Quase a virar a folha

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A três dias do final
De dezembro atual
É tempo de recordar
O que se fez de melhor
Afastando o pior
Para bem se acordar.

O acordo é bem-vindo
Para o rosto ir florindo
No ano que se aproxima.
Haja Paz, Paz, por favor,
Demos graças ao Senhor,
Em prosa ou mesmo em rima.

A rima sempre acontece
Para aquele que não esquece
A melodia do Ser.
Gosto muito de abraçar
A ventura de rimar
Para o Bem enaltecer.

Quase a virar a folha
Não temos grande escolha
É seguir com sapiência
Cultivar para surtir,
Trabalhar para sentir
Vida na sobrevivência.

Bom Ano para vocês,
Quase, quase o fim do mês,
Sem deixar ninguém atrás.
O futuro é que dirá
Para quem anda por cá
Se é Bom o que se faz.

Para os nossos emigrantes,
Da Serreta não distantes,
Desejo prosperidade,
Para quem tem Pai e Mãe,
E mesmo aquele que não tem,
Louve a consanguinidade!

Rosa Silva ("Azoriana")

Casa à antiga

Não havia outrora casa
Que não tivesse um santinho
Mãe e Filho no seu ninho
Porque a reza não se atrasa.

Hoje a reza vê-se à rasa
Sem o terço de carinho
Nem um joelho sozinho
Nem com outro se extravasa.

Faltam olhares inteiros,
Faltam velhos pioneiros,
À mesa e nos quintais...

Faltam orações cristãs,
Faltam risos das manhãs...
Só não falta ser demais.

Rosa Silva ("Azoriana")

Sonetilho MEU

Sonetilho MEU

Os meus desejos: Caro Amigo Euclides Álvares

Que o Bom Menino Jesus
Dê tudo o que mais deseja
No seu lar também se veja
O brilho da santa Luz.

Que a guerra, a grande cruz,
Dê lugar ao que não seja
Uma treva aonde esteja
A cegueira que tudo reduz.

Venha a Bênção de alegria,
Venha a natural magia
Regar a mesa intemporal...

Que nossa oração se estenda
Ao bem que hoje se recomenda:
Festas Felizes de Natal!

Rosa Silva ("Azoriana")

Os "reises" de Angra do Heroísmo

Reis de Angra do Heroísmo


Ficam belos lá no Alto
Das Covas, que assim se diz,
Chega-se, mesmo de salto,
Menos para o ser petiz.

Neste verso não lhes falto,
Mesmo sendo uma aprendiz,
Não por pisar o asfalto,
Mas por ser dia feliz.

E mais felizes estão
Os reis que têm cadeirão
De veludo acetinado.

Em Angra do Heroísmo,
Há a valsa do lirismo,
No peito que baila ao lado.

22/12/2022


Nota: Em "dia de sonhar com oiro", numa rica pobreza.


Rosa Silva ("Azoriana")

Presépio tradicional

Tudo é o que se apanha
Se a mais não se adivinha
Não há Natal que não tenha
No presépio uma vaquinha...

Um burro, galo ou galinha,
Uma ovelha, sem ordenha,
Um pastor, sem a casinha...
O anjo no cimo ganha.


Enquanto isso o que vejo?
Ti' João fazendo queijo
Com o leite em caudal...

Um pardal também eu vi
Nos delírios que senti
Sem saber se tem Natal...


Presépio Queijo Vaquinha
Rosa Silva ("Azoriana")

Se a gente não mudar...

Se a gente não mudar
Para algo bem melhor
Acabará por se travar
Uma batalha pior.

Se a gente não mudar
No ataque à natureza
A terra irá vingar
Muito má, tenho a certeza.

Se a gente não mudar
Na crise de toda a gente
O futuro irá ficar
Bem pior que o presente.

- Se.... home cala-te p'raí!
Mudar, mudar, mudar!
Possa... já não te posso oivi...
Por mim, vou-me calar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Na Hora do Natal - JESUS!

Feliz Natal 2022


Que o mundo se amantize,
À bondade do Bom Deus
Na roda dos que são seus,
No credo se modernize.

Que o mundo simpatize,
Com os meus e com os teus
Versos à laia de Zeus,
E na bondade deslize.

O brilho está vindo, agora,
Com a Mãe, santa Senhora,
E com José seu esposo.

Mas quem brilha mesmo bem...
É o Pequeno que tem
O nome mais que ditoso!

Rosa Silva ("Azoriana")

De braços abertos à Vida

Carol, a boneca


Carol é a linda boneca
Preciosa e asseada
Não é levada da breca
Porque adora a pequenada.

Carol não se quer soneca
Sorrindo por tudo e nada
E nem tão pouco ela peca
Por saber que é mui amada.

Vem pró colo de alguém
Que lhe vai querer só Bem
Como se quer ao humano.

Abre os braços para a Vida
Porque sabe ser querida
No Natal e fim de ano.

15/12/2022

Rosa Silva ("Azoriana")

The birth of mind - Ave de inspiração

My mind is so great
    Minha mente está tão feliz
When you go on me
    Quando voas quase sobre mim
Maybe sooner than late
    Pois só agora é que me fiz
It's your love I can see.
    Ao teu Amor de farolim.

Please go over the sea
    Sobrevoa plo mar assim
For love and no hate
    Sem ódio, o Amor se quis,
And bless all and free
    Liberta e abençoa enfim
No matter where's state.
    Não importa quaisquer dos perfis.

You have so much to give
    Tens tanto para ao mundo dar
To those can not live
    Para quem não vive para amar
With the hope and the space...
    Dás esp'rança, dás ambiente...

You have so much to care
    Tens tanto mais para acudir
And so much to repair
    E tanto mais tens para surtir
In our heart more than face.
    No coração mais que evidente.

Rosa Silva ("Azoriana")

João Leonel (o Retornado), partiu o Poeta das Cantorias aos 77 anos, a 16 dias dos 78...

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Que dizer, querido amigo?!
Nesta hora de amargura...
Hoje não estamos contigo,
Estás nos braços da Cultura...

Que o teu Natal seja então
Junto de Deus pequenino
E que os que cá estão
Zelem teu verso mais fino.

João Retornado, tu eras,
E tanta vez nos cantavas,
Alando as Primaveras,
Nas cantigas que usavas.

Meu Deus, como estou triste,
Por não mais te ter cantado...
Só sei que não se desiste
Do forte do teu legado.

Que dizer? Não sei que mais?!
Fica a dor me sufocando...
Na casa dos Folhadais,
Fica uma Rosa chorando...

