Dou por mim a divagar
Pelas ruas e p'las colinas
Com minha mente a pensar
Em fortalezas e Quinas.
Mas a porta que mais penso
É aquela mais antiga
Onde o sentir é mais denso
Onde apetece a cantiga.
E dei-lhe nome singelo,
[Porque singela sou eu]
- Sentir ilhéu - é tão belo,
Onde cabe o que é meu.
O "Costinha" do Raminho,
Eduardo de sua graça,
Fez-se, longe, ao caminho,
À porta que me abraça.
É um abraço terreno,
De uma porta esquecida,
Meu sentir não é pequeno
É de toda uma vida.
Fica esta assim talhada
Com o verde de outras eras
Que minha mãe adorada
Coloria as primaveras.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Obrigada Eduardo Costa Costinha pela foto original a que acionei o título.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Obrigada pela visita! Volte sempre!