Ó Senhora Genuína
Que n'América estás
Fazei tal prece divina
Que mande gente p'ra trás.
P'ra povoar a Serreta,
E trazer muita alegria,
Fazer jus à tabuleta
Nas pontas da freguesia.
Se pudessem evitar
A desertificação
Seria como honrar
O berço do coração.
Não falta muito p'ra tal
E se for desta maneira
Daqui até ao Natal
Tristeza há quanta queira.
As casas estão vazias
O povo a envelhecer
As crianças nestes dias
Com saquinhas podes ver.
É o nosso Pão-por-Deus
O rito da ilha inteira:
É ouvir nos ecos seus
Alegria verdadeira.
Em mim ecoa saudade
Desse brilho da infância;
Não morava na cidade
Mas tinha mais abundância.
Agora resta cantar
Os versos que por 'qui vês
Um dia hei-de voltar
Mas quando me for de vez?!
Rosa Silva (Azoriana)
Etiquetas
RimAndo pela Serreta
PensAndo no fim de Outubro
Qualquer dia vou deixar de escrever sobre a freguesia da Serreta porque não haverá mais nada de novo a não ser recordações (e as minhas sobretudo).
Estamos atravessando a época de se visitar os nossos familiares que estão sepultados no lugar que é impossível mudar de sítio a não ser que opte pela desertificação do meio rural, e mesmo assim aquelas quadrículas continuarão inalteradas (podem é ganhar ervas daninhas). Acho a desertificação improvável porque, aqui na nossa ilha Terceira, em cada freguesia há uma Igreja e um cemitério. No caso da Serreta há um Santuário por mérito próprio.
Já nem escrevo sobre a(s) escola(s) porque isso mais dia, menos dia é centralizado e se, por um lado, é bom, por outro, tem as suas desvantagens. O que acontece quando se enche um caixote cheio de pintainhos? Há confusão e muito piu-piu-piu.
Enfim, o único lugar onde o silêncio impera é nos cemitérios porque ali ninguém dai um "ai" a não ser os que por cá ficam e se lembram mais dos seus entes falecidos no princípio de Novembro. Colocam-lhes muitas flores, algumas orações e se não podem ir até lá, ficam em casa a pensar muito neles. Eu penso praticamente todos os dias nos meus mesmo sem ir ao cemitério, porque no cemitério resta apenas uma quadrícula escura e fria.
Acham que estou a escrever friamente? Talvez. É como me sinto hoje... Tenho um frio exterior e interior que até parece que emigrei para o mais gelado dos continentes. Mas até isso parece que está a mudar. Não tarda nada o aquecimento global vai derreter-nos a todos e vai ser um tal correr para o lugar mais fresquinho que ainda conheço - A Serreta!
Quando tivermos muito calor vamos para o fresquinho da Serreta, por ser fresco no clima, mas de certeza vamos encontrar o calor da hospitalidade que sempre nos reservam os serretenses que amam aquele "Cantinho do Céu" e onde, ainda, se pode encontrar o leitinho, a carne, a canja de galinha, os tomates, as batatas, os inhames, as couves, o feijão, as ervilhas, etc., hortaliças e frutas que é o que mais faz bem ao nosso corpinho cada vez mais castigado pela velocidade do dia-a-dia.
Há dias assim!
Retrato
Retrato de Família |
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From Serreta village - Terceira island - Açores - Azores |
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(1) talvez de 1946 |
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e (2) Ano de 1969 |
Mulher com 45 anos |
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+ 23 = 68 anos (a avó) |
Menina com 6 anos |
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+ 23 = 29 anos (a mãe) |
Rapaz com + 11 anos |
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Menina com 5 anos (A) |
(3) Ano de 2006 = (A) + 37 anos |
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© 2007 (A) Azoriana |
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Última hora: Com solidariedade e Amizade estou de Luto
Acabo de receber um e-mail de um grande amigo serretense que sempre se lembra de mim e costuma ser visitante do meu blogue. Passo a transcrever as suas letras enlutadas e solidarizo-me com ele neste momento deveras triste:
"ESCOLA DA SERRETA
Venho por este meio agradecer-te o quanto tens feito para divulgares a nossa querida e sempre amada Serreta, Serreta esta que hoje está de luto, mas luto profundo por ver esta manhã as nossas queridas crianças partirem numa carrinha da EVT em direcção às Doze Ribeiras e ver ficar para trás a nossa Escola agora transformada num edifício sem sem som sem alegria .
