Um sítio que eu gosto muito de "visitar" (posso contar as vezes que lá fui) é um salão de cabeleireira. Não é que tenha uma cabeleira farta e abundante mas pelo menos na véspera do meu aniversário, faço quase sempre questão de me alindar. Parece que entro com uma cara e saio com outra, isto é, o meu astral eleva-se e, por um dia, sinto-me nas nuvens e todos ao meu redor se apercebem que levo um "look" mais arejado e sorridente.
Se vos contasse porque faço disto uma espécie de "ritual" é que já não me iam considerar muito arejada das ideias. Adiante.
Portanto, já sabem, aqui a "je"
está de cabelo curto e penteado, mãos de acordo com a moda actual que se prende com algumas unhas com um toque de "efeitos especiais", como costumo lhe costumo chamar. Ah e não me venham dizer que não mereço!
Claro que mereço. Não é só lavar louça, esfregar roupa, cavar ervas daninhas, varrer, limpar, trabalhar, teclar e dormir, etc. Tenho direito a um dia de devaneios.
Estou pronta para o que der e vier. Será que faço a minha passagem de ano com a alegria que meus pais me incutiram ao longo de suas vidas?! É esse pormenor que me atormenta sempre até ao virar de uma para outra primavera. O signo carneiro parece que tem estas coisas: tanto pode estar em alta como logo a seguir tem um pesadelo. :-)
A todas as pessoas que comemoram seu aniversário amanhã, os meus parabéns. Lembro que José Rodrigues dos Santos é um deles (Minha mãe é que me chamava a atenção para este facto). Mas há mais. Sei que há uma homónima que era natural de São Sebastião, do concelho de Angra do Heroísmo, que nasceu com um quarto de hora de diferença e tem o mesmo nome e as mesmas siglas do apelido: Rosa Maria C.S. Não a tenho visto e não sei se continua pela ilha. Sei que esta coincidência marcou-me desde o tempo do liceu.
Por agora é só. E cuidado com as mentiras, o mesmo que dizer - as PETAS!
Rosa Silva ("Azoriana")
Etiquetas
Na véspera de mais um...
Louvor ao autor de "Bagos d'Uva", blog do Verdelho biscoitense
Grande honra lhe seja dada
Caro amigo biscoitense
Pela beleza retratada
No blog que lhe pertence.
A Serreta é romeira,
Peregrina de devoção,
Onde está a Padroeira
Que fica no coração.
É pequena e modesta,
Mas muito grande na fé,
Em Setembro a sua festa
Atrai promessas a pé.
Na América e Canadá
Festejam a mesma Senhora:
Dos Milagres, nasceu cá,
E no Corvo também mora.
No mundo inteiro Maria,
Mãe do Deus crucificado,
Inspira prosa ou poesia
Pétala de amor sagrado.
Serreta, divina flor,
Centro de recolhimento,
Santuário de Amor
No Altar do Sacramento.
Enquanto puder cantar
O torrão onde nasci
Farei com que terra e mar
Sejam do melhor que vi.
Avé Mãe, cheia de Graça,
De Milagres perfumada,
Do coreto e da praça
Pelo archote iluminada.
Do Império ao Divino,
Da Despensa onde há pão,
E da toada do sino
Sempre com uma missão.
Ao nascer de nova aurora
Junto o sol no horizonte
Que beijam sempre a Senhora
Que nos sorri bem defronte.
Rosa Silva ("Azoriana")
Olá amigos leitores
Fazendo um ponto da situação presumo que falta apenas um dia para a votação da blogagem colectiva de Março terminar. Desta vez, sinto que a minha participação, em prosa, não foi merecedora de qualquer click. Não restam dúvidas que sempre me atrai mais a rima, mesmo que me digam o contrário.
Posto isto, falta apenas esta noite, um dia e metade do outro que é o das "mentiras", coincidente com a Quinta-feira do Lava-pés, da Semana Santa de 2010, para que eu tenha mais uma passagem de ano, se Deus quiser. Até às trezes horas do dia 1 de Abril costumo ficar numa ansiedade repetente: será que vou completar este ano e entrar no novo?!
Se conseguir comemorar a data tenho alguns desejos pequeninos: o primeiro prende-se com uma visita que gostava de repetir. Fará precisamente um ano que por lá passei e trouxe umas recordações; o segundo era ter um ou mais comentários nem que fosse com um simples "olá"; o terceiro era ter a minha família reunida em alegria comigo, uma vez que o dia seguinte (Sexta-feira Santa) é um dia triste motivado pela Paixão do Cristo Jesus.
Que todos possamos comemorar a Páscoa que nos liberta para uma nova vida e que o perdão seja um abraço de paz.
Agradeço a todos que me tem visitado aqui no blog e a quem me tem adicionado na nova modalidade - Facebook, a que aderi, sem ser para participar em jogos e/ou aplicações de entretenimento mas tão somente para encontrar novas amizades, criações de grupos temáticos e visitar parentes de longe e/ou de perto com um simples toque de tecla.
Não sei se vou escrever algum post até ao dia de aniversário... Até lá me aguardem, por favor!
Rosa Silva ("Azoriana")
O galo
Estou prostada na saudade
De coisas que tinha outrora
Curiosas, na verdade,
Que ressoam nesta hora.
Despertador natural
Num canto madrugador
Fez parte do meu coral
Das galinhas o primor.
Erguia ao romper da aurora
O triunfo da cantiga
Seduzindo naquela hora
A sua melhor amiga.
Hoje já não ouço o galo
O mestre bem afinado
Já me fugiu o gargalo
Resta-me o eco legado.
Canto meu dom ao luar
Tenho a aurora adormecida
Não sou um galo a cantar
Mas só ele me dá vida.
Se canto mesmo a escrever
Rendida à velocidade
É porque junto o prazer
Ao amor e à saudade.
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. Enquanto espero a chamada na consulta, vendo um galo madrugador num programa televisivo. Isto só prova que o dom vai com o cantador seja para onde for.
Poeta Popular, Cantador exemplar
In Grupo do Facebook - José de Sousa Brasil Charrua, criado por mim a 27 de Março de 2010, com outros administradores aderentes à homenagem póstuma.
Centenário do nascimento do Charrua
24 Junho 2010
Charrua foi o cantador
Que brilhou no mundo inteiro
Honremos o seu valor
Entre todos o primeiro!
Memorando ao Charrua
Merece a distinção
Sua Aurora, mulher sua,
Cantadores por vocação.
O amor pla cantoria
Não se compra nem se vende
É o dom por mais-valia
Que com versos se defende.
Agradeço ao Senhor
Ter-me dado esta virtude
De honrar o Cantador
Pela boa atitude.
À Cultura Regional
Deu valores reconhecidos
Por isso peço, em geral,
Que não sejam esquecidos.
Não precisa ter vintém
Para uma festa fazer
Basta dar o que se tem
Com gosto, dom e prazer.
Quero vossa opinião
Vosso empenho e agrado:
Bela comemoração
Por nosso povo honrado!
Fica aqui a minha estima
Por Turlu e por Charrua
Que souberam dar à rima
O Brilho do Sol e Lua!
27 Março 2010
Rosa Silva ("Azoriana")
Imagem
Alguém tem uma foto da procissão do Senhor dos Passos, da Serreta, principalmente das crianças que vão vestidas de anjos? Até se for mais antiga melhor.
Eu tinha mas ficaram estragadas da humidade.
