Poema de pão caseiro
É túnica de alvo cheiro
É coroa sem ser rei
Que na côdea encontrei.
É discreto no favado,
Visto ser bem amassado;
É abundante de força,
Que nada sequer o torça.
É seio de ingredientes
Toque leve de bons dentes;
É paraíso secreto
Quando feito com afeto.
É reino de um trinado
Com Cristo Ressuscitado...
Seu brado solta, sem vento -
Sessenta e dois - tem fermento.
Rosa Silva ("Azoriana")
Em Sábado Santo.
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