Ter Coração serretense

Até prova em contrário, nascer serretense dá um cariz diferente e ande por onde andar jamais perderá essa fonte. Por várias vezes tentei não escrever (digo, rimar) sobre esta localidade terceirense mas sem sucesso. É um fervor difícil de apagar.



Há quem mude de residência por força de circunstâncias, como eu; há quem emigre à procura de novos horizontes, mas duvido que esqueça ou deixe de pronunciar: a "minha"/nossa Serreta!



Aos emigrantes até dói o coração nestas vésperas, ávidos de notícias sobre a sua Mãe Padroeira. Quem conhece o caminho para o motor de busca, ou para este humilde blog, procura por - Festa da Senhora dos Milagres da Serreta 2009, e acho que não encontra, ainda, a novidade. Aguarde-se por melhor hora, pacientemente, ou muitos até já saberão responder. Eu que badalei tanto, conforme o eco da minha falecida mãe, não sei de nada, apenas pressinto que o programa não foge ao habitual.



Há uma coisa que, no entretanto, me ressalta e quase magoa: porque será que não se fazem homenagens a pessoas que tanto deram e dão de si à freguesia? Estou-me a lembrar de alguns... E talvez houvesse lágrimas de alegria e sorrisos de emoção. Mas isso seria "ressuscitar" quem já se foi e os vivos são todos dignos de lembrança.



As homenagens querem-se em vida. A maior homenagem é quando olhamos para A Mãe e a vemos sorrir. Olhem que nem sempre isso acontece... Depende do lado que A vemos.



Bem-haja para quem pode e A vem/vai ver. É simplesmente uma pequenina Imagem mas tem o Coração maior do mundo crente: o ser serretense!



Rosa Silva ("Azoriana")

30 de Agosto: V aniversário do "Grupo do Tacho" - Parada de Gonta

Parabéns! Parabéns pela quinta comemoração do Grupo do Tacho que está sempre muito animado. Obrigada pela referência ao meu artigo que está a fazer um ano.



Como não tenho internet em casa não consegui comentar atempadamente. Não tenho tido muito tempo mas não posso deixar passar esta data tão importante para os amigos de Parada de Gonta. Da pequena e bela ilha do Atlântico mando-vos um abraço amistoso do tamanho do mundo.



Viva a festa paradense

Ilustrada pelo Tacho;

Agora eu até acho

Que o Grupo tudo vence.



Não consigo ouvir ou ver

O cantar ao desafio;

Mas vou tentar saber

O que nele se seguiu.



Uma mão cheia festejam,

Uma data tão bonita;

E p'ra sempre bem estejam

Na Aldeia que vos cita.



Este elo permanece

Entre a ilha e o continente

Azoriana agradece

Com um verso sorridente.



Abraços para todos



Rosa Silva ("Azoriana")

Louvo Humberta Silva

DSC00021_2.JPG



A mãe está no Céu

No recado que me deu

Enquanto meu chão mondava;

Dizia que a sua filha,

Com mão para a rosquilha,

Era quem dela bem tratava.



Se a outra filha a canta

É porque a mãe já é santa

Num reino cheio de paz;

A vida cá continua

Mesmo que em outra rua

Nova luz então se faz.

 

Louvo a Humberta Maria

Por tudo o que ela fazia

Enquanto a mãe foi viva;

Louvo o filho e o marido

Por terem compreendido

A faceta que se priva.

 

E privo o maior sofrimento

Que me deixa sem alento

Nas horas negras da vida.

Dizer-lhe isto frente-a-frente

Não é tão eficiente:

Bem-haja "piquena" q'rida!

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Perante o sofrimento

Li, e voltei a ler, uma notícia da actualidade no jornal "A União" sobre as idosas visitadas pelas "meninas da junta", como são gentilmente chamadas por quem as recebe com carinho em troca do mesmo. O autor da notícia fez-me emocionar com a clareza e sentimento da notícia.


É de louvar: o apoio das Meninas, o Centro Social e Junta de Freguesia de São Bento, e o espírito do autor da notícia. Não é nada fácil enfrentar um quadro de sofrimento, eu que o diga. Por mim, já não consigo ver sofrer. Vi o sofrimento bater à porta da minha família por volta dos meus 12 anos... Foi até ao ano de 2003, com a morte da minha mãe, numa cama de hospital, no próprio hospital... A minha dor e remorso é não conseguir lidar e ver o sofrimento... Internamente morro e fico impotente, as forças caem-me. O que farei quando estiver nesse átrio?! Penso que não chego a velha, mas se chegar e se tivesse o apoio das "meninas da junta", se as houver, desde já um grande agradecimento merecem.


Há que ter vocação e saber enfrentar a pior fase da vida. Há que saber dar um sorriso, sem chorar, a quem já não consegue sorrir...


A mim, perante casos de sofrimento, o que acontece é chorar convulsivamente ao ponto de ter de ser consolada ou me afastar para não me verem assim...


O que é certo é que o autor da notícia teceu em mim um quadro de ternura pelas "velhinhas" (uma em especial) e pelas "meninas da junta".


Que a Senhora dos Milagres seja o seu amparo e continue a dar o Sorriso...

«In Concreto" - Blog amigo!

Com os olhos rasos
de água
Numa alegria incontida
Deparei com a imagem
Que p'ra
mim é tão querida.

Serreta dos meus encantos,
Dos meus
versos amiúde,
Do Império tão garrido
Que nos dá outra
virtude.

"In Concreto" blog amigo
Que preza a
fotografia
Em breve venha connosco
Ao átrio da Romaria.

O
convite já lhe faço
E traga consigo alguém:
Venha à Festa da
Serreta
E da sua Santa Mãe.

A sexta-feira dos
Arcos,
Sábado da Peregrinação,
No Domingo o ideal
Com Missa e
Procissão.

Brilhante Segunda-Feira
Da Tourada que até
chama
Toda a ilha que festeja
A Festa da Mãe que
ama.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota
Vamos à Serreta? Eu não tenho
máquina fotográfica, mas quem tiver é favor tirar ao que de belo
achar.

A delícia de nos cumprimentarem com um sorriso

Vem este título a propósito de um cumprimento na hora do recheio do estômago de uma pessoa que conheço bem e que deve ter descoberto o meu blog durante alguma pesquisa ou simplesmente teve conhecimento. Fiquei deveras contente. É sempre agradável recebermos e darmos um cumprimento acompanhado de um sorriso.

Espero que volte mais vezes e que se sinta acarinhado com esta prosa. Eu gosto sempre mais da rima mas hoje ela está de folga :) ou talvez não. Não cheguei a aprofundar a conversa, que foi mesmo rápida, mas sei que o cumprimento foi de dentro.

Ultimamente ando muito atarefada e quase nem tenho uma sobra para escrever mas urge deixar uma nota (a propósito de cumprimentos) sobre algumas notícias da actualidade:

Uma é a "Escrita de Segunda", da responsabilidade de João Rocha, no Jornal "A União" nº 33.941, Ano 116, Segunda-feira - 24 de Agosto de 2009: - "Obrigado a Luís Bertão, sem qualquer custo", é o título. Apreciei sobretudo esta parte: Quando me passam uma chamada telefónica onde Luís Bretão está do outro lado da linha, sei que tenho oportunidade de poder trabalhar numa notícia com espessura emotiva, como se tivesse alma própria.

Gosto de jornalismo assim, bordado com nobres sentimentos. Também aprecio pessoas com a dimensão humana, social e cultural de Luís Bretão.


É verdade!

E sobre Luís Bretão já escrevi o que realmente sinto quer em prosa e/ou rima, porque é com esta que me dou muito melhor. Ainda me lembro muito bem da primeira vez que contactei Luís Bertão... A partir daí nunca mais esqueci a sua grande alma amiga e o amor que ele sente pela cultura popular terceirense.

A pena que eu tenho é ainda não ter subido a um palco (e talvez nem suba) e cantar, com os dons que Deus me deu (na escrita), umas rimas dedicadas ao Amigo da Cantoria. Lamento imenso não ter conseguido estar presente na inauguração do Pavilhão Multiusos Luís Bertão e na Festa do Cantadores e dos Tocadores da Ilha Terceira, onde ele também esteve presente, para ver a alegria completa deste Homem da Ilha Terceira.

