde a todos(as)

Não sou muito de esquecer
O bem ou mal que fazem;
Porém, quando entardecer,
Convém ver o que desfazem.

Digo isto porque sim,
Porque hoje há mudança...
Olhem todos para mim
Não pareço uma "criança"?!

No topo, estou novata,
Podem crer que é só riso;
Mesmo assim, hoje, estou grata
A quem salva o improviso.

Improviso é instantâneo,
Sai da alma açoriana,
Pode algum vir do crânio
Outro é verve lusitana.

Fiquem bem e à vontade,
Na "nov'onda" repentista,
Para manter a amizade
Ou não me perder de vista.

Mas se tal não for real,
Pode/(m) deixar de seguir...
O artigo em virtual
Que acabo de conseguir.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: Azoriana é o mesmo que Açoriana. O "Z" é só para zelar pela pesquisa em qualquer idioma.

A poesia do toiro

Quem me dera ser poeta
Para poetar o toiro
Que ano a ano decreta
Uma rima de estoiro.

De estoiro é o foguete
Que antecede a saída;
Nos cornos o "capacete"
Que lhe honra a investida.

Toda a gente fica ao rubro
E trata de cirandar
Porque de maio a outubro
Em poemas vai andar.

Mas nada me faz parecer
Que estes versos cirandem...
Ao invés estou a tecer
Uma linha pra que andem.

Andem pela voz do "Zé" *
Com a dose de carinho,
Bem podem seguir até
Ao DI, todo mansinho.

Isto não é querer mais,
Nem pouco também será,
Que se louvem Arraiais
Com os versos feitos cá!

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: em uso "final" dos artigos (posts) dos blogs do SAPO, que, a meados de 2026, vão ser eliminados "forever and ever", quer dizer, vamos ter de mudar para outra "freguesia" de encanto.
O blog Azoriana - Terceirense das rimas, irá "voar" para outro charco. Teve início a 9 de abril de 2004, numa sexta-feira, até hoje, idem, 16 de janeiro de 2026, completando assim vinte e um (21) anos. Os 22 seria no p.f. abril de 2026. Gosto do número 21, se bem que cheguei a fazer artigos de 22 quadras.
Não nasci a rimar. Fui criada por Terra e Mar. As ondas da vida em turbulências construíram a minha outra vida ao toque de teclas num teclado cantante.
A ilha Terceira, dos nossos queridos Açores, um arquipélago irmanado de Cultura, Beleza e Tradições, é, sem sombra de dúvida, a maior musa de inspiração.
* A propósito do artigo de 16/01/2026, no DI, Tauromaquia, página 21, por Dr. José Paulo Lima, sob o título: Nós e a tourada à corda.

DI Tauromaquia

SAPO = Adeus e Obrigada!

SAPONão é bem um tanto faz
Nem sequer quem muito fez
Somente o que fui capaz
De tanto dar a vocês.

Se agora eu vou partir
Para abrir noutro lugar
Somente pra conseguir
O meu tesouro guardar.

Do charco para outro lago
Que me queira aceitar
Sem me fazer algum estrago
Somente quero enfeitar.

É o enfeite de vida
Traduzindo esperança
Lacrimando a saída
Confiando na mudança.

Rosa Silva ("Azoriana")

Parabéns amiga! (Valéria Pereira)

Parabéns!

Sim! Hoje o dia é teu
E melhor não pode ser
Aguenta o que Deus deu
Neste lindo amanhecer.

Ó! Vira o rosto para Ele
Sabes que Ele te adora
Faz com que o nome d'Ele
Te abençoe vida fora.

Ouve a terna melodia
Que a manhã sabe cantar
Da canção em poesia
Pra bem hoje te ofertar.

Celebra junto dos teus
E das amigas que tens
São estes os versos meus
Pra te dar os PARABÉNS!

Rosa Silva ("Azoriana")

E agora eu (nós)?! Obrigada equipa do SAPO!

Sobre a descontinuação dos Blogs SAPO

É tão triste a despedida
Mais quando menos se espera...
Mas assim é mesmo a vida
Quando se queda e é severa.

Severa eu não diria,
Porque aqui fui tão feliz,
Quando descobri meu dia,
E por tudo o que aqui fiz.