Lembro bem do que dizias,
E com o olhar pensavas...
Lembro bem das cantorias,
Da poesia que adoravas!

Descansa em Paz! Amigo! * 22/12/1944 + 06/12/2022

Rosa Silva ("Azoriana")

Quarto, sala, etc.


És estudante? Pessoa só? Procuras local de residência temporária?

 



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Contacta-me. Obrigada.

Serreta da minha vida!

Ó Serreta da minha vida
Botão da minha alegria
Para sempre serás querida
Até ao meu último dia.

Da Serra até ao longo Mar
Deste vidas para o mundo
Que até gostam de voltar
Nem que seja num segundo.

Tuas casas lembram flores
Pinceladas pelo nevoeiro
A nobreza destes Açores
Dos Milagres, amor primeiro.

Serreta é mesmo só uma,
Não conheço outra que tal
Que tenha lenda e bruma
E um Queimado capital.

Santuário e lindo Império
Para a Mãe e o Divino
Que unem o Seu Mistério
Com badaladas do sino.

E nobre casa centenária
Da Banda sempre em ativo
E de uma Mata lendária
De veraneio mui atrativo.

Nossa Banda musical
De Recreio Serretense
Tem um palco universal
Muito além do terceirense.

Ela tem admiradores
Que na ajuda são constantes
Na diáspora tem valores
Digo: Bem-hajam os emigrantes!

Avós, pais, filhos e os netos
São a alma repetente
Coroando de mais afetos
Tanto passado e presente.

Obrigada a quem lhe dá
Antes, agora e o depois,
Porque ao seu lado está
A Mãe de todos os Sóis!

Rosa Silva ("Azoriana")

Pela Graciosa

Meus olhos por ti gotejam
Plumas de água fervente
Num imenso céu dolente
Onde quer que eles estejam.

Meus olhos que não te vejam
Neste ar de Amor somente
Como ilhéu que é semente
De outros olhos que já sejam...

Ao ver-te ilha Graciosa
Terra branca e formosa
Musa do verso de mar...

... Eu fico a sonhar contigo
Celeiro do tempo antigo
Onde quero ir a rimar.

Rosa Silva ("Azoriana")


«ComCordas», o grupo musical que canta outra letra minha, na brilhante voz de Daniela Santos, com música de João Natal Silva.

O Natal é do Natal

O Natal é só um dia,
Que temos para festejar:
O Filho de Santa Maria,
Que veio para se Dar.

Mas cedo vem a magia,
Que serve para gastar:
O haver e o que havia,
De brilho pró nosso Lar.

Então para que nos serve,
O alimento da verve,
Em tudo o que acontece?!

Dirão os mais eruditos
Entre palmas dos seus ditos:
"Cada um tem o que merece!"

Rosa Silva ("Azoriana")

E[terna] sonhadora

No seio do meu viver,
Tão pouco calmo e sereno,
De ponto e laço pequeno,
Que é tão fácil tecer.

Vivo do que sei fazer,
Rima em retalho terreno,
Com o verso com que aceno,
A quem dele quer saber.

Levo a rima ancorada,
Ao sonho de ser amada
Sem inspiração [às vezes].

Sou e[terna] sonhadora,
Enquanto for escritora...
Por ti... já fui noutros meses.

Rosa Silva ("Azoriana")

A natureza está muito zangada...

De repente, uma chuvada, ventania e foram vidros partidos, toldos tombados, um desassossego medroso... Enfim, desta vez, sem aviso que se visse, veio uma espécie de fenómeno de uma natureza zangada como é de esperar nestas ilhas de oásis, e logo depois, uma intempérie. Vamos cuidar do que está à nossa conta para não lesar muito o património pessoal e público.


No vento ninguém manda,
Nem na chuva, nem maleitas,
De repente tudo desanda,
E as ruas são estreitas.

Há quem pense na cautela
Caldinhos e água fria,
Mas se fores à janela,
Está rigoroso o dia.

Protege o mais que puderes
Da casa e das redondezas,
Pois se isso não fizeres
Vais temer as malinesas.

Natureza está zangada,
Com uns certos safanões
E agora em pouco ou nada,
Mais pareciam furacões.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Ai, a telha... aguenta-te sempre!

Vaso de palavras ocultas

Penso e não me ressoa
A ideia de publicar
Uma vaga do meu mar
Triste em vã pessoa.

Penso e nunca me soa
A palavra de te amar
Nem sequer de odiar
Uma onda que magoa.

A onda de ser feliz
É criada de raiz
Com a brisa a crescer...

Hoje peco por fugir
À musa que deixo de ouvir
Com tanto por me dizer.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: A ouvir melodias lindas de outras eras. "Foi Deus.." na versão com mais ritmo... " ai... e deu-me" esta rima a mim...

A Chuva...

A chuva canta e embala
A natureza que fala
Sem disso nos darmos conta;
É precioso o que temos
E que, por vezes, nem vemos,
Mas a chuva nos aponta.

Ó chuva de refrescar
A ilha para acalmar
Os calores intensivos.
De repente, surge em gotas,
As águas que estão rotas
Sinal de que estamos vivos.

Viva o nosso povo ilhéu
Que vê a cair do céu
A vida p'rás suas terras;
Tudo muda, é verdade,
Mas chuva em quantidade,
Enche o mar e não as serras.

Amália, se cá estivesse,
Num dia que até parece,
Brotar lágrimas sentidas,
Cantaria ao tom da Chuva
Como canta o bago de uva
Nas vinhas adormecidas.

Rosa Silva ("Azoriana")

A Chuva (Fado de Amália)

Ainda há Caridade?!

Eu lembro de outras eras
Do tempo que já lá vai
Lembro de outras quimeras
Isto da mente não sai.

Lembro mais das primaveras
Do que agora me atrai...
A Caridade é deveras
Aquela que mais se esvai.

Tudo se quer por dinheiro
Mesmo que pouco se faça
Já não há nada de graça.

Mas o Amor verdadeiro
Aquele que mais engraço...
Tem o valor do abraço.

Rosa Silva ("Azoriana")

Poema do Amor

30/09/2022. Aniversário da minha neta, Matilde Alexandra Borges Ormonde.


Doze meses de sorrisos
De Amor intemporal
Sem nenhum dia igual
Porque todos são precisos.

Já floresceram os risos
Do teu rosto divinal
Para mim especial
Em doçura de improvisos.

Doce Amor que me fascina,
Doce flor, doce menina,
Doce coração que tens!

No verso que sobressai...
À tua mãe e teu pai
E a ti, Mais Parabéns!