Rosa o meu coração chora, e com ele os meus olhos por não ter conseguido convencer a maioria dos pais a aceitarem tão triste decisão naquela reunião e ver também algumas pessoas que me apoiaram ficarem-se simplesmente por aí talvez com medo de falarem.
Rosa como disse atrás a freguesia está de luto e por isso por minha iniciativa e com alguns apoios medrosos coloquei em frente da Escola da Serreta duas Bandeiras pretas em sinal de luto e protesto pelo que nos fizeram. Obrigado pela atenção"
Caro AMIGO
Também choro porque sinto que aos poucos a freguesia fica convertida num lugar ermo, com vida apenas no mês de Setembro de cada ano.
SENHORA DOS MILAGRES FAZEI UM MILAGRE: AJUDA A SERRETA!!!
[Mãe! Ajuda-me a voltar para a Serreta. Depara alguém que me conceda uma ajuda para morar lá. Eu sozinha não posso, não tenho meios financeiros.]
***********
Uma menina da Serreta partiu para a nova escola, na freguesia das Doze Ribeiras para seguir o seu ano lectivo que não pode completar na da freguesia da Serreta. No seu olhar ia a saudade e a dor por ver o pai muito triste e vira-se para ele e diz:
- E se nós quando viessemos da Escola das Doze parassemos na da Serreta e cantassemos o Hino Nacional?
O pai com o coração e os olhos lavados em lágrimas responde:
- Tiveste uma grande ideia, filha... mas infelizmente não pode ser...
Não conseguiu dizer mais nada mas lá por dentro ele gritava em altos berros: - E VIVA A SERRETA!!! E VIVA A SERRETA!!!
Esta menina também ama a Serreta, tal como o pai...
Novo visual do blog terceirense...
Encanta-me o novo visual do blogue terceirense de um aficionado por «Futebol, Gente e Toiros».
O Pedro Neves e o Hugo, da equipa do SAPO, foram uma excelente ajuda pois se não fossem eles não adiantava eu mexer e remexer pois o efeito não seria o mesmo.
PartilhAndo...
Bela imagem!
Ah! E as rosas são sempre lindas... na Primavera da vida...
Com a mudança da hora a saudade mora...
À minha musa serretense!
Não sei se de propósito, se por magia,
Chegou a mim "Lúgubre Dia" declamado
De Euclides Cavaco. De novo me surgia,
Um belo poema mas triste de anojado.
Confirmo o luto em mim por finado dia
Que partiste (+), mãe, nesse adeus isolado;
Fica na minha memória a dor tão fria
E com ela tudo foi então sepultado.
Trago rosas, quatro das rosas desfolhadas,
Trago laços infinitos de maior saudade.
Trago fé que estas novas linhas sejam fadas
E me tragam de volta o seu brando sorriso
E que me segredem que a Mãe de Verdade
Recebeu sorrindo a minha no Paraíso!
Rosa Silva ("Azoriana")
Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=11255
Índice temático: Desenho sonetos
(+) 28 de Outubro de 2003
Isto de blogues...
Um blogue não é um mero diário, um blogue é uma presença assídua no mundo, sem fronteiras e com um poder estrondoso. Uma voz que fala mais alto.
Orgulho-me de ter lançado a freguesia da Serreta nestes moldes. Podem não acreditar mas fiz tudo o que estava ao meu alcance para a divulgar mais longe. Talvez, por isso, não seja ousadia dizer-vos que se tivesse uma casa na Serreta, pelo menos numa das divisões a enchia de banner's com o nosso SAPINHO. Esse verdinho que me aloja e cuida de mim como se de família se tratasse. Ao lado do SAPINHO teria de colocar um dragão que, escusado será referir, é o símbolo de um clube que alguém da minha casa aprecia e muito. :)
Agora imaginem uma filial do SAPINHO na Serreta.
Ora deixa cá ver a imagem ideal para alegria de ambos:
a-TERCEIRA-ndo (?!?!) e Gotas de Orvalho
Alguém sabe o que aconteceu ao dono deste blogue?
