(Uma árvore da Mata da Serreta)
Folhas esvoaçam
À sombra do arvoredo
Que ladeia os caminhos
Ouvi pássaros sem medo
Aconchegados nos ninhos.
Na calma vegetação
O chilrear me encantava
Na mudança da estação
Esse encanto terminava.
E são folhas que esvoaçam
E deixam árvores nuas
Algumas por aqui passam
Caem nas páginas tuas.
É tão bela a natureza
Nas estações a rodar
Faz-se assim a realeza
Das folhas a navegar.
Rosa Silva ("Azoriana")
(inspirada pelo artigo de «Dispersamente...»)
Viva, Rosa
ResponderEliminarVim logo aqui ver essa árvore da Serreta. E o poema, claro está. Este Outono está muito desorganizado, meteorologica e psiquicamente. Até parece que anda tudo de candeias às avessas. De qualquer modo há qu espevitar o lume da candeia a ver se a lus alumia melhor o caminho. Muitas vezes é só uma questão de sermos capazes de rodear os obstáculos que se nos colocam no percurso da nossa vida.
Muito obrigado, Rosa, por mais esta amabilidade.
Blinhos
António
- esta árvore parece um plátano.
Lindo como sempre Azoriana. Os poemas já fazem parte da tua forma de escrever o que muito admiro. Bjs
ResponderEliminar