Na Serreta

Este fim-de-semana e os próximos até quase acabar o ano, a Serreta é o meu atractivo especial:



Uma matança de porco reuniu familiares e amigos na casa da irmã. Todos saborearam a boa cozinha tradicional e houve umas boa gargalhadas;


 


No próximo fds será a festa de aniversário da Filarmónica Recreio Serretense;



No seguinte será a Ceia de Natal da Sociedade Filarmónica R. Serretense;



E penso que se houver saúde haverá mais chamamentos desta freguesia especial.



Apraz-me revelar que me senti muito feliz neste convívio familiar e que não há nada como estar no lugar-berço rodeada de quem me conhece bem.



Obrigada!

Na rota dos blogues (1)

À entrada do
fim-de-semana resolvi fazer uma ronda pelos blogues antes da partida
para o isolamento do mundo virtual. Reparei que a Joanina "Give
Thanks
" antes da viagem para a ilha Terceira; que a D.
Clarisse Sanches teve um "Sonho de
Natal
"; que o Luís Nunes ainda se mantém no dia 10 de
Novembro
, porque o seu filho lhe ocupa bem o tempo; que a Chica
Ilhéu, mesmo ausente, continua a dar-nos miminhos; que o "Futebol, Gente e
Toiros
" anuncia um bom evento que se irá realizar em Angra do
Heroísmo; que o "Ilha Brava e Doce" está na Cidade
Brilhante
;  que "In Concreto" é um dos
melhores blogues terceirenses que comemorou o 1º aniversário (Parabéns
atrasados!)e que reúne muitos dos blogues que vão nascendo e
mantendo-se activos na blogosfera; que o "Planeta Açores" continua
com uma boa actividade; que Ardemares me lembra sempre a
conchinha de amor que é Santo Amaro da ilha do Pico, e por isso, sigo
para o blogue "Sentimentos" da amiga picoense que também comemora o 1º aniversário; que continuam os belos sonetos da poetaporkdeusker; que o Desambientado continua com lindos poemas; que a Grilinha é uma grande bloguista e uma das mais antigas na blogosfera; que a Arte por um Canudo, de Agostinho me faz lembrar a geminação Serreta & Parada de Gonta; que o dono de Ailaife Blog é um amigão e me vai mandar uma prenda... e que o blogue Pé de Vento, de Ângela Monforte que lançou um novo livro recentemente... e eu continuo à espera de ter mais solicitações ao primeiro livro - Desgarrada de Além-Mar - feito em co-autoria com a D. Clarisse Sanches que foi a maior impulsionadora deste ideal concretizado... e fico-me por aqui porque urge seguir viagem no autocarro 145.
Lembram-se?


Beijinhos a todos e até à próxima terça-feira, o mesmo é dizer, bom
fim-de-semana prolongado com o feriado da Restauração da
Independência, que agora não tenho tempo de aprofundar. Sobre este
acontecimento pode ir à Wikipédia
que tem lá tudo bem explicado.


Divirtam-se!


Rosa Silva ("Azoriana")

Ao blogue terceirense... "Bagos d'Uva"

Bagos d'Uva

Baila a ternura do vinho
Pela mão do seu autor
Que barulha seu cantinho
Com toda a arte e amor.

«Bagos d'Uva», com carinho,
Merece o nosso louvor
Nunca estará sozinho...
Biscoitos dá-lhe a cor.

Nossa ilha é bem falada
Pelo vinho e p'la tourada
E p'la água da Serreta...

Dos Biscoitos vem o cheiro
Do Lagar tão prazenteiro
Onde marcham branca e preta.

Rosa Silva ("Azoriana")



Índice temático: Rosa e rimas do coração




Nota: Parabéns pelo blog e por tudo o que aqui publica. Chamou-me a atenção o artigo do alerta à água da Serreta. Obrigada

Nocturna





Da minha janela à rua

Deste novo lugarejo

Há estrelas e há lua

Que sabem o que desejo



No luar da natureza

Há um verso de saudade

Um negrume de tristeza

Na fuga da claridade



Com a volta da aurora

Renasce um novo alento

Chega a hora, vou embora

Roda a vida em cata-vento



E sou vento de mudança

Que golpeia o horizonte

Versa em mim a esperança

Quando o sol me beija a fronte.



Rosa Silva ("Azoriana")

Postal de Natal para todos (antecipadamente)

Merry Christmas, Joyeux Noël, Feliz Natal!



Porque se vestem os lares de Luz?
Porque vai nascer, de novo, Jesus...
Ou para seguir com um ritual
De São Nicolau versus Pai Natal?

Sonhei dar-te luzinhas em botão,
Que brilhassem de amor na Estação
Como brilham as Estrelas do Natal,
Mas peco por não ser original...

É que em muitos dos lares mundiais,
Há estrelas que brilham muito mais
E, no entanto, são mancas do tal Deus...

Que volta por nós, num lindo Menino,
E num berço de palhas, pequenino,
Lança hinos de amor aos irmãos seus.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Filarmónica Recreio Serretense

A Serreta estará em
festa comemorativa de mais um aniversário da sua Filarmónica no
Domingo, 7 de Dezembro. No dia 4 de Dezembro é o dia por excelência da
efeméride festiva, mas no Domingo sabe melhor tão brilhante festejo
para reunir o maior número possível de pessoas.


São 135 anos a alegrar a freguesia, a ilha e mais além. A festividade
tocará os emigrantes que já participaram com tudo o que tinham de
melhor para abrilhantar esta relíquia. Disso nos dá conta o jornal "A
União", no título formoso: "A MAIS ANTIGA DA TERCEIRA Filarmónica da Serreta
assinala 135 anos
", que segue com afinco os eventos da
freguesia.


E não me venham dizer que a Serreta está a desertificar... Enquanto
houver um serretense espalhado na ilha, ou fora dela, a Serreta jamais
ficará deserta... A música é o elo que nos une pela batuta do seu
regente, João Marcelino Costa, e pela melodia que ecoa dos
instrumentos musicais de um punhado de gente com a alma em festa pelo
seu torrão natal.


