Votos de algo Bom

Hoje é o fidalgo
O "fim de algo"
Assim eu entendo.
Nem sei que dizer
O que virá/irá ser
No que vou vendo.

Nem de mim sei
Tanto trabalhei
Toda uma vida.
Agora só pasmo
Medo e marasmo
Nos causa ferida.

Preciso chefia
Uma nova guia
Para o sucesso.
Há que saber
O que vai ser
Para o progresso.

Fico chocada
Muito abismada
Com a pandemia.
Mas há um conjunto
De outro assunto
No dia-a-dia.

Que venha a luz
Que faça jus
A uma união.
Não vale esquecer
Quem deu o ser
À sua função.

Termino em par
Para abraçar
Na despedida.
O velho mau ano
Dê novo pano
A uma nova vida.

Rosa Silva ("Azoriana")

VENHA 2021 bem vestido!

A minha série: Sentir ilhéu (5): Desassossego

Não quero brilho infundado,
Não quero lançar foguetes,
Não quero os celebretes,
Não quero em antecipado.

Não quero termo enfeitado,
Não quero outros lembretes,
Não quero brilho em bilhetes,
Não quero o indesejado.

Não quero mundos nem fundos,
Horas, minutos, segundos,
De algo que nada sei.

Só quero o que Ele quiser...
Por muito que se fizer
Vai cair na mão da lei.

Rosa Silva ("Azoriana")

A minha série: Sentir ilhéu (4): Atitude

Será que 'inda aqui estou?!
Será que ainda me lês?
Mesmo com "se's" e "porquê's"?
Será que vale o que dou?

Será que algo encantou?
Ou simplesmente não crês?
Com atitude me vês
E finges que nada sou?!

Ó gente dá-me um gosto,
Deixo meu verbo exposto,
Naco da minha saúde.

Dizei-me se vale a pena
Eu sentir a vida em cena
Num vale sem atitude?

Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. Último dia útil de trabalho, quarta-feira, de um dezembro do ano atípico e com votos de dias com notícias contentes.

Oxalá tenhamos paz, pão, saúde e algum tostão... e, que eu siga o mesmo de sempre: limpar o ano velho para entrar no novo com atitude de dever cumprido.

Haja saúde a eito!

A minha série: Sentir ilhéu (3): Amar de Amor

Eu amo esta brava terra
Que se veste de Bravura
Mesmo estando em secura
É festa do vale à serra.

Eu amo a paz, não a guerra,
E este mar de cultura,
Poema terno, em doçura,
Que de repente me aferra.

E também amo a ilha toda,
Numa festa, numa boda,
Com hinos por todo o lado.

E se amar é tudo isto
Eu amo mais Jesus Cristo
Nome na ilha gerado.

Rosa Silva ("Azoriana")

A minha série: Sentir ilhéu (2): Madrugar (quase à mesma hora)

Coração bate a compasso
Como toca o violão
Com letra em ebulição
Pelo tempo que ora passo.

Vem aí um novo abraço
Uma grande decisão
Seis meses de duração
Tão longe do "meu regaço".

Uma viagem tão grande
Em janeiro já se expande
Para longe vai meu filho...

Mais uma vez o destino
Mostra que buscar ensino
Traz a saudade no trilho.

Rosa Silva ("Azoriana")

Duas quadras oferecidas por Fernando Alvarino e Ludgero Vieira

 


"Rosas nascem no jardim
Ou debaixo dos ciprestes
Mas as mais belas para mim
São como tu, rosas silvestres."

Fernando Alvarino


"EXISTEM, EM VARIAS CORES
AS ROSAS, COM NATURALIDADE
E A RAINHA DAS FLORES
DO JARDIM DA AMIZADE."

Ludgero Vieira 

A minha série: Sentir ilhéu - Lembrança da "matança"

No tempo que se comia
Conduto de porco salgado
Batata doce de alegria
Couve e repolho ao lado.

