Quem do improviso gosta

Voltei a ler o
romance
De Mário Pereira da Costa
E lê tudo só de um
lance
Quem do improviso gosta.

Esta paixão me
incendeia
E me traz novo alento
Para o artigo que ateia
A
veia do pensamento.

As rimas são minha vida,
Junto de quem
me quer bem,
Ando eu entristecida
Por não cantar para
alguém.

Não há, nem pode haver,
A felicidade plena;
Se
sei cantar a escrever
Doutra forma serei pequena?!

Esse
sonho continua
A bailar na minha mente
Não sou Turlu, nem
Charrua,
Sou de rimas tão somente.

Quem me dera num
salão,
Ou na minha moradia,
Cantar com tal emoção
A rima que
me irradia.

Rosa Silva ("Azoriana")

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