Lembro-me que os vestidos do meu tempo infantil eram lindos e as asas também. Na cabeça levava-se uma espécie de mitra que tinha de ficar bem justa para não tombar. Às vezes era um sacrifício suportável porque o Senhor sofreu muito mais.
A recompensa era, e acho que ainda é, um cartucho feito de papel com confeitos e deliciosas amêndoas. Era a alegria da pequenada.
Actualmente algumas crianças não se alegram com estas eséquias e colocam-nos muitas dúvidas.
As notícias actuais no seio da Igreja também não ajudam a dissipar outras tantas dúvidas dos graúdos.
O que perdura é a expressão real de que o Homem é pó e em pó se há-de tornar. Todos somos frágeis, errantes mas a conversão é o amuleto do perdão.
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei" e, desde então, Amar é saber pedir e dar perdão.
E tudo isto por causa duma fotografia...
A rima é meu consolo
De correntes imperfeitas
No leito de dissabores
Fruto de algumas maleitas.
Meu consolo é a rima
Que eleva a minha alma
O verso vem ao de cima
E a tristeza me acalma.
"Não há bem que sempre dure,
Nem há mal que não se cure."
E o meu mal vou curar
Com a força de meu rimar.
Rosa Silva ("Azoriana")
Mesmo doente o sonho é patente
Triste por estar adoentada
E sem vintém para nada
Nem sequer uma cantoria...
Peço a Deus Nosso Senhor
Que me faça o favor
De me dar nova alegria.
Quase ninguém quer saber
Dum aplauso oferecer
Em homenagem sentida.
No dia é que tem valor
Recordar o cantador:
Charrua a todos convida!
Sei que sou Rosa Maria
Que abraço a cantoria
Num reduto de amigos;
Por cantar a escrever
Instantâneos podem crer
Nunca tiveram castigos.
Hoje sinto na amizade
Uma força de verdade
Pra levar estro avante;
Se não tiver companhia
Serei só Rosa Maria
Com este dom no semblante.
Se eu melhorar depressa
Deixo aqui uma promessa
De cantar à luz da lua
Com o fiel cantador
Que siga o meu fervor
Em louvar nosso Charrua.
Este fogo que me ateia
É como uma candeia
Que mantém viva a chama;
Mas a dor quando é forte
Transparece a pouca sorte
Se nos prende a uma cama.
Meu destino é rimar,
A sorte faz-se a sonhar
Com aplausos de mão cheia;
Com o ouvido obstruído
E o nariz entupido
Sou como um grão de areia.
Mesmo que não tenha cura
Se me sentir mais segura
Pra de novo ser cantadeira...
Irei com as mãos unidas,
No coração as batidas
À moda da ilha Terceira.
Rosa Silva ("Azoriana")
Anjo doce
Pensei escrever-te o fado de uma vida;
Atalhos eu sondei para te alcançar,
Roseiras desfolhei, sem me cansar,
Após o vil sinal da má partida.
Vi asas pelo céu em cor sortida,
Achei a primavera em teu olhar;
No rosto da palavra o marulhar
Inundou de tristeza a despedida.
Adeus ó anjo doce de bondade
Dos versos que não fiz eis o melhor:
Inunda de amor a eternidade.
Com teu sorriso pleno de bem-querer,
Iluminaste o mundo em teu redor
Soubeste ser maior pró renascer.
Rosa Silva ("Azoriana")
Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=16153
Índice temático: Rosa e rimas do coração
InLoving Memory Vania Teixeira
Mais umas quadras
na terra onde cantava
porque cada cantiga sua
a essa altura estava.
"o cantador"
d.rosa, de hoje a tres meses é o centenário.
"a essa altura estava"
Por nós assim continua
Belas cantigas nos dava
Bem como à própria lua.
Rosa Silva "Azoriana"
Quem se segue?
Quadra recebida por e-mail do autor de "Bagos d'Uva", biscoitense
Quadra do Prof. Álvaro de Castro, de 1961.
Sereia Canta em mar profundo
mas bem só canta o Charrua
que farto de cantar no Mundo
resolveu cantar na lua.
Álvaro de Castro Menezes (ver Wikipedia)
E tudo se repete...
Estou igual ao artigo de 15 de Abril 2008. Desta vez veio umas semanas mais cedo. Estou farta do meu nariz...
Quarteto ao "Chico Maria"
Quem aplaude "Chico Maria"
Dos Biscoitos, rei e senhor,
Sabe que é a mais-valia
Das entradas a rigor.
"Chico Maria" bendito
Pelos lábios de alguém
No seu sabor acredito
Traz estrelas do além.
Uma oferta assim rimada
Pode ter outro sabor
Se a musa está inspirada
Deve tudo ao tal senhor.
À vista é lindo, dourado,
Na prova tem bom efeito,
Num paladar requintado
Tem sabor mais-que-perfeito.
2010/03/23
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Agradecimento, à posteriori, da graciosa presença do tal "Chico Maria" num jantar que, certamente, irá ficar na memória de um grupo de amigos (bloggers) convictos de que para a próxima, se Deus quiser, haverá oportunidade de se cumprimentar o amigo fiel de "Chico Maria". E que traga mais 5...:) O Porto das Pipas e eu fomos nomeados mordomos do próximo "comes-e-bebes". Quem viver verá, porque um vídeo deste já há :)
Algumas tiradas por télélé
I Jantar de Bloguistas da Ilha Terceira
Que excelente recordação
Da jantarada copiosa
Com esse registo então
Fica sólida e preciosa.
Tive gosto em lá estar
Junto de grandes bloguistas
Na memória o Quebra-mar
Na imagem os artistas.
Quão bela fotografia
Por ela temos apreço;
Foi grande minha alegria
E o convite eu agradeço.
Os bloguistas terceirenses
Num convívio fraternal
Partilharam seus pertences
Com o sorriso ideal.
Obrigada!
São Mateus, 2010/03/20.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: A propósito da fotografia do grupo de bloguistas apresentada por Filipe Rocha, comemorativa do I Jantar de Bloguistas da Ilha Terceira, organizado por Miguel Bettencourt.
Agradeço a José Maria Oliveira pelo registo que captou. (ver aqui)
No dia do pai
Se eu pudesse
Trazia o teu poema
Para o meu canto
Que se pudesse
Hoje
Chorava
As mesmas lágrimas
de um
Manual da Solidão
Hoje é Dia do Pai
Não o tenho
Hoje foi a partida para o Pai
De alguém só
Hoje
Fazia anos um amigo, se fosse vivo.
Faz-me falta
Na minha cara
O beijo que não tive
E não dei
Junto com o abraço apertado.
A solidão ganha sempre
Deixemos partir a solidão em paz.
19 de Março de 2010
(31 de Maio de 1922)
Tarde de Março, tarde de recordações
No seu rosto procurei a ilha, a conchinha das recordações. Foi a palavra falada que fez a travessia do canal, o percurso do porto, a lembrança de outras eras, a subida até à Terra Alta, a ida ao Canto e a volta ao centro daquela que foi e continua a ser a minha outra metade. (Metade de mim é terra e outra metade é mar que mira a alta Montanha quando esta lhe acena lá de cima, em dia aberto).
E relembrei o percurso das gentes nos lugares, à mesa de um café citadino, longe, tão longe do sossego das marés, dos poços, e daquele mar de outrora...
Infelizmente não visitei esse mar mas cumprimentei o autor de "Santo Amaro sobre o mar" e tenho a sensação de que o mar é meu amigo e Urbano Bettencourt também. Um doutor das letras e um bom amigo das gentes que gostam de rimar.
