Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinicius de Morais
Infinitamente lindo este soneto de Vinicius de Morais...
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Lembrei-me de uma frase de Vinicius:
ResponderEliminar"A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar. Voa tão leve, mas tem a vida breve."
Lindo como os açores
ResponderEliminarVinicius é Vinicius e é excelente. Agora acho espectacular aquela desgarrada! Pena é que não se ouçam as vozes.Seria a cereja no topo do bolo.Abraço.
ResponderEliminarTambém achei esse poema lindíssimo.
ResponderEliminarVenho agradecer especialmente a menção à Exposição Arcos d'água.
Pela minha parte obrigado.