Do mais humilde dos seres
Renasce a Boaventura
Na falésia da Cultura
Ou mancando de saberes.
Se pensarmos só nos "teres"
Que não vão à sepultura
E nos tiram da ternura,
Mais vale nunca os quereres.
A guerra, o ódio, a ira,
Se os tivermos em mira,
Não veremos bom Caminho.
Ao invés, se houver Amor,
O pobre, fraco, sem valor,
Há de ter o melhor Ninho.
Rosa Silva ("Azoriana")
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