Os serretenses tem a naturalidade muito bem vincada pela Mãe, Senhora
dos Milagres, que atrai o mundo inteiro e que é a padroeira de todos
os eventos serretenses e, neste caso, é a padroeira da Sociedade
Filarmónica Recreio Serretense, fundada a 4 de Dezembro de 1873.


Uma especial referência à serretense amiga, Manuela Simões, que em boa
hora foi convidada para ser oradora da sessão solene na Sociedade
(13:30), após a missa também solene (12:00).


Parabéns a todos e bem-haja esta família unida, da qual tenho muita
alegria em fazer parte. O meu filho, Paulo Filipe (O Pipoca) também
estará em festa porque é um dos novos elementos desta
Filarmónica.

Rosa Silva ("Azoriana")

Felicito Sidónio Bettencourt e seu programa «Inter-Ilhas»

Parabéns pela melodia

Que nos dá aquele cheirinho

E uma grande harmonia

Recheada de carinho.


Viva, viva o Programa,

Inter-ilhas matinal,

Já é larga a sua fama

Numa onda divinal.


Sidónio com sua voz

Leva as ilhas mais além

Na aurora tão veloz

Alegria fica-lhe bem.


São rimas da Azoriana

Que segue a par e passo

O programa da semana

E que lhe deixa um abraço.


Rosa Silva ("Azoriana")

2008/11/27

Ao poema de Armando Sousa - "Na Palma da Mão"

Amei o poema seu:
"" entrei
E por ele me deslumbrei...
Bela semente nos deu.

Semente - botões e flores,
Com seu poder majestoso
Vindo do estro formoso
Criam pétalas de amores.

São as pétalas rimadas
As que vão enfeitiçar
A palma do coração...

E por si foram doadas
Para mais nos atiçar
O fogo da emoção!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Informar é bom

Informação útil a
quem tem de postar por e-mail (correio electrónico) os seus post's
(artigos do blogue):


Para que a formatação do texto fique correcta use o Microsoft
FrontPage (html) para escrever os artigos e inclua os códigos de html
para a inserção de imagens. Isto para quem tem dificuldades (como eu)
em aceder ao editor do blogue. Recebo sempre uma mensagem de erro e
não me dá hipótese de digitar qualquer letra. Assim, uso o que me é
permitido e depois de enviar por e-mail, entro na gestão do blogue e
vou à parte de "Editar Posts", clico no "ok" e
outra vez "ok" e no "Cancel" e vou à zona de
"Outras Opções" e das Etiquetas (Tags) e finalizo a
publicação do artigo escolhendo os itens que interessam. Só assim
consigo a perfeição da visualização do artigo conforme manda a
norma.


Se conhecerem outra maneira mais eficaz agradeço que me informem. Esta
coisa de não ter computador pessoal é uma angústia constante. Aos
poucos vai-se perdendo até a inspiração para ganhar a ligação com a
natureza que nos faz muito bem.

Excelente notícia para os Angrenses e não só...

Batalha da Salga,
invasões espanholas, o culto do Divino Espírito Santo e a doçaria
regional são apenas alguns dos vários temas que vão ser representados
em quatro carros alegóricos com mais de meia centena de figurantes
trajados a rigor. A parada "Na Rota da Prata" sairá à rua dia 7 de
Dezembro, pelas 18h00, e vai percorrer o Alto das Covas, Rua da Sé e
Praça Velha, no âmbito das comemorações dos 25 anos de Património
Mundial da cidade de Angra do Heroísmo.


Continua a notícia no jornal "A União", de Angra do
Heroísmo.

Identidade

Não sei se este meu
pensamento de hoje é original (ou se já foi sentido por alguém): A
minha identidade é a minha naturalidade.


Quer queiramos, quer não, apresentamos os traços do nosso berço, isto
é, do local original onde nascemos e demos os primeiros passos. Talvez
por isso nunca me sinta completamente satisfeita com a mudança de
localidade.


A parte do corpo que melhor se prende com a localidade (identidade) é
o coração. O meu coração diz-me que metade de mim é serretense e a
outra metade é santamarense. A freguesia da Serreta, do concelho de
Angra do Heroísmo, da ilha Terceira, é o local de nascimento por
inteiro (nasci no quarto cuja janela estava virada para o mar); a
freguesia de Santo Amaro, do concelho de São Roque, da Ilha do Pico é
a outra parte do meu encanto (meu pai nasceu também virado para a
imensidão do mar que abraça a freguesia mais linda, na minha
perspectiva).


Neste mês mudei de localidade, mais uma vez (com esta é a quinta vez).
Não foi por querer mas por contingências da vida. Cada vez mais a
saudade me abraça e me diz que o meu berço é que me deu o mote para
tudo. Foi uma pena ter pensado que estaria melhor fora dele. Puro erro
que agora é tarde de mais para alterar. Assim sendo, tenho que me
conformar com a nova identidade/localidade.

Agradecimento

Na augusta desgarrada,

Entre terras tão distantes,

Senti-me acarinhada

Tanto agora como dantes.


Com a quadra aninhada

Nestes atalhos brilhantes,

Fez-se, assim, bem entoada

A cantiga nuns instantes.


Linda Góis de São Tiago

E a Terceira de Jesus

Fez-se edição de um trago...


Graças a Dona Clarisse

Veio à tona sua luz

Em tanto que já se disse.


Rosa Silva


Muito obrigada ao distinto escritor, Humberto Pinho Silva pela
cortesia e simpatia em tudo o que já publicitou no seu blogue e,
sobretudo, por este artigo. Que Deus lhe recompense sempre.


Abraço

In Blogue
Paz

Amanhecer

Perante o dia nascido

Há um campo a cantar

E há um verso vestido

Do templo que vai no ar.


Há cortinados de luz

Caindo em palcos de mar

Há a bênção de Jesus

Num cenário de encantar.


Há o gosto pela vida

Numa madrugada pura;

Há nova prece erguida

Numa visão de ternura.


Há uma espécie de céu

Rasgado de sol ameno,

Que veste o nosso ilhéu

Do maior ao mais pequeno.


Há ilha de maré cheia,

Numa manhã sorridente,

A nossa alma incendeia

De Sol, no palco de frente.


E são os laços do amor

Que talham nosso viver;

E no verso madrugador

Há retalhos de prazer!