Bem haja!
Notícias agradáveis
senhora dona rosa maria
este post apenas serve
para dizer que a cantoria
enriquecerá com sua verve
E deixa uma pergunta no ar:
Então respondo no mesmo tom cantante:
Que gosto muito de ler
Hoje me sinto triunfante
Pra resposta que vai ter.
O presidente da freguesia
Cinco Ribeiras, do Charrua,
Advertiu-me que um dia
A festa virá pra rua.
Aproveita a homenagem
Lembrando personalidades
Que marcaram sua passagem
Com valiosas qualidades.
Se mais quiser que se faça
Proponho uma reunião
Por quem esta causa abraça
Com maior satisfação.
Rosa Silva ("Azoriana")
Uma espécie de entrevista para memória futura
Terça-feira, 16 de Março de 2010.
O dia amanheceu propício para uma conversa amistosa. O assunto é: Pezinho e Cantigas ao Desafio. A conversa travou-se entre a Azoriana e um cantador já conhecido, do concelho da Praia da Vitória, mais propriamente da freguesia das Fontinhas.
RS: Bom dia, cantador!
JF: Bom dia. Tudo bem?
RS: Tudo e por aí?
Foi logo directa ao assunto que lhe andava a martelar o juízo há algum tempo.
RS: Quando costumam começar as cantorias?
JF: Agora quando começar o Espírito Santo começam Pezinhos e Cantorias.
RS: Existe alguém que coordena os cantadores e os convida?
JF: Não. Normalmente são as comissões de Império ou de festas que convidam. (...)
A conversa estava a ficar interessante mas ela avançou sem responder ao conteúdo omitido nas reticências...
RS: Os cantadores têm os tocadores próprios ou é ao calhas?
JF: Também é ao calhas embora por vezes as comissões pedem para os cantadores falarem a tocadores.
RS: O assunto das cantigas é combinado antes ou surge do nada?
JF: Surge do nada, embora já me tenha acontecido alguma comissão dizer que gostaria que cantassem sobre isto ou aquilo, tipo agradecimentos ou assim...
RS: Quando os cantadores vão pelas casas, naturalmente têm de saber pormenores antes para poderem cantar os devidos agradecimentos. Vocês perguntam a alguém da comissão ou sabem pormenores antes?
JF: Quando é nos Pezinhos normalmente as comissões ou o dono da casa caso seja algum particular, informam se vamos cantar a algum criador ou pessoa que deu oferta ou outra coisa qualquer, quando se trata de cantar à Igreja, Império ou outras entidades aí já sabemos.
RS: Costumas estudar tudo sobre uma determinada freguesia e suas gentes?
JF: Sim. Normalmente preparo-me a nível de cultura geral e temas relacionados com o lugar onde vou cantar para a eventualidade de se falar nesses assuntos.
RS: Quem começa as quadras é que inicia as sextilhas do fim, numa Cantoria? Isto é, quantas quadras por pessoa e quantas sextilhas, se é que contam?
JF: Normalmente nos Pezinhos canta-se em quadras e se tem quatro cantadores costumam ser duas a cada cantador. Na cantoria depende, podem-se cantar quadras durante um quarto de hora, meia hora ou mais. Normalmente o cantador mais velho em palco é que toma a iniciativa das sextilhas, que podem ser duas, quatro ou mais, tudo depende e também pode ser iniciativa do outro cantador. Nada é previsível e assim é que é o improviso, tudo é repentino e ao sabor do dom de cada um.
RS (cantarolando):
E não te demoro mais
Com o interrogatório
Para não achares demais
E dizeres que é purgatório
Na Canada dos Folhadais
Queria fazer reportório.
Desta feita JF interrompe e indaga:
- Porque me perguntas isto tudo?
RS responde cantarolando:
Depois da obra pronta
Que atravessa o caminho
Um dia eu tomar conta
Duma festa do Pezinho
Desde que não fique tonta
Ou não haja descaminho.
JF: Ok. Entendi e aí também cantas... (rindo)
RS (sorrindo):
Eu não tenho grande oferta
Para dar ao pessoal
Mas tenho a porta aberta
Sem riqueza não faz mal
Eu também penso estar certa
Da rima ser meu ideal.
RS continua:
Conheci um tocador
No Snack Bar do Medeiros
E também um cantador
Que me cantou os primeiros
Versos com um grande valor:
Os amigos foram ordeiros.
RS não pára:
Até eu me arrepiei
Quando cantei nesse dia
Só que a rima não fixei
Porque estive em agonia
Mas agora já eu sei
O valor da Cantoria.
JF: Estás inspirada mas eu hoje estou ocupado, não posso responder em cantigas...
RS: Pronto, agora já estou mais informada. Vou parar. Isto anda-me a causar um frenesim...
JF: É para este ano o Pezinho?
RS não responde directamente à pergunta, apenas diz:
- Um abraço e até ao Verão. Lembrei-me dum Pezinho em memória do Charrua, porque não?
Após as despedidas, RS ainda perguntou o nome completo e outros pormenores que interessam sempre para conhecer um pouco mais do cantador em causa. Ele respondeu, sem hesitar. Portanto, as siglas JF querem dizer: José Fernando Borges Pacheco. (ver aqui e aqui)
É curioso que é da mesma idade que RS, apenas com a distância de dois meses e doze dias, mais novo. Reside na freguesia das Fontinhas, do concelho da Praia da Vitória, ilha Terceira - Açores. Pelo que se sabe e já se ouviu, é um cantador que se apresenta bem e tem o dom do improviso, natural de quem se atreve a enfrentar um público ávido de ouvir quem bem se defende e/ou interpela o companheiro de cantigas desta arte popular.
RS não tem a certeza absoluta, mas pensa que travou conhecimento com JF através das novas tecnologias, naturalmente graças a alguma pesquisa feita sobre cantorias ao desafio ou algo do género. O que lembra perfeitamente é de estar, ao seu lado, no Pezinho na casa de Luís Bretão (2008).
O que a entristece é este cantador (e outros) não possuir uma página na internet sobre o seu percurso de cantorias, pezinhos e actuações nas diversas localidades (regionais, nacionais e nas comunidades de emigrantes).
Outras perguntas foram feitas mas o que interessa é que este frenesim pelas cantigas ao desafio anda a bailar na mente da RS e até pensa lá consigo: "Ó quem me dera que o Divino Espírito Santo me desse a inspiração e a necessária prontidão. Só Ele saberá quem escolher, porque isto de cantar ao desafio não depende só de nós mas de algo superior a nós e da concordância de familiares...".
Angra do Heroísmo
RS - Rosa Silva ("Azoriana")
A(mar) e(ternamente)
Descaem-me os braços na falésia de verdes
Vou de encontro ao mar dos meus desejos
Azuis molhados de melodias sentidas
Nas pautas da clave adormecida.
Procuro, bem fundo, a origem das palavras perdidas.
Onde estão?
O amor, a paixão, o pulsar da tua mão...
Eu sei... Sempre o soube... Estão em ti, mar da minha vida,
Estão no teu olhar que me convida a amar
A(mar) e(ternamente).
Rosa Silva ("Azoriana")
Em tempos maus, cenas bonitas...
(...)
Cheguei-me perto dele e perguntei: - O senhor sabe quem eu sou? Ele, como eu já esperava, respondeu serenamente, olhando bem para mim: - Não...
