Um belo fim-de-semana
Foi o da Azoriana...
Com as mãos bem arranhadas,
E um cansaço geral
Mas pode ver-se o quintal:
Livre com silvas cortadas!
Na trabalheira frenética,
Muito fora de poética,
Andei numa roda viva:
Sei que me arranhei toda
Mas fiz do silvado a boda
Que me manteve activa.
Senti uma força diferente,
Estive bem e contente
Por tratar do que é meu;
Mas a par desta perícia,
Soube hoje uma notícia
Que muito me entristeceu.
Oxalá que um sorriso
Se abra no Paraíso
P'ra quem a terra deixou;
Que as camélias do jardim,
Ornamentem qualquer fim
Sobretudo a quem amou.
Rosa Silva ("Azoriana")
Rescaldo do fim-de-semana
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