O mar a teus pés

O mar a teus pés com a neblina de junho, de santos populares, de parênteses curvos ou colchetes, de marés e ondas insulares, de cerimónias e festivais, de cores e amores.
A ilha Terceira, Açores,
Está hoje mais feliz,
Ignorando as suas dores,
Honrando a sua matriz.
Meio século d'Autonomia,
Nos ares das Regiões,
É festa também no Dia,
Do grã poeta Camões.
E eu que faço por ti,
Ó minha pátria querida?
Tão linda hoje te vi
Grata por me dares vida.
E o mar hoje a teus pés,
- Serena insularidade -
Não serás mais do que és,
Somente serás saudade.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: os pés [teus, meus, nossos] que tanto chão palmilharam, são o suporte de tantas vidas de coragem, trabalho e valor a longo prazo.
O que será de nós doravante sem pés firmes no chão da existência?

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada pela visita! Volte sempre!