Aos poucos vou conseguir...

Aos poucos vou conseguir

Pôr a casa do meu jeito

E jamais vou permitir

Que lhe façam mais defeito.




Seis anos e oito meses,

Foi o tempo de abandono,

Depois de alguns revezes,

Chega o tempo de ter dono.




Sei que o cenário é ruim,

Mas isso eu já previa;

Só a morte é que dá fim

E a dor dá agonia.




Peço a Deus, ajuda em vida,

E que livre algumas dores,

Para ver de novo erguida

A casa dos meus amores!



Na casa dos Folhadais,

Vi ratos e vi baratas

E lixo pelos quintais

Que dá para muitas latas.




De limpar já estafei,

E meus braços vermelharam,

De tanto que já cocei,

Acho que mal me deixaram.




Um limoeiro feliz,

Desenhado no corredor,

É assim como quem diz:

Ria, ria, por favor!




Talvez quem o desenhou,

Tencionava ser artista,

E talvez nunca pensou

Que ficasse à minha vista.




Rosa Silva ("Azoriana")

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