Katharine está atenta
A tudo o que vai na praça
Só não sei porque não tenta
Revelar a sua graça
Num blog que bem aguenta
E recolhe o que se traça.
O SAPO é bom amigo
Para urdir a tal ideia
O meu blog é já antigo
E com ele se passeia
Nem sequer me deu castigo
Por falar de cousa alheia.
A diferença de horário
Se projecta entre nós
Mas o mesmo calendário
Leva o que dita a voz
E se fixa no diário
Que nos segue bem veloz.
Quem escreve por vontade
Não teme qualquer desfeita
E p'ra dizer a verdade
Sai-se sempre satisfeita
Por centrar na amizade
O artigo que já espreita.
Nesta nossa ilha Terceira
Que parece uma flor
Faço rimas de maneira
A divulgar com fulgor
O que tenho à minha beira
Seja lá a hora que for.
Obrigada por me leres
E citares meus escritos;
Faz um blog com poderes
Olhando a manuscritos
Com direitos e deveres
Mantendo sempre aos créditos.
Rosa Silva ("Azoriana")
Etiquetas
Bom fim-de-semana...
O Abraço das Ganadarias
Agricultura e
Florestas
E Desenvolvimento Agrário
Agraciaram para as
Festas
Um bonito calendário.
Apresentam as Ganadarias
Que
reinam na ilha Terceira;
Para os meses e seus dias
Cada um tem
fita ordeira.
Julho de dois mil e nove
É o mês do
"Tio Humberto"
Que com os seus toiros move
Os de longe
e os de perto.
Reside nas Cinco Ribeiras,
É da Ribeira das
Cinco
E de todas as maneiras
Merece bem nosso afinco.
Tem
marca no coração
Do seu toiro mais falado
Que
causou consternação
Ao povo aficionado.
Agora peço o
ABRAÇO
A qualquer GANADARIA:
Onze tem seu ferro e laço
Na
divisa que a guia!
Branco, verde, azul, lilás,
Castanho,
preto, vermelho,
Roxo, amarelo, lindo cartaz,
Das ganadarias
espelho.
Viva a nossa Festa Brava
E quem bem a
representa
E mais abraços eu dava
A quem nela se
aguenta.
Ilha Terceira e Taurina
Que canta festas a eito:
Tem graça e luz
divina
E touradas a preceito.
O toiro na corda ou
praça
Traz o ferro da bravura
E a divisa que lhe passa
Mostra
a cor da assinatura.
Eu já vi muita tourada
Ao vivo e em
reportagem
E muita é recordada
Na beleza de uma
imagem.
Há imagens de artistas
Que grassam p'la
blogosfera;
Vivam todos os bloguistas
Que preservam tal
quimera.
As touradas da Terceira
Dão a volta
às freguesias
Sempre ouvi a vida inteira
Louvar suas
cortesias.
E louvo agora também
Os donos e
familiares
Pelo trabalho que tem
No mato e nos seus
lares.
Louvo Capinhas e Forcados,
Louvo quem ama a
Tourada;
E louvo os Toiros nos prados
E os Pastores na
estrada.
Viva, viva a Nossa Gente,
Que desde o berço
conquista
Um amor assim ardente
P'lo toiro que cedo
avista.
Rosa Silva ("Azoriana")
Calendário de
Ganadarias Terceirenses registadas na
Associação Regional de
Criadores da Tourada à Corda / Associação dos Ganadeiros /
Associação da Festa Brava Açoriana:
Francisco
Sousa (Cadelinha) - Janeiro - Freguesia de São Bento;
Rego Botelho
- Fevereiro - Caminho do Meio de São Carlos;
Casa Agrícola José
Albino Fernandes - Março - Caminho do Meio de São Carlos (ver aqui e
aqui.);
Manuel da Rocha
Gaspar (João Quinteiro) - Abril - Ribeirinha;
Herdºs Ezequiel
Rodrigues - Maio - São Bartolomeu de Regatos;
Eliseu Gomes -
Junho - Freguesia da Conceição (ver aqui);
Humberto
Filipe - Julho - Freguesia das Cinco Ribeiras (ver aqui);
Duarte Pires -
Agosto - Freguesia dos Biscoitos;
Irmãos Toste
- Setembro - Cabo da Praia;
Gabriel
Ourique - Outubro - Freguesia do Posto Santo;
Manuel João
Rocha - Novembro - Serra da Ribeirinha.
Novidades para breve
Não me canso de ouvir
Uma canção já gravada
Que me pôs logo a sorrir
Como o sol da madrugada.
O Amigo da Terceira
Victor Santos dá-lhe voz
E a melodia certeira
Para cantar para nós.
Olé, olé, Bravo Taurino!
Dedicada letra amiga
Para a Casa do Albino
Que é mote da cantiga.
E muito honrada me sinto
Por mais uma edição
E por isso já eu sinto
Uma enorme emoção.
Rosa Silva ("Azoriana")
Parte V - Casos isolados ou não: "Hoje apetece-me criticar..."
Quem está atento ao
que escrevo já percebeu que gosto de elogiar pessoas, coisas e a
natureza, sempre que algo me atrai o olhar. Ao contrário do que é
habitual hoje não me apetece elogiar mas sim criticar. Isto porque o
meu sistema nervoso está ao rubro. E porquê? Já respondo porque tenho
de tomar fôlego... E ando às voltas com o título do
artigo.
Para o título deste artigo tenho várias hipóteses:
"A crise financeira"; "A banca leva-nos uma parte da
parte"; "Despesas de manutenção a quanto obrigam?";
"Cartão de crédito para quê?"; "Endividamento
total"; "Laços a dinheiro"; "Crise vs
Desespero"; "Deixei de comer por mais não ter";
"Euros estão pela hora da morte"; "Não vi o cartão de
crédito mas tive que o pagar"; etc.
Agora vamos ao texto
que explica a razão do meu sistema nervoso estar ao rubro:
Aqui
há tempos fui induzida a aceitar alguns serviços que uma determinada
Caixa me "oferecia" a troco de me baixar a prestação mensal.
Cartões e mais cartões que apenas tiveram um dia de análise.
Rejeitei-os todos e nem sequer pretendo usufruir deles.
Ontem,
recebi uma carta que me avisava de que me irá ser descontada uma
quantia pelo CARTÃO DE CRÉDITO???? Qual cartão de crédito? Que bodega
é esta? Eu fui pessoalmente cancelar tais "maravilhas" e
voltam-me a aparecer? Não podia acreditar no que estava recebendo. Nem
sequer estou em posse desse cartão nem o vi. O que fazer? Contactei os
ditos e vi-me obrigada a ir pessoalmente resolver esta questão.
Cancelei novamente o finório cartão mas não me livro de me ser
descontado a quantia que já havia sido estipulada para ser descontada
brevemente ao meu saldo (que tive que ir preencher pois nem chegava
para essa operação).
Digam-me lá, senhores e senhoras, se isto
é justo para uma mulher que pena bastante para passar um mês e que nem
lhe sobra um cêntimo para poupança?
Por favor, alguém faça
alguma coisa para que estas coisas não nos surpreendam e para que as
DESPESAS DE MANUTENÇÃO do pouco dinheiro que temos na banca não nos
levem à falência. Ou estão todos felizes e contentes com os cartões de
crédito, que são pura ilusão... Estou deveras desgostosa mas vistas
bem as coisas dependo da "bondade" da banca para
sobreviver...
Imagem de Rui Matos: Ponta do Queimado - Serreta
É ali que ele repousa
O Queimado estendido
E quando o sol lhe pousa
Fica negro ao comprido.
A simbologia é tida
Na simbiose da luz
O Queimado jaz sem vida
Mas a todos ele seduz.
