No seio do meu viver,
Tão pouco calmo e sereno,
De ponto e laço pequeno,
Que é tão fácil tecer.
Vivo do que sei fazer,
Rima em retalho terreno,
Com o verso com que aceno,
A quem dele quer saber.
Levo a rima ancorada,
Ao sonho de ser amada
Sem inspiração [às vezes].
Sou e[terna] sonhadora,
Enquanto for escritora...
Por ti... já fui noutros meses.
Rosa Silva ("Azoriana")
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