Qualquer dia vou deixar de escrever sobre a freguesia da Serreta porque não haverá mais nada de novo a não ser recordações (e as minhas sobretudo).
Estamos atravessando a época de se visitar os nossos familiares que estão sepultados no lugar que é impossível mudar de sítio a não ser que opte pela desertificação do meio rural, e mesmo assim aquelas quadrículas continuarão inalteradas (podem é ganhar ervas daninhas). Acho a desertificação improvável porque, aqui na nossa ilha Terceira, em cada freguesia há uma Igreja e um cemitério. No caso da Serreta há um Santuário por mérito próprio.
Já nem escrevo sobre a(s) escola(s) porque isso mais dia, menos dia é centralizado e se, por um lado, é bom, por outro, tem as suas desvantagens. O que acontece quando se enche um caixote cheio de pintainhos? Há confusão e muito piu-piu-piu.
Enfim, o único lugar onde o silêncio impera é nos cemitérios porque ali ninguém dai um "ai" a não ser os que por cá ficam e se lembram mais dos seus entes falecidos no princípio de Novembro. Colocam-lhes muitas flores, algumas orações e se não podem ir até lá, ficam em casa a pensar muito neles. Eu penso praticamente todos os dias nos meus mesmo sem ir ao cemitério, porque no cemitério resta apenas uma quadrícula escura e fria.
Acham que estou a escrever friamente? Talvez. É como me sinto hoje... Tenho um frio exterior e interior que até parece que emigrei para o mais gelado dos continentes. Mas até isso parece que está a mudar. Não tarda nada o aquecimento global vai derreter-nos a todos e vai ser um tal correr para o lugar mais fresquinho que ainda conheço - A Serreta!
Quando tivermos muito calor vamos para o fresquinho da Serreta, por ser fresco no clima, mas de certeza vamos encontrar o calor da hospitalidade que sempre nos reservam os serretenses que amam aquele "Cantinho do Céu" e onde, ainda, se pode encontrar o leitinho, a carne, a canja de galinha, os tomates, as batatas, os inhames, as couves, o feijão, as ervilhas, etc., hortaliças e frutas que é o que mais faz bem ao nosso corpinho cada vez mais castigado pela velocidade do dia-a-dia.
Há dias assim!
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