Folhadais, 25 de Novembro de 2008


Rosa Silva ("Azoriana")

5º aniversário do Blog Grilinha

Venho nesta ocasião,

De alegria e emoção,

Pelo lustro tão querido:

Dar-te os meus parabéns

E elogiar o que tens

Com um abraço merecido.


Faz-se a festa com agrado,

E há um sorriso rasgado

Que invade a blogosfera;

Viva, viva a Grilinha!

E nesta cantiga minha

Uma homenagem sincera.


Cantemos teu belo dia

Com versos de alegria

Pela data especial;

E que venham mais artigos

E comentários amigos

Festejando este ideal.


Nossa amiga e companheira

A bloguista da Terceira

Deseja-te melhor saúde,

Muita paz e muito amor,

E na graça do Senhor

Sigas com tua virtude.

In
http://grilinha.blogs.sapo.pt/111760.html

Rosa Silva
("Azoriana")

Aviso

Para
"niopeadeusa" que comentou o meu blog hoje, 24 de Novembro
de 2008, às 13:04, no artigo «À conversa»:


Peço-te o grande favor de NÃO comentares mais o meu blog.


Uma pessoa que não se identifica como deve ser não merece a minha
atenção e vai direita para a porta dos fundos.


Para já, nunca virão à tona os teus comentários quer sejam verdadeiros
ou falsos e que me soam sempre a invejosos. Por mim podes esfalfar-te
a comentar, podes escrever o que quiseres que JAMAIS vou colocar
on-line (vou guardando até um dia, junto com o teu IP). Em vez de
perderes tempo comigo cuida dos teus afazeres. Sem dúvida que só me
comentas para te ficares a rir ou sei lá que outro tipo de
reacção.


Vem falar comigo, se tiveres coragem, ou deixa-me em paz.

Caminho

Pode haver muitas
estradas mas há apenas um Caminho. Foi esta a expressão que me
incendiou o pensamento e me transmitiu uma imagem física de um caminho
perfeito após a chegada de mais uma semana.


A imagem era de um verde esperançoso que me levava aos confins da
natureza, toda ela recheada de beleza em diversos tons verdes,
apaixonantes. Acho que nunca apreciei tanto a natureza como naquela
hora que deparei com a imagem da moldura fiel de um caminho ladeado
das árvores triunfantes, que nos ajudam a respirar. Fiquei pasmada e
nem me apeteceu virar a visão para mais nada.


De repente, vi-te. Estavas com a mão estendida a acenar-me ao fim da
clareira. Estavas lindo. Ainda me faltava ver o teu olhar que
contrasta com a cor da natureza para me fazer lembrar que o mar é o
outro caminho que também adoro... Fui devagar para não magoar o
carreiro que estava todo limpo e asseado. Quando assim é, custa muito
pisar o chão, porque parece que o magoamos...


Cheguei mais perto, após passar a formatura de árvores cuja idade é o
abraço mais ou menos extenso que se dá ao tronco e cuja altura é
medida pela extensão do que a vista alcança ... Lá estavas tu à minha
espera e, desta vez, já apanhei o teu sorriso, nos lábios carregados
de tentação. Como é bonito o teu sorriso entre verdes imensos,
abençoados pelo dom celestial. Quase que já percebia o teu cheiro...
Um cheiro a terra acabada de lavrar... Como te vi cativante nessa
imagem ideal que até senti transbordar toda a minha alegria.


Mais um passo e consegui perceber a tua respiração intensa... Estavas
ofegante, parecia que cada passo meu a aumentava mais um pouco...
"Cheguei, amor!" - Disse-te. Era o único eco audível naquela paz
triunfal, para além dos ecos dos seres alados. Tocaste-me com a mão
que me acenara e eu deixei-me cair nos teus braços... Parecia que
todas as árvores cantavam em uníssono: "Ainda bem que apareceste!".
Completou-se, assim, a harmonia do quadro nas cores mais lindas que a
natureza veste na tarde de uma vida. Os tons irão mudar noutro tempo
mas ainda é cedo. Nessa altura serviram para baptizar um amor que
acabava de celebrar o encontro perante um quadro deveras belo...


Caminho. O caminho é a estrada do amor quando rodeada de
beleza, cor e paz. Afinal eras e és o sonho de onde acabo de acordar.
É verdade! Sonhei contigo enquanto olhava a paisagem de um Caminho que
me ajudou a encontrar as palavras que talvez nunca te disse perante um
quadro real... Será que tu também me dirias: "Amo-te até ao fim do
caminho!". Já o disseste noutros quadros e tardes...


Nisto ouvi a bênção chilreante dos pássaros, que de ramo em ramo,
trilhavam o bailado do amor. Quedei-me, mais uma vez, num sonho agora
acordado. E, nem sei bem porquê, percebi a inesperada gotinha de água
quente que escorre suave pelo meu rosto. Há caminhos de
saudade!

Rescaldo do fim-de-semana

Um belo fim-de-semana

Foi o da Azoriana...

Com as mãos bem arranhadas,

E um cansaço geral

Mas pode ver-se o quintal:

Livre com silvas cortadas!


Na trabalheira frenética,

Muito fora de poética,

Andei numa roda viva:

Sei que me arranhei toda

Mas fiz do silvado a boda

Que me manteve activa.


Senti uma força diferente,

Estive bem e contente

Por tratar do que é meu;

Mas a par desta perícia,

Soube hoje uma notícia

Que muito me entristeceu.


Oxalá que um sorriso

Se abra no Paraíso

P'ra quem a terra deixou;

Que as camélias do jardim,

Ornamentem qualquer fim

Sobretudo a quem amou.

Rosa Silva ("Azoriana")

À conversa

Na hora de almoço,
encontrei um amigo de infância e estivemos à conversa por uns
instantes. O engraçado da conversa é que tive a certeza que ele lê o
meu blog e já sabe que a "145" é o transporte do meu
tormento. Foi motivo de riso pois apercebi-me de duas coisas: que ele
está atento ao meu quotidiano e o mundo também.


Não disse mentira nenhuma e fiquem todos sabendo que a "145"
é a minha agonia diária. Até vou traduzir à minha moda: "One four
five" - The "One hundred and forty-five" is my ghost
bus.