Abri o livro e mostrei-lhe o lugar onde estavam quatro quadras e indiquei-lhe: - Sou quem escreveu estas quadras ao seu toiro... E gostava que o senhor escrevesse aqui (apontei a folha em branco) qualquer coisa...
Ele, sem hesitar, escreveu o que entendeu e eu não tirava os olhos daquelas mãos. As mãos que desde criança lutaram por ter e serem o que hoje são. Mãos calejadas e abençoadas por uma vida de trabalhos penosos, debaixo de chuva, frio ou banhadas pelo suor de um sol escaldante quando a única protecção era a terra e o céu. Ultimamente, digo desde 2009, que o palco da felicidade tem sido a freguesia das Cinco Ribeiras. Desta vez não fui ao palco mas da outra, com a vinda de Victor C. Santos à Festa de Verão, nas Cinco Ribeiras, fui. Victor Santos, emigrante dos E.U.A. tinha um motivo para me chamar, se assim posso escrever. Ontem, 14 de Março, a comemoração era outra.
Ontem, foi o primeiro cumprimento ao Sr. Humberto Filipe, homem humilde, honrado e de alma popular do agrado de toda a gente e, também, foi o primeiro abraço a Paulo Almeida, que só conheci pessoalmente à chegada ao centro daquela freguesia.
Voltando ao autógrafo do Sr. Humberto Filipe. Na ocasião que ele o completou, olhei para ele e questionei: - Posso dar-lhe um beijinho? Ele prontamente ofereceu o seu rosto e eu dei-lhe dois beijinhos, ora num lado ora no outro. Não me saía da mente isto: Que felicidade! Que felicidade deve estar a sentir este homem do povo. Vivam as homenagens em vida. Viva o brilho dos olhos e a riqueza de um sorriso.
Depois com o livro nas mãos pensei... E eu? E eu terei algum dia a felicidade de abraçar o meu livro, com lágrimas de felicidade? Será egoismo este pensamento? Será que mereço?
Perguntaram-me: - Quando teremos o teu livro? Eu retorqui: - Tenho uma pena enorme mas não sei. Só gostava de o ver na apresentação do meu livro, no palco da freguesia da Serreta em que o Sr. (...) falava e eu só chorava abraçada ao livro... Se há pessoa nesta ilha que gostava disso sou eu mesma. Mas quem? Quem me dará esse gosto? Quem?!
Um livro é sempre um sonho enquanto não vira realidade à vista de quem o cria. O Ti Humberto, como carinhosamente o chamam, é um homem feliz: Vive um momento real com uma graça especial.
Rosa Silva ("Azoriana")
Homenagem póstuma
A saudade é um gomo
Da fruta na cor mais fresca,
Um apetite, um desabafo,
Um cálice, árvore dantesca.
Um muro de mil palavras,
Um sonho pla noite dentro,
Um véu de mil grinaldas,
Suspiro fundo do centro.
Saudade é luto do verbo
Da carne que já não é,
Daquele vazio enorme
Que derruba tudo ao pé.
Saudade é tanto triste,
Um fogo que se apagou,
Um luar denso, sem lua,
Que nossa boca beijou.
Um adeus à terra crua,
Um choro nu e oculto
Um adeus noutros abraços
À Palavra se une o Culto.
Saudade é um terreiro
De frases, basalto chão,
Batalhas de armas caladas
Pulsando no coração.
Saudade de tanta gente
Que parte numa saudade:
Um olhar, um passo lento
Até à eternidade.
Adeus ó alma boa,
Os sinos te acompanharam
Foste num fim-de-semana
E os Anjos, por ti, cantaram.
2010/03/13
Rosa Silva ("Azoriana")
A hora da fruta
Cada vez mais gosto de bananas. É a minha fruta de eleição. Raramente a trago comigo para o local de trabalho. Vez por outra, lá me lembro da banana. É como se a sentisse na boca, sem tempero a mais ou de menos. É macia quando madura e quando verde é muito dura e não tem sabor. Prefiro sempre as bananas, laranjas, ameixas (raramente as vejo), tomates de capucho (idem), amoras silvestres, framboesas (lembro delas quando as tinha no valado de silvas no corredor para a casa das "titias" Maria e Alexandrina, e dos "titios" Francisco e Manuel). Estas framboesas eram propícias para um manjar dos deuses, a sobremesa mais gostosa. Enchia uma taça de framboesas, coroadas com açúcar q.b., às vezes repousavam um pouco no frigorífico, para depois serem saboreadas até à última gota do líquido rosado e delicioso. Hoje, raramente vejo framboesas como aquelas das "titias". Chamava-lhes "titias" porque eram as primas de idade mais avançada. Eram sobrinhas da minha avó, primas da minha mãe, em primeiro grau, e comigo e com a minha única irmã, eram as "titias".
Adorava ir para casa delas, ali ao lado da nossa, passar tardes inteiras, ou, alguns bocadinhos da sobra de tantos dias calmos. Hoje, resta-nos apenas uma das "titias" e quase não consigo falar-lhe porque dói muito vê-la com o passado abraçado a ela e mais nada... Ela é feliz assim, sempre foi feliz ao seu jeito, num mundo aparte, isolado e intransmissível. Algumas vezes me fez chorar. Tinha (e tenho) muito respeito a ela. No entanto, foi a escolhida para minha madrinha do Crisma. E ficou feliz com isso. Eu também. Era a ocasião de lhe chamar madrinha. É que madrinha funciona, quase sempre, como uma segunda mãe. Fazem muita falta as mães... Sonhei com a minha esta noite. Disse-me uma frase que gostei: "Ele é um bom rapaz!". Sei a quem se referia, no sonho e na minha realidade.
Voltando à fruta... Tenho de comer maçãs. É a única fruta que já enjoo. É que o trincar de maçã altera-me o sistema nervoso... Tramm, tramm. tramm... é um barulho dentífrico que me dilacera as manhãs e algumas tardes de saudade. Lembro perfeitamente do pomar do mestre Carlos, meu pai, que o tinha que se podia ver. Trincavam-se maçãs lindas de uma rubra cor luzidia, no alto do Pico da Serreta, durante a tradicional tourada da segunda-feira, da segunda semana de Setembro, sem preguiça. Hoje estou cá com uma preguiça... portanto, ponto final.
Rosa Silva ("Azoriana")
4 horas inesquecíveis
(Imagens captadas por telemóvel)
Na Sociedade Recreativa de Nossa Senhora do Pilar, das Cinco Ribeiras, concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira - Açores, no dia do lançamento do "64 O Toiro das Mulheres", do ganadero Humberto Filipe, da autoria de Liduino Borba, com apresentação do Dr. Marcolino Candeias, entre outras personalidades, num palco que abriu o pano para o Bailhinho de Santa Luzia, do concelho da Praia da Vitória, os "Sete da Vida Airada", e o passedoble com a Filarmónica do Porto Judeu a acompanhar João Dutra "Carocho" na interpretação que rematou o espectáculo de homenagem ao toiro, ao livro, ao ganadero e família e um aficionado, emocionado e saudoso, que veio de propósito da Flórida, E.U.A. Este foi o primeiro que me abraçou e alguns versos levou, por fim, no livro. Também recebi a sua dedicatória escrita - Paulo Almeida, da Liliana Sousa, do Sr. Humberto Filipe e do escritor Liduino Borba.
É uma linda recordatória de uma tarde bem passada num salão repleto de ovações e aplausos. Estão todos de parabéns.
Um toiro, o 64 está imortalizado!