E chegou a hora de terminar este artigo pois urge que eu dê o meu melhor à tarefa que me espera. Vou satisfeita com os sorrisos do dia.

Rosa Silva ("Azoriana")

O que se fez ao mundo?

Estou cansada. Não durmo desde as duas da madrugada. Faço planos... Desenganos. Conto linhas e colunas, campos, contas e lacunas. Vai-se o corrimão da vida. Vem tudo em turbilhão. Sou lava em contra-mão. Que se fez a este mundo? Sinto-o chegar ao fundo. Apego-me à minha fé mas até ela vai na maré. E quem me leu e não percebeu... Tente dormir mais do que eu. ... Tenho a cabeça sobre o braço... Acho que o sono vem... Dou-lhe um abraço.

Agradecimento

Agradeço todos os comentários recebidos e toda a atenção que me dedicam.
Faço-o em artigo porque não tenho tido ocasião de vos responder.
Estou demasiado envolvida em afazeres. Não venha a pior mas o cenário não é o melhor.
Saúde e abraços para todos

Canto ante o sono

Canto à Comissão
recente
Do Império do Divino
Em São Carlos é presente
E onde
agora me assino.

O "n" cai da Despe-n-sa
Sem
causar grande buliço
Talvez muita gente pensa
Que nem sequer se
dê por isso.

"Despesa" é o que leio
A prova que
assim é
Porque atrás de muito asseio
Não se mede muita
fé.

A fé dum povo crente
Em hora de aflição
Não é manca
nem doente
Nem se prende à Comissão.

E aflições vamos
ter
Com o rumo da pandemia
Teremos que oferecer
A Deus a
prece do dia.

Bendigo a Comissão
Que o bom cargo
abraça
Deus lhe permita um serão
Onde a rima tenha
graça.

Rosa Silva ("Azoriana")

Comentários:

Boa
semana. Bjs
Arte por um
Canudo 2
a 24 de Agosto de 2009 às 01:37

Olá amiga Rosa
Silva. Os Açores devem-lhe um grande tributo. Só pela forma como
enaltece a sua terra. Mais um poema maravilhoso, alusivo à sua terra.
Parabéns. E um grande abraço. Eduardo.
Fisga a
24 de Agosto de 2009 às 21:05

As surpresas de um Domingo

Praça de  Toiros da Serreta

Estava eu numa
vacada
Sem chegar a ver a dita
Recebi uma chamada
Que se fez
muito bonita.

Era de Luís Bertão
De São Carlos, da
Terceira,
Falou-me da sensação
Duma Clara,
cantadeira.

Disse que ela é do Raminho
E que canta muito
bem
Convidou-me p'ró Pezinho
Na sua casa também.

A moça
ainda não vi
Mas a Chica deu as notas
E pelo que percebi
Tem
umas quadras janotas.

A resposta para o Mota
Intrigou-me
muito a sério
A rima que dela brota
Deu-lhe a curtir com
critério.

Acho que toda a mulher
Com dotes p'ra
cantoria
Enfrenta o que Deus quiser
Com rima de
valentia.

A firmeza do cantar
Ao vivo de improviso
Tem o
dom de encantar
No atalho do juízo
Se o povo aclamar
Tem tudo
o que é preciso.

Quando chegar o tal dia
Desta arte eu
testar
Pedirei à Virgem Maria
Que adoce o meu lar
No Pezinho
ou Cantoria
A mulher terá lugar.

Rosa Silva
("Azoriana")

Por entre nevoeiro


O meu local de nascimento
sempre se caracterizou pelo lenço de nuvens que parece querer abafar
as cores esperançosas dos dias claros.

Hoje senti o apelo
interno e segui na carreira que nos leva junto à orla marítima até
entrar na imensidão de verdes matizados de alvas moradias e
campanários alegres. Contam-se, no percurso, cinco sinos, de São
Mateus até à Serreta. Os sinos são alegres ou tristes: anunciam Vida e
são o seu único adeus audível. Não o ouvi. Simplesmente o vi e à Mãe.
Tinha saudades. Daquelas saudades que apertam a quem leva demasiado
tempo ausente do ninho. Não há ninho como o primeiro mesmo que esteja
coberto de nevoeiro que, aos poucos, tende a levantar. Quem conhece a
Serreta não estranha essa forma de receber.

Fui ver a praça do
pico. Está preparada para a Festa que se quer bonita e
alegre.

Na Sociedade perguntei porque o «estrelinha», o pássaro
da Lagoínha, não vinha para o centro da freguesia e o Pedro revelou-me
que se viesse os outros pássaros maiores acabariam com ele. Portanto,
é uma espécie única, preservada pela pacatez de um lugar mais perto da
serra.

O que me parece incrível é nunca ter visitado a Lagoínha
tendo vivido bem perto dela. Talvez num dia de sol radiante alguém me
levará ao coração pulsante de azevinho e encanto natural.
Talvez...

Serreta, estrelinha. 22-08-09

A Serreta é marcante
Para todo o caminhante
Que por lá passou ou passa.
Fica na recordação
A boa aceitação
Da Virgem Cheia de Graça.

Sr. Francisco Oliveira
Das Fontinhas, da Terceira,
Registou prosa poética
Logo a seguir ao primeiro
Dia do mês de Janeiro
Ano dois mil, com ética.

Seguiu com olhar atento,
Todo o bom envolvimento
Que rege uma romaria;
Desde os tempos mais antigos
Faziam-se grandes amigos
No rumo à freguesia.

Era tamanha a alegria
Que ali se aprendia
Deixando uma saudade;
Era doce a juventude
Que repleta de virtude
Plantava sua amizade.

As carroças noutra altura,
Numa viagem segura,
Ornavam o ar de festa;
De cantigas enfeitadas,
Tingidas pelas toadas
Que um sorriso apresta.

Meu Deus, como é bom lembrar,
Os poderes daquele Altar,
Que atrai um mar de gente;
Romeiros da alvorada
Faziam a caminhada
Da promessa repetente.

Tomavam a refeição
Num ponto de eleição
Para forças recuperar:
São Carlos foi a primeira
Que o Sr. Oliveira
Resolveu retemperar.

Outrora os viajantes
Na coragem dos semblantes,
Tinham pontos de paragem:
Era a massa sovada
Vinho e festa animada
Que sortia a viagem.

O pico e sua praça
Que perfuma quem lá passa,
É centro de atenções;
Lembrava lápis de cores
Nos verdes ramos pintores
D'alegres recordações.

O povo de toda a ilha
Que a romagem partilha
Nunca mais dela olvida
Se junta a devoção
E ventila a oração
Tem ali santa guarida.

Sábado da Tradição,
Domingo da Procissão
Ao crente a alma inflama;
O sorriso da Senhora
Já vem dos tempos d'outrora
E para quem muito a ama.

Dos Milagres, a Rainha
Da Serreta, do «estrelinha»
Que na encosta da serra
Faz o ninho florestal
E atrai mais pessoal
À beleza que encerra.

Há quem ainda não viu
Esse pássaro sadio
Pelos ares da natureza;
É pequeno nesse maciço
De verdura ao serviço
Desse padrão de beleza.

Terreiro do Azevinhal,
Pico do Negrão central
E o Pico da Lagoínha,
São terceto deslumbrante
Para qualquer visitante
Cuja volta se adivinha.

Julgo que o Cedro do Mato,
Fica bem neste retrato,
De verde a perder de vista;
Fetos, Tamujo e Louro,
Folhado, Negrito são ouro,
Numa capa de revista.

Quem nos conta tudo isto,
Merece de Jesus Cristo,
Cristalina recompensa;
Nasci lá e nunca fui
Ao altar que em campo flui
Numa verdura imensa.

Sonho com a Lagoínha
Num dia de manhãzinha
Com a aurora a crescer;
O trilho sendo rupestre,
Íngreme encosta terrestre,
Gostava de conhecer.

Urge guardar pensamento,
Que dedico ao povo atento
À lendária ravina:
Tromba d'água a cavou
E seus pés a Mãe lavou
Na contemplação divina.

A água além ficou
E também não transbordou
Embelezando o local:
O «estrelinha» é residente
Que ali vive contente
Cantando seu ideal.

Sr. Francisco Oliveira
Se estiver na Terceira
E voltar àquele encanto...
Pergunte então por mim
Para que no seu jardim
Preserve as rimas que canto.

