Entre espinhos e vasos

Que me fazem companhia:
Criei-a porque sabia
Que salvava os meus atos.
E também são dos retratos
Que proclamam cada dia
Cadernos de poesia
De vasos e de relatos.
Vem ver-me na boa altura
Que o sol se põe, em rama,
Na foz que ao céu dá fama.
O relato é de mistura
No retalho onde se fez
Maio, em pleno, de "bouquês"!
Rosa Silva ("Azoriana")

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