A poesia do toiro

Quem me dera ser poeta
Para poetar o toiro
Que ano a ano decreta
Uma rima de estoiro.

De estoiro é o foguete
Que antecede a saída;
Nos cornos o "capacete"
Que lhe honra a investida.

Toda a gente fica ao rubro
E trata de cirandar
Porque de maio a outubro
Em poemas vai andar.

Mas nada me faz parecer
Que estes versos cirandem...
Ao invés estou a tecer
Uma linha pra que andem.

Andem pela voz do "Zé" *
Com a dose de carinho,
Bem podem seguir até
Ao DI, todo mansinho.

Isto não é querer mais,
Nem pouco também será,
Que se louvem Arraiais
Com os versos feitos cá!

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: em uso "final" dos artigos (posts) dos blogs do SAPO, que, a meados de 2026, vão ser eliminados "forever and ever", quer dizer, vamos ter de mudar para outra "freguesia" de encanto.
O blog Azoriana - Terceirense das rimas, irá "voar" para outro charco. Teve início a 9 de abril de 2004, numa sexta-feira, até hoje, idem, 16 de janeiro de 2026, completando assim vinte e um (21) anos. Os 22 seria no p.f. abril de 2026. Gosto do número 21, se bem que cheguei a fazer artigos de 22 quadras.
Não nasci a rimar. Fui criada por Terra e Mar. As ondas da vida em turbulências construíram a minha outra vida ao toque de teclas num teclado cantante.
A ilha Terceira, dos nossos queridos Açores, um arquipélago irmanado de Cultura, Beleza e Tradições, é, sem sombra de dúvida, a maior musa de inspiração.
* A propósito do artigo de 16/01/2026, no DI, Tauromaquia, página 21, por Dr. José Paulo Lima, sob o título: Nós e a tourada à corda.

DI Tauromaquia

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