À poetisa de Góis

Clarisse Barata Sanches
Poetisa de fervor,
Admirada em avalanches
Com prémios de grã valor.

Nunca da lira desmanches
Porque és dela o fulgor
Clarisse Barata Sanches
És das letras hino em flor!

Mui distinta e honesta,
Uma goiense em festa
Na melodia do Ceira...

Que se une a este mar
Para em coro lhe aclamar:
Poetisa verdadeira!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Desenho sonetos

De e Para: Renã Pontes, poeta do Acre - Brasil

COISA QUE ARRANHA, ESPINHO QUE
PERFURA
________________________________
Por Renã Leite
Pontes


Coisa que arranha, espinho que
perfura,

ventre protuso, dos mentais incestos,
réprobo riso,
ais que seguem os gestos

perseguidores de uma criatura.

Boca aviltante,
falta de ternura...

pavões da malta, mas que imanifestos,
têm sangue
dos anfíbios... desonestos!

movem moinhos... rosa não verdura!

Rabisco no papel a
panacéia,
no desespero desta minha idéia,

irracionais esqueço que
amiúde...


Suplico, com urgência, à mãe da Morte,
que não me
furte deste nobre sorte:

vença as maldades que vencer não
pude!
________________________________


Leia-se, também, a sua "Autobiografia" em
"Cânticos do
Acre".
________________________________

Para Renã Pontes
Acre - Brasil


Que a
brisa deste dia,
Me responda docemente,
P'ra lhe dar grande
alegria
Neste mote repetente.

É tão doce a madrugada
Das
palavras que me dão.
Sinto, em força, desenhada
Uma enorme
gratidão.

E no silêncio cantante
Que cada verso
transmite
Que chegue a si, tão distante,
Muito à laia de
convite.

Convite de amizade
Que se ata entre
terras:
Entre o campo e a cidade
Entre os vales e as
serras.

Entre o Acre, do Brasil,
E a bela ilha
Terceira...
Vai-se cantando, a perfil,
E nas cores da
Bandeira.

São seus Cânticos felizes,
Bordados de Poesia,
Coroados p'las
matrizes
Da sua filosofia.

Quanto Amor navega
então,
Quando se cria o Canto?!
E na resposta à
questão
Nascerá novo encanto.

Não meça minha ovação,
Na
oferta desta hora:
O que vem de coração
Medido está sem
demora.

Rosa Silva ("Azoriana")

Recomenda-se...

Calma!

(numa versão à minha maneira feita em
directo
no blog "Cheiro a Pólvora")

Agora a gripe
suína
Leva à loucura total
E pode ser a ruína
Da população
geral.

Atrás duma má notícia,
Vem grande
desassossego;
Não é caso de polícia
Mas pode dar-lhe
emprego.

A polémica e o pavor
Correm tinteiros a eito;
A
tudo se dá valor
E tudo se vê sujeito.

Os riscos da
pandemia
Não se podem atalhar,
Ainda vai chegar o dia
Que
algo irá falhar.

Que Deus tenha piedade,
De quem já nem
sequer tem,
E que traga claridade
À porta que a todos
vem.

Se a porta for estreita,
E o caminho enevoado,
Pois
há muita coisa feita
Que trilha o verbo errado.

E se a hora
for chegada
Para cada um de nós,
Fica aqui assinalada
Os ecos
da minha voz:

Luís Castro, bom amigo,
Da blogosfera inteira,
Sempre
cordial comigo
E com a ilha Terceira!
Que não venha qualquer
p'rigo
A quem temos à nossa beira
E nos prenda ao postigo
Que
iça a nossa Bandeira!

Rosa Silva
("Azoriana")
2009/04/29

Declaração

Ao meu
Amor!

Se de rimas estás farto,
Eu não te levo a
mal...
Dentro e fora do quarto
Sou quem te ama, afinal.

E
de mim não tenhas dó,
Por te amar tanto assim:
Nunca mais me
senti só
Desde que 'stás junto a mim.

E bem sei que há
espinhos
Nas rosas, flores perfeitas,
Mas também se vê
carinhos
 Na humana, que espreitas.

E eu que tenho de
graça
A flor, que em nome vês,
Qualquer espinho que faça

por morte irá de vez.

Meu amor! Como te amo,
Não te vou
pedir perdão,
Porque em rima eu te aclamo
E te dou meu
coração.

E se a morte nos levar
Que seja em verbo
conjunto,
Porque o amor a dobrar
Faz-me bem contigo
junto.

Rosa Silva ("Azoriana")

Folhadais
do lugar de São
Carlos
(Com anseios de freguesia)
Angra do Heroísmo
2009/04/29

A propósito do artigo da amiga Joanina da Califórnia, e das Quadras de António Aleixo...

E bem proclamo
Aleixo,
Que a ninguém se compara;
Em rima agora deixo
O que a
mente me depara.

Joanina,
teu
artigo
,
Faz mover o pensamento,
Porque Aleixo é
antigo (*)
Mas brilha em qualquer momento.

Há uma que sei de
cor
E repito vez em quando,
Nunca lhe tiro o valor
Que por
mim vai semeando.


Qualquer dito feito em rima,
Podem não acreditar,
Atinge o cabo de cima
E não podemos calar.

E quem cala já consente
O mal que vai pelo mundo,
Cada qual é descontente
Quando o seu bate no fundo.

E o mal de muita gente
Fica sem ter solução,
Quando se vive imprudente
E a tudo se abre mão.

A riqueza de um país
Não se perde nem se ganha
Tudo fica é por um triz
Se a cegueira é tamanha.

Quando se olha o céu
E em rugas se apresenta
Segure-se bem o chapéu
Porque vem aí tormenta.

Tenho pena de não ser
Como o rouxinol da serra,
Que desde o amanhecer
Semeia o canto na terra.

E relembro o poeta
Aleixo
, de novo cito,
Que atingiu a grande meta
E em seu verso acredito:


Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: (*) António Aleixo nasceu em Vila Real de Santo António a 18 de Fevereiro de 1899 e faleceu em Loulé a 16 de Novembro de 1949, com 50 anos. Portanto, no ano de 2009 fez 110 anos do seu nascimento e fará 60 do seu
falecimento.

Ante o poente...

Minha alma é como um
véu
Que nunca há-de ser santo,
Apenas e só quando canto
Ouço,
em mim, ecos do Céu!

Um céu que cobre a ilha,
Se refugia no
mar
E nos olhos a cismar
O dueto que partilha.

E nas
lágrimas que tingem
Este caminho de flores
Faz-se chão de
multicores
Onde as rimas não se fingem.

Ai, Amor! Dou-te
cantigas,
Que acendem no coração,
E no véu da tentação,
Com
doce olhar me fustigas.

E ninguém me reconhece
A fundo o céu
do recheio
[O dom que rasga meu seio]
E em bruma se
adormece.

Um desejo tão ardente
Que me percorre o ser
Era
ler este escrever
Nas folhas ante o poente.



Rosa Silva ("Azoriana")

Caro João Rocha...

Se eu tivesse o seu saber,
Na escrita
que se afina,
Metia-me a escrever
Da corrida
Sanjoanina.

Mas fico apenas na rima,
Que me embala logo
cedo:
O burro merece estima
Mas dele eu tenho medo.

E os
coices que se dão,
Muitas vezes amiúde,
Quando toca à
Nação,
Podem manchar a saúde.

E há burros, sim
senhor,
Que levam tudo adiante,
Outros teimam, no corredor,
E
a meta fica distante.

Saiu-me esta burrice,
Para distrair
dos suínos...
Porque a gripe, já se disse,
Faz correr em
desatinos.

Dizem que o bom da festa,
É esperar que
aconteça;
Até lá tudo se apresta
P'ra outra dor de
cabeça.

Rosa Silva ("Azoriana")

João Rocha ainda vai ficar famoso à conta da sua crónica

Que dá prazer e gosto
ler. É que eu estou esfalfada, digo, estafada de rir. Mas o causo não
é para rir é para cumprir nem que seja a leitura integral da dita cuja
crónica com ares de "Fama à conta dos burros".

Que vença o
melhor burro em corrida. Isto é para nos distrair das gripes, porque
quem corre por gosto não constipa.

Destaque: Cheiro a Pólvora

DESTAQUE:

Blog
"Cheiro a Pólvora"
de Luís Castro

Artigo intitulado:

Eu,
revolucionário!

Sobre a Gripe Suína - Veja o Portal do Governo

Entretanto leia tudo
o que há sobre a Pandemia da Gripe, no mesmo Portal.

O comunicado sobre a Gripe Suína mais recente diz o seguinte:

Angra do Heroísmo, 27 de Abril de 2009

Comunicado da Direcção Regional da Saúde sobre a gripe suína, publicado no Portal do Governo dos Açores


Considerando as informações que têm surgido sobre a gripe suína, a Direcção Regional de Saúde comunica o seguinte:

1. Não existem casos na Região Autónoma dos Açores, nem existem restrições oficiais relativamente às deslocações às áreas afectadas.

2. Os viajantes com destino a tais zonas, designadamente Estados Unidos e México, devem ter, porém, em atenção eventuais riscos de adquirir a doença, pelo que deverão adoptar as seguintes medidas de higiene individual:

-lavar frequente das mãos, com água e sabão, para reduzir a probabilidade da transmissão da
infecção;

-cobrir a boca e nariz quando espirrar ou tossir, usando lenço de
papel sempre que possível;
-quando regressarem das zonas atingidas
ou tenham tido contacto com qualquer pessoa afectada, nos últimos 10
dias, e apresentem sintomas gripais, devem dirigir-se ao seu médico ou
contactar os serviços de saúde.

