Uma oferta, hoje, tive,
E outras talvez virão,
Das lágrimas não me contive
Da "Tragédia" em questão.
Luís Brum, homem sensato,
Veio dar-me o que pedi:
João Vital fez o relato
Que outrora, um dia, li.
Ainda tinha em memória,
Livrete de tal tragédia:
Ficaram na nossa História
As mortes de um só dia.
Na casa da minha mãe
Cheguei a ler, com emoção,
A Agualva, que agora tem
Uma nova perdição.
Há sempre uma nova dor
Para renovar uma antiga
E quem sofre por amor
Tem de Deus a força amiga.
Acredito piamente
Que a morte de afogamento
É triste e comovente
E nos deixa em desalento.
Quadras foram oitenta e duas,
Do poeta João Vital,
Já passaram tantas luas
E o mês é sempre igual.
Dezembro é traiçoeiro
Com águas diluvianas
Que levam, em cativeiro,
Algumas almas humanas.
João Vital, se fosse vivo,
Corria para o louvar,
Os seus versos são motivo
Para o imortalizar.
Obrigada a Luís Brum,
Neste dia da Mulher,
Porque me trouxeste um
Poeta, que bem nos quer.
Rosa Silva ("Azoriana")
Leia-se: http://bagosdeuva.blogspot.com/2009/1
E menção aqui: http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/800
Agradecimento ao amigo biscoitense
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