Canto à Virgem Maria,
Que a seguir ao seu dia
Tem brava Segunda-feira;
Ela gosta de Tourada
Com a praça adornada
Da folga da ilha inteira.

E nasceu o novo plano,
Santuário Mariano,
D'Imagem original;
É centro de santidade
Do emigrante saudade
Quando dali natural.

Serreta, terra de encanto
E dela gostamos tanto
Mesmo antes do que lembro;
Todo aquele que é natural
Honra o santo portal
Na dezena de Setembro.

Avé, ó Cheia de Graça
Livrai-nos da ameaça
E dos perigos mundanos;
Abençoa os pecadores
Que no auge de suas dores
Se rendem aos santos planos.

Ó Santa Virgem Maria
És a Mãe da Romaria,
És amparo das nações,
És a Mãe do Sacramento,
Da Serreta e do talento
Que povoa os corações.
És rainha imaculada
De Jesus, Mãe adorada
O Mistério universal
És uma flor dos Açores
És a fonte de valores
Rainha de Portugal.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pavilhão Multiusos de Luís Bretão

Inaugurado hoje, sábado, 22 de Agosto de 2009.


 


E para quem por lá passar o distinto nome vai notar.


 


Fico feliz por registar tal homenagem que lhe fazem em vida. Assim mesmo é que é.


 


Luís Bretão é um amigo que gosto de elogiar. Parabéns!

Chuva & Nevoeiro

Hoje há forte
produção
De versos, rimas e odes
Agarro tudo de feição
E
tirar-me isso não podes.

Chuva e nevoeiro vão
Temperando
este dia
E à minha mente dão
Os ares da cantoria.

A São
Bento não posso ir
À festa do cantador
Melhor seria ouvir
Se
houvesse transmissor.

Será que a televisão
Vai seguir esses
eventos?
Quem me dera que então
Gravassem tantos
talentos.

Rosa Silva ("Azoriana")

HF - Ganadero do Povo

Cantigas pró Ti
Humberto
Penso não serem demais
De idade mas esperto
No mato
e arraiais.

Teve um toiro qual herói
Que subia altas
varandas
64 se foi
Já não brilha nestas bandas,
Mas ficou no
coração
Do ganadero do povo
Mesmo fora do torrão
Foi lembrado
desde novo.

Sito nas Cinco Ribeiras
Com filhos, noras e
netos
Içam as suas bandeiras
Com as cores dos afectos.
O azul
e o castanho
São mar e terra no ferro
São letras do seu
engenho
A elas juntas me aferro.

Ganadero satisfeito
Tão
feliz com nossa gente
No terreiro, com efeito,
Baila o sorriso
contente.
Ti Humberto, Ti Humberto!
É nosso grito valente,
Os
seus toiros longe ou perto
Mostram a bravura quente.

É
ganadero da ilha
Festejado na freguesia
Ao seu lado se
partilha
A ferra em romaria.
Mato das Doze Ribeiras
Goza o
seu Tentadero
E das suas fronteiras
Sai feliz o
Ganadero.

Rosa Silva ("Azoriana")

Homenagem: Victor Santos

Victor Santos canta a
sorte,
Canta a vida, canta a morte,
Com a voz do
coração;
Seus acordes são leais
De valores tão reais
Para o
leque da razão.
Porque nasceu na Terceira
Tão alegre e tão
festeira
Desde o raiar da manhã.
Pela América e Canadá
Canta
o que levou de cá
Do seio da Terra-Chã.

Um dia ele vai
partir
E cá fica o seu sentir
Que canta por todo o lado.
Sua
voz não vou esquecer
Porque enquanto eu viver
A ouvirei com
agrado.
Um poema de maresia
Nasce com a luz do dia
Para lhe
dar galanteio;
Numa canção de amizade
Reina a felicidade
No
refrão cresce enleio.

Zé da Lata americano
Com timbre
açoriano
Canta em todos os lares,
No Continente e nas
ilhas
Só se ouvem maravilhas
Dos dons que tem aos
milhares.
Dos Amigos da Terceira
Do grupo à sua beira
Grassam
ventura e bondade;
Danças, Marchas e Bailinhos
Cantigas pelos
caminhos
Brilham com seu à-vontade.

Saúdo bravo
emigrante
Que ganha nossa estima
Seja sempre triunfante
E
feliz leve avante
O amor que tem pela rima.

Rosa Silva
("Azoriana")

Homenagem: Pastores de toiros

Pastores bravos e
valentes
Correm o arraial inteiro
Vezes sem conta e
contentes
Num andamento certeiro.


Tem um dom
especial
Os homens que vão à corda
Tem o dever principal
De
no grande arraial
O toiro não sair da borda.
Olhar atento e
ordeiro
Na corda dão a pancada
Pró bravo toiro matreiro
Não
avançar desordeiro
E dar brio à tourada.

Têm arte de
engaiolar
Com nós e laçada justa
E são mestres de embolar
Os
mais fortes para aguentar
A hora que mais lhes custa.
Trajam
alva camisola
Com ferro da ganadaria,
Nosso povo se
consola
Com o ferro na gaiola
E no toiro da
valentia.

Demos vivas aos pastores,
Fortaleza da
tourada,
Na Terceira dos Açores
Se criaram estes valores
À
corda e na estrada.
Com alegria incontida
Chapéu negro em
qualquer parte
Arriscam a sua vida
À bravura destemida
Por
amor, brio e arte.

Rosa Silva ("Azoriana")

Cântico frio

Maria, Mãe de
Jesus,
Que Viu Seu Filho na Cruz
Na Agonia do Calvário,
Faz
com que hoje eu entenda
O rumo da minha tenda
E Deus vivo no
Sacrário.

Ele está lá por Amor...
Aceita hoje a minha
Dor
Reinado de odes estranhas.
Eu páro numa estação
Onde a
dor do coração
Absorve as minhas entranhas.

Eu sou a Rosa
dos Ventos,
Dos Cantos e dos Tormentos
Que da alegria me
afastam;
Mas são as Horas Tiranas
Que fazem Liras Humanas
Nas
Rimas que em mim alastram.

E talvez seja a chorar
Que irei
abraçar
O fim que Deus quer.
O epitáfio conciso:
Flor do
improviso
Jaz numa mulher!

Rosa Silva
("Azoriana")

Comentários:
Querida e muito
especial poetisa Rosa Silva, hoje postei um carinho em um dos meus
Blogs, para a sua pessoa, com grande estima, deixo o Link
abaixo,
Efigênia
Coutinho
http://efigeniacoutinhoselospremiosblogsamig.blogspot.com/
Efigenia Coutinho a 21 de Agosto de
2009 às 23:25

Olá amiga Rosa. Os meus parabéns pelo lindo
poema, e composto com palavras tão ternas e bonitas. Nota-se que ainda
há quem pense no futuro, sem pejo de o dar a saber, pois é bem
verdade, não devemos ter vergonha de mostrar ao mundo, quem somos e em
que acreditamos. Um brande abraço deste amigo. Eduardo.
Fisga a 22 de Agosto de 2009 às
09:12

Gaivota sou...

Na palidez do meu ser
Recortando o infinito
Há um voo de prazer
Que atinge tudo o que fito.

Sou gaivota sob azul
Guiada pelo instinto
Sobrevoo norte e sul
Com asas de labirinto.

Meu olhar é pequenino
Numa calmaria plana
Meu voar puro e fino
Baila na visão humana.

E nesta dança volante
De ave irracional
Sou da paz elo e semblante
Do Divino sou o sinal.

Sou gaivota sou da ilha
Sou a cantiga de mar
Sou da vaga sou da quilha
Do cais sou sem atracar.

Sou madrugada alada
Que se esconde do luar
Pelo Sol eu sou beijada
À noite vou ancorar.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Alusivo à foto de Carlos Fernandes numa galeria de «Olhares».

DI Suplemento de artes e letras

DSC00015_2.JPG

Número 416, de 13.08.2009, coordenado pelo poeta Álamo Oliveira, traz o que eu escrevi chamando a atenção para o centenário do nascimento de José de Sousa Brasil (Charrua). É a primeira vez que Álamo de Oliveira me planta um vasto sorriso e me atribui uma qualidade que escrita por ele, reconhecido, estimado e brilhante poeta, faz-me crer que tenha passado do sonho à realidade. Aquele abraço de vizinha e amiga. Bem-haja! Esperemos, se Deus quiser, pela festa celebrizando o famoso cantador poeta popular terceirense. A ilha é uma flor de poesia...