3. Estas são medidas habituais
em situações desta natureza, não havendo razões para alarme.

4.
A Direcção Regional da Saúde está em contacto com hospitais e
autoridades de saúde e difundirá as orientações que considere
necessárias consoante o evoluir da situação.


Texto in Portal do Governo Regional dos
Açores

Ao novo Santo

Nuno de Santa
Maria,
Novo Santo, em Abril,
Quanta honra em seu perfil,
Dois
mil e nove traria.

Vinte e seis, dia do Senhor,
Que o faz
ser mais lembrado,
Nos altares consagrado
À oração e ao
Amor!

Santo Nuno piedoso,
Há-de ter vasta Oração,
Moldura
do Coração,
Do Cristão mais generoso.

Dele precisa
Portugal,
Nesta hora pioneira;
Junto aos versos do Ceira
O
que me sai natural.

Parabéns, querida amiga,
Pelo soneto ao Santo,
Nesse lindo,
nobre canto,
Que para sempre prossiga.

E nas horas
ignotas,
Resplandeça em folheto,
Colorido pelo soneto,
Onde
brilham suas notas.

Rosa Silva "Azoriana"

Sentimentos

Há dias que me custa
muito escrever seja o que for: Hoje é um deles. Passei mal a noite e
ainda não estou muito bem. Entre mim e o pensamento há uma miscelânea
de acontecimentos que me avivam a memória para recordações de toda uma
vida enquanto residente serretense e actual visitante... Hoje foi a
sepultar um parente. Digo, um parente especial e amigo. Tenho muitas
recordações a relembrar. Ontem, deu entrada na morada definitiva e
deixou a freguesia da Serreta. Coroou de choro a sua esposa, a sua
filha, genro, neto e demais familiares, onde me incluo. Com muita pena
o vi pela última vez... Já não me acena, não sorri ou ri. Nem uma
palavra mais sobre a Segunda-feira da Serreta, o 1º Bodo (ai alegre
que ele ficava, meu Deus!), as touradas (o seu grito pelo José
Albino!!), o Carnaval (sempre na Sociedade da Serreta sem arredar pé
do seu lugar escolhido), as festas da ilha que ele adorava de coração
e levava sempre (ou quase) a sua esposa. Era um bom homem, era sim
senhor. Não tenho qualquer razão de queixa, antes pelo
contrário.

O Ti' Manel faleceu aos setenta e três anos. Natural
da freguesia das Quatro Ribeiras escolheu a Serreta para viver toda
uma vida. O meu coração doeu-me. E continua a lágrima... só que agora
arrasa-me os olhos e caem grossas pelo rosto. Custa muito a separação
das pessoas de quem gostamos e nos habituamos a ver toda uma vida...
Que Deus o tenha junto de si!

Paz à sua alma!

Data de
falecimento: 2009/04/26.

Rosa Silva
("Azoriana")

Coroação do Divino Espírito Santo na Serreta

Em Maio de 2004 houve, na casa dos meus falecidos pais, um altar ao Divino Espírito Santo que vinha sendo iluminado desde o ano anterior. Minha mãe era ainda viva e faleceu sete meses antes, mas quis que houvesse o Pezinho da Briança, porque ela adorava cantorias e também a Filarmónica.
Recentemente já ouvi dizer que a minha mãe era uma acérrima bairrista mas eu digo que ela era fruto da educação que recebeu à risca, tal como eu. A diferença entre mim e ela prende-se com o facto de eu ter saído de casa e corrido outros ares e ter feito coisas que ela jamais faria.
Hoje, passados cinco anos, há um altar ao Divino Espírito Santo na mesma casa, que outra família que lá reside leva para o Santuário de Nossa Senhora dos Milagres para coroar, acompanhada pela Filarmónica que tem dois netos e outros familiares da minha mãe.
Eu estou longe do evento mas o coração e o pensamento abalam-me a emoção. Soube disso ontem quando avistei a bandeira ao portão aquando da minha passagem para ir ver e ouvir os "Fala Quem Sabe".
Porque será que depois de tanto rir, ontem à noite, hoje estou com a lágrima no olho?

'Bora para a Serreta...

É que amanhã, 25 de Abril, feriado, sábado ao serão, nada melhor do que ir à Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, para comemorar com "Fala Quem Sabe". É isso mesmo, bora... bora!

Para o «25 de Abril»

Há sempre feriado

Dado à liberdade;

Há sempre um ditado

Que em chama invade.



Há sempre o Abril

Das Forças Armadas;

Há sempre o perfil

Das armas caladas.



E louvam-se os cravos

Da rubra Nação,

E cantam os Bravos

Da terra a Canção.



De Zeca Afonso

«Grândola Vila Morena»

Poema / Responso

P'ró Dia em cena.



E arde minha alma

Por cantá-lo assim;

É voz que me acalma

Em doce alfenim.



Era eu criança,

Dez anos já tinha,

Nascia esperança,

Liberdade vinha.



À rádio local

Todos se colavam:

Grita Portugal!

E os gritos voavam!

E grito agora:

Que se foi embora?!



Rosa Silva ("Azoriana")

É já amanhã...

Deixem-me contar um conto: Esta coisa de blogar... (é real!)

Esta coisa de
blogar... É um vício gostoso que, para quem vive rodeado de assuntos
apetecíveis, tem sempre mote para um novo artigo (post). São os postes
da escrita que nos levam a comunicar com os olhos do mundo (que tem
acesso a este cibermundo) ansiosos por ver o que nós vamos revelando.
E são as revelações do nosso - "eu" - decoradas com o ambiente que nos
rodeia que fazem com que os laços de amizade nasçam e se atem cada vez
mais.

Hoje, por exemplo, tenho tanta coisa para contar sobre as
emoções a partir das 18:30 - ou quase 19 horas - da quinta-feira (23
de Abril) , altura em que marquei presença na Biblioteca Pública e
Arquivo de Angra do Heroísmo, para ouvir e estar à conversa com
leitores/produtores de livros (doutores, autores, escritores, poetas e
cidadãos comuns e, ainda, outros que albergam tudo isso em cargos de
relevo).

Com o centro de atenções - Prof. Dr. Luiz Fagundes
Duarte - que é meu conterrâneo, e nos traz a sabedoria das letras (que
eu não tenho e nunca terei, aponte-se), senti-me num mundo tão bonito
a roçar a perfeição. Senti-me bem e atrevi-me a falar. Falei o que
sentia também. Depois ouvi, deliciada, o nosso Representante da
República. De todos os presentes (incluindo o poeta Álamo de Oliveira
que tem uma forma peculiar de me encantar com a sua realeza poética) o
que me fez perplexidade foi mesmo o Representante da República para a Região
Autónoma dos Açores
que com a voz da alma triunfou no serão à
volta dos livros. Até me fez deslumbrar por Fernando Pessoa na
entoação que deu a um dos seus poemas (que sabia de cor e com o rigor
da beleza expressiva). Acho que ninguém ficou indiferente às suas
intervenções.

E parecia que eu estava com o Raminho, a Serreta,
as Doze Ribeiras e outras localidades concentradas em sorrisos e
aplausos. Em Angra do Heroísmo, a Serreta, sobretudo, povoou a
noite... Acabei na Feira Açores, na Vinha Brava, 
ouvindo o concerto da Filarmónica da Sociedade Recreio
Serretense
, que actuou pelas 22 horas... Percebi, então, que se
não fosse a internet e os blogues jamais eu teria sentido tudo isto em
força, num vibrar de emoções.

Alguém referiu que a internet é
má para os jovens, etc., mas é como tudo na vida: há bons e maus
caminhos o que precisamos é saber usá-los e optar pelos melhores. A
internet tem coisas más mas foi graças a ela que ontem tive a
oportunidade de assistir a um dos melhores serões, graças também ao
e-mail que a ilustre Katharine Baker (dos USA), autora de duas belas
páginas ("I no longer like chocolates"  e
"My Californian Friends", a
informar-me do evento de 23 de Abril - Dia Mundial do Livro, com a presença
de Fagundes Duarte.

De resto, eu ainda vou morrer de amores por
toda esta gente que me desperta intensamente o gosto de blogar. Ai,
ai, estas coisas de blogar que um dia em livro se hão-de encontrar...
(com a pontuação certa). E encontra-se, por aí, nas mãos dos ilustres
fiéis da Língua Portuguesa.

Parabéns a Luiz Fagundes Duarte, o homem que reúne em si e dá aos outros o que herdou das raízes serretenses e dos talentos que foi adquirindo aqui e além-mar. Bravo! E oxalá que ele goste da "Desgarrada de Além-Mar" que a amiga de Góis - Clarisse Barata Sanches - conseguiu que saísse da internet para livro, que é o primeiro de que também faço parte integrante.

É assim... Esta coisa de blogar... E sinto, porque sim, o coração pulsar! Será que alguém dá por isso?!

É amor isto que sinto e juro que não vos minto!

Rosa Silva ("Azoriana")

P.S. A seguir o poema de Fernando Pessoa que me deslumbrou na voz de Sua Excelência o Representante da República:

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando
Pessoa

O Prémio de hoje

Um concurso pela
manhã
Levou-me a concorrer.
O prémio fui receber
E dele me
tornei fã.

Rádio Clube da cidade
De Angra do Heroísmo
:
Pleno de
altruísmo,
Sorriu-me de verdade.

Um livro da
Biblioteca
Pública, que assinala
O Dia que nos regala
E a
leitura não seca.