Para fazer a hiperligação ao blogue que intitulou este artigo procede-se da seguinte forma (para responder ao pedido de "Gotas de Orvalho"):
1º Ao editar o texto e depois de escrever "blogue", volta-se com o apontador do rato e seleciona-se a palavra toda desde o "b" até ao "e" ficando o termo "blogue" com uma tonalidade diferente, sinal de que está pronta a ser-lhe colocada uma hiperligação.
2º Escolhe-se, então, o ícone de "Inserir/Editar Hiperligação", que tem um símbolo do mundo e uma correntinha.
3º Blogue - Aparece uma caixa para inserirmos as indicações necessárias: Tipo de hiperligação; Protocolo e URL da ligação, isto é, o caminho certo do blog ou sítio que queremos ligar
Ex.: http://gotas_de_orvalho.blogs.sapo.pt.
Depois há que escolher o "Destino", isto é, indicar se se quer abrir em nova janela e manter a que tem o nosso activa. Por norma minha, escolho sempre uma (_blank) nova janela e fico logo com 2 janelas abertas dispondo o meu e o blogue que pretendo visitar.
4º É preferível fazer a hiperligação sem que se fique a ver o esqueleto da url à vista, isto é, http://gotas_de_orvalho.blogs.sapo.pt mas sim o título do blogue Gotas de Orvalho, com a hiperligação na rectaguarda da palavra ou palavras.
(neste caso a hiperligação está na imagem,
que bem podia ser o selo do blog em causa)
Por outro lado, qualquer termo serve para colocar uma hiperligação.
Exemplo: O que aconteceu ao autor do blogue a-TERCEIRA-ndo? Alguém sabe?
"Gotas de Orvalho" - um blogue a visitar
O meu dia de hoje está dessa cor. E nem por isso é mau. É bom porque é nesta cor que eu me vejo a pensar e a interiorizar coisas. E se eu chorar tanto melhor porque coloco para fora todo o acumulado de emoções que me fazem ficar silenciosa no meio da multidão que fala.
Hoje, já não busco por blogues, busco termos exactos, frases selectivas, e só depois acciono no pesquisador o termo: Blog e deparo com uma lista quase infinita que vou vasculhar para além da pesquisa e que me satisfaz (ou não).
Com o "Gotas de Orvalho" foi diferente e um outro processo de encontrar um blogue. Foi tudo motivado a um comentário e à retribuição do mesmo. (...) É nestas horas que vemos o quanto um blogue é eficaz se tem visitas e comentários. Não nos sentimos sós no meio de uma multidão que escreve diariamente ou quase.
Há ainda quem nos aponte o dedo, através da tecla; quem nos censure; quem note que há uma dificuldade e que uma ajuda é sempre bem-vinda; quem quase destrua anos de escrita só porque numa hora nos diz uma palavra que machuca por não ser verdadeira; quem não nos dispensa e que fica à espera de novidades a qualquer hora do cantinho onde nasceu e um dia teve de abandonar por uma vida mais abastada; quem chore, quem ria e quem sorria apenas por uma gota de texto que escorre do pensamento de um bloguista. É isso que eu sou no outro lado da moeda: Bloguista com muito gosto!
Obrigada por me fazer reflectir a preto, branco e cinzento.
Dedico-lhe este artigo neste blog terceirense.
Uma casa branquinha...
Antes os blogues eram muito menos do que agora. No tempo que comecei nesta onda, em Abril de 2004, nem sabia o que era um blog (?), nem pensava que chegasse a Abril de 2007, para completar 3 anos e já estamos em Outubro, o que dá mais meio ano. Só não sei até onde irei... Ainda hoje os sinos tocaram repetitivamente por alguém que partiu e ouve-se um uivar estonteante de um cão na vizinhança de onde me encontro agora.
Estou apática. Não consigo reagir muito bem hoje. Abeirei-me da mesa dos jornais diários e volto a encontrar notícias sobre o termo que mais uso neste blogue e escuso de voltar a usar porque penso que não surte efeito nenhum...
É aqui que entra a parte que respeita ao título do artigo: Uma casa branquinha... Pois é, quem me dera ter possibilidades de ter uma casa de um só piso, com cozinha, quartos, casa de banho, quintal para ter linhas e estender a roupa, com um recinto para ter algum animal que desse lucro, para ter algumas novidades germinando da terra, e para aumentar a população da freguesia que dizem estar a faltar. Esquecem é que também já tiveram o poder na mão e podiam ter dado incentivos para fixarem as pessoas lá.