Bacon e toucinho fumado,
Boa salsicha e linguiça,
Tudo bem temperado...
Cozido não desperdiça.

Haverá alguém por aí
Com toda essa fartura?!
O fogão tenho aqui
E panela para fervura.

A mesa até me cheira
Com toda esta lembrança
Quando na ilha Terceira
Se fazia a "matança".

Rosa Silva ("Azoriana")

Joe Fagundes e Rosa Silva

Refrão

Minha Serreta querida
O berço onde nasci
Vou lembrar-te toda a vida
Vives comigo aqui.
Vieste para ficar
Junto ao meu coração
Cada vez que eu tocar
Afetos de acordeão.
1
Serreta dom e mistério
Canta no seu campanário
Como no lindo Império
Em frente ao Santuário
À vista a Sociedade
De alegre recompensa
E o pão da Caridade
Com a bênção na Despensa.
2
Ermida no cemitério,
A cruz em cada ossada,
Água benta, batistério,
No Pico bela Tourada;
O Farol e nossa Mata
Passeio dos residentes;
E a saudade não desata
Dos filhos que estão ausentes.

Rosa Silva ("Azoriana")

A minha série: Sentir ilhéu (1) - Estória de mim

Já sei quem sou eu
E sempre o soube:
Sou flor que cresceu
E em mim não coube.

Quis dar (e perdeu)
Fez mais do que pôde,
O que tem de seu
É bom que se louve.

Eu louvo o Bem,
O bom Sentimento,
O dom do Talento.

Mais louvo quem tem
Gratidão no peito
Amor de bom jeito.

Rosa Silva ("Azoriana")

Sou dos "Pastor e Calhoca"

Há nove anos bem contados
Sou da família Pastor
E Calhoca por amor
Querendo bem aos costados.

Serão os velhos lembrados
E os novos com valores
Esquecendo os dissabores
Se os houver estão quebrados.

A José que era o pai,
Maria do Carmo a mãe
Que cada filho quis bem.

Da minha mente não sai
Uma sogra de amizade
Que manteve a unidade.

Rosa Silva ("Azoriana")

Canto do lar

O sol desperta sorrindo dando vida à gente, às plantas e bichos.

O sol de dezembro é morno para nos manter no "forno" aquecido do lar. Ai como gosto do meu lar, re(construído) com a companhia que me faz aceitar os dias como eles são.

Do meu lar acedo ao vosso lar pelo simples e engenhoso toque de botão, da visão de imagens solenes e variadas neste resto de 2020. Podes ir embora ano que levaste tantos e deixaste uma espécie de "bicho papão" a teimar em impor o medo, a ansiedade e a desconfiança.

Quem cuida da alegria é mesmo o sol de cada dia e o sossego que bem mereço.

A todos um sábado precioso e aos que estão em tormentos e dores um voto de melhoras.

Beijos para quem me estima, ampara e percebe o lado de apreciar o meu canto do lar.


Canto do lar

Aprecio o aconchego
Que não chamo solidão;
É a paz do coração
Que a tempo ainda chego.

Feliz é este meu apego
Ao lar da inspiração
Que não chega a canção
Na melodia em sossego.

Passo pelo tempo agora
Como quem ri e quem chora
E quem escreve seu sentir.

Pouco-a-pouco encontrei
O que há muito já sonhei
Ser do meu lar a sorrir.

Rosa Silva ("Azoriana")

Um dia para vós

Dulce Catarina Bradford e filhos

Vocês sãos uns amores
Pérolas do oceano
São pétalas de flores
Viçosas todo o ano.

E lá... de outro jardim
Com um sorriso brilhante
Vejo um anjo assim
Mais perto do que distante.

Amélia, Dulce, Andrezinho,
De olhos quase iguais
Juntinhos até são mais.

Boa dose de carinho
Celebram que ser criança
É a força da esperança.

Rosa Silva ("Azoriana")

Há dois anos, neste dia...