Rosa Silva ("Azoriana")
Parabéns amiga Liliana Sousa
Neste dia que festejas
Mais um lindo aniversário
Peço a Deus que sempre sejas
Feliz vivendo o diário.
És uma prenda amiga
No dia da minha mãe
E mereces que te diga
Que fico feliz também.
Tenho nas Cinco Ribeiras
Um motivo especial
Uma amiga sem fronteiras
Com um verso original.
Canta a nossa gente ordeira,
No dia do lançamento
Do livro desta "toureira",
Os parabéns no momento.
Parabéns e muita vida
Desejo com mais fulgor
Serás sempre muito querida
Por todos em teu redor.
Beijinhos
Rosa Silva
No dia que a minha mãe faria 70 anos
Cantam as ondas de espuma
Na Angra sonho de areia
Da ilha onde a bruma
É pão nosso de mão cheia.
Cantam gaivotas marinhas
Pelo céu a despertar
O marulhar das rainhas
Sereias do meu cantar.
Ó Angra
Do Heroísmo
Prainha do mar
em quilha
Ó Angra
Do meu lirismo
Baía a cantar
a ilha.
Terceira
Verso lilás
Sereia ao luar
Rosquilha
Terceira
Belo cartaz
Doce a rimar
redondilha.
Num abraço em tom dourado
Pelo sol de aurora pura
Brilha o teu corpo alado
Pela onda da ternura.
És Prainha de afectos
Na cor das tuas areias
És de filhos, pais e netos,
Rima que corre nas veias.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Mãe, quem me dera que hoje estivesses comigo na freguesia das Cinco Ribeiras, no lançamento do livro de Liduino Borba sobre o toiro internacionalizado "64"... Oxalá que eu tenha ocasião de dar um beijinho à Liliana Sousa que, também, comemora o seu aniversário (no teu dia, mãe!), e, ainda, cumprimentar o escritor novamente e o aficionado Paulo Almeida e Dr. Marcolino Candeias, entre outras personalidades que, certamente, estarão presentes no evento a não esquecer.
Um abraço especial ao "Ganadero do Povo", Sr. Filipe Humberto Sousa, esposa, filhos, genros, noras e netos. O filho, José Manuel, tenho cá para mim que é um comandante que muito deve ter sentido a partida do "Toiro das Mulheres" - 64!
Festival de Alcatras 2010, na Serreta
Parabens pelo sucesso do Festival de Alcatras!
Galinha, coelho, cabrito,
Porco, vaca e de feijão
Peixe, sopa... Que bonito!
E a fruta ao serão.
Aventais de cinco quinas
Todos com a risca branca
Nos homens e nas meninas
Com uma alegria franca.
13 de Março, foi na Mata
Uma festa "branca e preta"
E no fim, o que remata?
É o Bingo da Serreta!
À Srª Grabriela
E à Milagres, cozinheiras,
Salva de palmas tão bela
Por todas as trabalheiras.
A Comissão 2010,
Cumpriu a sua missão,
E de tudo um tanto fez
Com grande dedicação.
A sorte, então, saiu
Ao Mateus, da Freguesia
Na moldura que se viu
Angra em foto que reluzia.
Viva a nossa gente unida
Em confraternização,
Que dure pra toda a vida
A lembrança do serão.
E àqueles que estão
Longe do berço natal
Um abraço de coração
Dos amigos do Festival.
Rosa Silva ("Azoriana")
Agenda prevista para o fim-de-semana
Merece divulgação
E não tarda quase nada
Chegará muita emoção.
Dia treze vai chegar
E para a Serreta vou
A Mata será um lar
Ao Festival se lançou.
Chega o Paulo da Flórida,
Decerto irá ligar (?!)
Minha alma está tórrida
De tanto nisso pensar.
Domingo é dia de Toiro,
"64" será lançado
No livro que vale oiro
Pra gente e o povo emigrado.
Oxalá eu seja viva
Depois de tanta euforia
Porque isto nos motiva
A bradar por esse dia.
Ó que semana animada
Com a ideia nos eventos
Para a Alcatra bem rosada
Antes dos outros assentos.
Junto um aniversário
Duma amiga com maneiras
A 14 no calendário
Festa nas Cinco Ribeiras!
Agora para não maçar
O povo trabalhador
Fica a cagarra a cantar
As modas do "cantador"...
Rosa Silva ("Azoriana")
Um pedido extraordinário: Homenagem póstuma a José de Sousa Brasil, Charrua
Bom dia, boa tarde ou boa noite,
Em primeiro lugar os meus cumprimentos a quem terá a curiosidade de ler este artigo até ao fim. Pode ser longo mas é em resposta ao pedido de várias famílias, como habitualmente se diz. Não é apenas eu que tenho este desejo, a ver por alguns comentários que recebo a lembrar a bela data de 24 de Junho, p.f.
Chamo a atenção da população da ilha Terceira, presente e emigrada, as Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, as Juntas de Freguesia de ambos os concelhos, principalmente a Junta de Freguesia das Cinco Ribeiras, e também os amigos, simpatizantes, cantadores e tocadores das nossas prestimosas cantorias, desgarradas e Pezinhos da ilha de Jesus Cristo e dos Impérios do Divino Espírito Santo, para um assunto que abraço de coração, estima e gosto:
O CENTENÁRIO DO NASCIMENTO de José de Sousa Brasil Charrua - 24 de Junho de 2010
Coincide com o aniversário de João Ângelo, o Mestre das Cantorias, que é, também, o famoso cantador de "Velhas", a moda tradicional.
Não me venham cá dizer: - Oh, quem és tu, Rosa Silva, com a alcunha de Azoriana, que até pensam que és americana, para vires a lume com esta chamada de atenção?!
Eu respondo: Sou o que sou! Tal como são todos os homens e mulheres que labutam diariamente e se alegram com os versos, em rima bem talhada, e que os memorizam durante uma vida. Só por isto vale a pena fazer-se a homenagem às pessoas em vida. Já que não é possível fazer-se a homenagem ao Charrua, cantador ilustre da cultura popular e poeta de lindas criações, far-se-á a homenagem póstuma que, na minha fraca opinião, devia constar de:
- Identificação digna da última morada que é um bocado de terra, no cemitério das Cinco Ribeiras (se ainda não está identificada condignamente). A última vez que por lá passei, confesso que procurei e não dei conta de nada;
- Convocatória graciosa de todos os cantadores e tocadores interessados em oferecer-lhe uma quadra de coração;
- Televisão, Rádio, Jornais locais, Blogs (incluo já o meu, com o maior gosto), Revistas domingueiras e de outros dias, isto é, toda a forma de Comunicação Social e divulgação possível;
- Biblioteca, Museu e outras entidades oficiais;
- Comissão das Festas das Sanjoaninas de Angra do Heroísmo - a data coincide precisamente com o melhor dia de festejos. Será que o poeta Álamo de Oliveira virá com alguma Marcha, tecendo a melhor rima ao Charrua?
- Pessoas interessadas nesta causa e que, de alguma forma, têm excelentes ideias a partilhar.
Que mais posso escrever ou fazer? O meu blog fica ao vosso inteiro dispôr. Há que preparar o que quer que seja a tempo e bem.
Informo, ainda, que os comentários e incentivos que tenho recebido, sobre esta efeméride, são uma força que me impulsiona para louvar quem me ajudar na concretização de uma acção que dá honra e mérito a quem tão bem cantava e aos que cantam a nossa ilha e a divulgam por esse mundo fora.