É a «Ponta do Queimado»
Nome que é conhecido
Eu o vejo ali deitado
Com o bico adormecido.
A beleza estonteante
Que cativa nosso olhar
É esse traço marcante
Dum bico a repousar.
Rosa Silva ("Azoriana")
Parabéns ao autor da imagem, Rui Matos, in «Olhares - Fotografia Online».
Artigo alusivo à imagem de Rui Matos. Mata da Serreta
No império de ramos
A bela encruzilhada
Parece até que estamos
Sob cobertura dourada.
As árvores grassam de pé
Das fundações serretenses
Uma imensidão à ré
Dum terço dos seus pertences.
Canta a alma quando passa
Canta o céu lá nas alturas
Canta o mar que se abraça
A um tecto de venturas.
E canto eu encantada
A minha terra natal
Que se vê cedo beijada
P'la ternura matinal.
E a tarde quando cai
No coração dessa Mata
Doura tudo e sobressai
A saudade que nos ata.
A Serreta ao natural
É centro de atenções
Quem passa pelo local
Tem maiores emoções.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Parabéns ao autor da imagem, Rui Matos, in «Olhares - Fotografia Online».
Ao poeta Euclides Cavaco com o brilho dos «Sonhos»
Peço perdão p'la
ausência
Duma féria duração
E também a paciência
Foge e
leva-me pela mão.
Aos poucos vou retomando
A escrita que me
alisa
E coloca vez em quando
Na onda que em mim
desliza.
Uma onda repentista
Que me ronda as ideias
E
também por ser bloguista
Ando em paredes meias
Com o que vejo no
ar
E me inspira tão somente
O sonho de elogiar
O amigo, poeta
crente.
Perante "Sonhos" dos seus,
Versos com
categoria,
Alerta para que os meus
Tenham uma grande
alegria.
E desejo que amiúde
Deus lhe dê felicidade
E junto
da paz e saúde
Sonhos sejam realidade.
Não sei que me deu
agora
P'ra seguir nesta cantiga
Há muito que me devora
Este
dom que me fustiga.
Sonho que estou a cantar
Ao lado do meu
amigo
Um poeta a brilhar
E sorrindo ao que lhe
digo.
Abraço
Rosa Maria Silva ("Azoriana")
Recordatória serretense
2009.Julho.27
Amanheceu.
Pé ante pé
lá vou eu.
A cabeça não quer mas a mente empurra-a e tem de ser.
Tem de seguir-se o ritual do novo dia.
Na lembrança ficam os
momentos da véspera. Uma festa na harmonia do ambiente verde tocado
pelo azul e pelas gentes.
O Sol pisca-me com seus raios e
aquece-me. Tinha frio. Já me habituei a este meu frio. Vou aquecendo
devagar.
O dia desponta recortando horizontes de luz e cor. A ilha
está calma e bela.
A paisagem transparece radiosa com o Monte
Brasil refastelado na ponta da terra.
O mar parece uma estrada de
água pura parada.
À minha ideia chegam os meus pais, a
minha avó, o meu passado. É a saudade do que já não consigo ser...
Jovem!
Estou precisamente na véspera do dia que se comemorariam os
quarenta e nove anos (para o ano seriam as Bodas de Ouro) que meus
pais uniram suas vidas (28.Julho.1960) e, que agora, estão unidas fora
do mundo dos vivos.
Quedo-me na solidão deste pensamento e deixo-me
ficar queda.
Quão feliz fui naquele dia (28.Julho.1985) e hoje,
véspera do dia, sou feliz noutra via, quem diria?!
Não faço a minha
comemoração mas pensarei na deles. Sofreram demasiado e não deu tempo
de festejar uma data inigualável. Eu também não. Já tive pena, agora
não. As festas só valem quando o coração as acompanha.
Ontem meu
coração acompanhou a festa (26.Julho.2009) que se fez na Mata da Serreta. Sinto que eles adoraram tal como eu.
A Casa do Romeiro estava requalificada para nos receber e a festa aconteceu tal como eu a imaginei.
A entrada em cores arrojadas. As bandeiras formavam o ponto de honra no interior. O cheiro a novo presenteava-nos com uma linda mesa e uma lareira bordando a parede coroada por um tecto trabalhado a rigor. No lado esquerdo da grande sala o projectar de slides regionais. Seguiam-se os compartimentos de lembranças de outrora: a cozinha à moda antiga tradicional com pormenores (forno a lenha e grelhador coberto) que nos fazem vir à tona momentos que jamais voltarão mas que podem ser relembrados. A casa de banho que é a novidade e um exterior de frescura, trajado pelas árvores que se mantém de pé, rodeando um recinto aprimorado e renovado pelas acções de beneficiação levadas a cabo pelo Governo Regional - Secretaria da Agricultura e Florestas - Direcção Regional dos Recursos Florestais - Serviço Florestal da Ilha Terceira.
Acredito piamente que a alma dos que cá já não estão e que gostavam da Casa do Romeiro está feliz, na outra dimensão. Talvez se tenha feito a vontade do meu primo Daniel que queria tanto aquela Casa restaurada para os Franciscanos de agora. Servirá para estes e para toda a população que ali queira passar momentos da recordatória serretense.
Pode-se dizer com toda a pompa que a Mata da Serreta, composta por uma zona de piquenique, uma casa de abrigo, um parque infantil, instalações sanitárias, um Chafariz (em pedra trabalhada, transladado para o local proveniente da freguesia do Posto Santo) e a Casa do Romeiro, é uma das Reservas Florestais de Recreio da Ilha Terceira que maior alegria me dá. As outras são: A Lagoa das Patas, o Viveiro da Falca e o Monte Brasil, no concelho de Angra do
Heroísmo.
Outra oferta à Chica Ilhéu
À neta Maria
Na
relva a brincar
Vi uma estrelinha
Deixei-me ficar
Porque ela
é rainha.
Tinha muito encanto
Com aves em torno
O sossego
é tanto
E o campo é morno.
Maria brincava
Perto da
Lagoa
Sua avó estava
Ali em pessoa.
Ela é tão
parecida
Com sua avó Chica
É boneca tecida
E que bem lhe
fica.
Rosa Silva ("Azoriana")
Dia da Freguesia da Serreta 2009
O Governo Regional, bem como a Câmara Municipal, Junta de Freguesia e população serretense, convidados, amigos e emigrantes rechearam o convívio na Mata da Serreta que fica marcado com a inauguração da requalificação da Casa do Romeiro, que valorizou muito esta reserva florestal de recreio e lazer que muito orgulha os residentes.
Da minha parte, agradeço o convite para estar presente na festa que apela ao coração. Desejo que preservem estes momentos que nos unem e traduzem o melhor que há em nós: a amizade e o bom ambiente que comunga o azul do céu e o verde da paisagem.
Bem-hajam!
Rosa Silva ("Azoriana")
Relíquias do Pezinho 2009 nas Festas do Império dos Inocentes da Guarita
Vejam só como estava feliz junto dos grandes cantadores ao desafio da nossa querida ilha Terceira, ontem (23/07/2009), no percurso do Pezinho das Festas supra citadas.
Foi graças ao amigo Fernando Alvarino que obtive estas relíquias que ilustram a figura que vedes em grande plano e de perfil.
Muito obrigada ao "fotógrafo", amigo do improviso e um grande poeta terceirense.
