Ao fim de oito dias, eis que já me apetece espairecer na rua. A tosse não me deixava consolar debaixo do meu improvisado telheiro que, ainda, espera a intervenção de alguém que o refaça a jeito de aguentar ventos, chuvas, sol e pasmaceira.
Entretanto, e, enquanto se espera a "tourada de sofá", vou dando ideias para me ajudar neste sábado de "pasmaceira". Não quero mesmo forçar a fazer o que está mais que provado que não posso fazer.
Tenho uma imensa pena de querer e não puder. Está na vez de também repousar o juízo. Este é que insiste em mandar-me para a monda do quintal...
Que ninguém hoje se veja
Na cena da depressão
Só a vida se festeja
Quando ainda há noção.
E também ninguém esteja
Em jejum, sem refeição;
Quem tudo pensa e deseja
Pode nunca ver então.
Bem-haja quem se contenta,
Com pouco de quase tudo
Entre os sete e os setenta...
Bem-haja quem sabe ser,
E mostra que ser sortudo,
Floresce no bem-querer.
Rosa Silva ("Azoriana")
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