Bem-haja toda esta gente
Que luta por bons
valores
E pelas ilhas dos Açores
Vão espalhando a
semente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Imagens que ilustram o evento do dia

Solar_dos_Remedios2.jpg

Solar_dos_Remedios1.jpg

Solar_dos_Remedios3.jpg


Fotografias gentilmente cedidas por Rafael Cota, autor das mesmas, alusivas ao evento que hoje se realizou no Salão Nobre do Solar dos Remédios, cujo tema tem a ver com a Campanha Nacional de Sensibilização para a higiene das mãos. Confira no artigo anterior o que já publiquei sobre o assunto.

Aproveito a ocasião para divulgar um blog que trata de «Números e Números», que também é da autoria de Rafael Cota, que teve início a 6 de Janeiro de 2007.

Parabéns por gostar de Números e de os divulgar da forma que o faz. Obrigada pelas imagens e espero vê-lo por cá :-).

Rosa Silva ("Azoriana")

Dia Internacional do Controle da Infecção - Campanha Nacional de Sensibilização para a Higiene das Mãos

Direcção Regional
da Saúde assinala Dia Internacional do Controle da
Infecção


A Direcção Regional da Saúde apresentou, em Angra
do Heroísmo, a Campanha Nacional de Sensibilização para a higiene das
mãos que vai abranger dos profissionais dos três hospitais dos
Açores.

Pelas 10 horas no Solar dos Remédios, assinalou-se, na
Região, o "Dia Internacional do Controle da Infecção".

A
celebração da data resulta de uma iniciativa da European Society of
Clinical Microbiology and Infectious Diseases (ESCMID) e tem como
objectivo contribuir para a redução da incidência de infecções
associadas a cuidados de saúde na Europa.

A infecção hospitalar
constitui um problema de saúde pública de grande impacto humano e
económico, demonstrando estudos desenvolvidos a nível mundial que uma
percentagem significava dos doentes internados contrai infecções nos
hospitais, traduzidas num aumento dos dias de internamento e custos
acrescidos.

A higiene das mãos é a medida com mais impacto na
prevenção e controlo da infecção associada aos cuidados de saúde, no
entanto, estima-se que a adesão dos profissionais de saúde a esta
prática não ultrapasse os 50% em todo o mundo.

Por isso, a
Organização Mundial da Saúde (OMS) na sua Estratégia Mundial da World
Alliance for Patient Safety propõe uma metodologia padronizada para a
promoção da higiene das mãos, a utilizar por todos os países.

A
Direcção Regional da Saúde associou-se à iniciativa, através da adesão
dos três hospitais açorianos, sendo a acção será estendida,
posteriormente, aos centros de saúde e unidades de saúde de
ilha.

Anúncio in Azores.Gov.pt - Governo dos Açores.

Captei o lema e compreendi que:

Medidas Simples Salvam Vidas!

Medidas simples, salvam vidas,
P'ra Campanha julgo eficaz,
Para todo o que for capaz
De manter regras cumpridas.

A Higiene das Mãos, sim!
É hoje e doravante,
A limpeza importante,
P'ra Infecção ter um fim.

E que todo o doente
Numa cama hospitalar,
Custe aquilo que custar,
Tenha um serviço decente.

E se tiver que voltar,
Vítima de uma infecção,
Que a «Higiene da Mão»,
O consiga então salvar.

Rosa Silva
("Azoriana")

Agradecimento à homenagem de Eduardo Gonçalves "Fisga"

"Fisga": Obrigada por sempre se lembrar de mim.

Caríssimo Eduardo:

Se estivesse aqui presente,
Notaria, certamente,
No olhar largo sorriso
E neste breve improviso
Uma lágrima de alegria
Também marcava este dia.

É lindo seu comentário,
Que expôs no meu diário:
É um poema sincero
Que do coração venero!
À sua disposição
Fico em qualquer estação.

A nossa ilha Terceira,
Que é festiva e toureira,
Aguarda a sua visita...
Olhe que ela é bem bonita,
Qualquer dia da semana,
A rima jamais engana!

Tem o Céu madrugador,
Tem o Mar, ondas de amor,
E a Terra em verde canta
Os hinos que o Ar levanta,
E tem as mais belas cores
Naturais destes Açores.

Eu vou guardar com carinho,
O que alegrou meu caminho:
Na frase de sua lavra,
Da ternura da palavra,
Que lembra o progenitor
Que me deu tanto valor.

E peço que também guarde
Esta sextilha que arde
Nos versos da minha estima
Com a doçura da rima:
Eduardo do Continente
No coração está presente.

Um abraço apertado

Rosa Maria

Não sei como homenagear, esta grande mulher.
Que até consegue cantar, esta crise que ninguém quer.
E não sabemos ainda, se ela vai passar um dia
Mas esta poesia linda, Faz da tristeza alegria.
Ó amiga Rosa, Abençoada a semente, que um dia o seu progenitor pôs na terra.
parabéns. E um grande abraço. Eduardo.
»"

Do blog "Planeta-Sol", de Eduardo Gonçalves, de Alverca

Dia Mundial do Livro

Na Biblioteca de Angra /"À volta dos livros com..." Luiz Fagundes Duarte:

In Diário Insular:

A Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo acolhe, na próxima quinta-feira (HOJE), a partir das 18H30, a iniciativa "À volta dos livros com...", que conta com a participação de Luiz Fagundes Duarte e se destina a assinalar o Dia Mundial do Livro.

Promovida pelo Governo Regional, a iniciativa "À volta dos livros com..." decorre também nas Bibliotecas de Ponta Delgada, com Francisco José Viegas, e da Horta, com Victor Rui Dores. O evento visa "criar um ambiente de tertúlia, com a colaboração de convidados especiais e do público, em que todos tragam um livro de referência das suas vidas e o partilhem, lendo em voz alta alguns parágrafos representativos da obra, estabelecendo-se assim entre todos uma conversa informal à volta dos livros".

O evento insere-se no âmbito da Temporada MusicAtlântico, da Direcção Regional da Cultura, que promove até ao fim do ano, nos em todas as ilhas, uma programação cultural alargada a várias expressões artísticas.

Às Cantigas de C.B.S.

Quem canta assim não
gagueja
E fica de bem com a mente;
Oxalá Deus a proteja
E
mude a crise da gente.

Uma crise que afecta
Tudo e todos em
geral;
Quem será que nos decreta
Uma lei especial?!

Que
dê "pão" às criaturas,
Onde tal já não abunda,
E livre as
amarguras
Duma bolsa moribunda.

Faça-se um
recenseamento
Do povo mais carecido
E se reparta o
fermento
Daquele que é mais nutrido.

Mas este não vai querer
dar
Um tanto do que amealha;
Pouco ou nada irá levar
No dia
que tudo falha.

E quando Deus perguntar
O quanto fez, na
verdade...
O remorso há-de apontar
A culpa que, enfim,
invade.

R.S. ("Azoriana")

Comentário ao artigo de
C.B.S.,
"Trinta e cinco anos de democracia".

Ao poema da semana "Heróis de Abril", de Euclides Cavaco

Como todos já perceberam, porque já o escrevi várias vezes, o meu computador caseiro está moribundo, nunca mais deu um ar de sua graça e claro que sem ligação à internet também não consigo postar de casa, como seria o ideal. Imaginem o que seria postar naquele quintal que já está quase, quase a meu gosto. Só falta mesmo é a bendita ligação e seguir o que dita a inspiração.

Se ontem tivesse computador disponível (pelo telemóvel não é fácil aceder à edição do blog) tinha dado a conhecer uma mensagem que me fez emoção e das grandes. Veio do poeta amigo Euclides Cavaco com vastos elogios aos versos sinceros que lhe ofereci (e que estão no Livro de Visitas) quando tomei conhecimento do seu maravilhoso poema da semana "Heróis de Abril", que se comemora no próximo sábado.

Então, foi assim:

Euclides

"Portugal no coração"
É programa de TV
Mas o que de si se lê
Também lhe faz ovação.

Os "Heróis de Abril" são
Cravos que a gente lê
De Euclides, que bem crê
Que mudaram a Nação.

E eu creio nessa forma
Tão linda e venturosa
Do poeta que declama:

O Abril que deu reforma
E liberdade famosa
Do povo que em verso ama.

Rosa Silva ("Azoriana")

Com um abraço apertado.

***********************

Por favor, visitem os lindos "Ecos da Poesia" de Euclides Cavaco, que um dia há-de vir à ilha Terceira, se Deus quiser.

Dia da Terra (e um encontro especial)

No dia da Terra, os
motores de busca e a página do SAPO rejubilam com logotipos especiais,
por isso, não se pode ficar indiferente a tal chamada de atenção. E a
Terra o que nos diz? Talvez agradeça de celebrarmos o dia dela; talvez
nos peça que não a desprezemos; talvez nos diga que não perdoa o mal
que lhe fazemos; as forças da natureza são únicas e costumam vencer
enquanto que as do homem aguentam até Deus querer.

Festejemos,
então, o dia com uns pinguinhos de chuva que caiem para alagar
pingando os discretos e os outros :)

E aproveito para informar
que ontem foi também um dia especial para mim. A amiga Artesã, do blog
"Colcha de Retalhos" encontrou-me na rua principal
da cidade de Angra do Heroísmo e chamou por mim. Adorei este gesto
simpático e falámos o essencial porque havia alguma pressa da minha
parte. Tive pena de não termos trocado mais umas palavrinhas mas não
faltará ocasião. Sem dúvida, que a Dona Artesã é uma simpatia e traz
no rosto a alegria da Terra que nos dá Bom-Dia! Estou feliz por ter
ganho mais uma amiga bloguista. Que falta que faz o Encontro de
Bloguistas...

Rosa Silva ("Azoriana")

É verdade ou não?!

Não há ilha mais festiva e toureira como
a nossa ilha Terceira
.