Rosa Silva ("Azoriana")
Recebido por e-mail: IMPORTANTE - Sobre a Gripe A
GRIPE A (H1N1)
PERGUNTAS E
RESPOSTAS:
|
PERGUNTA |
RESPOSTA |
1.- |
Quanto tempo dura vivo o |
Até 10 horas. |
2. - |
É útil o álcool em gel |
Torna o vírus inactivo e |
3.- |
Qual é a forma de |
A via aérea não é a mais |
4.- |
É fácil contagiar-se em |
Não, é um meio pouco propício |
5.- |
Como posso evitar |
Não passar as mãos no rosto, |
6.- |
Qual é o período de |
Em média de 5 a 7 dias e os |
7.- |
Quando se deve começar a |
Dentro das 72 horas os |
8.- |
De que forma o vírus |
Por contacto ao dar a mão ou |
9.- |
O vírus é |
Não, o que ocasiona a morte é a |
10.- |
Que riscos têm os |
Podem ser portadores e formar |
11.- |
A água de tanques ou |
Não porque contém químicos e |
12.- |
O que faz o vírus quando |
Uma série de reacções como |
13.- |
Quando se inicia o |
Desde que se tem o vírus, antes |
14.- |
Qual é a probabilidade |
De 0%, porque fica-se imune ao |
15.- |
Onde encontra-se o vírus |
Quando uma pessoa portadora |
17.- |
O vírus ataca mais às |
Sim, são pacientes mais |
18.- |
Qual é a população que |
De 20 a 50 anos de |
19.- |
É útil a máscara para |
Existem alguns de maior |
20.- |
Posso fazer exercício ao |
Sim, o vírus não anda no ar nem |
21.- |
Serve para algo tomar | Não serve para nada para |
22.- |
Quem está a salvo desta |
A salvo não esta ninguém, o que |
23.- |
O vírus se |
Não, o vírus não tem nem patas |
24.- |
As mascotes contagiam o | Este vírus não, provavelmente |
25.- |
Se vou ao velório de |
Não. |
26.- |
Qual é o risco das |
As mulheres grávidas têm o |
27.- |
O feto pode ter lesões |
Não sabemos que estragos possa |
28.- |
Posso tomar ácido |
Não é recomendável, pode |
29.- |
Serve para algo tomar |
Não serve para |
30.- |
As pessoas com SIDA, |
SIM. |
31.- |
Uma gripe convencional |
NÃO. |
32.- |
O que mata o |
O sol, mais de 5 dias no |
33.- |
O que fazem nos |
O isolamento. |
34.- |
O álcool em gel é |
SIM, muito |
35.- |
Se estou vacinado contra |
Não serve para nada, ainda não |
36.- |
Este vírus está sob |
Não totalmente, mas estão |
37.- |
O que significa passar |
A fase 4 não faz as coisas |
38.- |
Aquele que se infectou |
SIM. |
39.- |
As crianças com tosse e |
É pouco provável, pois as |
40.- |
Medidas que as pessoas |
Lavar as mãos muitas vezes ao |
41.- |
Posso me contagiar ao ar |
Se há pessoas infectadas e que |
42.- |
Pode-se comer carne de |
SIM pode e não há nenhum risco |
43.- |
Qual é o factor |
Ainda que se controle a |
A propósito de um poema de Eduardo Gonçalves "Fisga", "Planeta-Sol"
Caro amigo Eduardo Gonçalves
A ternura seja
feita
Em molduras como esta
Porque tudo o que espreita
Aos poucos
se manifesta.
Há muita surpresa e dor
E também muitas
desgraças
Para semear o amor
Muita mais ternura passas.
A
ternura já se vê
Pelas ruas da amargura
E hoje não sei porquê
Quis
tê-la com mais fartura.
Venham abraços aos molhos
De encontro ao
coração
E no sorriso dos olhos
Nasça a luz de um
refrão.
Ternura, bela ternura,
Não te vejas como um fardo,
Tira
toda a desventura
E dá ao amigo Eduardo
A prova que há
ventura
Nestas rimas em que ardo.
Ternura rima com paz
Amor e
muita amizade
E no virtual se faz
Tom amigo de verdade
E cada verso
nos traz
O que fica p'ra mais tarde.
Um abraço de
ternura!
Rosa Silva ("Azoriana")
Ao Anjo da Guarita (no topo do Império do Divino Mistério)
Cumprimento a gente
nova
E todos que estão ao lado
Agora fico à prova
Do mote do
"Retornado".
Vim hoje com muito agrado
Assistir à
cantoria...
"Convidou-me o Retornado"
Dando-me muita
alegria.
Estas quadras ensaiava
No percurso do Pezinho:
E já
por dentro cantava
Em quase todo o caminho.
Mas não chegou o
momento
De fazer a minha estreia
Porque aquele evento
Já tinha a
casa cheia.
Dois a dois os cantadores,
Fizerem um
brilharete
Junto às palmas e louvores
Seguia sempre um
foguete.
A Ceia dos Criadores,
Do Império da Guarita
Reuniu os
cantadores
Numa fila tão bonita.
Terminou com Desgarrada
Virada
para os "Macacos"
E no meio da "bicharada"
Notei
sorrisos velhacos.
O Pezinho porta a porta
Deu lugar à
Cantoria
E meu coração transporta
O brilho dessa
euforia.
"Retornado" e "Santa Maria",
São já
nossos conhecidos:
Abriram a Cantoria
Com seus versos
destemidos.
As pegadas lhes seguiram
Mota e neto do Caneta,
E
com seus versos sorriram
Os que estavam na banqueta.
Marcelo foi
meu vizinho
Quando morava na Serreta:
Ele é filho do Raminho
Que
deu berço ao Caneta.
É alegre seu cantar
E segue a
tradição
Traz a raiz do rimar
E a semente da canção.
E pela
primeira vez
Com ele eu fui falar
No meu coração talvez
Ouvi a
emoção cantar.
Falei com o mariense,
Carlos, homónimo de
pai,
Que fez esta terceirense
E da mente não me sai.
Hélder e o
Eliseu
Já no fim do bom festejo
Fontinhas e S. Bartolomeu
Cantaram
com outro ensejo.
Até uma ambulância
Chamada por boa causa
Fez
regar a importância
Duma quadra que não pausa.
Para estes
cantadores
Qualquer coisa que se mova
Com saúde ou com dores
Alegre
ou que comova
Leva com os seus valores
E quem ouve também
louva.
E no rasgar da manhã,
Com um restinho de gente
Que se
sabe já ser fã
Deste cantar repetente
Permanecia forte e sã
A
Guarita reluzente.
Uma Festa ao Divino
Não tem hora nem
medida
Chama o velho e o menino
E a todos dá guarida
Não se sabe é
o destino
Da Cantoria querida.
Louvo Anita e Miguel
E toda a
Comissão
Que tiveram um papel
De alta consideração
Pelo povo que é
fiel
A toda esta tradição.
Seus trabalhos redobrados
Pela
presença faustosa
De amigos e convidados
Para a ceia tão
formosa
Deviam ficar marcados
P'ra nova festa bondosa.
Rosa
Silva ("Azoriana")
Parte IV - Casos isolados ou não: "Absentismo extraordinário e forçado"
O que vão ler a
seguir é exclusivamente uma opinião pessoal, portanto, não é nada
oficial. Escrevo um pensamento que me absorve ultimamente a mente,
porque a minha família depende de mim, não tendo outro meio de
subsistência a não ser o meu vencimento.
Então, deixem-me
"falar" o que sinto:
A pandemia por si só já é um
termo aterrador e levanta várias questões sobretudo a quem trabalha e
deixa de poder fazê-lo. A "salvação" é prioritária mas urge
legislar, com urgência, o «absentismo extraordinário e forçado» pela
Gripe A.
Quem vive exclusivamente do seu vencimento mensal e
tem encargos fixos (prestação da casa, luz, água, despesas com a
sobrevivência diária) e tem de se ausentar obrigatoriamente do
trabalho para não contagiar outros ou para se tratar dessa doença que,
infelizmente, vai contagiando o mundo, não lhe devia ser descontado
qualquer valor.