A Agualva em festa com Victor Santos

DSC00012_2.JPG


Era meia noite em ponto quando acabou de cantar a marcha Olé, Bravo Taurino! com música criada pelo próprio, Victor Santos, e letra da minha autoria.
Simplesmente adorei! Bravo!

Mário, parabéns atrasados mas sinceros

Parabéns te quero
dar
Pese embora já ser tarde
Numa quadra a cantar
O que no
coração arde.

Mário és um bom amigo
Que jamais
esquecerei
Falaste sempre comigo
E contigo também
falei.

Crescemos na nossa aldeia
Em pontas bem
separadas
Por isso nossa alma anseia
Por lembranças já
passadas.

O meu blog é um elo
Que temos neste momento
Que
nunca haja flagelo
Que nos tire este acento.

O acento da
amizade
É uma estrela dourada
Que connosco sempre há-de
Ficar
no peito gravada.

Que sejas muito feliz
É o que eu mais
desejo
E pela nossa matriz
Recebe um abraço e um
beijo.

Rosa Maria

Ao dia de aniversário do amigo
Mário Henrique (2009/08/15)
In comentário de artigo anterior.

Comentar ou não, eis a questão... (e última hora)

Sei (ou sinto) que alguns dos(as) meus amigos(as) devem estar a pensar (e pensam) que não os comento porque me esqueci deles(as). É completamente o contrário. Eu penso muito nos(as) meus amigos(as) bloguistas, quer nesta ou outra plataforma de alojamento, mas como não disponho de meios técnicos próprios (não há internet na minha casa), vou recorrendo a outros meios para postar e rectificar os meus artigos e ler (rápido) os outros blogs que costumo visitar e não deixar rasto. E porquê? Porque se for com recurso ao meu telemóvel tenho de olhar ao saldo; se for noutro local diferente da residência permanente, tenho de ser breve.



Como o saldo do meu telemóvel anda pelas ruas da amargura e não tenho a quem recorrer para um carregamento gentil e gracioso (era preciso ter muita lata), vou "pescando" só o que me é permitido pela operadora.



Ainda ontem, à noitinha, estava inspirada mas não deu para postar tudo o que desejava.



Notícias de última hora:



Uma vez que a vida são dois dias e praticamente já estamos com um pé no segundo, urge alertar a população para consultar o sítio do AZORES.GOV - Governo Regional dos Açores - Secretaria Regional da Saúde, sobre a evolução da Gripe A (H1N1) (ver logotipo na barra lateral), sobretudo no que respeita aos comunicados, às tabelas de casos confirmados, ou a página no seu todo.



Para vos ser sincera, isto anda a apoquentar-me imenso porque:



Se desta vida me for

Sem vos deixar um artigo...

Não foi por mal, por favor,

Aceita um abraço amigo.



Abraços dos virtuais

Não nos fará qualquer dano

Mas os abraços reais

Mudarão para outro plano.



Lavar as mãos amiúde

E ouvir quem recomenda

O zelo pela saúde

Nesta hora tão horrenda.



O povo açoriano

Que é muito hospitaleiro

Sofrerá com este plano

Mas convém que seja ordeiro.



Ordens são para cumprir

Mesmo que sejam severas

Urge não deixar ruir

As bonitas primaveras.



Não há santo que nos valha

Perante grosso cenário

Muita coisa se atrapalha

Se se fizer ao contrário.

Festa da Freguesia de S. Bento e Festa dos Cantadores e Tocadores da Terceira

Convite para a Festa do Dia da Freguesia de São Bento e Festa dos Cantadores e Tocadores da Terceira Açores - 22 e 23 de Agosto de 2009.

Parabéns à Freguesia de São Bento por esta maravilhosa homenagem às figuras da Cultura Popular Terceirense e/ou Açoriana. O Pezinho e a Cantoria são a mais valia no banquete da tradição. Bem-haja quem canta de coração e São Bento vos dê inspiração!

Rosa Silva
("Azoriana")

"My Californian Friends" - "Os Meus Amigos da Califórnia" de Vasco Pereira da Costa

Recebi por e-mail, da
amiga Katharine F. Baker, o
seguinte:

"'My Californian Friends', de Vasco
Pereira da Costa / Poemas sobre emigração apresentados na
Califórnia":


A obra "My Californian Friends" ("Os Meus Amigos da
Califórnia"), de Vasco Pereira da Costa, é apresentada, de 20 a
26 de Setembro, nas cidades californianas de São José, São Leandro,
Tulare e Artesia.

Em causa está uma visão açoriana da
comunidade emigrante, traduzida para língua inglesa. Poemas sobre
rostos de diáspora, como a Rainha Nancy, em "Queen Nancy", o
Pescador de São Diego ou o Primo Manuel.

Na opinião de Diniz
Borges, que, com Katharine F. Baker, traduziu os poemas, os poemas são
"bastante representativos" da comunidade açoriana na
Califórnia. "Falam de pessoas de várias áreas de trabalho, dos
mais variados extractos sociais e culturais. É uma visão açoriana, mas
também um bom retrato de personagem que representam o viver como
emigrante açoriano na Califórnia".

Questionado sobre qual
o poema que pensa captar de melhor forma a "essência" dessa
vivência emigrante, Diniz Borges elege o poema "Queen
Nancy".

"É um poema lindíssimo, um dos melhores
poemas que já li... E retrata bem essa vivência, focando pelo lado das
Festas do Divino Espírito Santo, as manifestações de cultura açoriana
que ainda existem no seio da comunidade emigrante. Penso que Vasco
Pereira da Costa conseguiu captar essa essência de uma forma muito bem
conseguida", afirma. Diniz Borges considera ainda que Vasco
Pereira da Costa, anterior director regional da Cultura, possui uma
visão apurada dos emigrantes açorianos na Califórnia. "Durante
doze anos, de 1990 até 2002, participou no simpósio "Filamentos
da Herança Atlântica". Vinha sempre uns dias antes, contactou de
perto com as várias comunidades", explica.

Para além de
"My Californian Friends", que, de acordo com a editora,
contém poemas não incluídos na versão em português, será apresentada a
obra "The Portuguese Presence in Califórnia" ("A
Presença Portuguesa na Califórnia") de Eduardo A. Mayone Dias,
professor universitário que se tem vindo a debruçar sobre esta
temática.

As várias apresentações, com recepção e sessão de
autógrafos, realizam-se a 20 do próximo mês, e, em S. José, no
Portuguese Athletic Club, seguindo-se São Leandro, a 23, na Biblioteca
J.A. Freitas, Tulare, a 24, no Museu de História desta cidade e
Artesia, no Artesia DES, no âmbito da festa de Santo António. Todas as
apresentações são às 19h.

= = = = = = = = = = = =

Tradução de obras açorianas deve ser
mais apoiada:


É cada vez mais necessário traduzir obras de
autores açorianos para inglês, para manter viva a ligação entre as
segundas e terceiras gerações de emigrantes e a cultura do
arquipélago. A opinião é do escritor e professor nas comunidades,
Diniz Borges.

"Há mais de duas décadas, desde os finais
dos anos 70 que a emigração açoriana para os Estados Unidos e Canadá
estagnou. Nas segundas e terceiras gerações o conhecimento do
português é muito limitado. Fala-se inglês. A tradução de obras de
escritores e poetas açorianos ajuda a manter a relação entre a
comunidade emigrante e os Açores", sustenta.

Na opinião de
Diniz Borges, a tradução de obras para a língua inglesa podia ser mais
acarinhada pelas entidades governamentais.

"Sei que as
editoras são, na maior parte dos casos, apoiadas na publicação de
obras, mas a parte da tradução não tem apoios", avança o
escritor, que acrescenta que "os tradutores trabalham um pouco
como os jogadores de futebol amadores, por amor à
camisola".

Diniz Borges falava no âmbito da apresentação
da obra de Vasco Pereira da Costa "My Californian Friends"
("Os meus Amigos Californianos").