Já experimentei vir a pé e levei uma hora no percurso até Angra do
Heroísmo. O inverso será mais que isso. Com bom tempo até é uma
caminhada agradável. As minhas pernas é que já apresentam
queixas.


Bom fim-de-semana a todos e em especial ao M.H.D.

Ao Bloguezi da Joanina e etc...

Canta minha alma contente

P'lo baptismo tão recente

Do "Bloguezi" em questão;

Atrasei-me um bocadinho

Mas ele não está sozinho:

Fez-se a boa votação!


Ando agora atormentada

Porque a massa sovada

Levou alguns safanões;

Quando para cá vieres

Se a massa não tiveres

Vão salivar erupções...


A alcatra e vinho de cheiro

Será teu passo primeiro

Para se abrir em festança;

A linguiça e a morcela,

Os torresmos na panela

Só se houver fina matança.


Imagino nossos cantadores,

A rimarem nossas cores,

Depois da pinga asseada:

No quintal, à luz da lua,

Junta-se a minha e a tua

Cantiga bem afinada.


Mas se isto for só sonho,

Alegre e nada medonho,

Fico a contar os dias

P'ra ele se realizar

E connosco vires cantar

E salivar tais iguarias.


Oh minha querida amiga

É tua esta cantiga

Que cantei mesmo calada,

Estou inquieta p'ra chegares

E alegrares nossos lares:

Nos Folhadais tens pousada.

Rosa Silva ("Azoriana")

Sonetilhos à primeira edição da Desgarrada de Além-Mar



E quem estiver interessado (a) neste livrinho basta
contactar por e-mail.

Contacto: Natureza!

Embrenhar-me-ei no quintal

Abraçando a natureza

Numa paz de singeleza

Como não há outra igual.


Quedar-me-ei na paisagem

Que vejo ao amanhecer

E se nada a entorpecer

Vou seguir nessa miragem.


Fixar-me-ei na amizade

Que liga a terra e o céu

Com elos do povo ilhéu

E o canto da trindade.


Pai, Filho, Espír'to Santo!

Voam no raiar do dia,

Quando ouço a melodia

Do seu casto, divino canto.


E agora mais contente,

Com a dádiva de Deus

Desenho aos olhos teus

O amor em mim presente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Prazer de navegar

Se continuar sem internet

Vou engolir uma cassete

E bem alto vou gritar:

Será que eu não mereço

Um pouco do vosso apreço

P'ra nestas ondas andar?!


Há gente que muito tem,

E outros a pedir vem,

P'ra surtirem bons efeitos:

O prazer de navegar

Aliado ao de versar

Está a perder os direitos.


Disseram que uma campanha

Que a dádiva acompanha,

Dividida por mais gente,

Toca pouco a cada um

E não faria mal algum

P'ra me fazer sorridente.


Vou pedir ao Pai Natal

Que a ficha principal

Surja numa hora boa;

As noites são tão vazias

Sem as vossas companhias

Fico triste assim à toa.


Rosa Silva ("Azoriana")

Ruralidade

Chega o sono da tarde...

Nada de fazer alarde

Porque isto já me passa.

Levanto cedo, p'la manhã,

E dela eu não sou fã

Porque o sono me deslaça.


Sempre fui, desde pequena,

O inverso de morena

E muito amiga da cama:

O sol quando me batia,

De frente, logo se via

A minha tez toda em chama.


Com o clima em mudança

Continua em festança

O sol cá por este lado...

E se assim continuar

Muito vai agoniar

O Inverno bronzeado.


A noite p'ra mim é linda,

Dá-me calma, é bem-vinda,

Se o silêncio impera;

Nos quintais dos Folhadais

As baladas dos animais

Deixam meu sono em espera.


Rosa Silva ("Azoriana")

O comando é de quem?!...

Ouvimos publicidades

Que anunciam novidades

Que podem dar muito jeito;

Eu tenho cá para mim,

Se continuarem assim

O salário fica estreito.


E a demora em colocar

Os aparelhos a funcionar

É outro inconveniente;

Quem espera desespera

E o desgosto acelera

No utente mais exigente.


Faz falta a televisão

O aparelho da nação

Que nos liga ao universo.

O meu lá não tem defeito

Só que 'inda 'stá sujeito

A continuar submerso.


Sem tomada principal,

Sem o filtro especial,

Continua mudo e quedo;

À noite p'ra variar

Fingimos que está a dar

Qualquer coisa com enredo.


Se isto fosse Carnaval,

Numa dança original,

Cabia a família inteira:

Dava pano para mangas

Com alegrias e zangas

Num enredo à maneira.


Antes vinha a Saudação,

Seguida do assunto, então,

Em comédia só p'ra rir:

"Mudança prós Folhadais"

Cantada por bons jograis

Só mesmo p'ra divertir.


Vinha o "cabo da vassoura",

"Uma esfregona" loura,

"Um rato" e "uma barata",

"Um pano" e "um pincel",

"Uma saca" do farnel

E "um bilhete" de gravata.


Armava-se a confusão,

Pois nenhum tinha razão

Nas diversas teorias:

E quem quisesse saber

O que ia acontecer

Só ao fim de alguns dias.


Era tamanha a desordem,

Que para pôr tudo em ordem,

Precisava de "um ratão":

Fazia-se o tal contrato

Com um gajo caricato

Para esta encenação.


A risota seria tanta,

Em cada rosto e garganta,

Amainando na Despedida:

Cantigas originais

Da casa dos Folhadais

Feita cena de uma vida.


Rosa Silva ("Azoriana")

Ter ou não ter...

Sinto-me isolada, num mundo
aparte.


A televisão está muda e não me apetece dar mais de cem euros para a
ter de volta, uma vez que os canais eram generalistas e gratuitos
graças a um aparelhinho pago para tal e que agora necessita mais
pagamento para o ressuscitar (há coisas que não entendo mesmo e esta é
uma delas);


O computador está mudo e quedo no seu canto predestinado ao silêncio.
Ainda não chegou a hora ideal para fazê-lo ligar-se ao mundo.