Quem for vacinado estará, em parte, prevenido
mas quem não for e se vir atacado por esse vírus maligno, não poderá
conviver com os demais, e forçosamente terá de se ausentar da
actividade laboral. É urgente que a informação que vai para o ar nos
meios de comunicação social não causem alarme mas transmitem o que de
bom se está a preparar efectivamente. Anunciar que há mais este ou
aquele caso, na minha opinião, é meio caminho andado para o alarme. Há
que informar, principalmente, o que se está a fazer para acudir à
população?
Na minha opinião, os jovens a partir dos dezoitos
anos (e a demais população activa e que não tem emprego) deviam ser
recrutados para se formar um Gabinete de Apoio à População
Enferma - GAPE, para socorrerem os agregados familiares em
"quarentena" doméstica. Este Gabinete recebia e dava toda a
espécie de auxílio sobretudo para abastecimento de produtos
alimentares, higiénicos e farmacêuticos. Teriam transportes adequados
com protecção especial e estes trabalhadores
"extraordinários" devidamente equipados.
Há que agir
rápido porque isto não é «um caso isolado». É um caso que afecta quem
quer que seja. Não devemos remediar mas sim Programar com a máxima
urgência, uma vez que o remédio não dá para toda a gente.
Se os
Hospitais não tem meios de internar toda a gente que se faça dele um
centro auxiliar do Gabinete de Apoio à População Enferma. Será
que já se pensou nisto e eu não estou a dar qualquer novidade? Não
costumo ouvir noticiários porque as notícias causam-me stress e o
stress mata tal como tantas outras doenças que perante uma pandemia
ficam para segundo plano. Essas outras doenças continuam a matar mas a
Gripe A é que está ao rubro.
As festas continuam, as gentes
estão aparentemente calmas (ou preferem pensar que talvez não seja
tanto ruim assim) mas algo me diz que desta vez a calmaria é anúncio
de tempestade.
Que o Divino Espírito Santo seja sempre a nossa
companhia, quer de noite quer de dia! Se não se podem fazer procissões
que se façam reflexões interiores.
Por fim, quero pedir a todos
que me conhecem e aos que me lêem por esta via, perdão por algo que eu
vos tenha ferido. Juro-vos que tenho pena se algo acontecer a quem
quer que seja da minha convivência e tenho pena de... Ou quem sabe é
muito melhor o silêncio profundo?! Dúvidas todos temos, uns mais
outros menos... Tenho pena... Muita pena... Não consigo escrever mais
o que me vai na alma...
Rosa Silva
("Azoriana")
26 de Julho - Dia da Freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo
À semelhança do ano transacto, a freguesia da Serreta leva a
efeito a comemoração do seu dia, que coincide com o último Domingo de
Julho.
É com muita satisfação que recebi o convite para estar,
de novo, presente neste convívio dos amigos da Serreta sempre animado
pela Filarmónica Recreio Serretense, da qual fazem parte alguns
familiares e o meu filho mais novo, o "Pipoca".
O Pipoca cada
vez mais está entusiasmado com a sua participação nas musicalidades e
até já se inscreveu para ser trompista. A trompa é, na actualidade, o
seu instrumento de eleição. Assim, os laços com a Serreta continuam
fortes e com alma de músico.
Desejo, sinceramente, que os
festejos sejam um sucesso e dou os parabéns ao Presidente da Junta de
Freguesia, familiares e demais colaboradores. À população da Serreta
um abraço especial.
Rosa Silva ("Azoriana")
Festas da Guarita 2009 - Angra do Heroísmo
O blog «Porto das Pipas», de Miguel Azevedo,
um dos membros da Comissão das Festas do Império dos Inocentes da
Guarita - 2009, dá-nos conta do que se irá passar ao longo dos
dias da festividade religiosa e/ou profana.
Rezar o Terço é
sempre o motivo principal de arranque das Festas.
Hoje (23/07)
terá lugar o Pezinho, a Ceia dos Criadores e
Cantoria animada pelos sempre bem-vindos cantadores ilhéus -
António Mota, José Eliseu, Retornado, Marcelo Dias, Hélder Pereira e
Carlos (Santa Maria).
O resto do programa pode ler-se seguindo
o link no cartaz supra, da autoria de Ricardo Laureano.
Votos
de Bons Festejos, em prol da caridade e partilha, na pitoresca Rua da
Guarita, da mui nobre cidade de Angra do Heroísmo, ilha Terceira,
Açores.
Dedicatória à Poeta Porque Deus Quer
Olá Maria!
Tardei mas enfim
cheguei
Na dobra de uma tarde
E do pouco que espreitei
Vejo
que a lira te arde.
Continuas a Poeta
A amiga
intemporal
Renovaste a tua meta
Do soneto
original.
Tiveste a felicidade
Dum livro ser editado
Para
dizeres com verdade:
Tenho o sonho realizado!
É bonito ser
assim,
A vida tem outra graça;
Não é bom que seja o fim
A
plantar o que se traça.
Nesse traçado de linhas
Com tudo o
que Deus quer...
Lê um sorriso nas minhas
Para ti, grande
mulher!
Tens a lira como palma,
Tens o verso
maravilha,
Tens tudo o que vem da alma
E te canto em
redondilha.
Em suave colorido
Do anil azul dos
Céus
Brilham versos com sentido
Dos lindos poemas
teus.
Adeus que me vou dali
Na esperança de voltar:
Tudo
de bom para ti
Que brilhas nesse altar.
Rosa Silva
("Azoriana")
"Serra pequenina", por Félix Rodrigues
Praticamente toda a gente que bloga (ou não) sabe que tenho (e sempre tive) um especial carinho pela freguesia natal - a Serreta. Engendrei uma página para ela e sempre que a inspiração solta um ar de sua graça, lá estou eu a rimar ou a prosar sobre a freguesia cuja população tende a decrescer. Mesmo que ausente dela há mais de vinte anos (porque resido na presente data no lugar de São Carlos), continuo atenta a tudo o que se diz, comenta ou produz sob o termo "Serreta", que quer dizer "Serra pequenina".
Precisamente hoje, 22 de Julho 2009, deparei com um poema que a canta melodiosamente. O seu autor é conhecido, é um amigo simpático, é detentor de um blog que não tem nada de «Desambientado» mas assim o intitula, é criador de belíssimos poemas, etc. Encantei-me com a surpresa. Peço licença para o publicar no meu blog e espero que o seu autor fique feliz:
E o concorrente até teve direito a umas quadras...
Além a prova provada
Do eco televisivo
Fui ver e não tarda nada
Que voltar é bom motivo.
"Jogo Duplo" com bloguista
Confirma a realidade
Que esta arte conquista
Alguma publicidade.
Dos Açores para o mundo
E também pró "Jardineiro"
Um sorriso bem do fundo
Neste verso mensageiro.
E se da rima não gosta
Tenho pena a valer
A mim deixa bem disposta...
Adeus até mais ver.
Rosa Silva
("Azoriana")
Para a amiga Chica Ilhéu (2)
Joana e Leonor
De mão dada pela rua
Duas irmãs com beleza,
E o nosso olhar acentua
Um sorriso de certeza.
São como o Sol e a Lua
Alegrando a natureza
Maior alegria a tua
Por toda essa riqueza.
Uma avó é mais feliz
Com as netas a seu lado
Lembrando a sua raiz.
Joana e Leonor
São um hino coroado
Pelos laços do amor.
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Desenho sonetos
Para a amiga Chica Ilhéu
A tua neta
É uma flor, em botão,
Olhar sereno de anil,
Uma graça na estação
Quer de frente ou de perfil.