São Carlos

Já estão disponíveis
no blog - Movimento de Elevação de São Carlos a
Freguesia
- publicados por Bruno, no dia 20 de Abril de 2009,
alguns versos a que intitulei: São Carlos.

Bem-haja o Movimento por este gesto simpático e pela exibição do link do meu blog.

Desejo, sinceramente, que os vossos/nossos anseios se concretizem e se dê razão à última quadra:

(...)
Que se cante a assinatura
Do crer populacional:
Que o "Solar da Cultura"
Seja o Ás de Portugal!


Rosa Silva
("Azoriana")

A Filarmónica da Serreta

DSC00004_2.JPG

Abrilhanta o V Festival de Capinhas que está a ser transmitido em directo pela internet em www.horizonteacores.com

V Festival de Capinhas

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Na Praça de Toiros da cidade património mundial - Angra do Heroísmo - da ilha Terceira, Açores

MESCF - Movimento de Elevação de São Carlos a Freguesia

O Movimento de Elevação de São Carlos a Freguesia leva a efeito a apresentação da exposição de fotografia "São Carlos Mudou", que terá lugar no dia 25 de Abril, pelas 17h30m na Sede do Grupo Desportivo e Recreativo de São Carlos, em que será orador Dr. Jorge Forjaz. Agradece-se a todas as pessoas interessadas neste evento que não faltem.

Parabéns a Bruno Mão de Ferro pelo seu blog, cuja hiperligação deixo incluída no símbolo do Movimento do qual faz parte:


O símbolo


(Clique no símbolo e/ou selo do MESCF)

Cantigas de sexta-feira dedicadas aos (às) fãs

E um bom
fim-de-semana
Para todos, em geral,
São os votos
d'Azoriana
Que nele pensa, por sinal.

Quando surgiu a
manhã
Prós lados dos Folhadais
Comecei logo por ser fã
Dos
melros daqueles quintais.

Cantei com a voz calada
Uma rima,
logo cedo,
E na parede pintada
A ninguém metia
medo:

Em dobro eu te desejo
O que desejas a mim
Um
abraço e um beijo
Nunca mais teriam fim.

Se vens aqui por
maldade
Vira já nos calcanhares
Mas se vens por
amizade
Dou-te rimas aos milhares.


Foi assim o que
cantei
Antes de seguir viagem
E cá fora, então, lancei
Um
olhar para a garagem.

Quem me dera uma pintura
Nas paredes,
tão vazias,
E depois a assinatura
De quem lá plantar
alegrias.

Era motivo de festa
E de grande animação,
Uma
cena como esta
Lá prós meses de Verão.

Se calhar é má
ideia
Da cabeça pensadora,
Porque a ter a casa cheia
Tinha de
ser "a cantora".

Se não tiver companhia
Na cantiga
ao desafio,
Acaba-se tal euforia
E fica o verso sem
pio.

Faz-me falta a Joanina,
Para levar isto avante;
Ela é boa
menina,
Um querida emigrante.

E «Guardadora de
Gatos»,
Sua grande vocação,
Aposto nos ricos actos
Que fará
de coração.

E louvo tal atitude
Perante esses
animais:
Que Nossa Senhora ajude,
Retribua ainda
mais!

Antes eu nem admirava
Um gatinho ou um cão,
Agora a
qualquer dava
O mesmo que ao "Leão".

É um bicho
ternurento,
Defensor do que é seu;
Beija-me a todo o
momento
E olha pelo que é meu.

Tenho pouco nesta vida
E o
pouco que eu tenho
Lembro na rima tecida
Que afixei num
desenho.

Um desenho singular
E feito às três
pancadas,
Ficará no meu lugar
Lembrando minhas
passadas.

Eu te amo minha mãe
E meu pai, que tens ao
lado...
Se choro, rio também,
Neste meu jeito
rimado.


E peço a Deus, com carinho,
Neste verso
derradeiro:
Que depare um caminho
Para eu cantar no
"terreiro".

Há um terreiro singelo,
Feito de alma
e coração,
Com um traço amarelo
E vermelho de paixão.

A
paixão pelas cantigas
Surgiu no mês de Abril:
Ganhei amigos e
amigas
Das letrinhas de anil.

De azul sempre
gostei,
[Lembra o céu e o nosso mar],
Por isso assim
pintei
As letrinhas do placar.

Quem passar pela morada
Da mulher que
aqui lês
Há-de ver lá na entrada
O que ficará de
vez.


Fica grata a todos vós,
Que comigo aqui
partilham
O gosto que há em nós
E que outrora também
viram.

Assim é que sou feliz!
E nada venha em
contrário:
É a força da raiz
Que dá versos ao meu
diário.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ponto e vírgula



Sou avessa à
pontuação,
Por ter de adivinhar
Onde tantos pontos vão,
Na
arte de os alinhar.

Vem aí o novo Acordo,
Que teremos de
estudar;
Nas linhas que, aqui, bordo,
Ainda não o sei
usar.

Vírgula e ponto final
Assentam bem no conjunto,
Se
erro não é por mal
É por enfermar do assunto.

Mas a rima
sendo dita,
Numa Voz bem entoada,
Fica toda tão bonita
E de
si vai pontuada.

Rosa Silva ("Azoriana")

À «Causa Pública» de Victor Alves - 15.04.2009

Em grande dilema
ando,
Já não sei o que fazer;
E nem sei até quando
A dúvida
eu vou trazer.

A crise, que é geral,
Tira o sono a qualquer
um;
Não há remédio afinal
Para o cidadão comum.

E a
"Cáritas dos Açores",
Que fica à minha beira,
Alivia males e
dores
E pobreza da Terceira.

Vi na nossa RTP,
"Causa Pública", tema crise;
Moderador, bem se vê,
Victor Alves, sem deslize.

Anabela, Dora e Manuel,
Entidades em pessoa,
Fizeram bem o seu papel,
O conselho melhor entoa.

A pobreza envergonhada,
(Onde talvez eu esteja...)
É de ver sem quase nada
E não crer que assim seja.

Até tenho para "Oferta",
Se p'ra tal houver "Procura",
Garagens de porta aberta
Sem terem qualquer ventura.

Mas p'ra quê? Render o quê?
Que solução? Qual a ideia?
Não é fácil, já se vê,
Ninguém tem um pé-de-meia (?!).

Só a fome quando chega,
E aperta a valer...
Traz uma vontade cega
Para algo se receber.

E há gente caridosa,
Que muito nos presta ajuda...
[Perdoe deixar a prosa,
Só na rima sou sortuda.]

E muito já tenho escrito
Pela ilha de Jesus,
Vale o lema que acredito:
Cada um com sua cruz!

Rosa Silva
("Azoriana")

Dia Mundial da Voz

Vou até que a voz me
doa,
Reflectida no teclado,
Cantarei qualquer pessoa
Que ame
ou goste do Fado.

Amo o que de bem me falas
Da nossa alma
açoriana...
E, hoje, tu não me calas
Nesta manhã
soberana.

Oh Voz que tanto encantas,
Em hinos à
natureza,
Ao amor, à vida, imortais
Fadistas à
portuguesa.

Melodias e canções
Amores, paixões,
momentos,
Estrofes de emoções
Ao olhar dos
sentimentos.

Rosa Silva ("Azoriana")

Visitem, por favor, a página de Kathie Baker - "My Californian Friends"

The 2nd website,
re the bilingual edition of "My Californian Friends" -- poetry
by
/livro de Vasco Pereira da Costa, translated by
(traduzido por) Diniz Borges & Katharine F. Baker -- is now online:

Please note that its
publication has been rescheduled for fall 2009
. (O lançamento
deverá acontecer no Outono de 2009.)

Any corrections to the
Portuguese home page will be greatly appreciated.
(Por favor,
ajudem com a Página Portuguesa.)

Please visit, and
please share with your friends! Kathie
.

P.S. My 1st
website
is still online: "Já não
gosto de chocolates
".

Congratulations! Parabéns!

Sem sono

Qual o prazo de validade de uma pessoa que trabalha em números há vinte e quatro anos?

E de um médico que todos os dias lida com doentes?

E de um padre que todos os dias celebra a missa?

E de um aluno que todos os dias estuda?

E de um motorista profissional de transportes publicos que circulam no mesmo percurso?
Etc., etc.

Provavelmente é tudo uma questão de números, de resistência e vocação.

Para tudo há que dar um tempo, uma pausa nas rotinas ou elas dão cabo de nós.

Mas como pausar a receita que vai de encontro à despesa? Pois isso, obviamente, faz o sono fugir... Rezo para que volte.

Toque de ternura

Há um futuro por
abrir,
Um passado sem querer,
Um sonho que me faz rir
E tarda
em amanhecer.

Há um fôlego sentinela,
Deste mundo em
avanço,
Faz furor pela janela
Onde vai o sonho manso.


um pé de vento forte,
Que estremece bem comigo;
Vou deixando à
crua sorte
As dunas onde me abrigo.

Há um faz-de-conta
imenso,
Na dança da madrugada,
Onde o silêncio suspenso
Me
beija logo à entrada.

Há um verde clamoroso,
Um azul em
ondas brancas,
E em ti, um ser bondoso,
Que me torneia as
ancas.

Há um sorriso maroto,
Na vidraça do meu ser,
Que
te entra bem no goto
Quando se faz por prazer.

Há um pé de
terra santa,
E o cheiro do teu colo,
Que se junta ao meu e
canta
Os cantos do meu consolo.

Há e sempre há-de
haver
Palavras em levedura
Que deixo transparecer
Com um
toque de ternura.