Ouvi dizer que há uma alternativa a esses dois aparelhos: ver
televisão e ligar-me à internet pelo telemóvel (??)... Ainda não me
inteirei bem desses outros laços a dinheiro. Quando não o há, melhor é
fazer o próprio filme:


As cortinas já estão a postos. O cenário começa a ganhar a forma
ideal.


Há um cheiro a terra cavada.


Há lua.


Há sol matinal estilhaçando o horizonte de cortinados de ouro.


Há a "145" que me faz cambalear no mundo real. Só esta é que
não se enquadra na fita ou talvez até surja o filme: "A urbana
dos meus pecados".


Um dia vos mostrarei o filme todo. Aguardem pelos post-por-mail
seguintes. É tudo uma questão de orientar a objectiva.

Uma tarde importante

Hoje é a tomada de posse do X Governo Regional dos Açores. Na
Assembleia Legislativa Regional, sediada na Horta, reúnem-se todos os
membros do actual Governo.

Votos de sucesso!

Que bom é ser Açoriano! -
http://azores.gov.pt/Portal/pt/novidades/Intervenção+do+presidente+do+Governo+na+posse+do+novo+Executivo+dos+Açores.htm

@z(º)riana

Ornada de folhas ideais

A minha porta de entrada

Por dentro está pintada

Para bem vos receber;

Aos poucos vai-se compondo

Tudo o que ali se foi pondo

P'ra melhor nos parecer.


O quintal tem outra cara

A limpeza não é rara

E vai-se levando a eito;

Falta só a sementeira,

Bem à moda da Terceira,

P'ra surtir algum efeito.


São os nabos e as couves

E "Oh, rapaz tu não ouves

Que já não podes brincar

Nessa parte que é de terra

E que a semente encerra

Para um dia germinar!"


Depressa há pouco quem

Possa tudo fazer bem

Ou mesmo duma só vez;

Agora o que interessa

É que a muda feita à pressa

Enfeitou melhor o mês.


Dia OITO de Novembro,

É dia que bem me lembro,

Do ano dois mil e oito:

A família mais chegada,

Reuniu e fez-se à estrada

Com um amigo afoito.


Dez dias conto agora

Desde a muda, sem demora,

P'ra casa do S. Mamede (*),

Que no cimo da fachada

Faz saber que na morada

O sorriso já se mede.


Da Serreta p'rós Altares,

Mais tarde mudei de ares,

Rumei p'ra Santa Luzia

De Angra do Heroísmo...

[Em Corpo Santo, o lirismo,

Outro rumo me trazia].


'Stou de volta aos Folhadais,

Para o verde dos quintais

Que beijam o tom do vento:

Agradeço à minha mãe

E ao ido pai também

Pela vida do momento.


Rosa Silva ("Azoriana")


(*) São Mamede: É
orago da freguesia S. Mamede. Um indício mais, afinal, da antiguidade
do seu povoamento, já que o seu culto foi introduzido na Península
Ibérica durante o século X, tendo chegado logo de seguida a Portugal e
a esta região. Apesar de os documentos ainda não permitirem distinguir
todas as igrejas paroquiais da época, presume-se que S. Mamede já o
seria.


Festejado a 17 de Agosto, S. Mamede foi um glorioso mártir, com data
exacta do seu nascimento desconhecida. Sabe-se no entanto que morreu
em 275, em Cesareia da Capadócia. Era pastor e movido pela Fé, fez um
altar no deserto, onde pregava a palavra de Deus aos animais
selvagens. Fazia queijos com o leite das fêmeas desses animais, que
depois dava aos pobres. Preso, foi lançado às feras, que
inexplicavelmente não lhe tocaram. De seguida escapou milagrosamente
dum forno a que o condenaram. Finalmente, foi estripado com um
tridente. Os seus atributos são o tridente, um leão, corças leiteiras
e outros animais. As entranhas escapam-lhe do ventre. É um santo
lendário. É o padroeiro dos bombeiros (porque apagou um incêndio com
as suas lágrimas) e também dos queijeiros e fabricantes de
lacticínios. (in Freguesia de Ventosa - http://www.serroalto.com/genealogia/pafn09.htm
e "Jornal de Trofa" freguesia de S. Mamede do Coronado -
http://www.jornaldatrofa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1949&Itemid=140)


São Mamede é o padroeiro da Vila de Perafita, em Portugal (ver http://www.jf-perafita.pt/padroeiro.php com a HISTÓRIA) e uma freguesia de Lisboa (ver http://www.f-saomamede.pt/), entre outras (ver http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Mamede). O leão é um símbolo comum em alguns dos
Brasões.

A Tribuna Portuguesa

Está no ar e à disposição de todos o Quinzenário Independente ao Serviço das Comunidades de Língua Portuguesa - "Tribuna Portuguesa".


 


Deliciem-se com as novidades em www.tribunaportuguesa.com


 


@z(º)riana

Aos poucos vou descobrindo...

Estou no interior da ilha

Não consigo ver o mar.

Faz-me falta, dele sou filha

E gosto dele me embalar.


Da janela do meu leito

Vejo o Sol dourando a linha

Que à noite quando me deito

Entra na escuridão minha.


À esquerda do Monte Brasil

Avisto o ouro do céu

É o Sol no azul-anil

Beijando a nuvem em véu.


Nos olhos do meu amor

Tenho o mar, por magia,

Dou-lhes muito mais valor

Quando nasce assim o dia.


Deus não fecha uma porta

Sem abrir logo um portão

E a nós o que importa

É confira n'Ele, então...


Aos poucos vou descobrindo

O que restou do passado;

Por dentro, estou sorrindo

Ao que está recuperado.


Folhadais. Domingo, 16 de Novembro de 2008


Rosa Silva ("Azoriana")

À beira do fim-de-semana...


Beirando o fim-de-semana,

Vou pôr o blog de molho:

Aqui esta Azoriana

Não lhe pode pôr o olho.


Fica o blog a marinar

Enquanto vou pró quintal:

Tenho tanto que tratar

Que parar não fará mal.


Se de mim tiver saudades

Basta olhar as estrelas

Porque as suas claridades

Também eu estarei a vê-las.


Estou mais entusiasmada

Com nossa mãe-natureza:

É linda a madrugada

E a noite tem beleza.


Estou contacto em directo

Com nosso belo torrão,

Traz à gente mais afecto

E traz paz ao coração.


