Não pensem que estou distraída...

Quando a terra treme,
seja lá onde for, é sempre um tormento para a população e não só.
"Hoje meu, amanhã teu" é o ditado muito antigo e não se pode fugir a
ele, nem aos sismos que, de vez em quando, nos apoquentam.

Não
pensem que estou distraída do que aconteceu no «país da bota» que já matou muitos, feriu muitos
mais e desalojou ainda mais... Não, não estou distraída... Estou
apática. Geralmente é o que me acontece quando sei destes horríveis
tremores de terra. Quando foi o nosso (nossos) sismo(s) fiquei apática
e muito medrosa... O medo toma conta de mim de tal forma que perco a
noção de tudo. Hoje estou como que pressentindo algo menos bom. Se
prestarmos atenção, nossas ilhas tremem, quer se sinta ou não, mesmo
assim, ainda cá estamos, confiantes na misericórdia de
Deus.

Basta olharmos para as nossas construções e monumentos
para ficarmos cientes de que por cá também há tremores: são os
Impérios do Divino Espírito Santo, são as Igrejas (uma, ou mais, por
freguesia), ermidas e são as chaminés de "mãos postas" que ainda se
mantém em muitas das nossas casas tradicionais.

Tudo nos leva
a CRER na misericórdia de Deus, mas é sobretudo numa altura como esta,
quando a terra treme forte que corremos para a beira de Deus, porque
nos outros dias apenas pensamos n'Ele.

Estamos na Semana Santa,
de acordo com o calendário litúrgico, e Jesus vem outra vez
mostrar o seu sofrimento por nós e nós temos medo de sofrer... Que
Jesus tenha compaixão do sofrimento de quem, neste momento, está a
passar por grandes tormentos.

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