Rosa Silva ("Azoriana")

Estou com "a corda toda"...

contador.jpg


Não sou muito dada a foguetes
mas gosto, por assim dizer, de uma festinha vez por outra. Então
quando toca a aniversários é uma loucura porque acho que é a nossa
"procissão" que vai na rua. Eu explico: os dias costumam ser todos
iguais - despertador, pequeno-almoço, corrida para o transporte e
corre-balança o transporte que nos leva aos arredores do local
de trabalho, passamos a hora oficial até chegar o regresso ao "home
sweet home
", digo, "lar doce lar" de novo, para se proceder aos
rituais nocturnos até que as pestanas já não aguentem o peso da rotina
e cama com a gente. Por vezes, nem a dormir o cérebro repousa porque
os sonhos (ou pesadelos) são notórios quando acordamos de
novo.

Então, nada melhor que haver um dia para se mudar o rumo
a isto tudo, para quem tem essa possibilidade, evidentemente. E lá se
constrói uma felicidadezinha em torno da gente, atiram-se alguns
foguetes e apanhamos as canas. Tem vezes que resulta e outras nem
tanto.

Esta resenha toda para vos comunicar que olhei o
contador de visitas e esbugalhei os olhos de espanto... Será motivo de
festa? :)

Por isso, até fui comentar o meu mestre SAPO e
comecei, muito sinceramente, assim:

«Muito grata estou por
terem contribuído para alcançar uma bonita conta do contador de
visitas. Parecia um mar de gente em ondulação frequente pelo blog da
terceirense que se meteu nesta boa aventura.» O resto podem ler aqui.

E muito grata estou a todos que deram
um empurrãozinho nesta navegação bloguística. Eu hoje estou com
"a corda toda" como se diz cá na santa terrinha, oxalá não
venha nada que dê para o torto tanta euforia.

Beijinhos a todos
e "inté à promeira", i.é., até que a gente se encontre outra
vez. E quando é que me fazem uma visita de verdade e real?

Rosa
Silva ("Azoriana")

Brevemente...

«As palavras que me
deram» virão à tona num formato em análise. Até lá, desejo-vos um Bom
Dia!

Destaque: «Solicitude» de Euclides Cavaco

Recebi um ternurento e-mail do
poeta Euclides Cavaco que dá conta da sua felicidade de estar rodeado
de bons amigos e lhes ter dedicado um lindíssimo soneto, que podemos
ler na sua página intitulada "Ecos
da Poesia
", onde vemos crescer a maravilhosa árvore "Solicitude", porque «os amigos
valem mais do que ouro». Sim! Uma grande verdade.

Um brinde à
amizade recheada de palavras bordadas de beleza e mestria, que são os
atributos do poeta que reside no Canadá com o coração preso a
Portugal.

Quem dera que alguém o convidasse a vir à ilha
Terceira, porque se eu pudesse (ou tivesse possibilidades) era eu
mesma que o faria.

Bem-haja!

Rosa Silva
("Azoriana")

As pinturas do fim-de-semana

azulejo_azoriana.jpg


Nunca fui perfeccionista em trabalhos manuais nem pretendo ser porque cada um é como é e não vale sofrer por isso. Deu-me na cabeça pintar letras em azulejos e colei-os na parede. É que um dia, quando eu me for, pelo menos deixo uma marca do meu punho. Não é vaidade não, é pena... muita pena de não tactear na minha mão o que me voa pela inspiração. Assim, qualquer pessoa que passe na minha rua sabe que ali mora a bloguista Azoriana e que as portas estão abertas a quem vier por bem.

Estou disposta a dar estadia a alguém que queira vir visitar a ilha... mas não estão incluidas refeições porque seria um desastre total :) pois as festas sanjoaninas estão quase aí e seria uma forma de presentear algum dos meus comentadores habituais.

Deixa cá ver se aparece alguém para ver o azulejo bem de perto. Rosa Silva ("Azoriana")

Ao "Puro e Imenso"

Dedicado à amiga picarota:

Que saudade desse
encanto,
Desse azul de céu e mar,
Desses campos ao
luar,
Desse véu que é todo santo.

Que saudade dessa
gente,
Que comunga um coração,
No abraço e aperto de mão,
E
de sorriso tão evidente.

Que saudade tão apertada,
Que me
prende esta visão,
No tom raso de emoção,
No silêncio da
madrugada.

Como é lindo o grande Pico,
Da família e dos
amigos,
Entre os imensos postigos,
Da lembrança com que
fico.

E se passares por lá,
No cantinho mais
querido,
Santo Amaro nunca esquecido,
Manda um abraço de
cá.

Diz que a saudade abunda,
E a lágrima aquece o
rosto...
Quem me dera o mês de Agosto
Matar esta dor
profunda...

E voltar a ver a ilha
Com o negro
abençoado
Por Jesus ressuscitado
Do mistério que lhe
brilha.

Rosa Silva ("Azoriana")

Chica em aniversário

14 de Abril de
2009

À poetisa e amiga Francisca Silva - "Chica Ilhéu"

Parabéns, querida amiga,
Hoje a
festa é toda tua,
E se queres que te diga
A alegria em nós
actua.

Pelo caminho eu já vinha,
Ao batuque da calçada,
A
matutar nesta minha
Cantiga da alvorada.

Em meados de
Abril
Cantas melhor que ninguém
Debaixo dum céu anil
Tão belo
que a ilha tem.

Muda de cor facilmente,
E ao sol dá
abertura,
Para te fazer contente
E te dar toda a
ternura.

A ternura dos amigos
É sempre o melhor
quinhão,
Dos novos aos mais antigos
Os parabéns hoje
virão.

Parabéns mais uma vez,
Para a Chica da
Terceira:
Que é a flor deste mês,
Poemando a vida
inteira!

Rosas lindas para ti!
(imagem da net)

Beijinhos!
Rosa
Maria

Agradecimento global!

Nem sei como
começar...

A voz embarga-se, ou melhor, os dedos permanecem
alinhados em cima da linha central do teclado e só o pensamento é
veloz. Penso em tanta coisa:

Penso nos 32 comentários que
encontrei para aprovação;
Penso nas palavras e poemas que me
deram;
Penso nos amigos e visitantes que deixaram o seu carinho
pela passagem do V aniversário do meu blog;
Penso no Destaque que o
SAPO me presenteou, nestes dias lembrados;
Penso que é por
tudo isto que o meu blog ainda permanece e gosto de continuar a dar o
que a inspiração solta;
Penso nos novos amigos que ficaram de me
visitar mais vezes (Alô, Reguengos de Monsaraz! Tenho de te conhecer
melhor, porque ainda nada sei...);
Penso nos emigrantes;
Penso
em tudo...

Há comentários que me impressionaram pela positiva,
porque são de pessoas que prezo muito e muito me honram com a sua
visita.

Agradeço a TODOS, sem excepção, pela vossa amável
companhia e admiração.

Peço desculpa a algum comentador se não
vir o seu comentário "on-line" mas isso deve-se a ter reeditado o
artigo porque, por telemóvel, o corpo do respectivo artigo não ficou
bem estruturado. Como gosto do texto bem alinhado, reeditei, mas tenho
presente os seus autores.

Depois do fim-de-semana prolongado e
algo atribulado, volto para a azáfama laboral. [Tenho um dedo da mão
muito magoado e tive que chamar a ambulância para socorrer alguém lá
em casa]. Aproveito a ocasião para ELOGIAR, com todas as minhas
forças, o serviço prestado pelos Bombeiros Voluntários de Angra do
Heroísmo
, que me socorreramsábado, num momento de grande
aflição. Jamais vou esquecer a sua prestação magnífica e atenciosa.
Bem-haja! Que Deus lhes recompense com tudo o que mais
necessitarem.

Rosa Silva ("Azoriana")

Feliz Páscoa

DSC00004_2.JPG


Com um brinde doce licoroso que é muito saboroso.
Made in Casa Brum, dos Biscoitos - Terceira - Açores

Travem a crise, por Amor!

Não querem baixar os
preços,
Numa crise que aumenta,
Anda tudo pelos avessos
Ou
nos oito ou nos oitenta.

Acreditem que é verdade:
Muita
gente vai sofrer,
Com a dura realidade
De nem ter para
comer.

Basta de fechar os olhos
Ao mal que vai pela
terra
Os crimes já são aos molhos
Estão a um passo da
guerra.

Os impostos a subir,
Os empregos a descer,
O
comércio a ruir,
Ninguém sabe o que fazer.

Mas ainda há
senhores,
Que pla crise não passaram
E desconhecem os
horrores
Dos que nela sempre andaram.

Cabe, então, aos
governantes,
Olharem pela Nação,
Baixar o que subiu antes,
Em
nome da conversão.

O escudo foi pró dobro,
E em dobro se
mantém,
Se não lhe puserem cobro
Nunca mais algo se
tem.

Que não falhe a saúde,
Nem a alegria da gente,
Que
Deus a todos ajude
Desta Sexta para a frente.

Rosa Silva
("Azoriana")

E Jesus disse...

DSC00001_2.JPG


"Escuta a voz do silêncio"

Jesus

O Céu é sempre
igual
E Jesus também o é,
A Paixão é o sinal
Do Menino de
Nazaré.

Às quinze horas morreu.
Em três dias
ressuscita;
São as contas que nos deu
E a Sua Mãe
bendita.

Nesta hora o mundo implora,
Muita paz aos
corações
E de nós não vá embora,
Nem das nossas
orações.

Ó Jesus Cristo amado,
Filho da Virgem
Maria,
Livra do mal qualquer lado
E as dores deste
dia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Agradecimento

Através do telemóvel, venho agradecer os comentários e o destaque que o Pedro e a Equipa do grande SAPO me ofereceram. Bem-hajam.
Feliz Páscoa!
Rosa Silva ("Azoriana")

Bloguista!!!