Agradeço à Senhora

Dos Milagres, da Serreta,

Que me trouxe em boa hora,

O que estava na gaveta.


E lembro da minha mãe

Que partiu sem saber

O que a filha agora tem

Mesmo que dê que fazer.


Faz-me falta o meu pai

Que o trabalho não temia;

É pena, mas já lá vai

A obra que ele fazia.


Felicidade e tristeza

Andam sempre do meu lado,

E podem ter a certeza

Que não se apaga o passado.


Hoje recebi um presente,

Que prova a duplicidade:

Triste fiquei de repente,

Mas feliz pela amizade.


Amizade por alguém

Que hoje se despediu,

Como ele não vi ninguém

E a lágrima caiu.


Soube muito bem gerir

Uma casa importante

E vi gente aplaudir

Este amigo cessante.


Até sempre, senhor Secretário!


Rosa Silva ("Azoriana")

A "145"

Um número entre aspas diz pouco. Na verdade, não diz mesmo nada. A mim diz tudo e jamais esquecerei que é um Calcanhar de Aquiles. Aos poucos, vou-me habituando aos movimentos de curvas e contra-curvas, à habilidade de um ou outro, aos mexericos naturais de quem vive num pedaço de terra, rodeado de mar por todos os lados, a que chamamos ilha (que por sinal é linda e pela matina muito mais ainda), aos olhares desconhecidos e a outros que retratam logo todo o interior, a paragens, a entradas e saídas. Já há muito que não entrava numa urbana. Sim, a "145" é carreira urbana, melhor explicando, o transporte público que traz e leva o pessoal que vive nos arredores de Angra do Heroísmo.


 


As urbanas de hoje são muito melhores que as de antigamente, isso ninguém duvida, mas gosto muito mais das camionetas (os transportes que ligam Angra às freguesias rurais e de maior dimensão) que outrora me traziam e levavam à freguesia onde tive berço. A viagem para a Serreta tinha a identificação Angra/Biscoitos. Esse era o meu transporte habitual e estava acostumada mas cheguei ao ponto de optar por uma viatura própria. Tive algumas porque as viagens diárias desgastavam as mesmas e ia-se mudando de cor e feitio.


 


Isto tudo para vos revelar que enquanto for viva vou detestar a "145". É que não gosto mesmo! Se tivesse possibilidades mudava o rumo, mas não vejo hipótese. Tenho que aguentar a "145" por uns tempos. Não gosto! Não gosto! Vejo coisas que se fosse no tempo da minha avó dir-se-ia assim: as crianças quando virem um idoso dão-lhe o lugar; quando um senhor está sentado e uma senhora está de pé aquele dá lugar a esta; o silêncio é o melhor para quando o estômago tende a turvar com os balanços. A maior alegria é quando a porta se abre e eu saio por ela fora. E quantos e quantos pensarão o mesmo que eu? Acho que a maioria que ali vai. E isto aqui são flores porque no Continente é bem pior, por isso, nada de reclamar com a "145" e mais vale eu dizer a mim mesma: contenta-te!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

O balanço

Feitas as contas, vou desistir da ligação à internet em casa. Não consigo espremer mais a receita ao ponto de dar para tudo. Antes de ter casa própria até que não fazia grande mossa mas agora é mesmo impossível. Não bebo, não fumo, não tenho carro, não costumo comprar roupa (uso a mesma quase sempre trocando-lhe as vistas), não costumo jantar fora, etc. etc. e sou poupadinha. O que tenho é uma casa e pronto estoirou-me o orçamento mensal.

Juro que choro, ai choro mesmo. Vou escrevendo assim em post por mail só que não consigo colocar a etiqueta. Neste momento não há etiqueta que me salve, só mesmo uma ajuda comunitária bloguista. Mas quem se atreveria a tal?! Será que o SAPO vai ler isto? Ó meu amigo SAPO, estou triste...

@z(º)riana

Castigo ou palmada?!

A propósito de um artigo que li no "Cheiro a Pólvora" de Luís Castro, surgiram-me umas quadras:

Castigo ou palmada?!

Há quem diga que a palmada
Leve e dada em hora certa
Torna a pessoa educada
E o corpo fica alerta.

O castigo é moda nova
Que machuca mais quem dá;
Ao contrário duma sova
É outra opção que há.

A palmada instantânea,
Repentina e sem ferir,
É crime se momentânea
E se a lágrima não cair?!

Eu era obediente,
Raramente levei pancada;
E a que levei, fortemente,
Fez-me ser civilizada.

Eu estava com uma birra,
E teimava forte e feio,
A palmada desembirra
Corta a teima pelo meio.

Para falar a verdade,
A palmada nos magoa;
O que fazer da maldade
Se o castigo não entoa?!

Palavras vão com o vento;
Abusam de recompensa;
Só resta muito "lamento"
Na decisão da sentença.

O filho enfrenta o pai,
O pai fala com o filho,
Se da conversa não sai
Está armado o sarilho.

Por vezes a mão é leve,
Tão leve como uma pluma,
E se a "palmada" é breve
Não faz diferença alguma.

Haja tempo pra falarmos,
Isso sim é essencial;
Basta o exemplo darmos
Num ambiente normal.

@z(º)riana

Dia de São Martinho

É suposto ser um dia risonho em que o vinho e as castanhas fazem as delícias de muitos (e muitas) que se juntam, numa fraterna comemoração, simbolizando a partilha (manta que o Santo deu ao pobre) e que é regado pelo sol extraordinário. Até que o sol tem sido constante, pese embora a chuva que caiu ontem, na forma natural desta época. A chuva é muito desejada porque sem água não há vida.

Hoje, por incrível que pareça, sinto-me triste. É o 2º dia de desiquilíbrio numa urbana que às oito horas da manhã traz uma espécie de enlatados humanos e eu, ainda, não lhe tomei o gosto. A idade é outra e a juventude vai como o vinho pelas goelas abaixo. Ressuscitaram alguns traumas e tenho de enfrentá-los olhos-nos-olhos e
suportar coisas que julgava moribundas. O passado ainda me ronda.