Eu tive pouca sorte ou então a sorte traçou-me as pernas ao sair daquele cantinho do céu. Agora é muito, mas muito difícil mesmo, voltar a assoalhar a minha volta. Precisava de uma mão amiga, de um empurrão jeitoso, de aceitação e sobretudo de ajuda num regresso que não se vislumbra fácil...
Gostava de ter a certeza que era o sino da Serreta que tocava por mim na última saudade mas nem disso estou segura. Há mais sinos que tocam mas não completam o meu sonho - morrer serretense...
"Isto" de Fernando Pessoa
Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!
FERNANDO PESSOA
Poesias escolhidas por Eugénio de Andrade
A dor de uma vingança
A minha mãe era tão doente
Raramente a via contente,
Nem meu pai a consolava,
E eu temia dela cuidar
O castigo sei que estou a levar
Mas sei que ela me amava.
2
Sempre se preocupou comigo
Queria-me fora de perigo
Por isso é que me ralhava
A dor que agora sinto
E juro-te que não minto
É pelos beijos que não lhe dava.
3
Se eu pudesse pedir perdão
Dos anos que já lá vão
Era o que eu mais queria
Foi ela que me deu o dom
E com amor fez o tom
Do que dizem ser poesia.
4
Há quatro anos que morreu
E de tudo o que me deu
Resta pouco ou quase nada
O material nem me interessa
Tomara que a visse depressa
P’ra saber se estou perdoada.
5
Uma dança gostava de fazer
Para dar ao mundo a saber
Tudo quanto eu já sofri
Mas de certeza porém
Que não agradava alguém
Com quem um dia convivi.
6
Seria um exemplo de vida
E não ficava esquecida
A dor de uma vingança
E neste efeito de rimar
Muito iria então chorar
A escrever assim a dança.
7
É triste perder os pais
Mas a dor que dói mais
É de perder uma mãe
Não sei se fui boa filha
Mas o facto de ser ilha
Traz uma solidão também.
8
Olhava o mar pela manhã
Depois ia para o divã
Conhecer coisas do mundo
Um sonho começava a surgir
E a vontade de o descobrir
Mexia bem no meu fundo.
9
Foi então que arrisquei
Com o namorado casei
E segui para outra morada
Os anos foram passando
Aos poucos fui reparando
Que a vida era amargurada.
10
Depois de três filhos ter
A alegria do meu viver
Julgava que nada acontecia
Mas as voltas que o mundo dá
Também chegaram até cá
E a separação teve o seu dia.
11
Foram anos para esquecer
Da vingança me quis valer
E não foi a melhor solução
Hoje o trauma é a minha cruz
Com fervor pedi a Jesus
Pela misericórdia e perdão.
12
E eis que num belo dia
Na festa de uma freguesia
Uns olhos tocaram os meus
Senti que naquele olhar
Estava a forma de amar
E confiei nos olhos seus.
13
Mas nem tudo são rosas
Na vida espinhos e prosas
Fazem virar tudo às avessas
De vez em quando ataco
Tenho ainda aquele fraco
P’lo passado de vãs promessas
14
Deus sabe que o sentimento
Para não virar como vento
Há que saber equilibrar
À balança da compreensão
Juntar razão e coração
E saber a fórmula de amar.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Cantemos...
Quem gostar deste "Calafão" publique-o neste dia e "calafemos" todos...
A letra está aqui...
Mas o vídeo estava aqui...
E já está no "Futebol, Gente e Toiros"...
e no blog "A Criança" ...
E tu, queres?
Blogues quase homónimos
Depois é que vi que adicionaste o meu blogue na barra lateral. Pensei... É uma maneira de ficar a fazer parte de mais um blogue no meio de tantos pelos quais tenho muita estima.
De tempos a tempos encontramos um mar de gente que é quase igual a nós por ter antecedentes ilhéus.
Até mais e as melhoras...»
(a ideia para um selo/logotipo(?))
