Deus não faz guerra!
Páginas de Amor
Ó Mãe teu rosto é de Dor
Numa dor ensanguentada?!
Sem lhe puder fazer nada
Nem sequer mudar o trilho...
E me prostro transtornada,
Pela lágrima derramada,
Em que contas me dedilho?
Na Oração que convém,
É a Santa proteção.
Dar Vida a quem não segue
O Caminho da Paixão?!
Deus jaz por nós... e nós não O honramos?!
Na forma de padecer
Para que viesse a ser
O eterno Amor no Templo.
Marca sempre o meu viver...
Que deixo transparecer
E não seja contraexemplo.
Nem tampouco ele avisa
Se é são ou condenado.
Alerta os filhos Seus
Pra remissão do pecado.
Ao "Sol de inverno"
Apreciando a natureza
Bailinho do Raminho / 2026
Caminhada
Só quem está vivo é que morre
De "barril" para "funil"
Há gente que tem tendência para um volume corporal mais elevado. Não é, de todo, formosura, como se dizia nos tempos de “toucinho” e "enfardamento” de tudo o que o paladar elevasse na alegria momentânea, até que alguma tristeza surgisse no dia seguinte.
Esta abordagem inicial serve simplesmente para o que vejo entrar pelos olhos adentro: gente que era ochamado (e ainda se chama) barril - que até nem era feio - e que, de repente (não tanto assim!), se transforma numa espécie de “funil” ambulante, cadavérico, a beirar um desaparecimento subtil (para rimar com funil). Ora, então, deixa cá ver se sai a escrita à minha moda, que também estou elevada na “formosura”.
De barril para funil
Que não se veja alguém;
Pode até ser subtil,
Mas não fica nada bem.
Por vezes bom corporal
Até ilumina os olhos;
Mas se quebra, fica mal
Se os ossos são antolhos.
Resumindo em pouca rima,
Que de pouca não será,
Deve-se ter mais estima
Por aquilo que Deus dá.
Se és feito volumoso,
Podes bem poder mingar;
Mas não sejas desastroso,
Nunca mais vais alargar.
Não dou nomes nesta hora,
Nem indico o “feminino”;
Só peço a Nossa Senhora
Que a todos dê mais tino.
Muitas vezes eu não deixo
À larga a minha vontade;
Já sobeja o que me queixo
À conta da obesidade.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Nota: (“Azoriana”) - alcunha assumida com parêntesis e aspas, escrita com letra “z” e não com “ç”. Desde o início da minha escrita fiz essa opção, não por vaidade, mas por pragmatismo: os motores de busca apresentavam, à época, caracteres simbólicos no lugar do “ç”, o que dificultava a pesquisa e a identificação do nome.
Talvez hoje essa limitação esteja ultrapassada, mas ficou a minha marca de identidade, associada a um estilo muito próprio, que reconheço em qualquer lado, sem necessidade de plágio.
Plagiar é ter maldade - e essa eu não quero.
Candelária
Viva o Carnaval!
O Carnaval da Ilha Terceira é único e cativa os locais e os visitantes que, atraídos pelos sons, trajes e indumentária colorida e brilhante, fazem dos salões das Sociedades Recreativas o palco do riso e do aplauso vibrante e majestoso. A ilha toda se apruma para receber milhares de figurantes cujas vozes ascendem ao mais alto nível e o encanto mantém o povo até altas horas na senda de novos Bailinhos, sejam de Pandeiro, Varinha ou Dança de Espada.
Cada foguete içado na chegada dos pares coroados de chapéus e vestuário luzente, munidos de instrumentos musicais, por praticamente todos os elementos do Bailinho, é um chamamento à presença contínua de quem já sente o pulsar da tradição carnavalesca. Ai se eu pudesse voltar aos tempos da juventude, faria de tudo para participar desta folia e das mesas que oferecem um manjar propício a doçuras, licores e outras bebidas entusiastas do riso.
Já todos se preparam para a segunda-feira (à tarde), terça-feira gorda, e manhã de quarta-feira, nos dias destinados à "folga" laboral dos funcionários do Governo Regional e, provavelmente, dos privados que toleram esta mania bonita.
Que a diversão seja o prato favorito na Ilha Terceira que não se esquiva à brincadeira. Viva o Carnaval Terceirense!
Rosa Silva ("Azoriana")
Gratidão e Alegria no Blog do Dia
Às três horas matinais
Dei comigo sorridente
A Rosa dos Folhadais
Tem o blog diferente.
Graças a quem me ajuda
Sem lucro e sem defeito
Num instante tudo muda
Para que surta o efeito.
E o efeito conseguido
Entre cópias e colagens
É torná-lo colorido
Com letras e as imagens.
Se houver algo errado
Ou com ligação quebrada
Farei tudo deste lado
Para ser retificada.
Agora pra não maçar
O juízo de quem lê
Queiram por favor voltar
E já vos digo porquê...
Porque a vida são dois dias
E este já vai na conta
Mais vale ter alegrias
E o invés nem se aponta.
Rosa Silva ("Azoriana")



