Árvores de cá e de lá...


(Uma árvore da Mata da Serreta)

Folhas esvoaçam

À sombra do arvoredo
Que ladeia os caminhos
Ouvi pássaros sem medo
Aconchegados nos ninhos.

Na calma vegetação
O chilrear me encantava
Na mudança da estação
Esse encanto terminava.

E são folhas que esvoaçam
E deixam árvores nuas
Algumas por aqui passam
Caem nas páginas tuas.

É tão bela a natureza
Nas estações a rodar
Faz-se assim a realeza
Das folhas a navegar.

Rosa Silva ("Azoriana")

(inspirada pelo artigo de «Dispersamente...»)

2 comentários:

  1. Viva, Rosa
    Vim logo aqui ver essa árvore da Serreta. E o poema, claro está. Este Outono está muito desorganizado, meteorologica e psiquicamente. Até parece que anda tudo de candeias às avessas. De qualquer modo há qu espevitar o lume da candeia a ver se a lus alumia melhor o caminho. Muitas vezes é só uma questão de sermos capazes de rodear os obstáculos que se nos colocam no percurso da nossa vida.
    Muito obrigado, Rosa, por mais esta amabilidade.
    Blinhos
    António
    - esta árvore parece um plátano.

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  2. Lindo como sempre Azoriana. Os poemas já fazem parte da tua forma de escrever o que muito admiro. Bjs

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