É um doce de criança,
Uma estrela matinal
Que retemos na lembrança
Com seu ar angelical.
Menina de tons dourados,
Pura rosa, sem espinhos,
De cabelos ondulados.
Menina a despontar
Atraindo mil carinhos...
Leonor, luz de encantar!
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Desenho sonetos
Parte III - Casos isolados ou não: "Dou o meu aval"
Ano 2004. Mês Novembro. Véspera de São Martinho. Um dia diferente para dois indivíduos que se diziam amigos: um interesseiro e outro de mãos largas.
Nota: Para não ferir ninguém opto por identificar o interesseiro como "Mister T" e o mãos largas como "Mister O". Passo agora ao enredo:
O Mister T tornara-se amigo do Mister O e passavam algum tempo a conversar sobre suas vidas. Vez por outra iam divertir-se e bebiam umas frescas pela noite dentro.
A certa altura, o Mister T percebeu que o Mister O era de bom coração e sensível a quem lhe pedia ajuda. Assim foi, o Mister T resolveu pedir ajuda para um crédito pessoal e o Mister O acedeu ao pedido, confiante que estava a proceder segundo as leis todas, não percebendo, porém, que a vida nem sempre corre da maneira que se gosta e quer.
O Mister O estava empregado e tinha poucas despesas mensais, portanto, era alvo fácil para aqueles que tinham encargos ao ponto de não se aguentar com eles e precisar de crédito.
Foram ambos ao banco e fizeram o empréstimo. O Mister O deu o seu aval e foi fiança do credor Mister T. Tudo corria às mil maravilhas, não fosse o Mister O ter ficado desempregado dali a uns tempos. Mas esse motivo não abalou a sociedade porque o Mister T era o principal credor e ainda não havia saído da terra. Mister O tratou de o avisar de que ficara sem emprego e não tinha quaisquer outros rendimentos.
Um dia qualquer, o Mister T "foge" da Região e "esconde-se" não se sabe bem onde e não dá mais notícias ao amigo. Não atende o telemóvel e ninguém sabe o paradeiro. Azar dos grandes.
Passado alguns anos, o Mister O começa a receber cartas de aviso para pagamento imediato da dívida que, entretanto, ficara em atraso.
Desesperado o Mister O tenta a todo o custo contactar o Mister T e nada. Como estava desempregado não possuia meios de continuar a "dar o seu aval" e ninguém o podia ajudar. Encontrava-se no que se costuma dizer: "um mato sem cachorro".
Entretanto viu-se obrigado a explicar à família porque motivo andava nervoso e de má cara. A família, de poucos recursos, também não o conseguia ajudar e até chegou ao ponto de lhe dar um grande "sermão", chamando a atenção para o golpe que lhe tinham pregado.
A situação, nesta data, continua sem resolução e não se prevê tenha solução imediata. Há quem aconselhe que Mister O recorra a alguma instituição solidária e exponha cuidadosamente o caso...
______________
Questão para reflexão:
Poderá alguém dar uma dica de como o Mister O possa resolver este caso isolado? Aceitam-se sugestões.
Ó sol da vida, ó luz da arte!
Às vezes dou por mim a
pensar
No que a vida tem para nos dar
No que já deu, no que se
foi,
No que, enfim, também nos dói.
Às vezes dou por mim a
louvar
O que me aparece num lugar
O que me dão, o que eu
faço,
O que eu tiro do meu regaço.
Às vezes a
espontaneidade
Faz-me abrir versos de verdade
Que nos recantos
do meu terreiro
Vou plantando como num canteiro.
Às vezes,
não muitas, é certo
Sinto a musa aqui, tão perto...
E até quando
eu vou cantar-te
Ó sol da vida, ó luz da arte?!
Rosa Silva
("Azoriana")
Agradecimentos com cheirinho a rima
A «Tribuna
Portuguesa"
Merece esta menção:
É um jornal com
beleza
Vinda da grande nação!
É um jornal de virtude,
Com
visual cativante;
Deus lhe dê muita saúde
Para o levar sempre
avante.
As luso-comunidades
Têm nele o
paradeiro:
Quinzenário de saudades
"On-line" pró mundo
inteiro.
E bem trato o Editor
E seus colaboradores
Que se
dão com tal fulgor
Às crónicas de valores.
Nossas Festas são
lembradas
No registo da quinzena
Para sempre são
içadas
Cantigas que vêm à cena.
Intercâmbio cultural
Que
reluz além fronteira:
Saudade é ponto fulcral
E se chama ilha
Terceira.
Viva a ilha e as cidades,
Viva América e
Portugal,
Vivam as Comunidades
E o povo em geral.
Me
despeço com ternura
E na rima habitual,
Um abraço, com
doçura,
Ao editor do Jornal.
Rosa Silva ("Azoriana")
Parte II - Casos isolados ou não: A tal da gripe A
A ansiedade ronda os
ilhéus e ilhoas e a população do mundo inteiro. Em particular, e tendo
em conta que é uma pergunta que se generaliza, pergunto:
No
caso da gripe me apoquentar como resolvo as compras domésticas quando
faltar os géneros alimentícios essenciais ou já nem temos disposição
para comer? E os produtos de higiene? E os fármacos para algum
achaque?
Se eu não me posso ausentar de casa para não
contaminar o próximo quem me irá socorrer? Ficando tudo de
"quarentena" num agregado familiar, há alguma forma de
auxílio nem que seja colocando sacos no lado de dentro do portão de
forma a que alguém os vá colher para o interior do recinto
contaminado?
E se eu não possuir linha telefónica nem tiver
acesso à internet e falhar a rede do telemóvel (ou não tiver saldo, ou
não tiver a bateria carregada, ou tiver avaria nesse aparelho) como
podem saber que estou numa aflição qualquer?
Será que estou a
stressar e a pensar que isto não vai acontecer? Será que estamos
preparados convenientemente para uma situação que pode não atacar os
vacinados mas os que estão à volta podem efectivamente sentir-se
inválidos?
Ainda não estou convencida que esta situação terá
salvação... Quem sobreviver terá muito que contar e agradecer a
protecção Divina... Vão fechar escolas, creches, todas as instituições
que reúnam várias pessoas fechem? Nem nas Igrejas se podem reunir para
rezar?
Acho que estou a entrar naquilo que se chama a
"pré-agonia"...
Rosa Silva
("Azoriana")
Parte I - Casos isolados ou não: "Eu quero a minha mãe!"
Julho de
2009.
Verão com uma tarde de sol risonha.
Uma
caminhada longa, sem pressas. Três pessoas, sendo duas adultas e um
jovem, seguiam despreocupadamente olhando as surpresas das ruas por
onde se avista, de frente, o mar que convida a um mergulho, não fossem
as caravelas e as águas-vivas, que nem os nadadores-salvadores
conseguem controlar porque são muitas. Pelo trajecto vêem-se casas
bonitas, animais de estimação e/ou protecção que cumprimentam os
transeuntes com algum alvoroço; flores que matizam paredes e jardins;
carros que circulam obedecendo à ordem do semáforo novo; um céu que
beija o mar no horizonte; pessoas que trabalham na via pública numa
ilha encantada; olhares que se cruzam; um barco ao longe fumegando
saudades; gente que embeleza a fachada da sua mansão com a cor
favorita, enquanto que outras moradias deixam transparecer um quase
abandono ou um enorme desleixo, porventura motivado por uma ocupação
temporária e/ou de outrem.
Já quase atingindo o destino a que
esta família se propunha de início, estancaram o passo perante um
choro insistente vindo da parte de trás de um muro baixo e sem portão.