Todos somos gente e gente repetente do amor transmitido pelos nossos antepassados.
Vivam as Cantorias ao Desafio e quem por elas tem brio.
Rosa Silva ("Azoriana")
O Portal da Festa do Divino Espírito Santo
Está cada vez mais lindo e rico de informação o Portal sobre a Festa mais querida pelo mundo.
Queiram comprovar isto que vos escrevo, através de um simples clique no seu maravilhoso logotipo:.
Além do Brasil, também faz referência ao mundo e, em especial, aos Açores, ilha Terceira, Serreta, a várias outras entidades, bemo como ao que este blog tem escrito sobre este e outros assuntos relacionados, consoante a inspiração vai chegando.
Agradeço, reconhecidamente, ao seu autor, prof. Sergio Manoel, pela parte que me diz respeito e um louvor pelo trabalho que tem levado a efeito que, certamente, será recompensado pelo Divino Espírito Santo.
Melhores cumprimentos
Rosa Silva ("Azoriana")
Dedicatória ao emigrante, vizinho de outras eras...
Como a Turlu não serei
Ela foi especial
Desde que a "encontrei"
Não mais sai do meu beiral.
Ela foi a doce Aurora
Cantando com Sol Nascente
E foi pela vida fora
Cantadeira excelente.
Quem me dera a mim ver
Tudo o que ela aí viu
Também gostava de ser
A mulher do desafio.
Ela foi de rima rica
Eu sou feliz a escrever
Tudo aquilo que aqui fica
Para vos oferecer.
A saudade de emigrante
Pelo seu torrão natal
Inspira-me neste instante
Uma quadra original.
Voa, voa andorinha
Leva no bico a mensagem
Não me deixem mais sozinha
Esta vida é uma passagem.
Vosso "Cantinho do Céu"
Fica na pequena serra
À espera do seu ilhéu
Que recorda mar e terra.
Um abraço nesta hora
Com crescente amizade
Que a Virgem Nossa Senhora
Vos liberte da saudade.
Rosa Silva ("Azoriana")
Os prémios chegaram à minha casa
Ainda não me vou pronunciar sobre o conteúdo porque, confesso, ainda não os li na íntegra, mas sinto que vão ser muito agradáveis de ler e registarei, com agrado, para memória futura, algumas linhas no início dos mesmos, que indicarão o motivo do prémio e, na minha "biblioteca caseira" (que já conta com um jeitoso número de livros) ficarão à disposição para os interessados(as) deixarem o seu autógrafo. A minha casa fica à disposição. Estão a decorrer obras na via pública mas há sempre lugar para passar.
Bem haja a todos que fizeram parte da felicidade de uma pessoa, de uma ilha e de quem gosta e sente saudades das festividades tradicionais.
Rosa Silva ("Azoriana")
Uma mão cheia de quadras
Ai o que um toiro faz
Nesta ilha de Jesus;
Dá cá um abraço rapaz
O teu "fair play" já reluz.
"Festa do Toiro" na rua
Fez a fama da Terceira;
Paulo Almeida quando actua
Dá imagens de primeira.
A Praça de São João
Virou Centro Cultural
E as imagens em questão
Viram praça mundial.
Ricardo Jorge, taurino,
Ilustre na difusão
Merece também um hino
Bem como José Pimpão.
Ao redor da brava ilha
O cerne é da tourada
O mato a maravilha
Da raça brava afamada.
"64" e "38"
Uma dupla admirável
Para aquele que é afoito
A marrada é saudável.
O regaço de uma flor
Atraía o famoso
"64", "aviador"
Do palanque glorioso.
Foi "O toiro das mulheres"
Em livro memorizado
Liduino com seus poderes
Fê-lo imortalizado.
Não se chora um animal?!
Como se chora a pessoa
Mas o choro não faz mal
Quando a morte nos magoa.
Um livro original
Com o toiro desde novo
Ti Humberto é, por sinal,
O "ganadero do povo"!
9/3/2010
22:41
Rosa Silva ("Azoriana")
Mãe, estás aí?
- Mãe, estás aí?
- (...)
- Sabes mãe, o dia que fazias anos (domingo, 14 de Março de 2010) se estivesses por cá, ias ter uma surpresa linda...
- (...)
- É, mãe! O sr. Liduino Borba esteve aqui e veio entregar-me um tesouro maravilhoso. O "64 - O Toiro das Mulheres". Traz o nome Paulo Almeida, que é um aficionado do toiro 64, do ganadeiro sr. Humberto Filipe, e também tem o meu nome da maneira que gosto de assinar depois que tenho blog - Rosa Silva ("Azoriana") e...
- (...)
- Sim, mãe. Não o conheço ainda mas ele já anunciou que vem ao lançamento do livro e...
- (...)
- Sim, sim, eu sei. Deixa-me acabar... E tem o nome da minha nova amiga das Cinco Ribeiras que afinal até o nome não é bem como eu conheci, mas eu gosto de chamá-la por Liliana. Ela é a nora do Ti Humberto e tem feito muito pela divulgação da ganadaria do seu sogro
Humberto Filipe...
- (...)
- Oh, mãe, sim! 'Tá bem. Não vou esquecer, espera uma pisca...
- (...)
- Tenho vergonha de dizer-lhe isso... Será que me vão deixar dizer isso?!
- (...)
- Obrigada mãe. Acho que é a primeira vez que te digo "obrigada" e que te trato por "tu"... Tal pena isto não ter acontecido quando estavas à nossa beira...
- (...)
- Eu sei. Deus e Nossa Senhora dos Milagres (e a do Pilar) são os Maiores e vão estar lá, de certeza...
- (...)
- Eu sei que não se reza por um toiro, daaaa. Mas estou a rezar é pela oportunidade que me disseste... Oxalá se concretize. Insisto, que tenho vergonha de dizer isso...
- (...)
- Também vás estar comigo? Só dentro do coração não é?
- (...)
- Não te dei um beijo quando te foste, mas agora dou-te muitos... É possível isso acontecer?
- «É sempre possível tudo o que se faz por amor!»
Rosa Silva ("Azoriana")
DESTAQUE: Feliz Dia da Mulher!
No centenário do Dia Internacional da Mulher, o blog da minha querida amiga "Joanina" - Paula, está em DESTAQUE, na mansão do nosso querido SAPO.
Estava eu sem saber que mais escrever sobre esta efeméride e eis que coloco o olho no blog dos blogs e deparo com a linda surpresa.
Que mais te posso desejar? Um Feliz Dia da Mulher!
Para a Mulher que admiro, estimo e sou amiga e madrinha de "voo" bloguista:
Voa, voa Joanina!
Neste dia centenário
Duma causa muito justa
Deixo pelo teu diário
Minha rima que não custa.
A Mulher é ser maior
De força e gentileza,
Feita pelo Criador
Da costela com beleza.
Toda a mulher que produz
Algo para a humanidade,
Honra seu Irmão Jesus
E a flor da amizade.
Nós somos duas amigas
Nascidas na lilás ilha
Não somos das mais antigas
Fizemos nova partilha.
O coração da Terceira
Bate forte com estima
Cada uma é cantadeira
Quando abraça a sua rima.
A saudade faz rimar
Na bruma da nostalgia...
Fecho os olhos, sonho a(Mar),
As ondas da cantoria;
Ele sabe que vais voltar
E vais lembrar este dia.
Um dia de majestade
Com Destaque de Amizade!
