Numa onda repentista

E quem ouve a Horizonte
Tem tendência de
voltar.
Que a vossa onda desponte
O sorriso em cada lar.
Os
pedidos são a monte
Algum me há-de calhar.

Dos Açores para o
mundo
Uma cantiga brejeira
Com o sentir mais profundo
Do povo
da ilha Terceira
Que vive bem lá no fundo
A folia
verdadeira.

O cantar faz esquecer
As agruras duma vida
E
também fará crescer
Uma energia querida
Que se faz a
bem-dizer
Numa quadra mais sortida.

Os valores da
Cantoria
Pezinho e Desgarrada
Seguem ao cair do dia
Até alta
madrugada;
P'ra quem gosta da iguaria
Rimar já não custa
nada.

Uma mulher já se viu
Nessas andanças festivas
Seu
valor não sucumbiu
E merece altos Vivas!
Para quem no tempo
ouviu
Rimas lindas e emotivas.

Turlu nobre
Cantadeira,
Não cheguei a conhecer;
Era natural da
Terceira
Lá longe foi falecer...
Tem na nossa ilha inteira
A
glória do seu viver.

Eu só canto a escrever...
Outra vontade
eu tinha;
Serreta me viu nascer
E agora já não é
"minha"
Continua o bem-querer
Pela nossa Mãe-Rainha!

Rosa
Silva ("Azoriana)

Nota: Hoje há Cantoria nas Cinco Ribeiras.
Não faltem!

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