"Uma das
razões que me levou a interessar-me pela tradução desta obra foi isso
mesmo: É mais uma visão açoriana sobre as comunidades açorianas
emigradas na Califórnia, é mais um elo de ligação entre o arquipélago
e os emigrantes. Pensei que seria interessante que essa visão fosse
compreendida também pelos filhos e netos dos açorianos que escolheram
emigrar", conclui o escritor e professor.


Nota: Será
que vou ter este livro junto de tantos que já tenho, desde que iniciei
esta saga bloguista?! :) A Kathie tratará disso, tenho a certeza.
Desejo todo o sucesso a este evento e dou os sinceros parabéns ao
autor e tradutores.

Ao amigo Mário Henrique, da Serreta

Agradeço, publicamente, ao amigo de infância por me ter convidado a dançar no arraial das Cinco Ribeiras, no passado sábado (15 Agosto 2009), precisamente na estreia da marcha da Casa Albino.
Um abraço e que a Senhora dos Milagres seja sempre o nosso amparo.

Amar a Terra

Amo tanto a nossa
Terra
Que do mar até à serra
Tem gente de bom valor
Vivem das
suas touradas
Honram as festas sagradas
Seja lá aonde
for.

Neste gosto fui gerada
Com outra ilha ancorada
À
lava dos meus mistérios
Sinto bravo o coração
Que me jorra este
vulcão
De veros basaltos sérios.

Quem me ama e
estima
Divulga a minha rima
Com ternura e carinho
Oxalá não
arrefeça
E mais tarde alguém esqueça
A moldura do meu
ninho.

É grande felicidade
Ter ganho a amizade
De quem
partilha o torrão
Doravante já não sei
Se é sonho ou se
acordei
No céu da minha paixão.

Rosa Silva
("Azoriana")

À AVSPE (Renovada)

Aos amigos e amigas
Desta sala intemporal
Trago versos, sem fadigas,
Com flores do meu quintal.



Se em versos me compasso
Com ares de cortesia
É por ver que nesse espaço
Há grande diplomacia.

(...)

Sou do campo, sou da ilha,
Trago o mar todo no peito,
Trago o sabor da rosquilha
Que nos dá gostoso efeito.

Trago rosas aos milhares,
Trago flores em botão,
E trago destes lugares
A alma duma canção.

Trago sorrisos rasgados,
Trago o canto de luar,
Trago abraços apertados
Para quem p'ra mim olhar.

E levo a vossa graça,
Vossa estima, vosso amor;
Levo tudo o que vos faça
Saudade, pena ou dor.

E com dor me aparto agora
Do solar da poesia...
Efigênia, a fundadora,
Alicerce da Academia,
Que tenha a toda a hora
A fortuna da alegria.

E a todos por igual
Um abraço lisonjeiro
Da ilha de Portugal
Com olhar ao estrangeiro:
Terceira, nome ordinal,
Dos Açores por inteiro!

Rosa Silva ("Azoriana")

Cais terno do luar



No cais terno do luar
Avisto a nossa gente
Tão alegre a cantar
Com o mar ali de frente
Que vem a areia beijar
Numa doçura envolvente.

E no dorso das marés
Resplandece a viva lua
Com o mar longo a seus pés
Parece que até flutua
No veleiro a convés
A noite se espraia nua.

Preia-mar do meu encanto
Que rema em qualquer altura
Ai de ti, eu gosto tanto,
És o meu sal de ternura
Quando à noite eu te canto
O prazer que a rima apura.

No cais terno do luar
Fico até amanhecer;
No teu rosto vejo o Mar
Que me doura de prazer
Com teu amor a embalar
As ondas do meu viver.

Tu és Mar, eu sou a Terra,
Tu és Sol, eu sou a Lua;
Tu és aquele que aterra
No verso que em mim actua;
Tu és Vale, eu sou a Serra,
Por amor quero ser tua!


Rosa Silva ("Azoriana")



Aos novos Blogues (da Chica)

O bom vício de
blogar
Pegou-nos de tal maneira
Que se quisermos parar
Vem a
volta tão certeira.
Teus poemas e sabores,
Chica e musicalidades,
Absorvem os teus valores
E
nossas regionalidades.
É bonito ver-te assim,
Com gosto pelo o
que é teu
E tenho cá para mim
Que mereces um troféu.

O
SAPO que é tão amigo
E hospeda os utentes
Na SOPA põe cada
artigo
No Destaque os resistentes.
Repara bem, ó
amiga,
Basta trocar as vogais,
SAPO e SOPA na
cantiga
Incentivam muito mais.
Há por aí mais hospedeiros
Mas
o SAPO é
português,
E também é dos primeiros
Que atende cada
freguês.

Volta e meia faz furor
Inovando suas acções
Esse
"batráquio" tem valor
E junta os corações.
O coração de
bloguista
Bate forte e ritmado
E mais leitores conquista
Se
estiver muito asseado.
O asseio do padrão,
"Template" assim se chama,
Merece uma
ovação
Quem bem faz e não reclama.

Nunca se tire o
valor
Dos produtos de raiz:
Seja perito ou amador
Cada blogue
tem matriz.
E a matriz, querida amiga,
Dos blogues dos terceirenses,
Tem a força da
cantiga
Tem a alma destas gentes.
Gente que sempre
labuta,
Não vira o rosto a nada,
Trabalha e bem desfruta
Da
aurora e madrugada.

É no rosto da aurora
E no tom da
madrugada
Que a Virgem Nossa Senhora
Nos dá em troco de nada
A
inspiração que agora
Se despede emocionada.

Adeus, Chica,
adeus mana,
Bloguemos com muito afinco,
Não se sabe dia ou
semana
Que se deitará um trinco:
Se há chave p'ra
Azoriana
Com ela agora brinco.

Eu amo de tal maneira
Esta
veia repentista
Que me nasceu na Terceira
Por via de ser
bloguista...
Descobri que é verdadeira
E gosta de estar à
vista.

Se me vires mais calada,
Sem produzir ou
blogar,
Ou fugiu a madrugada
Ou serei bruma do mar;
Nesta
hora estou varada
No cais terno do luar.

Rosa Silva
("Azoriana")

Numa onda repentista

E quem ouve a Horizonte
Tem tendência de
voltar.
Que a vossa onda desponte
O sorriso em cada lar.
Os
pedidos são a monte
Algum me há-de calhar.

Dos Açores para o
mundo
Uma cantiga brejeira
Com o sentir mais profundo
Do povo
da ilha Terceira
Que vive bem lá no fundo
A folia
verdadeira.

O cantar faz esquecer
As agruras duma vida
E
também fará crescer
Uma energia querida
Que se faz a
bem-dizer
Numa quadra mais sortida.

Os valores da
Cantoria
Pezinho e Desgarrada
Seguem ao cair do dia
Até alta
madrugada;
P'ra quem gosta da iguaria
Rimar já não custa
nada.

Uma mulher já se viu
Nessas andanças festivas
Seu
valor não sucumbiu
E merece altos Vivas!
Para quem no tempo
ouviu
Rimas lindas e emotivas.

Turlu nobre
Cantadeira,
Não cheguei a conhecer;
Era natural da
Terceira
Lá longe foi falecer...
Tem na nossa ilha inteira
A
glória do seu viver.

Eu só canto a escrever...
Outra vontade
eu tinha;
Serreta me viu nascer
E agora já não é
"minha"
Continua o bem-querer
Pela nossa Mãe-Rainha!

Rosa
Silva ("Azoriana)

Nota: Hoje há Cantoria nas Cinco Ribeiras.
Não faltem!

Coisas que me dão alegrias

1. Julho de 2006: A estreia na Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, graças ao convite do Carlos Silveira;

2. Julho de 2006: Surpresa no quinzenário "Tribuna Portuguesa", de José Ávila, in Modesto, América;

3. Dezembro de 2007: No CD da Filarmónica Recreio Serretense foi editada uma das minhas criações, graças ao convite de João Marcelino Costa;

4. Setembro de 2008: Pezinho na Casa de Luís Bretão, onde fiz a estreia ao lado dos cantadores terceirenses, graças ao convite simpático e inesquecível do grande dinamizador da cultura popular terceirense e não só - Luís Bretão;

5. Novembro de 2008: Um livro editado em co-autoria com a amiga Clarisse Barata Sanches, de Góis: «Desgarrada de Além-Mar»;

6. Fevereiro de 2009: Histórias com Azoriana editadas na «Fábrica de Histórias»;

7. A letra do hino da Casa Albino «Olé, Bravo Taurino» (2008/05/23) com música e interpretação de Victor Santos, num CD lançado recentemente nos EUA e a 15 de Agosto p.p. na festa das Cinco Ribeiras da ilha Terceira.