Rosa Silva ("Azoriana")

Olé!

Foguete dá o estoiro
Quando começa a tourada
A força do 5° toiro
É que dá maior marrada.

Isto é pequena ideia
De uma mesa decorada
De um tanto se recheia
Para animar a entrada.

Vive a vida por inteiro
Abusa de ser amável;
Vem aos toiros do Pesqueiro
Numa alegria saudável.

A poucas festas eu vou
Somente as mais chegadas
Se no 5° hoje estou
É para aguentar marradas!

Rosa Silva ("Azoriana")

Festas de São Carlos 2022

Espírito Santo que zelas
Pelo verso que é meu
Zela também pelas velas
De S. Carlos Borromeu.

As Tuas festas são belas
Como belo o que é Teu
Da Comissão, as donzelas,
Dão de tudo o que é seu.

E dois mil e vinte dois
É ano de novos sóis
Da graça do recomeço.

É franco na trajetória,
É ano digno de glória,
E da vida que agradeço.

Rosa Silva ("Azoriana")

Em agosto, fez 11 meses (junto uma história)

Matilde Alexandra


À Senhora do Sim! (e para um dia a minha neta, Matilde Alexandra, ter para ler)

Parece que ouço a minha neta perguntar-me: Avó, vamos porquê? Conta à Matilde...
Atalho logo. Digo-lhe: Matilde, vamos porque Ela nos chama e temos o dever e a humildade de Lhe responder que Sim!
Porque houve tanta gente antecedente que nos transmitiu hábitos, costumes, tradições... e a melhor de todas: a Fé.
- Avó o que é a Fé?
- A Fé é como o Pão da Alma. Se não tiveres pão para mastigar ficas com fome, choras e queres a mãe por perto. Se não tiveres o Pão de Jesus (de Deus), através do pedido da Sua Mãe, Maria Imaculada e Adorada, ficas com um vazio interior, difícil de acalmar.
- Mas eu não vejo esse Pão, avó?
- Vês o vento? Vês a brisa? Sentes, não é? Então, o Pão da Alma é feito de farinha do sentimento, e de Amor a Quem zela por nós.
- Avó, o que é zelar?
- Zelar é cuidar, é fazer que sigas o Caminho, a Verdade e a Vida.
- A avó ensinou os meninos e meninas da minha idade?
- Não, minha querida, a avó ouviu e ouviu, ouviu e, ainda, ouviu...
- E ouvias bem?
- Matilde, que conversa é essa? Eu ouço é com o coração, porque os ouvidos que temos (as orelhinhas e seus orifícios) ouvem tudo e devem fazer a triagem do que é melhor para a vivência humana...
- Avó, já sei! Queres que vá contigo para a Serreta, não é?
- Estás a ver? Ouviste a voz do teu coraçãozinho de ouro, porque ainda não está trancado a sete chaves...
- O coração é de trancar com chaves?
- Não são essas chaves que tens na mão... São as chaves da ignorância, soberba, traição, mentira, desamor, pecado, materialismo...
- Avó, eu vou... Se Ela disse Sim ao Pai do Céu, quem sou eu para dizer que não... Posso levar o que eu quiser?
- O que tu queres levar?
- Uma folha do meu quintal...
- Uma folha?! Porquê uma folha?
- Porque não tenho flores... a avó está sempre a dizer: leva uma flor a Nossa Senhora...
- Matilde, deixa lá a folha ficar onde está! Tu és a FLOR da SENHORA.


Flor da Senhora

Onze meses que tu cantas,
No jardim da natureza,
Sonho de vasta beleza,
Que o nosso olhar levantas.

Onze meses que encantas,
E podes ter a certeza,
Que não há maior riqueza,
Do que ser o que nos plantas.

Matilde, nome de Mãe,
Que te cabe muito bem,
Até ao nascer da Aurora.

És o rosto de uma flor,
Que diz alto, com fervor:
Sou linda Flor da Senhora!

Rosa Silva ("Azoriana") 

8 de setembro. ANIVERSÁRIO DE NOSSA SENHORA

08092022 Aniversário de Nossa Senhora


8 de setembro

ANIVERSÁRIO DE NOSSA SENHORA

Sei que não mereço, Senhora!
Entrar na Tua Morada,
Mas peço a Deus agora,
Para que seja perdoada!

O perdão todos merecem
Se deveras arrependidos,
Porque a Deus, não esquecem,
Só adormecem os sentidos.

Perdão, Senhora Nossa!
Perdão, Senhora Minha!
Perdão, para que possa,
Tirar o ódio que definha.

Dai-me Vossa Proteção,
Dai-me força e coragem,
E Dai a todos, sem exceção,
Boaventura na Romagem!

O Povo é todo crente,
Por vezes, perde o sentido,
Entre o Bom há o doente,
Entre o Mau, o desaurido.

Há as dores de uma vida,
Que procuram sua cura,
Precisam a Mãe concebida,
Diferente de uma Cultura.

Vi lágrimas no Teu Olhar,
Que vias chegar Idosos,
Como se fosses o Mar,
Vigiando os tenebrosos.

DAI-ME SENHORA QUERIDA,
A paz ao meu coração!
DAI-ME Ó MÃE DA VIDA,
O esplendor da TUA MÃO!

Que lindo é o Amor!
Que se deposita no Altar,
É para Jesus Redentor,
Que nos ensinou a AMAR!

Ver assim nossos Idosos,
A ofertar o seu melhor,
Meus olhos estão chorosos,
Não porque esteja pior.

Choro mais de Alegria,
Por ver a Serreta assim,
Parece que há a Companhia
Das flores do Seu Jardim.

Flores humanas paroquianas
Da Serreta e da ilha,
E de outras açorianas,
Com fervorosa partilha.

EU TE AMO Ó LINDA MÃE!
E CHORO MAIS DE ALEGRIA,
OFERTAS FAZEM POR BEM
PORQUE HOJE É O TEU DIA!

Oito do mês de setembro,
Reina numa quinta-feira,
E desde que eu me lembro,
É festiva a ilha inteira.

Mas mais agora a silhueta,
Do Teu Rosto versificado,
Que sorri pela Serreta,
E também chora de lado.

Viva toda a Nossa Gente,
Em completa União,
O brilho Omnipotente,
É verdadeira Comunhão!

ÁMEN!

Rosa Silva ("Azoriana")


Natural da freguesia da Serreta, batizada na Igreja, atual Santuário, de Nossa Senhora dos Milagres.

Hoje, sou...

(...)