Da Serreta, onde nasci,
Trago o rosto das cantigas;
Nos Folhadais consegui
Vincar as quadras amigas.

E já muito eu escrevi,
À vista do mundo inteiro,
Mas ainda nunca vi
Ruir o gosto cimeiro.

Serreta e os Folhadais,
Com a Virgem Santa Mãe
E São Mamede à vista...

Inspiram versos jograis
Para o blogue que assim tem
A razão de ser bloguista!

Rosa Silva ("Azoriana")
09-04-2009
A data que me conquista:
5 anos residente no SAPO.

Brindemos...

VERDELHO_A%C3%87ORES+009.jpg


Estava eu ainda na
cama quando me lembrei de que... Epá, hoje o meu blog faz
cinco anos... Será que alguém deu por isso?! Peguei no
telemóvel e vi as horas... É cedo, a esta hora está toda a gente a bom
dormir. Tentei aceder à página da Vodafone mas deu erro, insisti e
desisti. Quem é que quer saber desta minha mania de comemorar
aniversários... "Deixa para lá e despacha-te para apanhares a
urbana que está prestes a passar", foi o que pensei.

Mais
tarde, consegui abrir a caixa de correio do SAPO e reparei que já
madrugavam comentários. Um deles encantou-me. Era o de Efigênia Coutinho
com as suas sempre queridas palavras; o outro era "anónimo"
mas reconheci logo pelo "Upa" e o brinde comVerdelho dos
Biscoitos
(Ó vinho delicioso!!!) e tinha outro que é infalível
nesta coisa de festas e sorrisos: o meu querido amigo AFlores.
Mesmo que a ponte que nos separa seja imensa há a Amizade que perdura
e dura há tantos anos como os nossos blogs. Se eu for revirar os
arquivos encontro as primeiras passadas, as primeiras palavras, as
primeiras gargalhadas... Sim, porque as gargalhadas reconhecem-se
mesmo pela escrita, bastam os dois pontos ao alto e o parênteses curvo
à direita assim :). Ai tantos momentos que fui buscar a alegria que me
faltava, ai tantos momentos que tive um alento para determinadas
situações... (Lembras-te?) e os prémios que calhavam quase sempre na
caixa de correio da sua morada? Tempo santo, dirão
alguns...

Como estou na "casa nova", quem me dera
receber uma cartinha do AFlores e tantos(as) outros(as) amigos(as) e
comentadores para depois forrar as paredes com "As palavras que
me deram"... Sou assim, o que querem?! Sou uma eterna apaixonada
pelos blogs e tudo o que deles já nasceu: a Amizade! Ultimamente o
amigo "Fisga" é o comentador por excelência e o que me lança
desafios, a que nem consigo passar adiante porque estou
"barricada" sem tem o meu computador pessoal a funcionar.
Dependo da bondade alheia para escrever seja o que for e não quero
abusar.

Por favor, escrevam-me para e-mail a pedir o endereço do correio normal e façam-me essa
bela oferta escrita e eu colocarei na parede. Usem tinta que
não se estrague com a humidade pois não esqueçam que as ilhas são
rodeadas de mar e são húmidas por natureza e a casa onde moro não foge
à regra.

Outra ideia (caso não venha carta) será coleccionar os
comentários e colocá-los na dita exposição, à minha vista sobretudo. É
como sentir-me rodeada de gente boa e amiga até que Deus o
permita.

Aproveito para vos desejar a todos e em especial à
família e amigos(as) uma Feliz Páscoa. Deus ressuscita sempre ao
terceiro dia para provar que ainda há esperança.

Obrigada a
todos pela vossa visita e um shi coração muito apertadinho. Abraços e
beijos! Até segunda-feira. Pelo telemóvel posso ler os vossos
comentários porque a Vodafone ainda não me cortou o pio :)

Rosa
Silva ("Azoriana")

Venham todos à FESTA DO BLOG

2493: o Post do 5º
aniversário



E os post's se abriram
No romper d'aurora,
Por meses seguiram
Sempre e até agora.
Blog d'Azoriana
Seus cinco festeja
É Santa a Semana...
É bom que assim seja!


E os post's levaram
Com dias dourados;
Muitos desfilaram
Por vós comentados.
Blog d'Azoriana
Contigo festeja
A grande Semana...
É bom que assim seja.


Se queres postar
Comigo, p'ró mundo,
Já podes blogar
Teu sentir profundo:
Lanço o desafio
Em moldes normais
Cartas em corrupio
Para os Folhadais.
E à que vencer
A sã correria
Irá, então, ter
Direito a estadia.

Obrigada a todos
Pela companhia;
Há festa a rodos
E grande alegria!
Blog d'Azoriana
Com SAPO se veja
Em qualquer semana...
Que bom e assim seja!


Rosa Silva
("Azoriana")

Surpresas simpáticas e amigas chegaram da AVSPE



É com grande alegria
Que venho à Academia
E com mais satisfação
Agradecer a toda a gente
Que me deu o presente
Com palavras de afeição.

Foi o meu aniversário,
Que cantei no meu diário,
Junto com a gente amiga,
Onde incluo a Academia
Predilecta simpatia
Nos versos duma cantiga.

Muito obrigada!
Abraços

In AVSPE - livro de visitas

**********

Visitei os blogs da fundadora da AVSPE - Efigênia Coutinho:
Efigênia Coutino e Sua Poesia
Poesias com imagem

O meu agradecimento é extensivo a todos os poetas e escritores da Academia Virtual, em especial a Socorro Lima Dantas e Malu Mourão, distintas poetisas amigas, que me enviaram belas palavras por e-mail.

Na véspera do V aniversário do meu blog, a novidade...



A fotografia é da autoria de Donato Parreira, e foi-me
gentilmente oferecida para ilustrar a letra que criei, a pedido do
mesmo, para figurar no blog "Toiros e Fotos - JAF". Já está patente na
barra lateral do blog aficionado da Casa Agrícola José Albino
Fernandes. Espero que, em breve, saia a melodia na voz de José
Ficher.

Ei-la, também, aqui:

Toiros e
Fotos

Blog de Donato
Parreira
http://toirosefotos-jaf.blogspot.com

Pastoreia
pelo mato
O Gado Bravo da ilha
E nas fotos do Donato
Navega
em sã partilha.
Anda à solta pelas terras
Captando o traço
bonito;
No Tentadero há ferras
Lá p'rós lados do
Cabrito.
...Brilham à solta pelo mato,
...Na praça e no
caminho
...Os bravos do seu retrato!

A marca do ferro, em
brasa,
No blog tem evidência:
Dá gosto à Brava Casa
E à foto
excelência.
Todo o ano, o calendário,
Tenta o gosto do
taurino:
O aficionado diário
Dos toiros da Casa
Albino!
...Brilham à solta pelo mato
...Na praça e no
caminho
...Os bravos do seu retrato!

Sempre foi, é e será
A glória de
aficionado...
JAF em tourada por cá
Faz eco por todo o
lado!

Letra: Rosa Silva
("Azoriana")

Pensamentos da Semana

Tanto que eu já
produzi
Nesta ilha encantada.
Ai, tanto que eu já
vivi...
Olho p'ra mim, não tenho nada.

Dos fracos não
reza a história

Nem dos pobres, desgraçados,
Para Deus é que
há «Glória!»
Por nos perdoar os pecados.

Todo aquele que
hoje sofre
E ergue os olhos ao céu
Certamente vê o cofre
Do
Amor, que é seu troféu.

E não me deixo abater
Porque se há
vida, há esp'rança;
Deus veio para nos dizer,
Que com Ele tudo
se alcança.

O tempero da tristeza,
Que assola o ser
humano,
É a força da certeza
Que Deus tem p'ra nós um
plano.

E jamais um sofredor
Que recorra a Jesus
Verá
negado o Amor
P'lo peso da sua cruz.

Ele levou Cruz bem
pesada,
Para a prova ser inteira...
Que viva eu amargurada
E
feliz à sua beira.

Nos momentos da Paixão
Seu Olhar
ensanguentado
Faz-nos ter mais compaixão
E Amor pelo
Sagrado.

Nos momentos de fraqueza,
Que trespassam o
coração,
Dá p'ra ver a realeza
Do Deus que é nosso
Irmão.

E te peço, hoje, Senhor!
Dai alento à minha vida
E
que eu dê mais valor
À cruz que levo erguida.

Rosa Silva
("Azoriana")

Pelos que estão em tempestades e catástrofes

Santa Bárbara
luminosa
Tão linda como uma rosa
Quando Deus aqui nasceu
Todo
o mundo estremeceu
Santa Virgem do Bom Dia
Lá vem Santa
Maria
Lá vem Santa Maria
Com o seu livrinho na mão
Rezando
uma oração
A menina do bordão.

Oração que a Joanina me ensinou e que no seu blog divulgou.

Beijinhos, amiga, e
muito obrigada.

A chuva cai abundante na ilha mas, certamente,
irá parar; o problema maior são os desalojados que foram vítimas de
tão grande catástrofe em Itália. Que Deus e Santa Bárbara os proteja!

Selecção de imagens - CAB - Biscoitos

biscoitos1.jpg

biscoitos2.jpg

biscoitos3.jpg


Captadas por telemóvel e redimensionadas no Paint porque não tenho
outra forma de vos mostrar o quanto admirei estar nesta Casa, Museu do
Vinho Verdelho dos Biscoitos, Brum Lda, a 1 e 4 de Abril de 2009.

@z(º)riana

Uma questão de selo virar marca em azulejo

azor5.jpg

@z(º)riana

Dia Mundial da Saúde assinalado em Angra do Heroísmo

07-04-2009

12H30 - Os Secretários
Regionais da Ciência, Tecnologia e Equipamentos e da Saúde participam
na cerimónia que assinala o Dia Mundial da Saúde.

