A natureza está muito zangada...

De repente, uma chuvada, ventania e foram vidros partidos, toldos tombados, um desassossego medroso... Enfim, desta vez, sem aviso que se visse, veio uma espécie de fenómeno de uma natureza zangada como é de esperar nestas ilhas de oásis, e logo depois, uma intempérie. Vamos cuidar do que está à nossa conta para não lesar muito o património pessoal e público.


No vento ninguém manda,
Nem na chuva, nem maleitas,
De repente tudo desanda,
E as ruas são estreitas.

Há quem pense na cautela
Caldinhos e água fria,
Mas se fores à janela,
Está rigoroso o dia.

Protege o mais que puderes
Da casa e das redondezas,
Pois se isso não fizeres
Vais temer as malinesas.

Natureza está zangada,
Com uns certos safanões
E agora em pouco ou nada,
Mais pareciam furacões.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Ai, a telha... aguenta-te sempre!

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