Sou o espelho do olhar,
Um navio de emoções,
Uma brisa a desfolhar,
O peso das reações.

Sou um vale de amar,
Uma cruz de aflições,
Uma teia de rimar,
Sem verter grandes canções.

Sou a rosa sem botão
No jardim da solidão
Mesmo que acompanhada.

Sou início do fim...
Sou regaço de jasmim,
Para a última morada.

Rosa Silva ("Azoriana")

A uma perecida Estalagem

Meu amor estou esquecida
De à tua porta bater
Foram-se os anos de vida
Que te vi resplandecer.

Hoje és a forte ruína
Sem encanto, nem beleza,
Esqueleto na colina
Só te resta a natureza.

Pobre dona de si mesma
Pobre altar, sem silhueta...
Dava p'ra escrever a resma
Da história da Serreta.

Não te vejo renovar,
Nem sequer sair do estado,
Nem vais servir para lar
Do povo do teu agrado.

Todos vão, ninguém cá fica,
Nem tu, ó vã Estalagem;
Eras bela e talvez rica,
Agora és feia miragem.

E de mim não tenhas penas
Nem de ti penas maiores
Porque são penas apenas
Das penas que são piores.

Adeus até mais partida
É a parte que tens certa:
Da metade de uma vida
Fechaste a porta aberta.

És lindo desenho eterno
Tão bonito no papel
De vê-lo, dou olhar terno,
Grat'a FÉLIX, Emanuel.

Rosa Silva ("Azoriana")

Serreta, do meu coração!

Festa NS Milagres Serreta 2022


Não te vejo dia-a-dia;
Não estou sempre a teu lado;
Não por ter abandonado,
Não por deixar a freguesia!

Sim por mudar a moradia,
Sim por lapso moderado,
Sim mil vezes magoado,
Sim sem saber o que fazia.

Em quatro "Não", quatro "Sim",
Há milhares de promessas...
Metade delas às avessas.

Mas nem tudo foi ruim
Há bálsamo para a razão
Jamais para o coração!

- Gosto de Ti, ó MPR - Mãe dos Peregrinos em Retorno!

Rosa Silva ("Azoriana")

América de sonho!

♡ Cá estou eu p'ra vos dizer
Cantando verso risonho
Que gostava de conhecer
A América de sonho.


Ergo os versos sem a voz,
É-me fácil escrever,
Assim não estamos sós...
Cá estou eu p'ra vos dizer ♡.

Gosto tanto de viver,
E na escrita eu reponho,
O que faz sobreviver
Cantando verso risonho ♡.

Verso da comunidade,
O que ora estou a tecer,
Não nego, por ser verdade,
Que gostava de conhecer ♡.

Conhecer o que me há de
Alegrar o que é tristonho,
Ver na realidade
A América de sonho ♡.

Rosa Silva ("Azoriana")

Oração para o Céu

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A Virgem (benzida por D. António de Sousa Braga - RIP, numa missa especial, na freguesia Serreta).
É um estímulo e uma...


Oração para o Céu

Nossa Senhora de Portugal
E dos Açores Mãe natural
Faz o milagre peculiar
De qualquer mal se acabar.

Acabe a guerra no estrangeiro,
Acabe o ódio e avareza,
Acabe a cinza do cativeiro,
Acabe a dor e a tristeza.

Acabe a fome de quem a tem,
Acabe o frio interior,
Acabe a dor de qualquer mãe,
Acabe a falta de Amor.

Acabe com a falta de fé,
Acabe com o muro denso,
Acabe com o que não é
Bom e justo como penso.

E nesta onda de acabar
Que cresce do pensamento
Deixai meu verso findar
Como a brisa com o vento.

O vento nasce da brisa
E a brisa de coisa alguma
Quando mais forte desliza
Torna-se vento, em suma.

Rosa Silva ("Azoriana")

Quero

Quero perdoar quem me ofendeu
Quero perdão de ser ofendida
Quero ser melhor no que é meu
Quero terminar de bem com a vida.

Quero pedir perdão a Deus do Céu
Quero deixar lágrima escondida
Quero não lembrar o mal que deu.
Quero acordar de adormecida.

Quero ser de mim a graciosa
Quero ser a flor de linda rosa
Quero ser de Cristo a defensora.

Quero ir Contigo aonde fores
Quero ser da ilha brava Açores
Quero ter a Mãe por protetora!

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Deus é Amor. A morte é inevitável para todos nós.
Deus só quer que sejamos filhos fiéis e que sejamos santos, com a bondade do Santo que é Deus.
Nós recebemos a Vida de Deus. Como humanos temos a morte... e a morte é certa, mas sem aviso.
Deus abre as portas aos seus filhos para terem a felicidade eterna.
A tristeza da morte pesa em nosso coração. As lágrimas são um sedativo quando Amamos alguém.
Todos um dia temos de partir.
Confiemos no lugar que Deus nos prepara.

Acreditemos no Caminho, na Verdade e na Vida.
Ouvi-nos Senhor!

...

O bem é perfeito

o bem perfeito


Digo com sinceridade
Hoje foi dia feliz
O que se faz por bondade
Tem sempre boa matriz.

Façam por fazer o Bem
E que o Bem seja completo
Nossa Senhora foi Mãe
E ao Filho deu Afeto.

Há afeto material
E há o afeto humano
Este é especial
E jamais causará dano.

Aprendi mais uma vez
Que é bom dar liberdade
Aos filhos que a gente fez
Por Amor e por vontade.

Rosa Silva ("Azoriana")

Hão de vir

flor intacta


O que vos conto é verdade,
Nem duvidem, por favor,
Pois ainda é viva a flor,
Sem a mácula da idade.

Em contar estou à vontade,
Não oculto seja o que for,
P'ra bendizer o Senhor
Dono da felicidade.

É feliz quem acredita,
É feliz quem faz o bem
É feliz quem mal não tem!

Na minha rima medita
E nos versos repentinos...
Que hão de vir a ser divinos...

Folhadais. 21/08/2022

Rosa Silva ("Azoriana")

A árvore está de pé

São Mateus da Calheta


A árvore está de pé
E do pé sobe o asseio
Para animar nossa fé
Quando vamos no passeio.

São Mateus rogai por nós,
No teu altar de matriz,
Fazei com que tenha voz
Para te cantar feliz.

Nem sequer me dá espanto,
Nem tão pouco me dá sede
Da escrita é meu canto
E do canto para a rede.

Em frente à tua igreja
Há uma árvore antiga
Que talvez 'inda festeja
A raiz de uma cantiga.