... Só me falta o sonho mas já tenho motivos para me sentir muito feliz. Sou mulher terceirense das rimas e improvisos, com um olhar para os blogues amigos e comentadores assíduos.

Tudo isto graças, sobretudo, ao amigo: o SAPO.

A quem me perguntou sobre as Festas da Serreta 2009

Novenário na primeira
E
festa vem a seguir
Na semana que a Terceira
Tem tourada para ir.

Dia onze fazem arcos
P'ró Domingo da Procissão
Os ajudantes
são parcos
Mas mantêm a tradição.
Dessa sexta em diante
Vem
as promessas pagar
E até o mais distante
Faz tudo p'ra lá
chegar.
Oxalá que eu o veja
Com saúde e alegria
E que a
Senhora esteja
Sempre em nossa companhia.

Da profana eu não
sei
Não vi a divulgação
E também não perguntei...
Ganha
sempre a devoção.
Sinto que virá surpresa
Da parte
religiosa
E também tenho a certeza
Que lágrimas terá a
Rosa:
Será choro de alegria
No rosto de ex-residente
Que
gosta da Romaria
Que chama um mar de gente.
À Serreta desta
vez
Irão com mais intenção
E garanto a vocês
Que haverá
emoção.

Se vieres ver Maria,
Mãe pura, cheia de
graça,
Pede pela pandemia
Que ataca qualquer raça.
Mune-te de
mais cuidados,
Dentro do seu Santuário
Nos abraços
apertados
E cumprimento diário.

Rosa Silva
("Azoriana")

Pai

Quero dizer-te neste dia

Que a tua filha Rosa Maria

Sente teu desgosto profundo:

Partiste e deixaste feitos

Muros que vão ser desfeitos

Com novas artes deste mundo.



As penas levaste contigo

Ficaram os restos do jazigo

Que pouca gente lembrará.

A tua dor me acompanha

E sei que ela é tamanha

Mas nada lhe restará.



Nasceste na ilha do Pico

Que estes versos dedico

Ilha maior dos Açores,

Vieste para a Terceira

Com Matilde à tua beira

Nasceram os teus valores.



Duas filhas que adoravas

Que por vezes educavas

Duma maneira severa;

Hoje tudo que a gente têm

Se deve ao pai e à mãe

E a quem mais se venera.



Neste coro encoberto

Porque já não estás perto

Louvo tudo o que fizeste

Coreto e na Sociedade,

No Chafariz doutra idade,

E tudo o que por bem deste.



Pai, ainda tenho medo,

Se os ramos do arvoredo

Duma família inteira

Caem sem ter regresso

No tempo que atravesso:

E sem ti não sou «Roseira».



Rosa Silva ("Azoriana")

15 de Agosto de 2009

Saudade

Victor  Santos

As estrelas
brilham no céu
Inundam de luz a terra;
O nosso povo
ilhéu
Maior brilho então descerra.

Felicidade
desmedida
Entrou em meu coração
Pela "Saudade"
sentida
Nos versos duma canção.

Victor Santos
triunfou
Numa noite de luar
Na linda festa actuou
Para a
todos encantar.

E nos seus olhos de mar
Um sorriso
contagiante...
A mim fez emocionar
A bela voz de
emigrante.

Cinco Ribeiras e Feteira
Receberam seu
lirismo,
Freguesias da Terceira,
De Angra do Heroísmo.

E
da Praia da Vitória
Agualva também festeja
O cantor que faz
história
Onde quer que cante ou esteja.

De Rosa Silva
("Azoriana")
para Victor Santos

Victor Santos na casa da Azoriana

Às 19:00 de 14/08/09, recebi a mui simpática visita de Victor Santos (http://www.victorcsantos.com) acompanhado por Liliana Sousa e filha.


 


Foi uma enorme alegria para mim ter conhecido e cumprimentado um ilustre emigrante conterrâneo de visita para actuar nas festas das 5 Ribeiras, Feteira e Agualva.


 


Estou emocionada.


 


Bem-haja!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Festa da Freguesia de S. Bento e Festa dos Cantadores e Tocadores da Terceira

Convite para a Festa do Dia da Freguesia de São Bento e Festa dos Cantadores e Tocadores da Terceira Açores - 22 e 23 de Agosto de 2009.

Parabéns à Freguesia de São Bento por esta maravilhosa homenagem às figuras da Cultura Popular Terceirense e/ou Açoriana. O Pezinho e a Cantoria são a mais valia no banquete da tradição. Bem-haja quem canta de coração e São Bento vos dê inspiração!

Victor Santos na ilha Terceira

Logo pela manhã soube que Victor Santos, o Amigo da Terceira, chegou à ilha e já concedeu a primeira entrevista a uma rádio local. Até ao dia 24 de Agosto estará no seu torrão natal. É natural da Terra-Chã e é conhecido além fronteiras. Artista conceituado, reside nos Estados Unidos da América e tem uma voz de ouro. Irá actuar nas Cinco Ribeiras nos dias 15 e 17; na Feteira no dia 16; na Agualva no dia 19 e talvez participará na Festa do Cantador em São Bento nos dias 22 e 23. Esta sua agenda está sujeita a alteração, mas foi o que me deu a conhecer há algum tempo.



Toda esta minha euforia deve-se, em parte, ao facto de Victor Santos ir actuar amanhã, sábado, na Festa de Santo António das Cinco Ribeiras, e espero ansiosamente ouvir a sua voz ecoar o "Olé, Bravo Taurino!", com música da sua autoria e dedicada à Casa Agrícola José Albino Fernandes. Estou deveras ansiosa por ouvir esta estreia e de conhecer pessoalmente um apaixonado pela ilha e suas tradições.



Alguém fará ideia do que estou a sentir? É muito difícil, só quem passa, porque pela primeira vez Victor Santos vem, com grande entusiasmo, da América fazer uma actuação que presenteia duplamente alguns dos que irão estar presentes.



Que Deus me dê saúde (e alguma boleia ou irei a pé mesmo) para chorar de alegria perante tão desejado momento festivo.



Obrigada a Victor Santos e a Liliana Sousa pelo carinho com que me estão dedicando.



Lembro, também, que já existem ecos sobre o evento: Paulo Almeida ("MyNameIsFairPlay") divulgou que "Todos os caminhos vão dar às 5 Ribeiras" com esta maravilhosa presença na ilha mais taurina do mundo.



Peço, encarecidamente, que alguém capte estes momentos para recordação futura.

Festas da freguesia das Cinco Ribeiras, ilha Terceira, Açores



Programa das
Festas de
Santo António das
Cinco Ribeiras
de 13 a 22 de Agosto



Dia 13 e 14 de Agosto - Quinta e Sexta-feira

20:00 - Torneiro de Futsal
              Campo das Cinco Ribeiras

Dia 15 de Agosto - Sábado

18:00 -  Missa de N. Senhora do Pilar
               seguida de procissão
21:30 -  Abertura da iluminação e bazar
22:00 - Abertura da Discoteca
              Abertura das Exposições
                Desfile da Filarmónica Nª Sr. ª do Pilar
                Desfile de forças vivas
                Desfile da Marcha das Cinco Ribeiras
22:30 - Actuação do Cantor Victor Santos
              dos "Amigos da Terceira" com
              "Alma Terceirense" e seu novo CD "Saudade"

    

Dia 16 de Agosto - Domingo

18:00 - Missa de S. António
              seguida de Procissão de Santo António
21:30 - Abertura da iluminação e bazar
22:00 - Abertura da Discoteca
              Insufláveis com oferta de humbergers para as crianças
              Nomeação dos novos Mordomos para 2010
22:30 - Actuação de grupos Folclóricos
              " Grupo etnográfico Modas da nossa Terra"
              12-Ribeiras
              S. Bartolomeu

Dia 17 de Agosto - Segunda-feira

21:30 - Abertura da iluminação e bazar
22:00 - Abertura da Discoteca
              Demonstração de "Danças de Salão"
22:30 - Noite de Cantoria e velhas
              Cantadores:
              Eliseu, João Ângelo e Victor Santos (vindo da América)