Há dois anos, neste dia,
Partias para o Redentor,
Ficou connosco o fervor,
Dos sonetos, harmonia.

Não esqueço a alegria,
Que nos deste, com valor,
Hoje, rogo ao Deus Senhor,
Que sejas d'Ele companhia.

Clarisse, a boa amiga,
Que minha rima consiga,
Coroar a tua alma.

E que eu fique a recordar,
Vila de Góis, a acenar,
Como a brisa numa palma.

Rosa Silva ("Azoriana")

Hoje, sim, é Natal

É Natal de sexta-feira
A última, a derradeira,
Que calma parece ser.
Nasceu de novo o Menino
Sempre pobre e pequenino
Grande só para nos ter.

Sendo a terna semana
Que em Paz se diz Hosana
E em casa se festeja;
Brilha mais no coração
Um pedido de perdão
A alguém que o deseja.

Peço perdão a meu filho
Por descarrilhar no trilho
Da palavra que sai mal...
Ele sabe que o admiro
Também sabe que prefiro
Ouvir dele o que é normal.

Uma coisa não esperava
Me deixou tão encantada
Ao ponto de ser criança
Olhar, ver e remexer,
Até à lágrima ceder
À sua boa lembrança.

E a maior alegria
São os três juntos num dia
Para rir, falar, crescer;
Os filhos são o calor,
O afeto, luz e amor,
Mesmo sem nada dizer.

Salve a vida e o sol,
Que faz da ilha um lençol,
De verde e azul marinho;
Salve todos os parentes
Os de perto e os ausentes
E os que me dão carinho.

Rosa Silva ("Azoriana")

Manuel Ivo e emigrantes

Parabéns Manuel Ivo
Por estares a nosso lado
Mantendo o teu dom vivo
Num Natal mais isolado.

A onda que tens movido
Faz de ti mar encantado
Muita maré tem crescido
Desde que estás emigrado.

Manuel Ivo é um cantor
Da Rádio um pedestal
Que o faz viver de amor.

Por ti e para ti mando
Um doce e feliz Natal
Tanto emigrante saudando.

Rosa Silva ("Azoriana")

Feliz Natal a toda a gente!

Natal 2020


O Natal é mesmo de Todos:
Dos mais e menos amparados,
Dos presentes e dos emigrados
Dos que tem família a rodos.

Natal é oferta de "bodos",
Aos quentes, descamisados,
Aos pouco e aos mais ousados:
O Natal é mesmo de Todos!

Ó Jesus tão pequenino,
Em "Glória" brinda o sino
Na sineira magistral...

E eu só... ou com alguém,
Quero que cantes também:
Feliz Natal a toda a gente!

Rosa Silva ("Azoriana")

Ai o Natal (que nostalgia!)

Para uns chega o Natal
Numa tristeza medonha
Que se mete na vergonha
E nostalgia sem igual.

Os sensíveis em especial
Derramam água na fronha
Cada lágrima é tristonha
Numa luta desigual.

Peço, com muito fervor,
Que Deus seja Bom protetor,
Dos sensíveis como eu sou...

E traga mar de alegria,
P'ra afundar a nostalgia...
Grata a Deus 'inda aqui estou!

Rosa Silva ("Azoriana")

Canto maternal

Filhos


Três filhos Deus me doou
[Meu desejo era ser mãe]
E tanto lhes quero bem
Como o tempo que voou.

Sou mãe que os três criou,
Com o que melhor convém,
Que é o amor que se tem
E na rima se instalou.

São as aves do meu ninho,
São milagres de carinho,
E amo os três por igual.

Mas cada um toma o seu rumo
E por eles me consumo
No meu canto maternal.

Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. Deus vos guarde sempre em todas as vossas decisões. Outro sonetilho parecido aqui.