Rosa Silva ("Azoriana")

FOLHA SÓ

Que Deus me abrace
Como à folha morta
Que a ninguém importa
Nem sombra na face.

Plátano caído
Nesse frio chão
Sem um sim ou não
Plátano sentido...

Folha de ternura
Folha de carinho
Morta no caminho.

Folha de censura
Folha de lembrança
Folha... só e mansa...

Rosa Silva ("Azoriana")

A ilha Terceira é isto

São Mateus da Calheta agosto 2022


A ilha Terceira é isto
Uma alegria em suma
Por isso eu não desisto
De divulgar coisa alguma.

E viva a festa taurina
Seja lá aonde for
E no mar é tão salina
Na bravura do valor.

Volta e meia, vez em quando,
Teço a vida de bruma,
Se não for no mar nadando
Que seja o que o cais apruma.

É nesta zona da ilha
Que a festa se completa:
O peixe é a maravilha
E São Mateus sem dieta.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: meu especial agradecimento à Comissão das Festas de Santo António 2022, que não mede esforços para o bom atendimento à população.

Saco d'água

saco d'água


Pouca coisa se descobre
E nisso me identifico
Pode ser ideia pobre
Mas vale como a de rico.

Nem é preciso talento
Foi de ouvir alguém dizer
Saco d'água ao relento
Mosquitos não podem ver.

Tive de fazer assim
Para ter algum descanso:
À noite um frenesim
Luz acesa tinham avanço.

Agora eu posso afirmar,
Que a sorte ganha fama,
Posso à noite me deitar,
E na rua fazer cama.

Só não sei até que ponto,
Vou ter esta garantia,
Mas quem vos conta este conto
Já ouviu de outra "tia".

Para as quadras acabar
Sem causar acaso algum,
Têm de ser em número par...
Seis é melhor que nenhum.

Rosa Silva ("Azoriana")

É ur[gente]

cortina de teia


É sim, muito...
...ur[gente] uma foto
Inteira, sem dano,
De mim...

É urgente ficar
Na moldura da noite
Que cai branda
Para dar asas ao sonho
Incolor...

É urgente o fôlego
Do poema entreaberto
Na pálpebra da manhã...

É urgente viver
Antes que a vida
Seja uma urgência
Sem prazo
Sem voz
Sem som.

É urgente uma imagem do ser EU (candelabro de emoções).

Rosa Silva ("Azoriana")

"Filhos da Serreta" - Dia da freguesia (31/07/2022)

"Filhos da Serreta"
Como foi a minha mãe...
Nossa Senhora a Vedeta
E meu filho lhe quer bem.

Este rosto é para mim
O reflexo que me seduz
Uma das cores do jardim
Desta ilha de Jesus.

De Jesus não vou falar
Mas do Vasco Daniel
Que veio à Mata cantar
Faz do som o seu papel.

O papel é do seu plano
Realeza do Juncal
"Coração Açoriano"
Hoje é especial!

Rosa Silva ("Azoriana")

Entre pedras e catos

Entre pedras e catos


Há uma força que emerge
Da beleza de um cato
Quando o olhar converge
Com doçura de bom trato.

Gosto da pedra moldada
Pela maresia agreste
E daquela que é ondulada
Sem ter nada que a moleste.

Cada uma tem sem dote
Cada uma simboliza
A quadra do meu archote
Do Farol da minha brisa.

O archote vem do Farol
Que figura no Queimado
A brisa depois do Sol
Traz versos do meu agrado.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nove meses (à minha neta Matilde Alexandra)

Caem lágrimas de alegria
Linda a minha neta a sorrir
É como se um novo dia
A fizesse colorir.

Colorir a vida que avança
Sem medida e com tal pressa
Que os ares de uma criança
Sorriem, mas tão depressa.

Meu Amor, sou Rosa avó,
E sempre o serei, tu sabes!
Teu sorriso?! Nunca só...
Inteira tu nele cabes.

Mesmo que a rima não aches,
Nem teus amores a assentem...
Guarda esta, não a despaches,
Porque meus versos não mentem!

30/06/2022 (9 meses)

Rosa Silva ("Azoriana")

Flores entre pedras (Folhadais - junho de 2022)

Folhadais. Junho 2022


Não fui sempre amante de flores e pedras (escolhidas a dedo ou recortes de grandes muros). Há uns tempos a esta parte, optei por dar-lhes espaço no meu recanto de todos os dias. Só me ausento nas horas não laborais, porque as horas oficiais são sagradas e para se cumprir.

Quando olho para as minhas flores, em crescendo (foram oferecidas por uma amiga serretense, da Cova da Serreta), penso que poderão gostar do que falo com elas e da maneira que as olho. Não lhes quero mal, quero-as da maneira que se deram para o meu olhar. Pode haver olhares "perigosos", quando, inadvertidamente, pousam nelas. É o chamado "mau olhado". Que esse mal se volte sempre para quem o deita e não para o destinatário.

Nem sempre fui crente nesses "olhares malignos"... Mas que os há, lá isso há. Portanto, fica o aviso: se olhares para mim, ou para as minhas flores entre pedras, não lhes deites nenhum olhar malicioso porque irá voltar-se para ti em dobro. Muito cuidado! Quem avisa, amiga é! Diz sempre: Deus as guarde!

Sejam felizes com as vossas flores em jardins e campos sem fim! "Não se deseja mal ao vizinho, porque o nosso vem a caminho" - é um ditado antigo e valioso. Que se cumpra com Amor.

Canada dos Folhadais, 26 de junho de 2022

Rosa Silva ("Azoriana")


P. S. Não fiz quadra rimada de propósito. Geralmente escrevo prosa quando estou um pouco arreliada.

A noite «única e maior»

Pode haver milhentas festas
Pelo mundo, com distinção,
Como em Angra e como estas
Só mesmo as de São João!

Que me queiram perdoar
Gente minha e a universal
A profana tenho que louvar
Cá da nossa capital 🙂

Nunca se viu nada assim,
Nos acordes da pandemia,
Angra tornou-se um jardim
Quer de noite, quer de dia.

"Já vamos sentir saudades"
Digo isto para quem foi,
Entre tantas amizades,
Não sentiu onde é que dói.

Agora daqui para lá,
Seja forte ou mais conciso,
Volte à América ou Canadá,
Ou para onde for preciso.

Para mim, hoje é a meta,
E até "brindei" bastante,
Só me falta ir com a neta
Ver a Banda tão brilhante.

Serreta hoje no concerto
No Adro da nossa Sé;
À noite fará o acerto
Na frente que dela é.