Dia 18 de Agosto - Terça-feira

12:00 - Tradicional Bodo de leite
               Tema: "Tourada à corda"
16:00 - Rally Paper
21:30 - Abertura da iluminação e bazar
22:00 - Abertura da Discoteca
              "Noite do Peixe"
             Actuações de Bailinhos de Carnaval :
                   "As Paixões do 64" (Santa Luzia da Praia)
                   "Visita Papal" (Amigos do Carnaval)
                   "Agência de Emergência II" (Cinco Ribeiras)

Dia 19 de Agosto - Quarta-feira

18:30 - Tourada à corda
              com toiros de "HF"
21:30 - Abertura da iluminação e bazar
22:00 - Abertura da Discoteca
              Desfile "Terceira Moto Clube"
22:30 - Actuação do Conjunto "Irmãos Rosa"

Dia 20 de Agosto - Quinta-feira

21:30 - Abertura de iluminação e bazar
22:00 - Abertura da Discoteca
              Demonstração do "Clube de Judo da ilha Terceira"
22:30 - Actuação do conjunto " Só forró"

Dia 21 de Agosto - Sexta-feira

21:30 - Abertura da iluminação e bazar
22:00 - Abertura da Discoteca
              Abertura das Exposições
22:30 - Noite do Leitão
              Actuação do Conjunto " Os 7 da vida Airada"
              (com musicas do novo CD)
23:30 - Entrega das taças
              Sorteio de peso da bezerra

Dia 22 de Agosto - Sábado

11:00 - Excursão ao tentadeiro de Humberto Filipe
18:30 - Tourada à corda com toiros de "HF"
              com os toiros:
              83
              148 (último toiro puro nas bicas)
              Toiro escolhido a capricho pelo ganadeiro
              Um puro

Exposições:

"Azularte" de Aurélia Rocha
Artesanato de "Paulo Ferreira"
          Dias - 15 e 21 de Agosto
          
Local - Sala da Junta de freguesia em cima do Bazar

Agradecimentos:

A Comissão de Festas de S. António 2009 agradece a todas as Entidades, Firmas e Particulares que colaboraram para a realização destas festas.
A TODOS o nosso muito Obrigado.

A Comissão:

Albertina Leal, Humberta Fagundes, Liliana Sousa, Lúcia Sousa, Maria de Lurdes Furtado.

Programa sujeito a alguma alteração

Nota:

Foi-me enviado por e-mail em dispositivo de apresentação ("Powerpoint"). Adaptei as imagens e transcrevi o Programa na íntegra porque não me era possível apresentar tal qual o original. Peço desculpa pelo facto. De qualquer forma está feita a divulgação das Festas que prometem ser boas e oxalá este artigo tenha força para dar a volta à nossa Ilha Terceira e chegar a todos os nossos Terceirenses mesmo fora da ilha.


Prosa da Segunda de Agosto

Depois de um
fim-de-semana em que a palavra de ordem foi cavar; limpar; comer; ver
televisão (fiquei a saber do último acto de Raul Solnado, que nos fez
rir durante anos); e da chegada da Coroa do Império de São Carlos
(encontrei o blogue da Comissão 2009), estou ainda envolta numa neblina junto do
silêncio de quatro paredes meias com o barulho do exterior: carros,
camiões, motas e poucas vozes... Não ouço é o cântico dos pássaros que
me acompanharam o fim-de-semana e que pareciam agradecer os restos de
comida de cão, digo, cadela. Pois, a cadela! Tem um tanto de meiga e
intempestiva, um tanto de revolucionária e amiga, defensora do seu
meio e das suas gentes. Descobri que tanto a cadela (que já foi cão) e
o Pipoca chamam a atenção de quem pelo meu portão passa.
:)

Hoje, falta-me o cheiro da terra... da terra cavada. O que
atrapalha mesmo é a azia.

Votos de boa semana para
todos!

Dedicatória: «Poeta Porque Deus Quer» - Maria João Brito de Sousa

Fui além nas horas
tortas
Onde pauso a labuta
Fui bater às suas portas
A ver se
alguém me escuta.

Levo em mim novo sorriso
Pelo livro que é teu;
Veio de um
paraíso
E nem sei o que me deu.

És a "caixinha" mais
linda,
Com sonetos a preceito
Como não se viu ainda
Na
metáfora perfeito.

Outras artes tão iguais
Se vê pelo mundo
fora
Das tuas eu quero mais:
Um louvor te dou agora.

Se a
minha redondilha
É esculpida em ventania
Imagina a
maravilha
De erguê-la nesta via
P'ra te lembrar que na
ilha
Já chegou tua poesia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Salvaram o meu PC

Informática ao
Domicílio

É algo inovador
Se não tiver
empecilho
Salva o computador.

Com visita combinada
E
cordial tratamento
Se resolve tudo ou nada
Com funcionário
atento.

Passei por dificuldades
Que me foram
atendidas
Com estas funcionalidades
Tenho as coisas
resolvidas.

Merece um elogio,
«Indos»
tem categoria;
Se cantar ao desafio
Um louvor logo
faria.

Mas como não há cantiga
Feita lá no meu
terreiro
Deixo aqui a quadra amiga
Para quem a ler
primeiro.

Juntando a curiosidade
Deste feito glorioso
Não
seja publicidade
O verso que é bondoso.

Graças a boa
amizade
Que floresce em primazia;
São Carlos tem na
verdade
Os ares de freguesia.

E volto hoje a louvar
O
Bruno, do Movimento,
Que continua a
zelar
Por esse grande intento.

Rosa Silva
("Azoriana")

Nunca é demais lembrar que...

A internet é um vapor
Muito longo e veloz;
Há do bom e sem valor,
E na onda vamos nós.

Há tristeza e alegria,
Há notícias galopando,
Que não haja ousadia
De andarem inventando.

Os direitos de autor
Na vasta tecnologia
Devem seguir com fervor
Evitando a nevralgia.

Na bagagem o que é meu
E que for sendo editado
Aparece o nome seu
Junto ao que foi criado.

Rosa Silva ("Azoriana")
Pede apenas o respeito
Porque a dor é tão tirana
Se lhe fizerem defeito.

Gosto muito de rimar
O mote do dia-a-dia
Não gosto é de passar
Por alguma agonia.

Se de vós não tiver eco
Fico só, a matutar:
Se calhar até eu peco
Nesta coisa de rimar.

Rimo toda a minha alma
Com a vista universal
Se me deres a tua palma
Mais gosto tenho afinal.

Há gente por euforia
Salta por cima de todos
Não percebe que um dia
A ofensa vem a rodos.

Não escrevo p'ra ofender,
Seja em terra ou por mar:
Escrevo com maior prazer
Se algo me incentivar.

O recado está dado,
A quem neste mundo entrar,
E que tenha mais cuidado
Quem algo de meu levar.

Toda a gente tem deveres
E direitos, é normal;
E tu mesmo sem saberes
Podes fazer muito mal.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota sobre o Carnaval 2009 - Dança de Fernando Rocha

Recebi, ontem
(2009/08/04) um DVD com a Dança de Carnaval 2009 de Fernando Rocha.
Fiquei surpresa mas entendi bem a explicação que me foi
dada.

Tenho imensa pena que não consiga encontrar o endereço de
e-mail de Manny Rocha, como é conhecido. Peço que alguém que o
conheça, ou o próprio, tome conhecimento desta ocorrência que me veio
encher de alegria. Gostei muito de ouvir a parte correspondente à
minha letra nas cantigas de saudação e despedida.

Fico muito
grata por tudo!

À amiga Chica Ilhéu (com um desejo que se façam cantorias no feminino)

Que maravilha ali vejo:
Uma mulher na cantoria!
Esse
também o meu desejo
Só que não chegou o dia.

Brilhaste,
tenho a certeza,
Com cantigas e o teu riso,
Quadras feitas de
natureza
Com gosto ao improviso.

Talvez ainda vamos
cantar
Num serão muito animado
Só para dar que falar
Ou cair
nosso telhado.

Quem nasça com esse dom
As violas fazem o
resto;
Se eu falhar algum tom
Na seguinte eu me
apresto.