Era uma criança esfregando nos olhos ao ponto de já estarem
avermelhados. Os cabelos tão lindos com uns caracóis que o tempo
deixara intactos. Estava numa dessas moradias descuidadas que se
olharmos bem até parece que nem mora gente. A criança, com menos de
dez anos, apenas balbuciava com soluços: "- Eu quero a minha
mãe!". Impossível seguir viagem. Aproximaram-se dele e após uma
série calma de perguntas e respostas, estas sempre nuns soluços, a
criança abandonando o choro ficava, pouco a pouco, mais tranquila.
Deram-lhe a mão e aquela mão aconchegava-se na outra que estava
perplexa.
Ficaram a saber que os pais tinham saído mas o motivo
não veio à baila e que o filho aguardava a sua volta. Como ficara
receoso viera para o portão, chorando, esfregando os olhos indefeso,
ao ponto de quem passava se aperceber que algo estranho estava
acontecendo. Impossível continuar a caminhada, sobretudo a quem é
sensível a choros...
Sem choro e levado pela mão amiga reentrou
na moradia pela porta contrária ao cão que até deu um ar de sua vigia.
No interior, uma conversa tranquila e apropriada à idade da criança
fez o milagre dela não voltar a chorar, nem vir para o exterior,
enquanto a mãe não chegasse: "- Prometes?" Ele respondeu
acenando afirmativamente com aquele lindo rostinho apaziguado e o
olhar enxuto de lágrimas e lavado conforme lhe haviam
recomendado.
Os "anjos" que ajudaram esta criança
saíram da moradia cabisbaixos e pensativos. Aguardaram ainda no lado
de fora, não fosse a criança ter novo receio e sair para o exterior.
Nada. Tudo calmo. Continuaram, então, a sua caminhada. O pensamento e
os diálogos seguintes insistiam no mesmo assunto: "- Onde
estariam os pais daquela criança?; Porque será que esta criança ficara
só numa mansão daquelas?; A televisão era a companhia com desenho
animados de um canal propício para manter as crianças sem arredar pé
de casa, mas porque com aquela não fizera grande efeito?".
Questões vinham e iam, sem resposta.
No regresso a casa, as
três pessoas escolheram passar, de novo, pela frente daquela mansão.
Pararam, olharam, escutaram. Não perceberam qualquer ruído. Tudo
calmo. Avistaram uma viatura estacionada na entrada, numa espécie de
parque de ervas daninhas. Talvez fossem os pais ou a mãe da criança
que havia voltado. Não ousaram levantar poeira ou assustar a criança.
Seguiram o seu norte mas sempre falando no mesmo (ainda hoje se
lembram de tudo).
Um dia, haviam de voltar a passar naquele
lugar para saber se o bilhete deixado num papel encontrado teria
provocado algum efeito benéfico.
Até hoje, continua no
pensamento aquela expressão agoniante: "Eu quero a minha
mãe!".
Será este um «caso isolado ou não?». Talvez não. A
diferença está no choro, na idade e na expressão repetitiva: "Eu
quero a minha mãe!".
Questões para
reflexão:
- O que fazer com as crianças menores de doze
anos, por exemplo, sozinhas em casa, filhos de famílias que não têm
meios de ter alguém a tomar conta ou colocar nalgum sítio que tenha
essa possibilidade mediante pagamento de honorários?
- Há crianças
que até são avançadas para a idade e tem esperteza suficiente para
saberem se comportar num caso de estarem sozinhas em casa... Mas e
aquelas que têm medos? O que fazer?
- E se ambos os pais trabalham
fora e não tem familiares que os ajudem nesses cuidados?
Rosa
Silva ("Azoriana")
A D. Clarisse Barata Sanches, poetisa e autor de «Cânticos da Beira»
Desculpe a pouca atenção
Que tenho dado ultimamente
Mas força da estação
Tudo foge num repente.
Já me fugiram as férias
Gozadas de uma só vez,
Foram tantas as matérias
Tratadas durante um mês.
Tenho a casa pintada,
Com ajuda extraordinária;
A cadela está bem grada
Fazendo a sua diária.
Longe do computador
E perto de sol radiante
Meu mundo era uma flor
Num lugar bem refrescante.
Desejo que estejam bem
As amigas lá do Ceira
Um abraço desta que tem
Seu coração na Terceira.
E que Deus também permita
Que nada nos aconteça
E a tal gripe maldita
Em breve desapareça.
Rosa Silva ("Azoriana")
A Germano Silva e Daniel Arruda, emigrante jorgense e terceirense respectivamente
E quem rima desse
jeito
Com perícia e honradez
Merece todo o respeito
Do
coração português.
Caro amigo emigrante
Filho da ilha tão
querida
Confirmo que é Gigante
Dos relógios duma
vida.
E meu amor pela rima
Feita de alma e coração
Vai
ganhando longa estima
Por lhe ter tanta afeição.
Viva, viva
senhor Germano
E o Arruda da Terceira
Por galgarem o
Oceano
Com brio dessa maneira.
Sou uma mera cidadã
Que
vos dá ora um abraço
E que sonha p'la manhã
Louvá-los no meu
espaço.
Minha página pessoal
Feita em ondas de
alegria
Ganha um brilho especial
Com a vossa
companhia.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Rimas que me
soltaram após umas quadras que tive conhecimento de Daniel Arruda para
Germano Silva, emigrantes (terceirense e jorgense, respectivamente)
nos Estados Unidos da América, um é um grande poeta e outro é um
magnífico criador de relógios de valor incalculável. As minhas rimas
são fracas perante estes dois artífices mas são reais e sinceras, do
fundo de um coração sensível e atento a estas maravilhas que existem,
produzidas por açorianos de raiz.
Parte 0 - Casos isolados ou não. Introdução
Olá, boa tarde. Estou
de volta com um ligeiro bronzeado nas partes visíveis, cansada
fisicamente e temperada com uns bons dias de férias... terminadas por
este ano.
O meu blogue esteve sujeito a compassos de espera e
com algumas produções repentinas consoante o sabor dos dias.
O
meu blogue, penso eu, talvez seja considerado como aquela letra da
canção que os Xutos e Pontapés bem cantam e que reza assim numa parte:
"Pensas que eu sou um caso isolado" e "Não, não sou o único", etc.
Pois é, meus amigos, nem estou isolada (embora não saiba ao exacto
quantos me lêem e compreendem, nem sou a única a blogar. Esta
blogomania já está vulgarizada e a maior parte dos meus visitantes já
prevê o estilo que irá encontrar no rolar do meu... Rimas por isto e
por aquilo, a torto e direito. Voilá! Grande descoberta,
hein!
Tenho cá para mim que, quando se morre (e não gostava
nada de ir ainda), é que há uma correria desenfreada na busca do que
quer que seja acerca do autor disto ou daquilo e aí, salvo algumas
excepções, vem o rosário de ditos com verdades e/ou mentiras acerca
disto ou daquilo.
Esta prosa toda (que não é muito habitual na
minha pessoa) vem a respeito do que me assaltou a mente, no sentido de
mudar (ou não) um pouco o estilo e intercalar, vez por outra, uns
artigos prosados com o que poderei chamar de CASOS ISOLADOS OU
NÃO.
O meu receio é se vou levantar poeira, ou melhor,
fazer alvoroço nalguma parte da ilha.
O melhor é não colocar
nomes, moradas ou qualquer peça que cause transtorno a este ou àquele
porque todos temos telhados de vidro que ao mais pequeno
calhau, salvo seja, ficamos com um buraco e tudo à mostra.
Ando
particularmente enervada com o que VEJO, OUÇO ou SINTO (visão,
audição, tacto) porque os restantes orgãos dos sentidos (PALADAR e
OLFACTO) andam pela rua da fraqueza (as comidas são praticamente as
mesmas e o cheiro anda-me a falhar há bastante tempo porque o nariz
não está para aí virado.