Um mar de gente, destaques e um pedaço de rimas
Desde ontem, 18 de Outubro, até hoje, tem sido um mar de gente a pousar os olhos no meu blogue, em virtude do destaque que a equipa do SAPO fez a este meu cantinho.
Num momento em que o cansaço já abunda no meu cérebro repousei o olhar na página principal do www.sapo.pt e eis que duas coisas me chamaram a atenção e resolvi destacá-las, historicamente. Ei-las:
As razões desta montagem (3 pedaços de imagens) foram:
1º Acho que o logotipo do SAPO é maravilhoso e está sempre sorridente independentemente das notícias que navegam na internet;
2º Acho que o dito cujo castigo ao Sr. Scolari não se repetirá por muitos e bons anos (?), e de resto prefiro abster-me de comentários mas fica aqui esta notícia que para mim causa agonias...
3º O outro destaque é para os blogues que talvez não se irão repitir tão depressa com os mesmos bloguistas actuais que estiveram a arrecadar visitas aos montes.
E agora, para relaxar, publico um pedaço de rimas que já fiz há umas horas:
Da bloguista terceirense
Sou bloguista a rimar
Bem ao jeito de improviso
E neste meu navegar
Consigo algum sorriso.
A velhice já apoquenta
Pese embora minha idade
Por agora 'inda se tenta
Rimar a boa amizade.
Neste torrão terceirense
Nascem danças amiúde
Este arte nos pertence
É nossa grande virtude.
Os bailinhos e as danças
Na força do Carnaval
Alegram nossas crianças
E a todos por igual.
Rosa Silva ("Azoriana")
Isto dá para me alegrar após ter concluído umas cantigas para o próximo Carnaval. Mas antes vem o Pão por Deus, o Natal, o Ano Novo e só depois é que entra o Carnaval, vulgo o Entrudo. Só que agora é que se começam a preparar as músicas/letras e demais apetrechos para tudo estar devidamente decorado e a jeito de ir para os palcos das Sociedades das freguesias, quer na ilha Terceira quer nas comunidades emigrantes que têm muito amor por esta arte popular.
Aproveito para agradecer a todos os visitantes que por aqui passaram. E pronto, por hoje é tudo...
Ao pai dos M's
Parabéns muito atrasados
Te venho deixar aqui
Por abraços coroados
Nesta hora para ti.
Matilde & Companhia
É o teu rico assento
Estão felizes no dia
Que marcou teu nascimento.
Esta hora é bonita
E toda a gente a tem
A amizade é que dita
O verso que vai por bem.
O verso alinhavado
À pressa e sem rigor
P'lo coração ditado
Tem muito mais valor.
Parabéns!
Beijinhos para Matilde e Martim
O Clube dos M's
Abraços para o papá e mamã.
Rosa Maria
Obrigada! Amiguinho SAPO
Depois da trabalheira na mudança de visual do meu blogue sabe bem receber este miminho e ficar na companhia de 0ito bloguistas («Falar para Dentro» de Nuno Costa Santos, «Mais Telefonia», «Super blog limão», «Não está fácil», «Blog da Rua Nove», «Cidália Santos», «Poemas de Amor e Dor» (que bem conheço), «Grupo Pioneiro 1», mais um que é o Blog Oficial dos Blogs.
Obrigada!
Depois desta alegria só falta ser madrinha ou de um blogue novo ou de algum que se mude para esta plataforma... Fico à espera.
Agradecimento à equipa SAPO do Blog dos Blogs
O blog dos Blogs foi uma das preciosas ideias do nosso SAPO . Com este podemos tirar praticamente todas as dúvidas e ainda receber ajudas quer através da interactividade dos comentários, quer através de e-mail.
Ultimamente tenho andado de olho nesta equipa e eles respondem em tempo record. Desta feita foi por causa do rodapé do novo visual do blog. Segui as instruções e eis o resultado que está à vista.
Desta equipa tenho a agradecer publicamente a Jonasnuts (a quem já recorri muita vez), Joana Torrado (a amiguinha dos prémios), Pedro (acho que é novo na equipa) e Hugo (que explicou direitinho, no blog, como inserir um rodapé). Estes os que me lembro de já me terem prestado ajuda. Nos bastidores, são eles que cuidam para que esta blogolândia sobreviva.
Nunca me cansarei de elogiá-los. A todos o meu agradecimento especial.