2010/03/08
Rosa Silva ("Azoriana")
A madrinha!
Beijinhos
FELIZ DIA DA MULHER
Agradecimento ao amigo biscoitense
Uma oferta, hoje, tive,
E outras talvez virão,
Das lágrimas não me contive
Da "Tragédia" em questão.
Luís Brum, homem sensato,
Veio dar-me o que pedi:
João Vital fez o relato
Que outrora, um dia, li.
Ainda tinha em memória,
Livrete de tal tragédia:
Ficaram na nossa História
As mortes de um só dia.
Na casa da minha mãe
Cheguei a ler, com emoção,
A Agualva, que agora tem
Uma nova perdição.
Há sempre uma nova dor
Para renovar uma antiga
E quem sofre por amor
Tem de Deus a força amiga.
Acredito piamente
Que a morte de afogamento
É triste e comovente
E nos deixa em desalento.
Quadras foram oitenta e duas,
Do poeta João Vital,
Já passaram tantas luas
E o mês é sempre igual.
Dezembro é traiçoeiro
Com águas diluvianas
Que levam, em cativeiro,
Algumas almas humanas.
João Vital, se fosse vivo,
Corria para o louvar,
Os seus versos são motivo
Para o imortalizar.
Obrigada a Luís Brum,
Neste dia da Mulher,
Porque me trouxeste um
Poeta, que bem nos quer.
Rosa Silva ("Azoriana")
Leia-se: http://bagosdeuva.blogspot.com/2009/1
E menção aqui: http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/800
Imagem espectacular
Há um pássaro gigante
A tocar a alta montanha
Que parece um diamante
Numa viagem tamanha.
Há quem esteja no lugar,
Na data e hora certa,
E que bem sabe captar
O que a todos põe alerta.
As ilhas açorianas,
São de beleza infinita,
Há neve nas insulanas
De altura mais bonita.
Um manto de formosura
Cobre a ilha do Pico
Faz-me tecer de ternura
O verso que lhe dedico.
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. Oxalá o autor da foto goste desta dedicatória que também é para ti, Miguel, por divulgares o que de melhor se faz pela Região Autónoma dos Açores.
Dia Internacional da Mulher
Para o Dia Internacional da Mulher
Se fosses viva, minha mãe,
Gostaria de saber se
A rima me fica bem
Quando vem por ti, doce.
A Mulher é filha, mãe, avó,
Neta, irmã, sobrinha, tia,
Raramente está só
Dá-se-lhe a honra do Dia.
Março, da Mulher e Pai,
De Maria e de José,
E da mente não me sai
Os pilares da maior fé.
Mãe, és nossa flor matinal,
Nossa fonte de alegria;
Mulher tu és afinal
A graça e a harmonia.
Rosa Silva ("Azoriana")
**********
E a propósito da "Ode à Mulher",
de Euclides Cavaco,
Poemaque acho
MARAVILHO, DESLUMBRANTE, LINDO,
cujo título é: "Escultura Divina".
Seis lindas quadras mas, destaco aqui, a sexta porque adoro-a.
A sexta quadra é digna de relevo:
(...)
És escultura Divina
Duma beleza sem par
Em perfeição que combina
O Céu, a Terra e o Mar !...
Euclides Cavaco
**********
A minha resposta instantânea:
Se eu fosse, assim, bonita,
Como o poeta nos canta,
Seria mulher favorita
Que ao mundo todo encanta.
Mas não sou bela, formosa,
Nem tenho bons predicados,
Meu nome tirou da rosa
Espinhos transfigurados.
O que é Ser Mulher?
É trazer no ventre esperança,
É fazer o que puder
Por ser imagem e semelhança
Daquela que fez por ser
Do mundo a temperança.
Tenho penas e amarguras,
Tenho vales de tristezas,
Mas também tenho ternuras
Que são as maiores riquezas.
Tenho fé em Nossa Senhora,
Exemplo que nos convém,
Só que tal virtude agora
Não atrai quase ninguém.
O que é Ser Mulher?
É estrela a cintilar,
É dar tudo o que puder
Por ter amor no seu lar
E a quem lhe aprouver
Todo o ano a celebrar.
Rosa Silva ("Azoriana")
Até onde a Internet nos leva...
Leva-nos até onde a magia da palavra escrita nos deslumbra, encanta e inspira. Graças a uma expressão de Carlos Alberto Moniz, "Ó brava cantadeira!", nasceu, repentinamente, o que abaixo exponho e que espero ser do agrado deste amigo da Terceira que, caso se proporcione, lhe dará a musicalidade, de que já é famoso..
Ele tem um toque muito especial e um grande amor às nossas festividades, sobretudo às Sanjoaninas. Quem é que o viu feliz e radiante seguindo as Marchas de São João? Todos lembramos, com orgulho, das suas criações musicais para as Marchas Oficiais de muitas Sanjoaninas da nossa Angra do Heroísmo. Com Álamo de Oliveira faziam e fazem uma dupla imbatível, ele com a música e este com a letra poética de sempre, extraordinária.
Talvez por isso e pela sua dedicação às gentes da nossa ilha, em especial, e dos Açores, em geral, coloco aqui a letra instantânea, que prontamente lhe ofereço:
Bravos cantores e cantadeiras
Na cantiga há o paladar
Deste povo à beira mar
Com as rimas pela proa
Foi o sorriso da lua
Que inspirou o Charrua
E tanta voz que ressoa.
Ilha de tanto Império
Do sagrado baptistério
E do divino Pezinho
Onde vão os cantadores
Com versos de nobres cores
Abrilhantando o caminho.
Foi Turlu, a cantadeira,
Que foi além da Terceira
Com o coração ardente
Foi mestra do desafio
O verso que lhe sorriu
Ficou em nós residente.
A ilha de Portugal
Numa moda regional
Tem melhor entoação
Jardim de cravos e rosas
De vozes harmoniosas
No seio da Região.
Cantores e cantadeiras
Sempre houve e haverá
Somos almas pioneiras
Com um dom que só Deus dá.
Somos odes quinhentistas
Numa ilha hospitaleira
Somos casa de artistas
A honrar nossa Bandeira!
Rosa Silva ("Azoriana")
Festival da Canção
Um palco de melodias
Belos temas e cantores
Um mar de poesias
Que vão chegando aos Açores.
Estou desde a primeira
E sou fã do Festival
Um abraço da Terceira
Lilás ilha de Portugal.
Com a Sílvia Alberto
E um mundo de assistentes
Com um sorriso aberto
Ao cantar das nossas gentes.
Viva a RTP
E tudo o que aqui se vê!
Rosa Silva ("Azoriana")
A Carlos Alberto Moniz (no Facebook)
Você é o coração da ilha
Num "Portugal sem fronteiras"
Que alegremente partilha
A pauta de sãs maneiras.
Meu registo é tão breve,
Não contém tudo o que sinto
Só um pouco e ao de leve
Lhe digo que é DISTINTO.
Seu sorriso iluminado
Pela maré de talentos
Pelo povo agraciado
Salvé mui belos momentos.
Trago a rima ao peito
Que na hora bate forte
Para o louvar a preceito
E desejar muita sorte.
Rosa Silva ("Azoriana")
"Tribute to Monstro das Tapadas", de Paulo Almeida
Dedico-lhe uns versos feitos há segundos, em comentário:
A Terceira rejubila
Por quem a trata assim
E porque dela sou filha
Nutro um encanto sem fim.