E "adeus"! Povo querido,
Sanjoanino em reboliço:
Abre o olho, bota sentido!
Se "chorares" nem dás por isso 🙂

26/06/2022

Rosa Silva ("Azoriana")

112° aniversário do nascimento de "Charrua", José de Sousa Brasil

Charrua


Foi relevo na Cantoria
[Sua alcunha perpetua]
"Sol Nascente" na Poesia
Que para sempre atua.

Mario Costa fez brilhar
No livro que dele legou
Para nos apaixonar
Por tudo a que se entregou.

E não podia deixar
De lembrar a ocasião
E de homenagear
O Charrua de São João.

Foi José, nome primeiro,
De apelido Brasil,
Cantou em tanto Terreiro,
Inesquecível perfil.

Rosa Silva ("Azoriana")

São João no trono

São João 2022


São João já se prepara
P'rá sua noite de gala
Nem importa a sua cara
Nem por isso ele se rala.

Só a mim rala a noite
Para quem não vai sair
Porque levou o "açoite"
Que ninguém quer atrair.

O "açoite" de que falo,
Não se vê, só quem o sente...
Além-trono vai regá-lo
Com alguma água-ardente.

As contas já nem preciso
Fazer contando por dedos:
Há que haver muito juízo
E desvio de alguns medos.

A saúde é bom conforto
Que se pede ao Santinho...
Mas se algo der para o torto
São João baila sozinho.

Bem-haja o mais resistente,
Quem marcha com alegria;
Para quem estiver doente
Faça Festa noutro dia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Não me canso de LOUVAR!

Victor Santos


Imagem exposta no Facebook/Internet.
Ver. Página 205 do livro "Mariana e Clemente - O Sonho Americano", de: "(...) não há amor maior do que amor de mãe."


Já vos digo e com Amor,
Porque de Amor se trata,
E também de mais valor
Que o seu livro retrata.

Um romance "americano"
De personagens atentas
Com terreiro açoriano
Antes de haver sebentas.

Em digressão p'los Açores
Anda agora Victor Santos,
Plantando novos amores
Em todos os nossos cantos.

Digo isto e mais diria,
Se me deixassem dizer:
Meu Amor pela Cantoria,
Também me dá gosto ler.

Tal pena eu não cantar,
Em direto e boa voz,
Com quem já me fez chorar
Numa leitura veloz.

Aproveito a ocasião,
Da Festa de Angra Cidade,
Que venha o São João,
Com alegria à-vontade.

Ver quem é o Emigrante,
Que retorna à Terra Mãe,
Com orgulho cativante
Trazer o melhor que tem.

Sua vida e testemunhos
Sua arte emoldurada;
Não se fica por rascunhos...
Fica em arte mui dourada!

23/06/2022

Rosa Silva ("Azoriana")

Canada da Vassoura

Moinho na Canada da Vassoura por Alfredo Lemos


Imagem da autoria de Alfredo Lemos, residente na freguesia da Serreta


Ó moinho que me viste
E que em pequena ouvi
Agora apenas existe
A rama que há em ti.

Na mente ainda ouço
O vento a buzinar
Agora só o esboço
Sem palheta a rodar.

Saudade não a tenho
De debulhar o milho
Nem na pele apanho
Pó alvo desse trilho.

Era só mais acima
Subindo pela Canada
E hoje só te dou rima...
E tu? Já não me dás nada.

Rosa Silva ("Azoriana")

Louvores

Volte, volte, amigo Vasco!
E traga o Rui consigo
Não abandonem o casco
Desse "barco" tão antigo.

O barco é o Programa
Que tanta gente admira
E eu digo que quem ama
É por conhecer o que mira.

"Histórias da Terra e da Gente"
Fica em recordação
Mais uma venha somente
Para honrar a Região.

É poderosa a História
Dada pelo apresentador
E fica p'ra sempre a Memória
De um trabalho de valor.

21/06/2022

Rosa Silva ("Azoriana")

Angra viva

Sanjoaninas 2022


Sanjoaninas 2022


Há na gente uma loucura
Um regresso ao festivo
Movimento de cultura
Que mantém o Povo ativo.

Há na rua uma promessa
Que se canta em moldura
Não há rua nem travessa
Que seja fria ou escura.

Há um palco de atores
Artistas, vasta união...
Se há festas nos Açores
Na Terceira há mais ou não?!

O meu coração fervilha
E os olhos esvoaçam
Para ver a maravilha
Das gentes que por mim passam.

Viva São João e as Festas Sanjoaninas 2022.

Rosa Silva ("Azoriana")

À "Família Lusitanista" - Contributo para o Centenário

Lusitânia é do Povo,
É seu grande Campeão!
Centenário já eu louvo
Sóis de verde coração.

Lusitânia clube herói
Tens os prados na lapela;
O verde que sempre foi
Voz que agita a janela.

Lusitânia cor de tantos,
Da Terceira a nobre parte,
Do mundo em quatro cantos,
Que promovem tua arte.

Família Lusitanista
Que de verde faz os planos:
Viva o Clube que conquista
A proeza dos CEM ANOS!

* 1922 - 2022 *

Rosa Silva (“Azoriana”)

Dia de múltiplas comemorações

Haja festa ou invenção
Haja folhas a brilhar
Porque a minha intenção
É o dia espelhar.

Espelhar o tom da alma
Nem que seja só para mim
Reunir a flor e a palma
Neste humano jardim.

Uma árvore já plantei
E de um livro fiz ramos:
Ai feliz que eu fiquei
Tudo é fruto do que amamos!

E amar é bem-querer
No fundo não fazer mal:
Custa menos do que ter
Custa mais do que é normal.

Rosa Silva ("Azoriana")


Mãe (em criança) e filhos


A árvore sou eu (pequenina). Os ramos são os meus queridos filhos...


* Dia Mundial da Árvore ou da Floresta. Em Portugal, a 1ª Festa da Árvore comemorou-se a 9/03/1913 e o 1º Dia Mundial da Floresta a 21/03/1972 (50 anos);
* Dia Mundial da Poesia . A data foi criada na 30ª Conferência Geral da UNESCO em 16/11/1999;
* Dia Mundial da Marioneta. Este dia surgiu por ideia do teatro iraniano Dzhivada Zolfagariho que a sugeriu em 2000 no XVIII Congresso da União Internacional da Marioneta (UNIMA), em Magdeburg. Em 2002, em nova reunião da UNIMA em Atlanta, esta entidade estabeleceu a data de 21 de março para a celebração, tendo a efeméride sido comemorada pela primeira vez em 21/03/2003;
* Dia Internacional da Síndrome de Down. A primeira celebração do dia teve lugar em 21/03/2006 e foi adotada pela Organização das Nações Unidas no seu calendário oficial, sendo comemorada todos os anos em cerca de 193 países;
* Dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial. A efeméride foi criada pela ONU, de acordo com a Resolução A/RES/2142 (XXI) de 1966, nesta precisa data, devido ao massacre ocorrido em Joanesburgo a 21/03/1960: o Massacre de Sharpeville;
* Dia Europeu da Criatividade Artística. Desde dançar a ler poemas, a pintar, ou a filmar, o leque de opções é vasto.

