No cais terno do luar Avisto a nossa gente Tão alegre a cantar Com o mar ali de frente Que vem a areia beijar Numa doçura envolvente.
E no dorso das marés Resplandece a viva lua Com o mar longo a seus pés Parece que até flutua No veleiro a convés A noite se espraia nua.
Preia-mar do meu encanto Que rema em qualquer altura Ai de ti, eu gosto tanto, És o meu sal de ternura Quando à noite eu te canto O prazer que a rima apura.
No cais terno do luar Fico até amanhecer; No teu rosto vejo o Mar Que me doura de prazer Com teu amor a embalar As ondas do meu viver.
Tu és Mar, eu sou a Terra, Tu és Sol, eu sou a Lua; Tu és aquele que aterra No verso que em mim actua; Tu és Vale, eu sou a Serra, Por amor quero ser tua!
Rosa Silva ("Azoriana")
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