64 é louvado
Pelo autor Liduino
Foi um toiro admirado
Que até teve um hino.
A saudade faz ferida
E retalha o coração
E fica pra toda a vida
Uma eterna paixão.
Paulo Almeida lusitano
Que vive longe da gente
Mas é um açoriano
Que está connosco em mente.
"My name is fair play"
Assim fica conhecido
Louvá-lo mais eu não sei
No livro não é esquecido.
Louvo também o autor
Que emoldura esse touro;
Ti Humberto bravo senhor
Que perdeu grande tesouro.
Aficionados da bravura
Do Brasão e da Bandeira,
Voltai com grande ternura
À vossa ilha Terceira.
Somos a ilha taurina
Com pastos ricos de gado
Com a cidade menina
Património de agrado.
Somos ilhéus da poesia
Na mão cheia de lirismo
Da saudade e fantasia
De Angra do Heroísmo.
E da Praia da Vitória
Concelho em evolução
Onde se iça a História
Na vela duma canção.
Ó querida ilha Terceira
Que rimas choro e sorte
Terra da Brianda Pereira
E dum toiro que foi forte.
Nós por cá vos esperamos
Quer por terra ou por mar,
Nossos braços levantamos
Para a todos abraçar.
Rosa Silva ("Azoriana")
Facebook - Convite
Sou terceirense das rimas
Serretense de nascimento
Bem-vindo(a) se me estimas
E partilhas o que invento.
Se o Facebook visitares
Deixo aqui o convite
Para me adicionares
E dares algum palpite.
A vida é tão ligeira
E merece ser vivida
Com a nossa alma inteira
E da forma mais querida.
Certa da tua presença
Aqui e também por lá
Será a melhor pertença
Enquanto estiver por cá.
Obrigada!
Rosa Silva ("Azoriana")
A Pedro Abrunhosa (no Facebook) - Clube de fãs
Ao meu cantor favorito
Que aplaudi na Terceira
No São João mais bonito
Com ovação verdadeira.
Estava na fila da frente
Dali não arredei pé
E já lhe dei um presente
No blog da minha fé.
Tenho fé na doce rima
Feita da lava mais quente
Da força que vem acima
E se solta da minha mente.
Para o cantor Abrunhosa
Que responde nesta hora
Leva as quadras da Rosa
Da ilha que não o ignora.
Bem haja!
Rosa Silva ("Azoriana")
Ao Miguel Azevedo (no Facebook)
Nosso honrado jornalista
Por ralis apaixonado
Um pioneiro bloguista
Por tantos admirado.
Azevedo de apelido
É figura mediática
Um valor já conhecido
Pela veia democrática.
Portista de coração
Das letras em boa dose
Poeta por vocação
De linhas em apoteose.
Seus poemas eu admiro
Com amizade verdadeira
E deles jamais retiro
Todo o fulgor da Terceira!
Rosa Silva ("Azoriana")
A Pedro Pauleta (no Facebook)
O "Ciclone dos Açores"
Com a fama mundial
Foi um dos melhores valores
Da bola, jogo ideal.
Da ilha dos ananases
E da pura malagueta
Também dos eficazes
Golos de Pedro Pauleta.
É uma honra louvar
Melhor marcador português
Com seus golos fez voar
Mais aplausos duma vez.
Grande amigo açoriano
Num abraço fraternal
Na fama é soberano
Muito além de Portugal.
Rosa Silva ("Azoriana")
"Bagos d'Uva" homenageia Moisés Mendes
Dou os parabéns a ambos: Luis Brum e Moisés Mendes!
Ao autor de "Bagos d'Uva", dos Biscoitos, pela homenagem que dedica a Moisés Mendes, dos Altares, em vida. Assim mesmo é que é pois vê-se o sorriso que transparece do rosto de quem recebe merecidos e verdadeiros elogios pela dedicação à arte que ama e a dá a favor da freguesia a noroeste da Ilha Terceira: os Altares.
Os Biscoitos, sendo do concelho vizinho - Praia da Vitória , tem um defensor dos bons usos e costumes da sua localidade, dos concelhos de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, das entidades e personalidades que acorrem ao Museu do Vinho e que nutrem por ele verdadeira simpatia, própria dos amigos do Verdelho.
Parabéns a um e a outro. Parabéns por este mundo virtual que nos junta nesta onda de criações em prole do que mais gostamos.
Não há distância nem fronteiras. Na ilha não há barreiras, todos somos ilhéus temperados pelo mar que connosco vem cantar.
Somos da ilha
Somos da ilha romeiros,
Ilhéus de um só coração,
Somos da ilha guerreiros,
Com um bom bago na mão.
Somos céu e somos mar,
Somos terra e videira,
Somos bravos a cantar
A nossa linda Terceira.
Ó ilha dos meus avós,
Da minha mãe que te amou,
E de quem antes de nós,
Aqui seu suor deixou.
Tanto empenho, tanta fé,
Tanta vida a coroar
O que fica sempre à ré
Da rocha que avista o mar.
Esse mar que nos tempera
Que nos dá mote e inspira:
Ó meu Deus, ai quem me dera,
Cantar-te o que em mim delira.
Louvo nossos conterrâneos
Por muito do seu trabalho;
Nos meus versos instantâneos
Um pouco do meu retalho.
Rosa Silva ("Azoriana")
BLOGAGEM COLECTIVA: OS PRÉMIOS
4 de Março de 2010.
Um dia solene, se assim se pode chamar, por vários motivos. Um deles tem a ver com PRÉMIOS (basta seguir o link para perceberem o porquê da minha alegria à mistura com alguma euforia).
Eu suspeitava que a ilha Terceira era a vencedora, a ver pela votação (57 votos), e até escrevi o agradecimento antecipado, divulgado hoje, no blog "Aldeia da Minha vida".
O júri decidiu quem eram os vencedores do: "MELHOR BLOGUISTA", "MELHOR COMENTÁRIO" e "MELHOR TEXTO". A minha/nossa ilha Terceira venceu com o melhor texto. Fico feliz por todos os terceirenses e por ter conseguido levar mais longe o nosso Carnaval.
Ficam desde já a saber que quando o prémio chegar fica à disposição de quem me quiser visitar.
Lanço um desafio:
Quem visitar a casa da Azoriana deixará um autógrafo nos livros que irei receber como prémio, e espero que as meninas da Aldeia o assinem também.
Peço, encarecidamente, a Hélio Costa, a João Mendonça, a João Marcelino Costa, a Helena Costa, a Chica Ilhéu, a Luís Nunes, a Miguel e Anita Azevedo, Sónia Bettencourt, Miguel Bettencourt e às pessoas que me telefonaram e/ou votaram para assinarem os livros para memória futura, com alguma dedicatória personalizada.
A minha dedicatória, em resposta, a esta agradável surpresa foi imediata e assim:
Um abraço sorridente e mais uma vez Muito obrigada.
Salvé "Aldeia da Minha vida"
Pela surpresa catita
Dou-vos uma quadra tecida
Na hora feliz e bonita.
Rosa Silva ("Azoriana")
O sol nasce para todos
E ninguém diz o contrário
Entre cantigas a rodos...
O "Carnaval Solidário".
Solidário até aos Bodos
Faz brilhar o calendário;
Temos assim um por todos
Na partilha do cenário.
Quem dá um pouco do que tem
Ao irmão em agonia
Do amor será refém.
E por pouco que até seja
Será sempre a mais-valia
A quem nada lhe sobeja.
Rosa Silva ("Azoriana")