Portanto, tenho que tomar tino com o
que vou escrever usando os orgãos que ainda se comportam como mandam
as regras, ou quase. Veremos no que dá... Será que ainda vou ter jeito
para palestrar?! lol
Rosa Silva ("Azoriana")
Parabéns à poetisa amiga Efigénia Coutinho
É com grande alegria
Que se brinda neste dia
Efigénia Coutinho
Deus lhe dê muita saúde,
Amor e toda a atitude
Coroada de carinho.
Um feliz aniversário
Se espelha no diário
Do evento especial
Sala de poetas e escritores
São o seu jardim de flores
A festejar sem igual.
Parabéns, querida amiga
Para ti não há fadiga,
Te desejo muito gosto
Na festa da alegria
Que é feita na Academia
Com um canto bem disposto.
Rosa Silva ("Azoriana")
Versos para o cantador António Mota
Foi quem soube
primeiro
Do meu gosto por cantigas
Na rua ou no
terreiro
Levanta as mãos amigas.
Convidou-me p'ra
cantar
Uma noite no Corpo Santo
Acabei por declamar
As
quadras do meu encanto.
Na Câmara Municipal
Me recebe com
agrado
É cortês pró pessoal
Que trabalha do seu lado.
Na
lista de cantadores
O Mota chama atenção
Suas quadras têm
valores
O bigode dá inspiração.
Com ele não vou
brincar
Por causa do seu bigode
Porque quando me cantar
Vai
dizer só o que pode.
P'las ilhas açorianas
Madeira e
Continente
Teve bonitas semanas
E o mote sempre
presente.
Nas comunidades distantes
América e
Canadá
Cantou para os emigrantes
Que têm saudades de
cá.
Marchas e danças de Carnaval
Foram da sua autoria
É
presença habitual
No Pezinho e Cantoria.
E de mim não terá
dó
No canto da desgarrada
Mas aí não estará só
Se puxar da
gargalhada.
rês filhos são seu enlevo
o neto o faz
feliz
Nesta hora que escrevo
Mando um beijinho ao
petiz.
O amor pelas tradições
Rega de quadras a terra
E
entra nos corações
Que cada tema descerra.
Ao Mota quero
pedir
Numa hora graciosa
Que um dia possa urdir
Cantoria para
a Rosa.
E neste lugar que moro
Com grande dedicação
Venha
o cortejo que adoro
De cantadores de afeição.
Tenho pesar de
não ouvir
Este nobre cantador
Cantar Fado e a seguir
Outro
tanto do seu valor.
Na companhia de amigos
Que com ele tem
voz certeira
Novos e os mais antigos
Cantadores da
Terceira.
E quero deixar patente
A quem me vem
visitar
Que por ser repetente
Fiquei presa ao seu
cantar.
Obrigada, caro Mota,
Por todo o incentivo.
Neta
da Alexandrina Cota
'Inda há-de cantar ao vivo.
Deus lhe
brinde com saúde
E versos sempre inspirados
Porque com essa
atitude
Seus dons seguirão louvados.
Rosa Silva
("Azoriana")
Olá minha crida amiga Rosa. Boa, tarde tudo bem? Eu estou
mais um menos bem. A grande surpresa para mim seria não encontrar nada
apostado de fresquinho. Mas a amiga Rosa, é daquelas pessoas que não
deixa os créditos por mãos alheias, e mais uma vez fica aqui
demonstrado isso. Parabéns, pelo lindo poema dedicado ao deu
COMPATRIOTA. Cheguei e disse. Beijo Deste amigo do peito.
Eduardo.
Fisga a
15 de Julho de 2009 às 15:22
Não vou mentir
Que a névoa mágoa ainda me sacode
O peito e todas as minhas entranhas
Que ora se tingem de dores tamanhas
Por não cantar rimas de branda ode.
Tu sabes bem que nem sempre se pode
Urdir o canto de nobres façanhas
Muitas das vezes já nem sequer ganhas
A lira que à minha alma cedo acode.
Estou triste nos meus sonhos por viver
Há dias que me apetece morrer
Porquanto não te vejo do meu lado...
A culpa acaba sempre por ser minha
Quando a dor maior lesta me acarinha
Lembrando o frio e fel de um passado.
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Desenho sonetos
Comentário recebido:
Olá amiga, gostava um dia de ver o teu livro nas livrarias, desejo que seja em breve. Beijinho
artesã a 15 de Julho de 2009 às 11:28
Cântico da tarde
Charrua ligou a
Serreta,
Com Gustine, Estados Unidos.
Na Festa que a
tabuleta
Chama seus filhos queridos.
A Festa de Nossa
Senhora,
Dos Milagres, pura réplica,
Leva a todos, sem
demora,
Charrua a cantar na América.
Mil novecentos e trinta
e seis,
Ano da celebridade,
Charrua, que bem sabeis,
Uniu
nossa amizade.
A Serreta então fica
Nos anais da sua
história;
Manuel Sousa nela acredita
Com João Matos fez-se
glória.
Cantigas ao desafio
Serão de novo lembradas
P'lo
povo que bem seguiu
Berço de rimas douradas.
Dos Milagres,
Santa Senhora,
Me dá hoje um bom recado:
Que cante a bela
Aurora
E Sol Nascente a seu lado!
Rosa Silva
("Azoriana")
Quem do improviso gosta
Voltei a ler o
romance
De Mário Pereira da Costa
E lê tudo só de um
lance
Quem do improviso gosta.
Esta paixão me
incendeia
E me traz novo alento
Para o artigo que ateia
A
veia do pensamento.
As rimas são minha vida,
Junto de quem
me quer bem,
Ando eu entristecida
Por não cantar para
alguém.
Não há, nem pode haver,
A felicidade plena;
Se
sei cantar a escrever
Doutra forma serei pequena?!
Esse
sonho continua
A bailar na minha mente
Não sou Turlu, nem
Charrua,
Sou de rimas tão somente.
Quem me dera num
salão,
Ou na minha moradia,
Cantar com tal emoção
A rima que
me irradia.
Rosa Silva ("Azoriana")
Aos jornais
Jornais que dão aos
poemas
Colunas de edição
Serão como diademas
A bailar de mão
em mão.
E o poema é um sorriso
Que se espalha pelo
mundo
Numa quadra de improviso
Feita em menos de um
segundo.
E se alguém as coroar
Nas folhas de um
jornal
Podem crer que vão voar
Pelo céu de
Portugal.
Minha inspiração foi além
Na "Tribuna
Portuguesa"
E graças a quem faz bem
Aos da mesma
natureza.
Eu sou pela união
Do nosso povo insular
Que cria na
Região
Jornalismo singular.
Nos diários ilhéus
Procuro
com avidez
Um sinal vindo dos céus
Com um autor de cada
vez.
Rosa Silva ("Azoriana")
Esta coisa de feriar...
Eu sei que tenho de voltar
Ao trabalho quarta-feira
Mas gostei de feriar
Na bela ilha Terceira.
Dois mil e nove, exemplar
Feliz à minha maneira
Ornamentei o meu lar
Com pinturas de primeira.
Agora que está catita,
Digo ainda bem bonita
A presente moradia
Faz-me pena não gozá-la
Com uma festa de gala
Inaugurando o bom dia.
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Desenho sonetos
Quadras & quadras
A arte do
improviso
Não se compra nem se vende
É a força do juízo
Que
de quadras se defende.
A defesa do cantador
É lesta e mais
certeira
Quando rima com amor
A quadra da dianteira.
Não
é fácil eu cantar
O maior dos cantadores
Que soube sempre
brilhar
Dentro e fora dos Açores.