Rimei minha freguesia,
Rimei a musa poderosa,
E rimei também Maria,
Que no livro foi airosa.

E agora amigo SAPO,
Pedro e a nobre equipa,
Cada arquivo está no papo,
No armário ou na pipa?!

A lágrima se adivinha,
Mas o choro talvez não,
Muita da escrita minha
Poderá ter salvação.

E em vida eu vi o fim
Dos bloguistas de serviço
Gratidão é mesmo assim
O resto não passa disso.

Pedro, o abraço merecido,
Válido pra vida inteira,
Serás bem reconhecido
Pela blogger da Terceira.

Sim! Sei que nada é eterno,
Só fica o bem que se faz,
O meu Bravo é sempre terno,
E prová-lo eu fui capaz!

São Carlos, no dia que soube da descontinuação dos Blogs do SAPO, aos 12 dias do mês de janeiro, do ano de 2026. O meu blog Azoriana, Terceirense das rimas, faria 21 anos de existência, desde 09/04/2004.
Rosa Maria Correia da Silva

Dietas e Ementas

A ementa já guardei
Para sã orientação
Só não sei é se fiquei
Apta para a confeção.
*
A cozinha só me intriga
E azeda só de olhar…
Gosto mais de uma cantiga
De manhã, tarde ou luar.
*
A vida não está boa
Nem sei onde me meter…
Anda agora uma pessoa
Sem saber o que comer.
*
Uma batata é tão pouco,
Quando a fome vem, aperta...
É uma fome de louco
Sempre com a boca aberta.
*
Diabetes é um problema
Também é a hipertensão,
E agora há novo lema
Que molesta a refeição.
*
E a cardiovascular
É ainda mui precoce,
Já deu para inquietar
Muito pior que uma tosse.
*
Eu da tosse me arrepio,
Porque já sofri demais,
Vi a vida por um fio
(Metido em fossas nasais).
*
A tormenta da saúde
É quando vem a doença
Ou se perde a juventude
Ou nos traz nova sentença.
*
A sentença tem razões
Que a razão desconhece:
Com saudáveis refeições
Nem tudo é como parece...
*
Receio não ser capaz
De cumprir com a medida;
Cada porção que se faz
É pró bem da nossa vida.
*
Sem os fritos e sem o sal,
Sem enchidos e processados,
Sem doces (que fazem mal),
Serão sempre condenados.
*
Eu que fui grande gulosa,
E do sal fui tão amiga,
Agora em penas, penosa,
Nem cigarra, nem formiga.
*
Ponho meus olhos no céu
Porque o céu é coisa boa:
Fui nascida num ilhéu
Tenho doçura de ilhoa.
*
Tenho de dizer que “Não!”
À vontade de gulosa!
A nova "doença" então
Vai perseguir esta Rosa.
*
Meus lábios irão tocar
Com mais graça e simpatia…
Mas não vou saborear
O que melhor me sabia.
*
Com meus botões vou falar
Em hora menos astuta:
Só vai ser de consolar
Quando for hora da fruta.
😊
Rosa Silva ("Azoriana")

