Porque não?!

Sou uma criança
Extinta na idade
Não usei esperança
Da mocidade.

Apaguei o Natal
Arrumei o que tirei
Mas penso afinal
Que só embrulhei.

A véspera sem leis
Do meu arrumo
Há de ser de Reis
Magos com rumo.

Os olhos do brilho
Quiseram clausura;
Nem sequer o Filho
Teve desventura.

Na caixa cor vinho
O belo arrumado;
Cá fora o carinho
Do Natal passado.

Dezembro a janeiro,
Ano velho e novo,
Um desfiladeiro
De festas e povo.

Rosa Silva ("Azoriana")

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