Em Maio de 2004 houve, na casa dos meus falecidos pais, um altar ao Divino Espírito Santo que vinha sendo iluminado desde o ano anterior. Minha mãe era ainda viva e faleceu sete meses antes, mas quis que houvesse o Pezinho da Briança, porque ela adorava cantorias e também a Filarmónica.
Recentemente já ouvi dizer que a minha mãe era uma acérrima bairrista mas eu digo que ela era fruto da educação que recebeu à risca, tal como eu. A diferença entre mim e ela prende-se com o facto de eu ter saído de casa e corrido outros ares e ter feito coisas que ela jamais faria.
Hoje, passados cinco anos, há um altar ao Divino Espírito Santo na mesma casa, que outra família que lá reside leva para o Santuário de Nossa Senhora dos Milagres para coroar, acompanhada pela Filarmónica que tem dois netos e outros familiares da minha mãe.
Eu estou longe do evento mas o coração e o pensamento abalam-me a emoção. Soube disso ontem quando avistei a bandeira ao portão aquando da minha passagem para ir ver e ouvir os "Fala Quem Sabe".
Porque será que depois de tanto rir, ontem à noite, hoje estou com a lágrima no olho?
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A vida as vezes e mesmo assim, amiga... Uma sucessão de acontecimentos, ora alegres, ora tristes... E nos no meio da tempestade, ao sabor do vento e da mare!
ResponderEliminarBj grande da Jo
Olhe minha amiga, A vida é muitas vezes madrasta, e nós nem sabemos porquê, e outras vezes até sabemos. Quantas vezes somos apanhados entre dois fogos sem termos acendido nenhum deles? São coisas do destino. Também o nosso estado de espírito se altera em muito menos de uma noite. Quantas vezes um klik , é o detonador para uma catástrofe. Não vale a pena determo-nos muito tempo a pensar no passado, é mais importante pensar no futuro. Um grande abraço. Eduardo.
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