Rosa Silva ("Azoriana")
Mudança de visual
(Clique na imagem para ampliar)
Esta imagem, editada por Luís Nunes, autor do blogue «Ideias e Ideais», esteve no cabeçalho deste blogue até hoje. Como já devem ter percebido, gosto muito de vez em quando mudar o visual do blogue. É uma mania e espero que o amigo Luís não fique aborrecido. Fico-lhe eternamente grata pela honra que me deu durante o tempo de vigência da sua excelente oferta.
Agora foi a vez da oferta de um amigo (DJDiniz) que, também, já tem colaborado algumas vezes na edição de imagens para as minhas páginas e blogue. Espero que gostem tal como eu gostei. Vai ficar até não me passar pela cabeça outra mudança.
A respeito de imagens, vejam só que beleza da cidade de Angra do Heroísmo, da autoria de DJDiniz:
(Clique para ampliar)
Angra do Heroísmo vista do Relvão
por DJDiniz.
Blog Action Day - «Ambiente»
Hoje o tema é universal para um dia de acção dos blogs.
Assim, aqui estou a associar-me a esta ideia de blogalização e sobre um tema que, a 15 de Outubro de 2007, está a necessitar que o salvemos: o ambiente.
Por mim, digo-vos que a água e ar é que nos dão vida; a terra é que nos cria; o fogo é destruidor. Que cada um de nós contribua para a preservação da natureza e do meio ambiente antes que seja tarde demais. Vou poupar água e energia um pouco em cada dia.
Alma Alentejana na Terceira
Bem-vindos!
Cumprimento a maravilha
Linda "Alma alentejana"
Presente no Porto Judeu!
Desejo que gostem da ilha.
Bem-haja da Azoriana
E para quem vos acolheu.
Mui digna Casa do Povo
Recebe Associação
À procura da beleza
E trazendo algo de novo:
Em troca a satisfação
E sorrisos concerteza.
Em Angra do Heroísmo
E Praia da Vitória
Animam com seus cantares
Sinal de patriotismo
Com honra e maior glória
Presenteiam os lugares.
Viva! Viva! Neste verso
Qu'a bloguista ora cantou
No blogue do bom amigo;
É que neste universo
Muito ele já nos inspirou
E fez nascer novo artigo.
Rosa Silva ("Azoriana")
Angra do Heroísmo no seu melhor...
| E mais em video... No passeio de Domingo E todas as fotos aqui... |
Fomos ver o mar inteiro,
ouvir o silêncio das águas
temperadas de brisa suave
e o eco do sino melódico.
Angra, memória de tempos idos,
temperada de sonhos,
de viagens do "Expresso das Ilhas"
e volta e meia de uma ou outra canoa.
Miscelânea de emoções
1
Ó minha Angra querida
Cidade de ruas rectas
És a peça preferida
Que o meu sonho completas.
2
Voando p'las freguesias
Vai o milhafre ou açor
Que cativou noutros dias
O olhar do navegador.
3
Quadrículas de verdura
Pasto de vacas leiteiras
Paraíso de miúra
E hortenses nas barreiras.
4
E o alvo casario
Contrasta com o Império
Que mais colorido viu
Na fachada a critério.
5
Mas para melhor definir
A ilha de Jesus Cristo
No foguete vou descobrir
A razão de tudo isto.
6
À corda seguem a eito
As touradas da Terceira
Na praça segue a preceito
A corrida verdadeira.
7
Piruetas de alegria
Dos capinhas e forcados
Que vestem naquele dia
O prazer d'aficionados.
8
Ó bel'Atlântica ilha
Que honras festas e danças
No Bodo tens a partilha:
Vinho, pão e doces esp'ranças.
9
Muitos amores nasceram
De janelas enfeitadas
De colchas que lhes prenderam
Mais sorrisos às fachadas.
10
Muralhas, Igrejas, Museus;
Eiras (bailes folclóricos);
Grutas, crateras e seus
Ricos Palácios históricos.
11
Miscelânea d'emoções
Que grassa por toda a parte
Ritual de tradições,
De trabalho, amor e arte.
12
E quem vier à Terceira
Na cor de Maio a Setembro
Há cheiro na ilha inteira
Que perdura até Dezembro.