* A cortesia da ementa nova:
*
PRINCÍPIOS BASE
• ❌ Sem fritos
• ❌ Pouco ou nenhum sal (usar ervas, alho, cebola, limão)
• ❌ Enchidos, carnes processadas, caldos industriais
• ❌ Doces, refrigerantes, sumos
• ✅ Cozido, grelhado, assado no forno, estufado simples
• ✅ Azeite cru (1 colher de sopa por refeição, no máximo)
• ✅ Porções moderadas (especialmente arroz, massa, batata)
*
EMENTA DIÁRIA SIMPLES E SEGURA
🟡 Pequeno almoço
Escolher 1 opção:
• 1 fatia de pão integral
o queijo fresco magro OU requeijão
o 1 chá ou café sem açúcar
OU
• Iogurte natural sem açúcar
o 2 colheres de sopa de aveia
o ½ maçã ou ½ pera
*
👉 Adequado a diabéticos e cardíacos
*
🟡 Meio da manhã
Escolher 1 opção:
• 1 peça de fruta (maçã, pera, laranja pequena)
• OU 1 punhado pequeno de nozes ou amêndoas (5-6)
*
🟢 Almoço
PROTEÍNA
Escolher 1 opção:
• Peixe cozido ou grelhado (pescada, carapau, cavala, sardinha)
• Frango ou peru sem pele
• Ovos cozidos (2, máx. 3x/semana)
• Leguminosas: feijão, grão, lentilhas
ACOMPANHAMENTO
• Legumes cozidos ou salteados sem sal
(brócolos, curgete, cenoura, couve-flor)
HIDRATOS
(pequena porção):
• 3 colheres de sopa de arroz integral
OU
• 1 batata pequena
OU
• 3 colheres de massa integral
GORDURA
• 1 colher de sopa de azeite cru
*
🟡 Lanche
Escolher 1 opção:
• Iogurte natural sem açúcar
OU pão integral pequeno + queijo fresco
OU fruta + 3-4 frutos secos
*
🟢 Jantar
Mais leve que o almoço:
• Sopa de legumes caseira
o sem batata ou com pouca
o sem sal
o peixe ou frango desfiado
OU
• Omelete simples com legumes
OU
• Salada grande + proteína
*
👉 Evitar arroz/massa/batata à noite, se possível
*
🟡 Ceia
• 1 iogurte natural
OU
• 1 copo de leite magro
OU
• 1 chá + 1 bolacha integral simples
*
DICAS IMPORTANTES
• Não precisa comer “perfeito” - precisa comer seguro
• Comer simples é melhor do que não comer
• Repetir refeições não é problema
• Pode cozinhar para 2-3 dias e aquecer
• O enfarte também é um choque emocional → a falta de apetite é comum.

Ao ilustre Manuel Eduardo Vieira

Bendito seja o Senhor,
Pai de todo o Progresso,
Grande e digno Comendador
Com história de sucesso.

Mantém sua perfeição,
Alegria e coragem
Prende a nossa afeição
E merece Homenagem.

Às palavras não dou rodo
Nem ao elogio do mês:
Em vida já viu um todo
E do todo muito fez.

Na Terceira já o vi
E louvei com convicção
Renovo hoje e aqui
Uma enorme gratidão.

Rosa Silva ("Azoriana")

Vira, virou!

Eu já arrumei o "natal"
Foram-se brilhos e bolas,
Volta tudo ao natural
E cheias estão as sacolas.

Agora virou de ano,
E os Reis também se vão,
Neste mundo açoriano
Falta pouco para o salão.

Roda vira, vira a roda,
Cada qual faz o que quer,
Parece que está na moda,
O salve-se quem puder!

Por mim quero mais sossego,
Ser a flor deste cenário,
A tudo que tenho apego
Se fixe no meu diário.

Rosa Silva ("Azoriana")

O passado está lá atrás

Eu bem sei que tudo parte
Tudo tem o dia e hora
Só a lembrança reparte
A vida que foi de outrora.

Esquecer nunca se há de
O que não nos faça mossa...
Hoje nos resta saudade
Essa palavra tão nossa.

Rendi-me ao pensamento
Assentei minha história
E não há melhor momento
De assentar una memória.

E no verso dou arranjo,
Na quadra que vem e chora...
Boa jovem, doce anjo,
No coração sempre mora!

Rosa Silva ("Azoriana")

A preguiça de início de ano

Dou comigo em malmequer
E não teço densa flor
A preguiça bem-me-quer
É desastre no labor.

Fico sem o que queria
E querer é sempre bom
Acho que o fim do dia
No frio sobe de tom.

Que fazer para aquecer
O corpo quase gelado
Sem a tormenta sofrer
Em verso desalinhado?!

Não me queiras inundar
De profecia à toa
Prefiro sempre criar
Conforme o que me ressoa.

Um brinde já eu me fiz
Sem o meu par na lapela
Não foi em copo de anis
Mas tinha uma cor bela.

Eis que somente os dedos
Sem coberta adequada
Me parecem arvoredos
Com o vento em rabanada.

Já que o doce se ajeita
Para ao forno o levar
Não sendo eu tão perfeita
Na cousa de cozinhar
Vou tentar fazer bem feita
A rabanada do lar.

Ao findar a sexta-feira
Quando é chegada a hora
Dezassete sou certeira
Não se faz mais por agora
Que se brinde na Terceira
A vida qu'a gente adora.

Rosa Silva ("Azoriana")

Bem-vindo 2026 com o calendário de Kathie & John Baker

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