Várias
entidades estiveram presentes na comemoração onde teve lugar uma
demonstração do DAE - Disfribilhador Automático Externo, porque «Todos Os
Segundos Contam Para Salvar Uma Vida
»

Local: Praça Velha,
Angra do Heroísmo

Euclides Cavaco merece franca homenagem pela «Semana Santa»

É triste a
Semana Santa,
Pra quem não quer penitência,
Mas seu poema m'encanta
E remata em
excelência.

Venho agora desejar,
Uma Páscoa mais feliz,
E
que a possa festejar
Como Cristo sempre quis.

Rosa Silva
("Azoriana")

Não pensem que estou distraída...

Quando a terra treme,
seja lá onde for, é sempre um tormento para a população e não só.
"Hoje meu, amanhã teu" é o ditado muito antigo e não se pode fugir a
ele, nem aos sismos que, de vez em quando, nos apoquentam.

Não
pensem que estou distraída do que aconteceu no «país da bota» que já matou muitos, feriu muitos
mais e desalojou ainda mais... Não, não estou distraída... Estou
apática. Geralmente é o que me acontece quando sei destes horríveis
tremores de terra. Quando foi o nosso (nossos) sismo(s) fiquei apática
e muito medrosa... O medo toma conta de mim de tal forma que perco a
noção de tudo. Hoje estou como que pressentindo algo menos bom. Se
prestarmos atenção, nossas ilhas tremem, quer se sinta ou não, mesmo
assim, ainda cá estamos, confiantes na misericórdia de
Deus.

Basta olharmos para as nossas construções e monumentos
para ficarmos cientes de que por cá também há tremores: são os
Impérios do Divino Espírito Santo, são as Igrejas (uma, ou mais, por
freguesia), ermidas e são as chaminés de "mãos postas" que ainda se
mantém em muitas das nossas casas tradicionais.

Tudo nos leva
a CRER na misericórdia de Deus, mas é sobretudo numa altura como esta,
quando a terra treme forte que corremos para a beira de Deus, porque
nos outros dias apenas pensamos n'Ele.

Estamos na Semana Santa,
de acordo com o calendário litúrgico, e Jesus vem outra vez
mostrar o seu sofrimento por nós e nós temos medo de sofrer... Que
Jesus tenha compaixão do sofrimento de quem, neste momento, está a
passar por grandes tormentos.

E quem canta...

E quem canta a
Serreta,
Com um dom puro e vero,
Há-de ter na
tabuleta:
"Bem-vindo" do mais sincero.

Serreta no
coração,
E ao olhar não me cansa;
Na volta sei que lá
estão
Lembranças que a vista alcança.

Farol, Ponta do
Queimado,
Água Azeda "encarcerada",
E a fé por todo o
lado,
Mais o Pico da Tourada.

Lenços alvos num
"Adeus",
Frente ao Hino de Maria:
Santa Mãe e seu Bom
Deus,
Com Festas e Romaria.

"Ti' Choa" e
Sociedade,
Coreto e a Despensa,
Império vs
Trindade,
Chafarizes de água imensa.

"Terceira que Deus te
guarde!"
É o grito mais feliz;
Mesmo sem fazer alarde
Mata e
Velho Chafariz...

E quem p'la Serreta passa,
Tem motivo para
parar:
«MARIA, CHEIA DE GRAÇA»,
Nos sorri do seu
Altar.

No verde tudo entoa,
Há delícias do Céu
E cada ave
que voa
Leva um eco de ilhéu.

Povo nosso emigrado
Com o
sentido na ilha,
Tem o eco redobrado
No verso que se
partilha.

Dos Biscoitos à Serreta,
Passando pelo
Raminho...
Canta a nossa uva preta
E a branca do Bom
vinho.

Rosa Silva ("Azoriana")

Comentário in Bagos d'Uva
- Ressaca

«Atlântida» nos Biscoitos com o festivo e licoroso vinho

casa_brum.jpg


Os amigos do vinho
biscoitense reuniram-se na Casa Agrícola Brum Lda., com a presença,
sempre simpática, de Sidónio Bettencourt do Programa «Atlântida», no primeiro sábado de Abril (4.4.2009).

Vimos e ouvimos todos os momentos que, certamente, o autor do blog «Bagos d'Uva» nos relatará, porque teve a adega cheia.

A eira e toda a zona vinícola foi montra de diversas actuações culturais de um povo de alma na voz e nos instrumentos musicais, brilhante nas artes manuais e na riqueza culinária.

Praticamente estavam ali os representantes das colectividades e Confraria, da freguesia dos Biscoitos, do concelho da Praia da Vitória, da ilha Terceira - Açores.

Também ali estavam os autores dos blogs "Eu existo", "Biscoitos" e o angrense "Futebol, Gente e Toiros" e o meu :).

Música, cantares, artesanato, reportagens, entrevistas e o bonito convívio dos residentes trouxeram à memória a vivência sã e bela de outros tempos.

Bem-haja toda esta gente, o Sr. Luis e toda a equipa da RTP Açores.

Oxalá alguém vos convide para a Serreta que tem uma boa água e muito para mostrar... O desafio fica no ar.

Rosa Silva
("Azoriana")

Antiga Bandeira da Filarmónica da Serreta

bandeira.jpg


Está exposta, na
Sociedade Filarmónica Recreiro Serretente, a antiga Bandeira de Nossa
Senhora dos Milagres, que é a sua padroeira.

Mário Silva

Mário Pereira da
Silva nasceu na Figueira da Foz, em 1921, e chegou à ilha Terceira nos
anos 40, como militar da Força Aérea Portuguesa.

A residir em
Angra do Heroísmo desde 1946, Mário Silva destacou-se como fotógrafo
na Cimeira Atlântica entre Nixon, Pompidou e Marcello Caetano, em
1971.

Trinta anos mais tarde voltou a fotografar outra Cimeira
Atlântica, desta feita na Base da Lajes, com figuras como Tony Blair,
George Bush, Jose Maria Aznar e Durão Barroso.

O fotógrafo
dedica-se a esta arte desde a adolescência e possui uma considerável
colecção de máquinas fotográficas, o que lhe proporcionou a realização
de diversas exposições, das quais se destacam a exposição no Museu de
Angra do Heroísmo, em 1953, no Clube Musical Angrense e na Sé
Catedral, em 1959, no Lawn Ténis Club, em 1960, e no Teatro Angrense,
em 1995.

Em 2001/02 expôs no Adro da Sé e na Praia da Vitória o
"Estendal Fotográfico" e "O 25 de Abril: histórias de um passado
recente" no Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, em 2004.


A mais recente exposição de Mário Pereira da Silva esteve
patente na Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo.

"Memórias
Fotográficas" tratava de uma recolha fotográfica sobre os principais
meios urbanos da Ilha Terceira, numa tentativa de dar aos visitantes
uma perspectiva do que foi a Terceira no século passado.

In Canal de
Notícias do Açores.net


Hoje (3.4.2009), tive a honra de o
cumprimentar na Exposição fotográfica alusiva ao sismo de 1.1.1980, na
Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, de Angra do Heroísmo,
levada a cabo pelos alunos do 12º ano - A.L.T.A. magnitude - com a
colecção de fotografias da autoria deste octogenário que merece a mais
sincera homenagem pelo grande e valioso espólio que produziu ao longo
dos anos e pelo seu amor à ilha Terceira.

Bem haja!

O meu Leão

Feelings

Após ter conhecimento
Do
novo lançamento
De um livro de poemas...
Vem, então, à minha
mente
A ideia, alegremente,
De folhear tais bons
temas.

Quem se visse nesse caminho
De sair o
pergaminho
Da minha felicidade.
Fico só, não digo
nada,
Mantenho-me quase calada
Mas penso nele de
verdade.

"Serreta na intimidade" / "Serreta in my soul"
(?)
Não viu a claridade
E mantém-se em espera.
A Rosa
"Azoriana"
Espreita sua semana
Por florir na
Primavera.

"Portuguese Heritage
Publications
"
And all the generations
De livros bem
traduzidos:
Merece grados elogios
P'los excelentes
desafios
Que se vêem reproduzidos.

Good luck for all
And
to you, my dear America's friend
Hugs & Kisses

Rosa
Maria

Divulgo para conhecimento

Lançamento do novo
livro bilingue

"My Californian
Friends: Poetry
"
de Vasco Pereira da
Costa

Traduzido por
Katharine F.
Baker

e
Diniz Borges.

Publicado por
Portuguese Heritage Publications of
California

na Califórnia de 22 a 26 de Abril de
2009.

Brevemente a estreia da página:
http://www.mycalifornianfriends.com

Esta obra encerra um conjunto de temas e pessoas com quem o autor teve oportunidade de privar durante as suas várias passagens pela Califórnia. Na sua maioria, são reflexões sobre a realidade emigrante da comunidade açoriana da Califórnia.

Vasco Pereira da Costa, natural de Angra do Heroísmo, mas com raízes nas ilhas Terceira e Pico, é licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Desde muito novo este distinto açoriano tem dedicado muito da sua carreira na promoção da língua, literatura e cultura portuguesas.

Durante uma década desempenhou as funções de director do Departamento de Cultura, Turismo e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Coimbra, depois, de 2001 a 2008, exerceu o cargo de Director Regional da Cultura do Governo Regional dos Açores. Entre outras distinções, foi membro do júri do Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores e integrou o corpo redactorial do Jornal de Coimbra.