13
Alcatra, massa sovada,
Peixes e outros mariscos,
O "quinto" vem à tourada
Repleto de bons petiscos.
14
Depois desta euforia
Se me viro p'ro repouso
Procuro na pradaria
O verde silencioso.
15
Mas é no azul marino
E no olhar destes ilhéus
Que vejo o poder Divino
E o reflexo dos céus.
16
E no canto dos poetas,
No teatro popular,
E noutras obras completas
Vejo razão para amar.
17
Nas ruas desta cidade
Na berma, vulgo valeta,
Dou por mim a ter saudade
Doutras eras na Serreta.
18
Fui criada com touradas
Festas, fé e procissões
Agora mais afastadas
Por seguir outras missões.
19
Improviso voa em mim
Muito mais do que mereço
Antes que chegue qualquer fim
Ao Bom Deus eu agradeço.
20
De retalhos vou fazendo
Esta manta serretense
Ao de leve vou tecendo
A nova colcha angrense.
21
De tom azul e lilás
No tear da minha rima
Só não sei se sou capaz
De trazê-la ao de cima.
22
Ao de cima vem a alma
Deste povo terceirense
Que de versos quase acalma
A sorte que lhe pertence.
23
Ó minha terra encantada,
Meu berço de amor ardente,
Estrela da madrugada
Que abraça o céu contente.
24
Quero cantar meu casebre
E o sorriso de minha mãe;
Qu'a magia não se quebre
Dos sinais que dela vem.
25
Dela aprendi a sorrir,
Com meu pai a trabalhar,
A chorar, também a rir;
Nada podia falhar.
26
Sou filha de terra e mar,
Sou mulher que mira vento
Mãe com gosto de rimar:
Feliz faço este momento!
Rosa Silva ("Azoriana")
«As ilhas encantadas» pela D. Elisabete
Conheci este blogue hoje. Ele existe desde Maio de 2007, mas foi hoje e através do blog «Porto das Pipas» que o meu olhar se fixou nele.
Lindas imagens, lindos e interessantes textos que nos inspira comentários e agradecimentos à autora.
Há um poema lá publicado, que trouxe comigo, da autoria de Antero de Quental porque é impossível não ficar encantada por tal maravilha. Ei-lo:
Antero de Quental
in blog "As ilhas encantadas", de Elisabete. Junho de 2007
Blog solidário
Agradeço a nomeação solidária de Desambientado
e vou premiando o mesmo e todos os que visito neste lado
no ponto 1. Blogs visitados.
Árvores de cá e de lá...
(Uma árvore da Mata da Serreta)
Folhas esvoaçam
À sombra do arvoredo
Que ladeia os caminhos
Ouvi pássaros sem medo
Aconchegados nos ninhos.
Na calma vegetação
O chilrear me encantava
Na mudança da estação
Esse encanto terminava.
E são folhas que esvoaçam
E deixam árvores nuas
Algumas por aqui passam
Caem nas páginas tuas.
É tão bela a natureza
Nas estações a rodar
Faz-se assim a realeza
Das folhas a navegar.
Rosa Silva ("Azoriana")
(inspirada pelo artigo de «Dispersamente...»)
Parabéns «Pipoca»
11 ANOS
Gostaria de vos fazer um convite pois sei, em primeira instância, que ele está todo contente com o seu blog - A Criança. Por isso, peço-vos ( a quem estiver interessado) que o visitem e lhe deixem alguma palavrinha neste dia lembrado. Prefiro que comentem a ele do que a mim porque eu já estou muito vista e ele pergunta-me sempre: "Oh, mãe! Será que tenho algum comentário?"
Ele também fica muito feliz quando vê o contador de visitantes a chegar aos 300, diz ele. Até por acaso já passou. Mas no dia de aniversário bem podia aumentar. Essa será uma boa oferta. Obrigada em nome dele!
Novidades - Fri-Luso
Pode vê-lo no seu site com um simples « clic » em:
Podem ler poemas de Efigênia Coutinho e muitos outros autores.
Pela primeira vez foram publicados dois escritos meus: um sobre as ilhas açorianas (página 4d) e outro sobre o centenário da paróquia serretense (página 9).
Foi através do poeta, Nelson Fontes Carvalho, que conheci este sítio que é um jornal periódico português de Fribourg que publica um mundo de inspirações promovido por Jorge A. G. Vicente, sob o lema "Portugal existe onde existe um português".