Há sempre uma primeira vez: "Tertúlia de Investigadores" em Hidrogeologia e Hidrogeofísica de ambientes vulcânicos

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14/03/2022: Parabéns no Céu!

"Mãe! Descobri que o tempo para e o mundo não separa o meu coração do teu" - Mariza, na letra da canção "Mãe".


E mais pudesse dizer
Neste novo amanhecer
Que traduz tanto de ti.
Foste, mas em mim deixaste
Porque ainda cá ficaste
Nas flores do teu jardim.

Uma rosa e uma açucena,
Uma pérola pequena:
Bisneta do teu Amor!
Mãe! Descobri que nada para
Só um instante separa
A raiz de uma Flor.

14 de março

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: https://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/954108.html

https://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/violetas-no-meu...

https://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/318257.html

Feliz aniversário Alberto Flores (desde 2004 sempre a blogar!)

Amizade "condecorada"
Foi assim que ele falou
E por conversa animada
Ai que saudade ficou.

Aflores, Flores pequenino,
Do Norte do meu país,
Tem um sorriso divino
É de homem mui feliz.

É sexagenário inteiro
E já conta com mais cinco,
Um amigo verdadeiro
Com palavras de afinco.

Inventámos com progresso
Uma nova estrutura
Antenas serão sucesso
Na última casa futura. 🙂

Imaginem nós então
A ligar lá bem do fundo
E a rir até mais não
Por incrível que é o mundo.

Que sejas sempre assim
Homem risonho e contente
Que amizade seja o jardim
Entre as ilhas e o "Contenente"!

Rosa Silva ("Azoriana")

Amar é querer Bem!

Dia de São Valentim


Amar é querer Bem! É estar presente e reagir às Horas Boas e Menos Boas! É sorrir mesmo que haja alguma dor e é chorar por alegria de ver o outro (e vice-versa) realizado/a.

Amar não é só Hoje... Amar é temperar os dias com o perfume do olhar, do companheirismo, do trabalho, da alegria, da mistura do saber e/ou não saber, da intenção de ser o melhor possível um para o outro. Livrar-se da mentira e produzir a verdade, doa o que doer.

Amar é querer Bem! E só quero o Bem para nós. És e foste o "Pai" presente dos meus filhos e filha e ajudaste-me (nos) tanto. Por isso e muito mais eu Amo-te Hoje e até que as luzes da vida se apaguem e nos iluminem em outra dimensão. Mesmo que não ouças palavras gratas dos meus filhos e filha, eu digo-as por eles e por ela... (eu percebo o silêncio deles e dela, são assim mesmo, mas doces e muito queridos e querida).

O dia dos Namorados é sempre que estás e estou a teu lado e mesmo fora. E perdoa a "chata de serviço", mas são sempre mais as que Amam?! Que o digas ou Ama sempre, que é querer Bem.

Há dias que os olhares sorriem... e Hoje é dia dos sorrisos do coração, na intimidade do lar.

Rosa Silva ("Azoriana")

O Amor é lindo!

O Amor é lindo
Porque Amar é preciso
Basta irmos sorrindo
A um choro impreciso.

E se choras por Amor
Na tristeza e na alegria
Chorar não é só dor
É tempero que se cria.

Eu chorei por tanta vez
E agora virei a vida
Descobri algo que fez
Sentir-me mais querida.

O Amor, ah esse Amor,
Que de sexo nada tem,
É sentimento incolor
Ao olhar quem nos quer Bem.

Rosa Silva ("Azoriana")

Graziela Veiga

Hoje ouvi o que escreves
E senti tua ternura
Sejam longas ou mais breves
Têm o cerne da Cultura.

Lágrimas cair deixaste
Bordadas p'la emoção
E a mim também causaste
O mesmo sentir então.

Não conheço Paulo Freitas
Mas fiquei tão encantada
Por novas ideias feitas
Na sua "Rádio Estrada".

Juro não estou invejosa
Uma palavra que ouvi
Apenas digo que a Rosa
Gosta a sério de ti.

Rosa Silva ("Azoriana")

Serreta pode ser vista...

2022_02_13_Serreta

Serreta pode ser vista
No retorno que convém
É sempre nova conquista
Por lhe querer muito bem.

Pela Serreta passei
Para visitar a Mãe
E na ilha onde andei
Tão bonita mas não tem
O berço onde acenei
Ao Amor que me mantém.

Rosa Silva ("Azoriana")

Candelária

Menino ilumina o mundo
Com Tua graça divina
E apaga num segundo
Tudo o que nos abomina.

Traz a doce esperança
De melhor vida viver
Nos teus ares de criança
Não nos deixes padecer.

Dá a Luz sem agonia
Que nosso olhar recheia
Com a vossa Mãe Maria
Brilhe a força da candeia.

Salve nobre Candelária
Das ilhas em comunhão
Numa oração diária
Sóis Mãe da iluminação.

Rosa Silva ("Azoriana")

☆Fado Gorgita ☆

O canto do dia
Na voz do Gorgita
Ai bem que fazia
Sua voz bonita.

O canto nos guia
E o Sol acredita
Que a simpatia
De perto nos fita.

Viv'à nossa ilha
Que acorda cedo
O mar maravilha
Já borda o rochedo.

E o canto se ouve
Na garça que voa
Por ela se soube
Que a voz entoa.

A brisa agradece
A manhã formosa
E logo acontece
A rima gostosa.

Na paz do encanto
Lucidez cantante
Só Deus sabe quanto
Se fez num instante.

Rosa Silva ("Azoriana")

Corvo, ilha ave

Paraíso insular
Cantiga de maresia
No Caldeirão ao luar
Corvino de poesia.

Capital de um concelho
De uma mesma freguesia
Que se vê ao espelho
Das Flores que aprecia.

E tem uma só matriz
De todos a Virgem Mãe;
Tem padroeira feliz
À que na Serreta tem.