Para além de My Californian Friends, a sua produção literária inclui três livros de contos, quatro livros de poesia, uma novela e uma autobiografia; o seu livro de contos, Plantador de Palavras, Vendedor de Lérias, foi distinguido com o Prémio Miguel Torga em 1984.

My Californian Friends será apresentado nas seguintes cidades e datas:

SAN LEANDRO
Quarta-feira, dia 22 de Abril, às 8 da noite
J. A. Freitas Library
1120 East 14th Street, San Leandro

TULARE
Quinta-feira, dia 23 de Abril, às 7 horas da noite
Filarmonica Portuguesa de Tulare
TDES Hall, 515 North I Street, Tulare

SAN JOSE
Sexta-feira, dia 24 de Abril, às 8 horas da noite
Portuguese Athletic Club
1401 East Santa Clara Street, San Jose

ARTESIA
Domingo, dia 26 de Abril, às 3 horas da tarde
11903 Ashworth Street, Artesia

Todos bemvindos. Entrada livre. Recepção após cada apresentação

Toda a comunidade é convidada a estar presente nestes saraus culturais onde a literatura e a música portuguesas se conjugarão para realçar mais este esforço de enriquecimento da cultura portuguesa em terras de Cabrilho.

Agradecia que desse a maior publicidade a este evento literário que muito irá enriquecer a comunidade lusófona.  Para mais informações sobre o livro ou o seu autor era favor contactar:

Portuguese Heritage Publications of California www.PortugueseBooks.Org

Agradeço muito as...

Flores do
Continente


Por Clarisse Barata Sanches

Amiga,
parabéns, tem já presente
Uma pérola mais no seu colar...
Que os
anos venham sempre de ar contente,
Com a família toda a
festejar!

Rosas, eu sei que tem a acompanhar
Nesse nome tão
lindo e florescente!
Rosa Silva Maria, eu vou mandar
Um raminho
a florir, do Continente.

Porque nasceu no dia das
mentiras?
Flores de Abril são sempre as mais catitas
Ao vir da
Primavera adoçam liras...

Desejo para si colar de cores...

Saúde, Paz, Amor, flores bonitas,
E das mais afamadas dos
Açores!

2009.04.01

Porque gosto de sonetos...

Ao "Escultor" da Poeta

"Palavras como quem esculpe um abraço"

E lindas que te ficam no regaço...
Vi lágrimas correr tão deslumbradas
Com o primor das tuas linhas douradas.

Linhas tecidas, palavras que enlaço,
No nosso canto, do querido espaço,
Que é feito de rimas avantajadas
Por olhares, sonhos e madrugadas.

A perícia que navega em tua escrita,
[- Acredita, se a cantares é tão bonita!]
É a que nos abre a voz do coração.

E de coração te canto nesta hora,
E se daqui me vou agora embora
Deixo esculpidas rimas de ovação.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Às «Flores do Continente»

Eu sabia que ali vinha,
E
que para alegria minha,
Algo eu ia encontrar:
E não é que, com
razão,
Vi brilhar o coração,
Da amiga de além-mar.

Suas
pétalas formosas,
Com rimas tão amorosas,
Vieram mesmo na
hora:
Queira Deus tenha saúde
P'ra um dia ter a virtude
De
abraçá-la sem demora.

Quem me dá o tal prazer,
De Góis vir
cá conhecer,
Nossa Angra tão querida...
Quem me dera puder
dar
Esse gosto de voar
À amiga, rica de vida.

Estes
versos fi-los agora,
E perdoe tanta demora,
Mas não tenho
computador.
Mas de ti eu me lembrei,
Na Judite também
pensei:
Dos Açores vai meu louvor!

Às Flores do
Continente

Dou sorrisos de presente
Em rimas de
amizade:
Vão florir no coração,
E na minha saudação
Onde
reina felicidade.

Bem-haja!
Beijinhos


Rosa Silva ("Azoriana")

Um convite precoce

Ai Jesus que rica
prenda
Essa que agora
avisto

Já me servia de emenda
Para um artigo
previsto.

Meus olhos até brilharam
Para esta nova ideia
E
gulosos eles ficaram
Por ter assim casa cheia.

Veloz é o
pensamento,
E veloz é a corrida,
Mas acho que no momento
Não
terei a sorte erguida.

Não sou grande afortunada,
Mas de vós
já recebi
Outrora a pen tão asseada
De que muito já me
servi.

Viva o SAPO amigo,
Que recheia a
assinatura:
Sempre estarei contigo
E louvarei com
ternura.

Não esqueças o dia nove,
Que é dia de
festejo;
Cinco anos me comove
De alegria e de ensejo
P'ró
artigo que se prove
A presença que eu desejo.

Ao SAPO e sua
equipa.

Cumprimentos amistosos

Rosa Silva
("Azoriana")

Rimas para a Joanina da Califórnia

Lindas, lindas,
lindas,
Como estas que eu gosto...
Tuas dádivas não
findas:
Nesse ramo tudo aposto!

Desta ilha
açoriana,
Deste coração tão grato:
Um beijo d'Azoriana
Para
ti, neste retrato.

Retrato feito em rima,
Que é o que mais
adoro;
Nossa amizade ao de cima
No meu blog e onde
moro.

E já tem um azulejo,
Na entrada p'ra
garagem,
Sempre foi o meu desejo,
Demarcar
selo_imagem.

Abraços são mais de mil,
Que te mando nesta
hora,
O primeiro de Abril
Lembrarei pela vida
fora.

Levei-te a passear,
Na mente e coração,
Aos
Biscoitos fui parar
E por lá parecia Verão.

Bagos d'Uva nos
captou,
E recebeu com carinho,
Antes a gente abalou,
Para o
meu rico cantinho.

Na Serreta eu passei,
A hora p'ra mim
sagrada,
(13 horas)
E foi lá que almocei
E vi a Mãe
adorada.

Estava uma no Altar,
E outra na sepultura,
A
ambas eu fui rezar,
E levar toda a ternura.

Que essas rosas que me dás,
Sejam
fonte de riqueza
São o selo onde estás
Com toda a tua
nobreza:
Na amizade que se faz
Há grande Amor de
certeza!


Rosa Maria
tua amiga sempre!

Sou Verdelho da Terceira!

A ilha é toda de
berço
Onde acordo e adormeço
De olhar fixo no mar
E no céu,
sem desbotar...
Mas ainda é um encanto
Rezar ao Espírito
Santo
Para connosco ficar
E de Amor nos
amparar.

Terceira, ilha de Deus,
No teu colo, os filhos
teus,
Cantam amor e carinho
Sem descurarem seu ninho.
Na
aurora e no poente,
Ri o Sol e ri a gente
E os Biscoitos com seu
vinho
Que nos canta, assim, baixinho:

Na
"curraleta" me faço
E em ti eu me desfaço
Em lagar de
amizade:
Coro da felicidade
Que povoa a ilha inteira
Sou
Verdelho da Terceira!

Rosa Silva ("Azoriana")

No dia seguinte: Agradecimento!

Agradeço, por
escrito,
[No real é mais bonito],
Os parabéns que me
deram.
Do fundo do coração,
Ergo a Deus uma oração
Pelo bem
que me fizeram.

(picarota, aflores, arteporumcanudo,
Mário Dinis, poetaporkedeusker, Joanina,
artesã,Fátima Costa, Xana, Fisga, Francisca,
Félix,mynameisfairplay, Kathie Baker,
Maria Genuína, Chica Ilhéu, Euclides Cavaco,
colegas, família (obrigada Humberta, Emiliano e Vitorina),
Grilinha, Rosália, etc. ...

E com gosto vos desejo,o,
O dobro do bem que vejo;
Porque a vida é tão boa,
Se for feliz de verdade
Coroada p'la amizade
Dada e tida em pessoa.

Não vos dei BOLO e rosas...
Dou-vos rimas amistosas,
No dia logo a seguir...
Eu tremi junto com a terra,
Fui do mar até à serra,
'Inda bem que vi sorrir.

O "Discípulo de Baco",
Deu-me a provar do bom naco:
«Vinho da Brum Geração»!
Percorri parte da ilha,
Vi sorrisos de partilha...
Sei que não me esquecerão.


Bem-haja toda esta gente,
Que comunga alegremente
A primavera dos anos;
Da Serreta aos Biscoitos
Cativantes e afoitos
São os ares açorianos.

Terceira mesmo a tremer,
Dá-me gosto aqui viver
Porque Cristo nos ampara...
A Serreta é terra santa,
E os Biscoitos quando canta
"Bagos d'Uva" em nós repara.

Rosa Silva
("Azoriana")

1.4.2009 Uma boa recordação

Muito obrigada pela
excelente recepção e acompanhamento. Foi um dia inesquecível. Gostámos
muito.

Na velocidade da inspiração deixei para trás a pontuação
no livro de visitas. Urge, pois, colocar os devidos pontos:

Que
grande alegria eu tenho,
Em visitar o Bom Museu.
Já não é só o
"desenho",
É tudo o que outrora deu
E hoje, também, me
dá...
O sorriso que deixo cá!

Isto quer dizer que eu já
tinha ouvido falar do Museu e do bom vinho da Casa Brum mas só agora
tive a oportunidade (propositada) de visitar, devido a este excelente
blog que reporta e comenta muitos acontecimentos sobre a matéria. Bagos d'Uva é, sem dúvida, um blog que merece destaque.

Parabéns e, mais uma vez, obrigada à família Brum pela forma cordial e amistosa com que trata os seus visitantes.

Deixo, então, a versão do dia seguinte:

Que grande alegria eu tive,
Em visitar o Bom Museu.
Já não é só o "desenho",
É tudo o que outrora deu
E ontem, também, fui lá:
Sorrisos mantenho cá!

Abraço
Rosa Silva
("Azoriana")