Uma casa branquinha...

Antes os blogues eram muito menos do que agora. No tempo que comecei nesta onda, em Abril de 2004, nem sabia o que era um blog (?), nem pensava que chegasse a Abril de 2007, para completar 3 anos e já estamos em Outubro, o que dá mais meio ano. Só não sei até onde irei... Ainda hoje os sinos tocaram repetitivamente por alguém que partiu e ouve-se um uivar estonteante de um cão na vizinhança de onde me encontro agora.

Estou apática. Não consigo reagir muito bem hoje. Abeirei-me da mesa dos jornais diários e volto a encontrar notícias sobre o termo que mais uso neste blogue e escuso de voltar a usar porque penso que não surte efeito nenhum...

É aqui que entra a parte que respeita ao título do artigo: Uma casa branquinha... Pois é, quem me dera ter possibilidades de ter uma casa de um só piso, com cozinha, quartos, casa de banho, quintal para ter linhas e estender a roupa, com um recinto para ter algum animal que desse lucro, para ter algumas novidades germinando da terra, e para aumentar a população da freguesia que dizem estar a faltar. Esquecem é que também já tiveram o poder na mão e podiam ter dado incentivos para fixarem as pessoas lá.

Eu tive pouca sorte ou então a sorte traçou-me as pernas ao sair daquele cantinho do céu. Agora é muito, mas muito difícil mesmo, voltar a assoalhar a minha volta. Precisava de uma mão amiga, de um empurrão jeitoso, de aceitação e sobretudo de ajuda num regresso que não se vislumbra fácil...

Gostava de ter a certeza que era o sino da Serreta que tocava por mim na última saudade mas nem disso estou segura. Há mais sinos que tocam mas não completam o meu sonho - morrer serretense...

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