Despertador

05:30. Despertador tirou-me do quentinho dos lençóis. Preparei-me, nas calmas, para apanhar a madrugada gelada. Saí para o meu destino. Era cedo. Esperei. Admirei as folhas "douradas" por toda a via pública. Ouvi o toque do sino da Catedral de Angra do Heroísmo, que há tanto tempo não ouvia tocar as 07:00. Cheguei cedo. Podia ter esperado mais. Não faz mal. Foi tudo nas calmas. Até deu tempo para proferir o meu nome completo umas três vezes (ainda há algumas Rosa's). Então, é que, na volta ao quentinho do lar, dei comigo a pensar... que estranho (ou não) apelido que eu tenho: Correia da Silva. A herança do meu avô materno (Correia) e do meu avô paterno (da Silva). Correia, da ilha Terceira e, da Silva, da ilha do Pico.


 


Rosa é nome de flor
Que também é uma cor
A que se junta Maria.
Maria é nome de santa
Uma Virgem que se canta
Qualquer hora, noite e dia.

Depois a corda se ateia
Para que eu seja Correia
Da minha mãe e seu pai;
Da Silva nasce no Pico
E bem contente eu fico
Com o Pico que me atrai.

Rosa espinhos também tem
E a Silva os tem também
Com perfume a primeira...
E há a silva da amora
Essa sim, também se adora,
Nos silvados da Terceira.

Não é fácil encontrar
Uma junção de atracar
E picar tão de seguida;
Tive sorte ou talvez não
Porque dá sangue o picão
Pra saúde ser medida.

Rosa Silva ("Azoriana")

Veteranos saudando

A propósito de uma memória das Sanjoaninas 2016 da Marcha dos Veteranos, com Inês Vicente Borba.


Veteranos de uma ilha
Que se veste de lilás
Com o Bravo da partilha
Por ele tudo é capaz!

Abre o guarda-sol da vida
Grita "Olé" sem mais aquelas
Hortência na investida
E se ri com as mazelas.

Coração do terceirense
É deveras fascinante
Com tauromaquia vence
A saudade de emigrante.

Ó minha ilha querida
Por veteranos amada
Que seja sempre aplaudida
No arraial da Tourada.

Rosa Silva ("Azoriana")

O meu rosto

Rosa Silva com 1 e 56 anos

Sim... Não merece uma capa?!
Coitada de mim, pois não!
Sou a face de um grão
Que nem o papel destapa.

Serei pérola? Não. Lapa,
Presa de face no chão
No leito da Região
Lilás que nem sempre escapa.

Relembro da mocidade,
Quando linda de verdade
E de mim nem eu sabia...

Agora é tarde de mais...
Sou a "peta" de meus pais...
O meu rosto só se ria.

Rosa Silva ("Azoriana")

Rosto de Paz

A propósito de uma imagem de Nossa Senhora dos Milagres, captada por Ricardo Laureano.


Autor Ricardo Laureano


Ó Mãe que linda estás
No Teu trono habitual
Dai ao povo nova paz
Na moldura de Natal.

Ó Mãe Santa e querida
Da Serreta milagrosa
Dai ao mundo nova vida
Como botão d'uma rosa.

Rogai por nós filhos Teus
Te peço com mais requinte
Pede a Jesus, nosso Deus,
O Bem pró ano seguinte.

Ao olhar o rosto belo
Feito de simplicidade
Logo para Ti apelo
Amor, Paz, Felicidade.

Rosa Silva ("Azoriana")

Postal ao Dr. Duarte Soares

Pico, S. Jorge e Terceira
Ilhas de bonitos ares
Bonito de igual maneira
Dr. Duarte Soares.


Outrora fiz um poema
E dele perdi o rasto
Oxalá lembre do lema
E que não esteja gasto.


Desejo em especial
No dezembro de Jesus
Que tenha Feliz Natal
Com esperança e luz.


A vida por si cuidada
E pelo povo irmão
Seja pra sempre louvada
A mão de cirurgião.