O que é mesmo lindo é o amanhecer junto das árvores que vão traçando no céu um traço verde de esperança. Enquanto as olho vou pedindo a Deus para saber viver no meio de outras florestas.

@z(º)riana

A casa da Azoriana

Olá amigos(as) e leitores mais assíduos,

Mudar de casa não é brincadeira nenhuma. 9 de Novembro, pela noite dentro, já tinha todos os caixotes e mobília na outra banda. Agora sem banda larga, sem telefone e sem qualquer sinal de electricidade no sítio onde quero colocar as ferramentas que nos dão acesso a este mundo virtual, fico muito limitada e os meus artigos vão sofrer uma pausa relativa.

Torna-se difícil postar por telemóvel porque os laços ao euro são grandes e agora tenho de me conter. Tudo mudou. Até a inspiração está um bocado em repouso para dar lugar a limpezas, arrumações e um mar de dores em todo o corpo. Até parece que sorrir dói... Abrir os olhos é um tormento...

Pingo daqui e pingo dali, descobertas de avarias fatais a cada momento novo, tornam-me mais nervosa e aflita porque nem tudo se pode consertar num ápice e fico dependente do técnico disto ou daquilo. Cada coisa a seu tempo. Logo agora que mudei de casa é que a chuva resolveu também apoquentar o telhado, janelas e os residentes.

Ainda não consegui encontrar aquele ponto de dizer... Lar doce lar! Cada vez que chego a Angra do Heroísmo, após ver aquele monte de coisas por organizar, sinto que a nossa cidade é mesmo muito linda... Porque será que penso isto se agora até tenho a casa em meu nome?! Talvez porque não gosto muito dos primeiros dias de mudança, mas graças à família e amigos até que foi bem depressa que tudo chegou lá.

Tenho que continuar a arregaçar as mangas, luvas nas mãos, fardamento próprio para todo o serviço e pensar que os(as) amigos(as) estão a seguir a par e passo o conto da casa da Azoriana.

Mudei de casa

Estou na nova casa. Sem sono. Sem mesa de cozinha (alguém tem que me faculte?). Estou eternamente agradecida a quem esteve a ajudar-me na muda. Que Deus os recompense (parentes e amigos).
Agora vou tentar dormir.

Cheguei a casa e deparo com...

O destaque do blog da minha amiga Joanina;



Um link muito útil vindo de Pittsburgh, da Kathie;



Um comentário da amiga Clarisse Sanches a lembrar que a encomenda devia estar perto de chegar: E chegou o aviso! Tenho que ir ao correio buscar os Nossos Livrinhos. Que maravilha!



O aviso de que Jorge Vicente editou o Jornal do Dia!



Um e-mail de Manuel Bettencourt que  já tem o DVD Touradas & Marradas 2008 2ª Parte - ilha Terceira Açores. Os interessados devem clicar na hiperligação.



Um amiguinho, filho de um amigo do Porto, lançou novo artigo no blog que até mudou de título e agora é 3º Esquerdo.



Só não tenho links para apresentar da minha "nova" casa porque, por enquanto não tem luz, não tem água; têm dezenas de sacos de lixo com lixo mesmo, baratas mortas, veneno para ratos; alguma limpeza do exterior iniciada, limpeza às árvores para ficarem com ares de mudança e frescas...



Depois disto tudo tenho dores de dedos, calcanhares e dos ossinhos todos do corpo combalido de tanto andar atrás e à frente.



Oxalá que amanhã a água apareça para eu lavar aquilo tudo e ficar com um cheirinho agradável.



Ah, sabem o que descobri passados seis anos?! Que quando foi  reconstruída aquela casa quem tomou conta da obra supostamente era um empreiteiro... Afinal não era, daí que a obra tenha alguns (muitos) defeitos... Que mais irei eu descobrir?!



Eu nem me atrevo a pedir a alguém para me ajudar nas limpezas porque tenho vergonha de verem o que por lá vai... Tenho pena de ser assim mas eu farei tudo o que estiver ao meu alcance para mudar o visual daquela casa que um dia já foi minha e, passados seis anos, voltou a ser porque Deus é grande!

Elogio «De propósito»

Eu gosto do sonetilho,
É leve e traz outro brilho;
Podia até ser canção
Com a chave do coração.

«De propósito» no trilho
Do soneto, em espartilho,
Merece nossa atenção
E dos autores a bênção.

É um blogger esforçado,
Faz do blogue um tratado
Com direito a homenagem.

Autores e temas crescem
E as visitas não descem...
Vão ao leme desta viagem.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Desenho sonetos

O limoeiro sorridente! - História para a «Fábrica de Histórias»

Eram dez horas e trinta minutos do dia um de Novembro de dois mil e oito. Com alguns sacos de compras, basicamente com produtos de limpeza e alguns alimentos para tapar o estômago durante uma tarde inteira, aguardávamos o carro que nos transportava até à casa que há seis anos não lhe víamos a cor.



Mal chegámos ao destino, encontrámos uma vedação com tábuas mais altas que um homem, verdes e apenas seguras com um cadeado que, normalmente, serve para amarrar uma bicicleta.



Após a entrada pela rampa cimentada que nos leva até duas portas verdes de garagem, encontrámos a porta que nos dava acesso à cozinha da moradia. Fui a primeira a abeirar-me da dita porta com o coração muito apertado. Olhei em redor e tudo parecia estranho para mim. Apenas alguns detalhes me fizeram reavivar um passado de trabalho e dedicação para conseguir ter tudo de forma a não ter vergonha da presença de alguém. Naquele momento não gostei nada do panorama e chorei para dentro para evitar que me vissem chorar por fora. Há sempre um jeito de arrumar algumas lágrimas. Estava prestes a abrir a porta e benzi-me primeiro. Voltei a olhar para o que estava na parte da traseira da casa e que avistava da porta da cozinha... Um mar de monda e ervas desconhecidas. Os muros estavam mais altos e tinham uma vedação. Ao fundo, avistava uma árvore triste e mais monda alta que nem dava para atravessar para ir ver o cerrado maior... Finalmente, deitei a chave à porta da cozinha e devagar espreitei para dentro... Entrei com o pé direito e olhei o vazio grande que estava na minha frente. Assustei-me: havia falta de recheio. É normal, ao fim daquele tempo só existiam peças deterioradas e com necessidade de lavagem. Mas não tinha electricidade nem água. Sem estas duas, nada feito.



