COISA QUE ARRANHA, ESPINHO QUE
PERFURA
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Por Renã Leite
Pontes
Coisa que arranha, espinho que
perfura,
ventre protuso, dos mentais incestos,
réprobo riso,
ais que seguem os gestos
perseguidores de uma criatura.
Boca aviltante,
falta de ternura...
pavões da malta, mas que imanifestos,
têm sangue
dos anfíbios... desonestos!
movem moinhos... rosa não verdura!
Rabisco no papel a
panacéia,
no desespero desta minha idéia,
irracionais esqueço que
amiúde...
Suplico, com urgência, à mãe da Morte,
que não me
furte deste nobre sorte:
vença as maldades que vencer não
pude!
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Leia-se, também, a sua "Autobiografia" em
"Cânticos do
Acre".
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Para Renã Pontes
Acre - Brasil
Que a
brisa deste dia,
Me responda docemente,
P'ra lhe dar grande
alegria
Neste mote repetente.
É tão doce a madrugada
Das
palavras que me dão.
Sinto, em força, desenhada
Uma enorme
gratidão.
E no silêncio cantante
Que cada verso
transmite
Que chegue a si, tão distante,
Muito à laia de
convite.
Convite de amizade
Que se ata entre
terras:
Entre o campo e a cidade
Entre os vales e as
serras.
Entre o Acre, do Brasil,
E a bela ilha
Terceira...
Vai-se cantando, a perfil,
E nas cores da
Bandeira.
São seus Cânticos felizes,
Bordados de Poesia,
Coroados p'las
matrizes
Da sua filosofia.
Quanto Amor navega
então,
Quando se cria o Canto?!
E na resposta à
questão
Nascerá novo encanto.
Não meça minha ovação,
Na
oferta desta hora:
O que vem de coração
Medido está sem
demora.
Rosa Silva ("Azoriana")
Olá amiga Rosa fogo. Sempre o seu selo de poeta com amor e carinho, que é tão predilecto dos poetas. Li tudo atentamente, e o que se me oferece dizer, é que A rosafogo, é um fogo em constante combustão. Amei, adorei e adicionei, aos meus favoritos. Um beijinho de um amigo Eduardo.
ResponderEliminarPeço desculpa, venho corrigir: Rosa fogo, Para Rosa Silva. Peço o meu perdão. com toda a humildade. Eduardo.
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