Na palidez do meu ser
Recortando o infinito
Há um voo de prazer
Que atinge tudo o que fito.
Sou gaivota sob azul
Guiada pelo instinto
Sobrevoo norte e sul
Com asas de labirinto.
Meu olhar é pequenino
Numa calmaria plana
Meu voar puro e fino
Baila na visão humana.
E nesta dança volante
De ave irracional
Sou da paz elo e semblante
Do Divino sou o sinal.
Sou gaivota sou da ilha
Sou a cantiga de mar
Sou da vaga sou da quilha
Do cais sou sem atracar.
Sou madrugada alada
Que se esconde do luar
Pelo Sol eu sou beijada
À noite vou ancorar.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Alusivo à foto de Carlos Fernandes numa galeria de «Olhares».
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