A Cantoria em terreiro,
Nas ruas ou para
amigos
Segue o mote certeiro
Escapando de alguns
perigos.

Parabéns te dou agora
Julgo que tiveste
bem
Oxalá que venha a hora
Da mulher cantar também.

Rosa
Silva ("Azoriana")

Um "post-it" grande, amarelo-canário

Colei um "post-it" na
minha alma (noutro lado ficava à vista). À laia de carta (afinal o
"post-it" tornou-se grande) escrevi uma mensagem a alguém cujo correio
não é deste mundo.

"Mãe,

Fiquei muito contente quando,
pela segunda vez, vi meu nome (foi mais a alcunha) num livro que já
chegou. Estava muito bem encadernado, limpo e asseado. Gostei de me
ler naquela alvura de papel. Bisbilhotei os artigos de «FFF». Lembras,
mãe, aquele que descrevia uma Segunda-feira da Serreta? Que
bom! Já está em livro. Talvez alguém leia, não sei... E aquelas rimas
que contemplam os "Dois lados de mim"? Surpreendi-me. É verdade. Nunca
pensei gostar tanto de me reler. Estremeci... Como consegui levar
aquilo tudo a eito? E depois...

Depois não me saiu da cabeça um
pensamento: queria tanto, mas tanto voar noutro livro (aquele que se
intitularia - Serreta na intimidade - continua a aguardar
melhores dias e o prefácio do tal senhor). Esse é o teu livro. O meu,
minha mãe, com fotografia e tudo, ainda está, só, em pensamento. Sabes
porquê, não sabes? Tu sabes tudo. Desculpa tratar-te por tu mas agora
tanto faz. Só tu, mãe, é que podes tratar do assunto e fazer-me feliz
por um dia, ou mais... Achas que se é feliz com um livro na mão? Eu já
fui, graças a D. Clarisse Barata Sanches e a quem ela recorreu... Eu
não sei recorrer bem.

Sabes, mãe, sei que ias gostar de vir à
"tua" Festa, sem choros nem nada, simplesmente ver e ouvir as
novidades. Desconfio que vão haver algumas novidades mas não me dizem
nada. Eu já não faço parte desse ramalhete de fé, embora continue
ligada à fé que me deste no berço. Lembro daquele fato que te ficava
bem... Lembro perfeitamente da saia que te cobria as pernas que não
andavam mais... Com as mudanças acho que lhe perdi o rasto.
Desculpa!

Será que me terias ajudado neste sonho de editar o
meu livro? Por vezes, penso que não, que me dirias para estar quieta;
por outras vejo-te a sorrir dando-me incentivo. Temos pena, não é?!
("Sem guita, não há chita"). Alguma vez te passaria pela cabeça que
tinhas uma filha que rimava por escrito, e que se não guardar as suas
rimas em algo palpável morre de desgosto? Mas tu também morreste algo
desgostosa... É sina de família....

Adeus!

Aquele beijo
que não te dei."

Com a rima sou feliz

Vejo tanta gente
bela,
E seu rico vestuário...
Cá por mim sou tão singela
Só é
"rico" o meu diário.

Vou blogando dia-a-dia
Enquanto a vida
deixar;
Sou pobre em demasia
E há pouco quem queira
dar.

Com a rima sou feliz,
Feliz é quem dela gosta;
Sou
pobre e tanto fiz
Mas a miséria se encosta.

(...)

A
Turlu também se viu
Forçada a ter de cantar:
Brilhou com seu
desafio
Mesmo que fosse a chorar.

Mas eu não sou
cantadeira
Aos palcos 'inda não fui:
A voz tem de ter
maneira
Quando a melodia flui.

Estou passando por
tristeza
Apresentando alegria:
Dói muito ver a pobreza
Cercar
a réstia do dia.

Se houvesse alguém no mundo
Coroado de
bondade
Fazia por um segundo
Um ser feliz de verdade.

Mas
a crise é mundial
E todos passam por ela;
É uma dor
universal
Que pousa em cada janela.

A janela do amor
Da
paz, solidariedade,
É estreita e sem clamor
Quer no campo ou na
cidade.

Só Deus tem na Sua Mão,
A bondade e o
"castigo";
A clemência e o Perdão
Peço agora neste
artigo.

Na Tribuna li primeiro,
Quem brindou a minha
rima,
Foi talvez o pioneiro
Que a levou lá ao de
cima.

Nas páginas desse jornal
Pela América fez içar
O
que na ilha de Portugal
Uma mulher quis criar:
Uma rima ao
natural
Na internet a cirandar.

Rosa Silva
("Azoriana")

2009/08/03

Salvé, Senhora dos Milagres!

Introdução:

Quem conviveu e conheceu a minha mãe podia tecer várias opiniões: uns que era muito devota; outros que bairrista; e outros que era doente e doente de crença na Senhora dos Milagres. Na verdade, era tudo isto e mais: queria que soubessem e visitassem a Serreta.

Se ela fosse viva voltaria a pedir para levá-la na cadeira de rodas, ao Santuário de N. S. dos Milagres, junto à porta lateral esquerda da sacristia, se vista de frente ao altar. Era ali o seu ponto de encontro com a Missa de Festa da Mãe, Padroeira. Já poucos se lembram disso mas eu lembro porque inúmeras lágrimas derramei e vi derramar.

Infelizmente (ou felizmente porque a Matilde deixou de sofrer em Outubro de 2003) já cá não está para assistir, ao vivo, à festividade actual, em Setembro próximo. Eu também já não resido lá mas é como se residisse, está-me no sangue.

Enquanto eu cá estiver farei tudo por lembrar sua memória, a sua fervorosa crença e o eco que ela constantemente me dá: - "Vamos trabalhar por Nossa Senhora!". Por isso e muito mais, hoje escrevo o que ela me ditou e percebi ser o último adeus. Te digo apenas, minha mãe, descansa em paz e:

Clique na imagem

Salvé, Nossa Senhora dos Milagres da Serreta!

Salvé, Salvé!
Flor de Humildade.
Salvé, Salvé!
Rosário de Vida.
Salvé, Salvé!
Mãe da Humanidade,
Na Serreta serás sempre querida!


Dos Milagres é reconhecida
Mãe da Igreja e Mãe do Amor
Hei-de amá-La sempre toda a vida
E ao Seu Filho, o Deus Redentor.
Tem o mundo inteiro a seus pés
E num Véu tem Seu Manto de Estrelas
É a fé que reluz através
Das Continhas de quem pode vê-las.

Dos Milagres é a Flor bondosa,
Vespertina Aurora boreal,
Virgem Santa de Amor tão ditosa,
Mãe querida, seio divinal.
Rogai por nós, Mãe do Bom Pastor,
Livrai-nos dos males iminentes;
Salva o mundo do peso da dor,
Os gentios e os que são crentes.

Rosa Silva ("Azoriana")

Gosto das minhas flores

DSC00042_2.JPG

DSC00043_2.JPG

Imagem do dia

DSC00041_2.JPG

A Autores-Editora

Livros

M. H.,

Nunca
estivemos frente a frente e, neste momento, tenho pena isso não ser
possível. E sabes porquê? Porque tinhas visto a minha reacção ao ver
os livros. Por palavras não dá para explicar o que sinto. Talvez
rimando:

Na
minha mão veio pousar
Dois livros deveras lindos
E deu-me foi
p'ra chorar
Porque eles são bem-vindos.

Um da Maria
João

"Poeta porque Deus quer":
Sonetos do
coração
Bordados por sã mulher.

Ela tem grande virtude
E
a perfeição completa
Pode lhe faltar saúde
Mas no ser brilha a
poeta.

E depois deste momento
Encantei-me, senti um
lume:
Mais depressa que o vento
Li parte do outro
volume.

Histórias com =Azoriana=
E alguns outros
autores,
Com um tema por semana...
Em papel chega aos
Açores!

Magnífica realização
De Autores-Editora,
Tem boa
apresentação
E uma impressão sedutora.

Assim cresce a
amizade
Entre quem nem se conhece
Mas p'ra falar a
verdade
Seu coração transparece.

E que não pareça
inveja
Isto que agora te digo:
Que um dia meu livro
seja
Inaugurado em artigo
E em papel eu o veja
Com um sorriso
amigo.

Abraços da
Rosa Maria