Mas o que mais me espantou foi o “Limoeiro sorridente”. Esse ficará para sempre gravado na parede que dá início ao corredor central da moradia que mantém as mesmas divisões, com alguns defeitos e cores completamente fora do meu tom normal: o branco. Mas aquele limoeiro ficou a reter o meu olhar por um bocado. Sempre tive ideia de pintar uma parede com o meu gosto abstracto, mas um limoeiro com limões sorridentes nunca esteve na minha ideia. Junto à tijoleira, cuja escolha foi eu que fiz outrora, desenhado na parte inferior da parede estava um vaso e desse vaso subia o tronco muito comprido, em castanho escuro, e culminava numa ramagem de folhas pintadas multi-cores, onde predominava o verde e branco, fazendo abranger toda aquela parte superior da parede estreita, antes de virar para a escada que liga ao piso inferior.



O que me chamou mesmo a atenção foram os limões amarelinhos e alguns deles tinham uns olhos, nariz e uma boca em formato de alegria. Daí que lhe chamei logo: o limoeiro sorridente! A princípio irritou-me aquele desenho mas após ver que todos se riam com o limoeiro conformei-me...

A recordação do Pézinho da Casa de Luís Bretão, em São Carlos 2008

Recebi, com muito agrado e felicidade, um DVD do Pézinho da Casa de Luís Bretão, que fica em São Carlos a poucos quilómetros de Angra do Heroísmo. Foi na Quinta-feira, dia 25 de Setembro de 2008.





Que bela recordação! Vi e ouvi, de novo e com calma, os cantadores António Mota, José Eliseu, José Fernandes, "Santa Maria", João Retornado, João Ângelo, Paulo José Lima, Eduíno, José Líduino, Francisco José e a minha estreia, Rosa Silva. Os tocadores que acompanharam o Pézinho do Luís Bretão, foram: José Domingos Mancebo, Reinaldo Mota (filho do cantador António Mota) e Tiago.

Das Festas de São Carlos 2008, só tive oportunidade de estar presente nesta noite memorável. Foi a primeira vez que participei, a convite de Luís Bretão, num Pézinho tão especial.

O título do DVD é exactamente este: «Pézinho Casa Luís Bretão». Este amigo dos cantadores comemorou o 10º aniversário desta efeméride. Há dez anos que enche a sua casa com amigos de todas as classes sociais munidos por um único espírito: a confraternização amiga e a bem dos cantadores da ilha Terceira que abrilhantam as Festas do Espírito Santo do Império de São Carlos, cujo contributo também passa pela casa de um Amigo da Cultura Terceirense.

Bem-haja, amigo Luís Bretão!

Rosa Silva ("Azoriana")

Obama has a dream...

 




  Audacity



Obama has a dream,

You know what I mean;

I pray: Stop the war

And give people more.



Obama, I'll hope

Cause you win the vote.

Our tears should dry

You're a Special Guy.

 


Fonte: Ilha Brava e Doce



Tradução





Obama tem um sonho,

Sabeis bem qual é,

Rezo: Páre a guerra

E dê mais ao povo.



Obama, assim espero

Porque obteve bom voto.

As lágrimas devem secar

É um Rapaz Especial.

Congratulations!

Barack Obama



Obama assumirá o cargo na Casa Branca no dia 20 de Janeiro, no lugar do republicano George W. Bush.



Fonte: Notícias SAPO.



@z(º)riana

Andam a votos e eu com sono...

Enquanto que nos USA estão a votos duas personalidades (branco e verso) eu estou com sono porque tenho falta de dormir pelo menos umas oito horas seguidas. E cada vez fico com menos horas para dormir depois de ter na mão alguns papéis importantérrimos e que me levaram os últimos euritos.



Eu ainda acho que dorme-se melhor quando o tecto pertence a outrem, quando não se tem tantos papéis com o nome gasto de ser repetido e a escrita não rima bem. Mas antes ter tecto do que não ter, o pior é se o venho a perder. E aqui está uma pobre rima deitada.



Ainda hoje ouvi que a poesia não vale nada, que não há gosto por versos... Será mesmo?! Então eu sou uma excepção porque gosto de alguma poesia e de versos e do verso, que neste caso, é Obama. Oxalá que se saiba depressa o resultado desta grande eleição.



A Joanina é que está lá perto dos votos. Alô, hello! What happened?



@z(º)riana

Feliz aniversário!


 


Parabéns a H.M.C.S.



E lá vão os três ratinhos

Em correria medonha

Pra chegarem aos aninhos

Duma senhora risonha.



Hoje há festa na Serreta,

E alegria quanta queira,

Não é dada a opereta

Mas gosta de brincadeira.



Parabéns!





Rosa Silva ("Azoriana")

Dia de finados

Hoje é um dia de Amor,

E pelos mortos rezamos,

Nem que seja uma flor

Em mente lhes entregamos.



E quem nasce para Deus,

Já partiu deste mundo,

E em dois versos dos meus

Vai o meu Amor profundo.



Rosa Silva ("Azoriana")


 


Aos poucos vou conseguir...

Aos poucos vou conseguir

Pôr a casa do meu jeito

E jamais vou permitir

Que lhe façam mais defeito.




Seis anos e oito meses,

Foi o tempo de abandono,

Depois de alguns revezes,

Chega o tempo de ter dono.




Sei que o cenário é ruim,

Mas isso eu já previa;

Só a morte é que dá fim

E a dor dá agonia.




Peço a Deus, ajuda em vida,

E que livre algumas dores,

Para ver de novo erguida

A casa dos meus amores!



Na casa dos Folhadais,

Vi ratos e vi baratas

E lixo pelos quintais

Que dá para muitas latas.




De limpar já estafei,

E meus braços vermelharam,

De tanto que já cocei,

Acho que mal me deixaram.




Um limoeiro feliz,

Desenhado no corredor,

É assim como quem diz:

Ria, ria, por favor!




Talvez quem o desenhou,

Tencionava ser artista,

E talvez nunca pensou

Que ficasse à minha vista.




Rosa Silva ("Azoriana")