Parte III - Casos isolados ou não: "Dou o meu aval"

Ano 2004. Mês Novembro. Véspera de São Martinho. Um dia diferente para dois indivíduos que se diziam amigos: um interesseiro e outro de mãos largas.



Nota: Para não ferir ninguém opto por identificar o interesseiro como "Mister T" e o mãos largas como "Mister O". Passo agora ao enredo:



O Mister T tornara-se amigo do Mister O e passavam algum tempo a conversar sobre suas vidas. Vez por outra iam divertir-se e bebiam umas frescas pela noite dentro.



A certa altura, o Mister T percebeu que o Mister O era de bom coração e sensível a quem lhe pedia ajuda. Assim foi, o Mister T resolveu pedir ajuda para um crédito pessoal e o Mister O acedeu ao pedido, confiante que estava a proceder segundo as leis todas, não percebendo, porém, que a vida nem sempre corre da maneira que se gosta e quer.



O Mister O estava empregado e tinha poucas despesas mensais, portanto, era alvo fácil para aqueles que tinham encargos ao ponto de não se aguentar com eles e precisar de crédito.



Foram ambos ao banco e fizeram o empréstimo. O Mister O deu o seu aval e foi fiança do credor Mister T. Tudo corria às mil maravilhas, não fosse o Mister O ter ficado desempregado dali a uns tempos. Mas esse motivo não abalou a sociedade porque o Mister T era o principal credor e ainda não havia saído da terra. Mister O tratou de o avisar de que ficara sem emprego e não tinha quaisquer outros rendimentos.



Um dia qualquer, o Mister T "foge" da Região e "esconde-se" não se sabe bem onde e não dá mais notícias ao amigo. Não atende o telemóvel e ninguém sabe o paradeiro. Azar dos grandes.



Passado alguns anos, o Mister O começa a receber cartas de aviso para pagamento imediato da dívida que, entretanto, ficara em atraso.



Desesperado o Mister O tenta a todo o custo contactar o Mister T e nada. Como estava desempregado não possuia meios de continuar a "dar o seu aval" e ninguém o podia ajudar. Encontrava-se no que se costuma dizer: "um mato sem cachorro".



Entretanto viu-se obrigado a explicar à família porque motivo andava nervoso e de má cara. A família, de poucos recursos, também não o conseguia ajudar e até chegou ao ponto de lhe dar um grande "sermão", chamando a atenção para o golpe que lhe tinham pregado.



A situação, nesta data, continua sem resolução e não se prevê tenha solução imediata. Há quem aconselhe que Mister O recorra a alguma instituição solidária e exponha cuidadosamente o caso...



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Questão para reflexão:



Poderá alguém dar uma dica de como o Mister O possa resolver este caso isolado? Aceitam-se sugestões.

2 comentários:

  1. Obrigado pela poesia que me dedicou!! :) Volte sempre, poetisa. Ass: André, a.k.a. Jardineiro

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  2. Cara amiga,
    estou a passar por uma situação muito parecida.
    Também levei uma golpada recentemente.
    Bj e boa sorte para o "Mister O".
    Se encontrar o "Mister P" no espaço, espeto-lhe um asteróide num sítio que cá sei.
    LC

     

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