Que a névoa mágoa ainda me sacode
O peito e todas as minhas entranhas
Que ora se tingem de dores tamanhas
Por não cantar rimas de branda ode.
Tu sabes bem que nem sempre se pode
Urdir o canto de nobres façanhas
Muitas das vezes já nem sequer ganhas
A lira que à minha alma cedo acode.
Estou triste nos meus sonhos por viver
Há dias que me apetece morrer
Porquanto não te vejo do meu lado...
A culpa acaba sempre por ser minha
Quando a dor maior lesta me acarinha
Lembrando o frio e fel de um passado.
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Desenho sonetos
Comentário recebido:
Olá amiga, gostava um dia de ver o teu livro nas livrarias, desejo que seja em breve. Beijinho
artesã a 15 de Julho de 2009 às 11:28
Sem comentários:
Enviar um comentário
Obrigada pela visita! Volte sempre!