Bem haja!
Poupança
Há uma palavra que sempre me atrai o olhar: "Serreta". É e sempre será o nome da freguesia de onde sou natural e que já bastante tenho escrito sobre ela. Qualquer dia entra naquele livro "The Guinness Book of Records", porque apesar de ter pouca densidade populacional, tem a Maior das Mães e coloquei-a a navegar pela internet. Estou em crer que qualquer dia não valerá mais a pena falar da Serreta porque, aos poucos, ficará apenas a recordação de um passado. O presente resumir-se-á ao mês de Setembro...
O encerramento da escola desta freguesia foi, mais uma vez, motivo de um artigo de jornal, pelo qual tenho o maior respeito e admiração. Não faço a total transcrição do artigo mas coloco a parte que reli e me abalou porque também abalei de lá e só não volto porque não tenho maneira de o fazer:
(...) A relação com a Serreta será cada vez mais à distância e diluída no espaço temporal. Vão lembrar-se do quê? Dos avós e do movimento inusitado das peregrinações à Nossa Senhora dos Milagres.
O pátio da Escola da Serreta ganhará monda em vez de guardar sons alegres de crianças dispostas a descobrir o mundo. Será mais um edifício fantasma, a juntar a uma famosa estalagem.
Não existirão memórias escritas a giz. Nesta época globalizante, o mais pequeno, mesmo dentro de uma ilha, é riscado do mapa da existência em nome do dito progresso.
Para a memória futura da Serreta, restará o cemitério. Aí, estou em crer, não há como fazer poupanças…
Mais uma notícia que encontro em cima da mesa dos jornais e desta feita, outra vez de um jornalista cuja escrita é digna de registo. Se calhar ele nem me conhece, nem sabe que tudo o que se escreve sobre a Serreta é importante para mim e que os seus parágrafos me fazem relembrar o passado e que concordo plenamente com o que escreve, se bem que não haja nada a fazer a não ser esperar pela poupança no cemitério. Mas hoje aquela palavra "poupança" fez-me abrir as capelas, digo, os olhos.
Na verdade, sinto-me atordoada com a noite mal passada porque os "sonhos" com a proposta bancária que me anda a tirar do sério e fez com que eu não consiga atinar à luz do dia, que nem sei se está de cinza ou de azul celeste. Adiante... Adiante... O que será que este jornalista escrevia acerca das propostas do Banco, quase obrigatórias, que nos entram porta dentro, e que se agente não liga ou pensa que não respondendo a coisa fica anulada por si, acaba por se tornar uma "tentação" de ter uma coisa dourada na carteira que por sinal, hoje, só tinha a quantia de 75 cêntimos e que me dava unicamente (tinha poucas hipóteses de escolha) para o dito cujo galão para espevitar o olho e as restantes peças do corpo.
Como é que eu posso poupar se me estão a querer tentar a gastar?! Claro que não sou obrigada a aderir a esta "tentação" nem a gastar mas a coisa já mexe no meu bolso precisamente porque eu simplesmente ignorei aquela coisinha dourada e não respondi a tempo de evitar a avalanche de cartas e códigos... Enfim, aquela frase do jornalista não me sai agora da cabeça: "restará o cemitério. Aí, estou em crer, não há como fazer poupanças". E acrescento eu... Nem se recebem mais cartas no cemitério.
Da América: a carta do emigrante
1
Recebi com alegria
Uma prosa cativante;
Fiquei grata noutro dia
Pela carta do emigrante.
2
Gosta-se do Carnaval
Das danças e dos bailinhos:
D’América p’ra Portugal
Vem mais saudade e carinhos.
3
Chegou então a altura
De talhar novas cantigas:
Escrevi com tal ternura
Algumas linhas amigas.
4
Música harmoniosa,
Para uma letra a condizer;
São retalhos desta Rosa
Do jeito que sei fazer.
5
Registo, esta saída
Da ilha, com sentimento,
Estou muito agradecida,
P’las palavras do momento.
6
Feliz fico eu agora
N’esp’rança da gravação;
Um abraço sem demora
Até outra ocasião.
Rosa Silva (“Azoriana”)
3 de Outubro de 2007