De habitantes em suma
Contam menos de quinhentos
Tal como a terra bruma
Onde tive os aposentos.

Rosa Silva ("Azoriana")

Sonhar...

Na Serreta eu me criei
E voltava com vontade
Se trocasse o que herdei
Bem mais perto da cidade.

Um teto vale o que vale
Sobretudo na lembrança
Para mim é um postal
Dos meus tempos de criança.

Em S. Carlos vivo agora
E não me sinto de lá...
Voltava a "Nossa Senhora"
Mas não sei se ainda dá.

Tanto penso numa casa
Com vista p'ró oceano
Onde a paz não se atrasa
No verde quotidiano.

Rosa Silva ("Azoriana")

Jose Avila e a Cultura

Mote:

Sua casa é um museu
Com a arte em figura
Tudo aquilo que é seu
É um Fundo da Cultura!

Glosa:

Aprecio tantos valores
Que alguém os concebeu
Porque conheço as cores
Sua casa é um museu

Não importa o que eu diga
Mas o digo com ternura
É tema para um cantiga
Com a arte em figura

A sorte seja a dobrar
Na glosa do verso meu
Com o mote a encimar
Tudo aquilo que é seu

E quando daqui se for
Tudo chega a essa altura
Digo com terno fulgor:
É um Fundo da Cultura!

24/01/2022

Rosa Silva ("Azoriana")


P. S. Inspirada na imagem publicada por Jose Avila.

Recordação

Mãe hoje te agradeço
Tanta inspiração
É sempre um recomeço
A parte do refrão
É hora de o povo ler
O que quiseste ter
Como recordação.

Mãe se é despedida
Das letras lilases
Zela pela vida
Das odes que fazes
Assim, ficará na luz,
A Mãe que te seduz
Em versos eficazes.

Mãe não deixes ruir
Numa prateleira
O que te quis construir
Para a vida inteira
Além dele ser teu
O livro fez-se meu
Da Serreta e Terceira.

Refrão
Veio, veio para mim
Porque a rima é sim
Uma liberdade.
Que a edição termine
E o mundo domine:
Fé, força e amizade!

16/01/2022

Rosa Silva ("Azoriana")

Postal da Mata

Foste para aqui chamado
Fontanário de gosto
Lembra a Ponta do Queimado
Que no mar está deposto.

Tua forma original
Que dizem do Posto Santo
Torna a Mata um local
Que me atrai com espanto.

És leme da natureza
Da água um paraíso
Património de beleza
Que respira o improviso.

És do olhar pedestal,
És do sonho pedra-arte,
És da Mata o postal
Que tanta gente reparte.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: inspirada numa foto da autoria de Eduardo Costa Costinha

sentir ilhéu

sentir ilhéu


Dou por mim a divagar
Pelas ruas e p'las colinas
Com minha mente a pensar
Em fortalezas e Quinas.

Mas a porta que mais penso
É aquela mais antiga
Onde o sentir é mais denso
Onde apetece a cantiga.

E dei-lhe nome singelo,
[Porque singela sou eu]
- Sentir ilhéu - é tão belo,
Onde cabe o que é meu.

O "Costinha" do Raminho,
Eduardo de sua graça,
Fez-se, longe, ao caminho,
À porta que me abraça.

É um abraço terreno,
De uma porta esquecida,
Meu sentir não é pequeno
É de toda uma vida.

Fica esta assim talhada
Com o verde de outras eras
Que minha mãe adorada
Coloria as primaveras.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Obrigada Eduardo Costa Costinha pela foto original a que acionei o título.

Ainda gravo

Hernâni Candeias (foto de Carlos Aguiar)


Foto de Carlos Aguiar.


Ainda gravo


No dia que ele partia
Tinha o seu cravo na mão
Na descida não chovia
E o sol reinava então.

Lembro tão perfeitamente
Não esqueço a cortesia
Do brilho que foi potente
Pró poeta e poesia.

Hernâni cravo de Abril,
Foi sem amigos deixar;
A farda não era anil,
Verde sim, de militar.

E o cravo, aquele Cravo,
Que teve tão bom destino,
Na mente ainda gravo...
P'ra Fernando Alvarino.

Rosa Silva ("Azoriana")

Partir

Hoje já parti um prato
E um copo sem querer;
Uma santinha no ato
"Guadalupe" de ser.

Depois a cola colou
A santinha quase igual
Do resto nada ficou
Numa mão intemporal.

E mais coisas vou partir...
Digo isto e junto "Ah, mãe!"
Sei agora o que é ruir
A idade que se tem.

E quando eu era criança
Andava sempre caída;
O que mexo agora dança
Mais vale não ser mexida.

Rosa Silva ("Azoriana")

José Gabriel Oliveira (de Santa Bárbara, da ilha Terceira)

Cinco anos e quatro meses
Conto eu sem vacilar
Que fui uma das vezes
Ao seu programa falar.

Marta Fagundes içou
O seu canto na altura
E desde então ficou
Seguindo sua cultura.

Foi da Serra para além-mar
Porque a vejo noutros ares
Com linda voz a vibrar
Junto à Mãe seus cantares.

Novamente estou focada
Noutra voz melodiosa
Que irá ser avisada
Da surpresa radiosa.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: a pensar na #HoraDaSerra

A minha dedicatória a Honorato Lourenço, do Raminho, ilha Terceira

Serreta


Foto por Honorato Lourenço


A minha dedicatória:

Santuário que brilha
Com a singela beleza
Que acolhe o povo da ilha
Junto à sua Realeza.

Rainha de Santidade,
E do mundo que é crente
Milagres a identidade
Que espera nossa gente.

No Altar junto da serra
Que deu nome à freguesia
Sendo pequena a terra
É a maior da Romaria.

Honorato do Raminho
Deu valor à nossa Mãe
E com imenso carinho
Dou-lhe o meu verso também.

Rosa Silva ("Azoriana")

Porque não?!

Sou uma criança
Extinta na idade
Não usei esperança
Da mocidade.

Apaguei o Natal
Arrumei o que tirei
Mas penso afinal
Que só embrulhei.

A véspera sem leis
Do meu arrumo
Há de ser de Reis
Magos com rumo.

Os olhos do brilho
Quiseram clausura;
Nem sequer o Filho
Teve desventura.

Na caixa cor vinho
O belo arrumado;
Cá fora o carinho
Do Natal passado.

Dezembro a janeiro,
Ano velho e novo,
Um desfiladeiro
De festas e povo.

Rosa Silva ("Azoriana")