Um amigo
cantador
Relembrou-me a nobre data
Para que se dê valor
À
pessoa que se trata.
José de Sousa Brasil,
Charrua, por
apelido,
Poeta doce e viril
Jamais será esquecido.
Um
poeta popular
Com amor ao improviso
E mesmo sem cá não
estar
Continua a ser preciso.
Nado nas Cinco Ribeiras,
No
dia de São João,
Que ganhou além fronteiras
Enorme
consideração.
Sua história podem ler
In "Aurora e Sol Nascente"
Confidências a
saber
Pela mão de um parente.
Se com Bravo estreou
E
perdeu a estribeira
Mais tarde também brilhou
Com a Turlu,
cantadeira.
Por tudo o que já li,
No livro de tais
memórias
Logo, logo percebi
Seus talentos e vitórias.
Rosa
Silva ("Azoriana")
Há quem diga
"Escrever não é cantar"
Mas eu vos digo o contrário
Porque a cantarolar
Fiz parte do meu diário.
E quem canta sem escrever
Perde toda uma fortuna
Porque fica sem reter
O que da mente lacuna.
Por isso escrevo a cantar
Com um gosto repentista
E assim sem revisar
Estou sendo também bloguista.
Se me quiserem ver feliz
É com versos no recheio
Pois é essa a matriz
Da ilha do meu enleio.
Cantarei enquanto puder
Pautada por doces linhas
Num repente fui mulher
Cantadeira de entrelinhas.
Na escrita tudo me passa
Até as horas não vejo
É um dom que me abraça
Muito forte e com desejo.
E a quem me quiser bem
Nesta onda rimadora
Sabe que a devo à mãe
E à Virgem Nossa Senhora.
Quem me segue amiúde
E me dá maior alento
Deus lhe dê muita saúde
E grande contentamento.
Rosa Silva ("Azoriana")
Hino ao dia
Resplandece a manhã
Num rosário de vida
Em cada canto ou fajã
Há uma prece erguida.
As aves cantam em coro
Um hino para este dia
Seus trinados são de ouro
E dobram - Avé Maria!
É um beijo matinal
Que nos dá a natureza
E o dia é especial
Por se dar nesta beleza.
E pela janela adentro
Há um eco radioso
Que me atinge no centro
Com um verso tão gostoso.
Oh brava açoriana
Tão rica de sons e cores
És linda e soberana
Terceira dos meus amores.
Rosa Silva ("Azoriana")
Centenário do nascimento de Charrua a 24 de Junho de 2010
Chamo a vossa atenção,
Povo da nossa Região,
E também os mais distantes:
Vem aí um bom motivo
Pra se dar um tom festivo
A quem bem cantava antes.
Charrua, foi o cantador,
Que lavrou com tal amor
As rimas da cantoria;
Nado na ilha Terceira,
Cinco Ribeiras à beira
Pilar da Virgem Maria.
No dia de São João,
Este cravo em botão,
Nascia para cantar.
Hoje vive a sua história
No livro em sua memória:
"Confidências" de encantar.
Peço a quem de direito,
Pra que se dê, com efeito,
Bonita comemoração;
Estandarte para a rua
Com a Marcha do Charrua
Nas Festas de São João.
Por aquilo que eu sei,
Quando li até chorei,
Foi feliz à sua maneira,
P'la Turlu apaixonado,
Seu coração coroado
P'las rimas da cantadeira.
Viva, viva o Charrua!
Filho das Cinco Ribeiras,
Sanjoanino da sua rua,
Sol de rimas altaneiras.
Rosa Silva ("Azoriana")
Novidades - Casa pintada
A todos os
visitantes,
Amigos, simpatizantes,
Quero hoje anunciar:
Minha
casa está pintada
De fresco, muito asseada,
E atrai o vosso
olhar.
Eu quase nem acredito
Que o lugar fez-se
bonito
Com o mestre Cipriano:
Reparou, acertou, raspou,
Lavou
paredes e pintou
Para a casa não ter dano.
O convite vou
lançar
A quem por ela passar
Me faça uma visita;
A obra está
quase finda
E ficou agora linda...
Só quem vê é que
acredita.
Muito tenho trabalhado
P'ra ter tudo
renovado
Desde o chão até à telha.
Esta é a primeira vez
Que
digo para vocês:
Luz a nova casa velha!
Rosa Silva
("Azoriana")
Muito obrigada a quem contribuiu para que mais um sonho se
realizasse.
Comentários recebidos:
A casa está pintada
de fresco -- parabéns, amiga!
Kathie a 11 de Julho
de 2009 às 04:09
Olá, logo vi que devias estar mesmo muito
ocupada!
Beijinhos e bom fim de semana
artesã a 11
de Julho de 2009 às 16:17
Amiga fico feliz por ti.
Beijinhos
artesã a 12
de Julho de 2009 às 23:18
Elogio ao Amigo Luís Bretão
Recebi uma
notícia
Mal despontou este dia
Que tomei como delícia
E me
deu muita alegria.
Parece que vão nomear
O Pavilhão
Multiusos
Com um nome exemplar
Da cultura e nossos
usos.
Angra é muito mais rica,
Cá na minha
opinião,
Quando se identifica
Melhor o que tem de
quinhão.
Não li a notícia inteira
E nisso faço questão
É
honra para a Terceira
O nome de LUÍS BRETÃO.
Bom Amigo,
prezo tanto,
Que jamais esquecerei,
Pezinho do Espírito
Santo
Na sua casa estreei.
Uma alegria tamanha
Que é
difícil expressar,
Na escrita melhor ganha
A forma de
elogiar.
Elogio em própria rima
Este homem benfazejo
Com
enlevo e muita estima
Tudo de bom lhe desejo.
E neste cantar
de amigo
Enalteço os seus valores
Que fica sendo um
artigo
Conhecido além Açores.
Rosa Silva
("Azoriana")
Comentários recebidos:
Olá amiga.
Sei que andei
sumida, mas não esqueci as amigas que fiz aqui neste mundo...
Tenho
um blog novo... o outro pertence ao passado.
Fica lá, para lembrar
o que já vivi, mas neste momento, não fazia sentido continuar a
escrever nele.
Assim... e porque deixar de escrever é uma coisa que
não consigo... inicio este novo blog.
Espero a tua visita por lá,
por preso muito a tua amizade.
Bjinhos grandes.
A
Terceirense
terceirence a 8
de Julho de 2009 às 00:05
Olá amiga Rosa, tudo bem contigo?
Beijinhos
artesã a 9
de Julho de 2009 às 23:42
Que é feito de ti, amiga? Já tens
acesso à net em tua casa? E o teu cãozito, a tua família, o teu
trabalho?
Um bom fim-de-semana para ti!
Abraço grande!
poetaporkedeusker</span> a 10 de Julho de 2009 às 17:36
Amiga Rosa!
Gostei de ler os teus lindos poemas. Neste caso dedicado a um amigo comum, que bem merece ver o seu nome no Pavilhão Multiusos!
Também gostei dos anteriores poemas. Um dia destes vou levar-te o livro que me emprestas-te.
Muitos beijinhos.
Chicailheu</span> a 10 de Julho de 2009 às
21:17
As cantorias
Noto que nas
Cantorias
Há um despique aguçado
Que pode trazer azias
A quem
não está preparado.
Quem anda nessas andanças
Geralmente é
masculino
Mulheres, jovens e crianças
Não se lhes dá bom
afino.
E só uma se atreveu
A cantar sempre a direito
Na
Terceira ela nasceu
E no ramo fez a jeito.
Turlu, era sua
alcunha,
E ficou p'ra além da vida
Como ela não há alguma
E
se há está escondida.
Rosa Silva ("Azoriana")