O que vão ler a
seguir é exclusivamente uma opinião pessoal, portanto, não é nada
oficial. Escrevo um pensamento que me absorve ultimamente a mente,
porque a minha família depende de mim, não tendo outro meio de
subsistência a não ser o meu vencimento.
Então, deixem-me
"falar" o que sinto:
A pandemia por si só já é um
termo aterrador e levanta várias questões sobretudo a quem trabalha e
deixa de poder fazê-lo. A "salvação" é prioritária mas urge
legislar, com urgência, o «absentismo extraordinário e forçado» pela
Gripe A.
Quem vive exclusivamente do seu vencimento mensal e
tem encargos fixos (prestação da casa, luz, água, despesas com a
sobrevivência diária) e tem de se ausentar obrigatoriamente do
trabalho para não contagiar outros ou para se tratar dessa doença que,
infelizmente, vai contagiando o mundo, não lhe devia ser descontado
qualquer valor.
Quem for vacinado estará, em parte, prevenido
mas quem não for e se vir atacado por esse vírus maligno, não poderá
conviver com os demais, e forçosamente terá de se ausentar da
actividade laboral. É urgente que a informação que vai para o ar nos
meios de comunicação social não causem alarme mas transmitem o que de
bom se está a preparar efectivamente. Anunciar que há mais este ou
aquele caso, na minha opinião, é meio caminho andado para o alarme. Há
que informar, principalmente, o que se está a fazer para acudir à
população?
Na minha opinião, os jovens a partir dos dezoitos
anos (e a demais população activa e que não tem emprego) deviam ser
recrutados para se formar um Gabinete de Apoio à População
Enferma - GAPE, para socorrerem os agregados familiares em
"quarentena" doméstica. Este Gabinete recebia e dava toda a
espécie de auxílio sobretudo para abastecimento de produtos
alimentares, higiénicos e farmacêuticos. Teriam transportes adequados
com protecção especial e estes trabalhadores
"extraordinários" devidamente equipados.
Há que agir
rápido porque isto não é «um caso isolado». É um caso que afecta quem
quer que seja. Não devemos remediar mas sim Programar com a máxima
urgência, uma vez que o remédio não dá para toda a gente.
Se os
Hospitais não tem meios de internar toda a gente que se faça dele um
centro auxiliar do Gabinete de Apoio à População Enferma. Será
que já se pensou nisto e eu não estou a dar qualquer novidade? Não
costumo ouvir noticiários porque as notícias causam-me stress e o
stress mata tal como tantas outras doenças que perante uma pandemia
ficam para segundo plano. Essas outras doenças continuam a matar mas a
Gripe A é que está ao rubro.
As festas continuam, as gentes
estão aparentemente calmas (ou preferem pensar que talvez não seja
tanto ruim assim) mas algo me diz que desta vez a calmaria é anúncio
de tempestade.
Que o Divino Espírito Santo seja sempre a nossa
companhia, quer de noite quer de dia! Se não se podem fazer procissões
que se façam reflexões interiores.
Por fim, quero pedir a todos
que me conhecem e aos que me lêem por esta via, perdão por algo que eu
vos tenha ferido. Juro-vos que tenho pena se algo acontecer a quem
quer que seja da minha convivência e tenho pena de... Ou quem sabe é
muito melhor o silêncio profundo?! Dúvidas todos temos, uns mais
outros menos... Tenho pena... Muita pena... Não consigo escrever mais
o que me vai na alma...
Rosa Silva
("Azoriana")
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Parte IV - Casos isolados ou não: "Absentismo extraordinário e forçado"
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