Dou comigo em malmequer
E não teço densa flor
A preguiça bem-me-quer
É desastre no labor.
Fico sem o que queria
E querer é sempre bom
Acho que o fim do dia
No frio sobe de tom.
Que fazer para aquecer
O corpo quase gelado
Sem a tormenta sofrer
Em verso desalinhado?!
Não me queiras inundar
De profecia à toa
Prefiro sempre criar
Conforme o que me ressoa.
Um brinde já eu me fiz
Sem o meu par na lapela
Não foi em copo de anis
Mas tinha uma cor bela.
Eis que somente os dedos
Sem coberta adequada
Me parecem arvoredos
Com o vento em rabanada.
Já que o doce se ajeita
Para ao forno o levar
Não sendo eu tão perfeita
Na cousa de cozinhar
Vou tentar fazer bem feita
A rabanada do lar.
Ao findar a sexta-feira
Quando é chegada a hora
Dezassete sou certeira
Não se faz mais por agora
Que se brinde na Terceira
A vida qu'a gente adora.
Rosa Silva ("Azoriana")
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