Penso que é meu vizinho
E o vejo caminhar
Que não se sinta sozinho
Tem elos de terra e mar.


Com um abraço termino
O rumo da minha rima
Que o proteja o Divino
O maior que nos estima.


Rosa Silva ("Azoriana")

Estrelas

S. José e Santa Maria
Imagens de antiguidade
São as Estrelas do dia
No centro a humildade.

Humildade é de barro
Menino é mais recente
Num coração o agarro
Ao meio e nossa frente.

Assim vivo de ilusões
Lembrando outras estrelas
Que são as recordações
Que tinha e não posso tê-las.

Ao Luís, Aida e Paulo
Silva Borges, os filhos,
Afilhados Cláudia e Saulo,
Noras e genro, santos brilhos!

A todos os familiares
De uma e outra banda:
Vejam Estrelas nos ares
Que a Rosa Silva manda.

E nesta para ser par,
A quadra que se termina,
Mando a todo e qualquer lar
Preces à Estrela Divina!

Rosa Silva ("Azoriana")

Oito de dezembro/2020

Senhora da Conceição
Nome tão apregoado,
Pede ao Filho, nosso irmão,
Que salve o amargurado.

Pela nossa devoção,
Neste dia tão lembrado,
Acudi com a Tua bênção
Ao sofredor confinado.

É um dia diferente,
Desde o tempo de outrora:
Salve Ó Virgem Senhora!

A quem não está presente,
Longe ou mesmo no seu lar,
Amor tem para Te dar!

Rosa Silva ("Azoriana")

Vazio

No vazio da pobreza,
Enriqueço de escrita,
Popular não erudita
Correndo só em destreza.

A tecla é minha alteza
A sineta que me grita;
O dom em que se acredita
Vir de longe com certeza.

Reabro o meu coração
Aos ecos da solidão
No calor do meu luar.

Vão voando os meus versos,
Sem papel, nus e dispersos:
Outros sonhos por editar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Kanal das 9 - José Manuel Correia

Correia foi minha mãe
E Correia também sou;
Nesta hora encontrei
Outro kanal onde estou.

Barbarense o conheço
E sua esposa também...
Por vocês tenho apreço
E penso que vocês tem.

Temos primos em comum,
Da Serreta onde nasci,
Lá longe também algum
Que tantas vezes o vi.

Fico à disposição
Num sorriso natural;
Desejar-vos, faço questão,
Saúde neste Natal.

Rosa Silva ("Azoriana")

Outra recordação sorridente

kanal_das_doze_05122020.jpg


Durante a entrevista de Hildeberto Franco, do "Kanal das Doze", sábado, 5 de dezembro de 2020, na minha residência de S. Carlos, freguesia de S. Pedro, concelho de Angra do Heroísmo - ilha Terceira - Açores.

Título que ele deu: Rosa Silva - A poetisa dos Milagres


Como o roseira de Japão
Dá rosas para me animar...
Que Deus nos dê então
Um Natal para gozar.

Gozar internamente,
No lar, em união,
E dizer a toda a gente:
Eu tenho pouco, mas tenho um quinhão.

Não vale a pena fugir
Das maleitas que hoje temos,
Há é que nos unir,
E em casa é que temos,
O bem que vai construir
Aquilo que mais tarde teremos.

Eu mais queria rimar,
E dizer ao mais distante,
Que o Natal não vai acabar
O Natal é nosso e do emigrante.

Haja quem tenha "Glória!"
Haja quem cante "Hosana!"
E que faça a minha história
Ser sempre "Azoriana"!

Eu não quero ter louvores,
Eu não quero ter poderes,
Eu só quero vossos amores
Naquilo que de mim leres.

Há tanta coisa escrita,
Que da minha mente sai,
Alguma menos erudita
Outra... lá vai, lá vai...
Tudo seja por quem acredita
Que tive boa mãe e bom pai.

...

Que isto não seja um trabalho
Que estás a fazer a mim
Que venha a ser um baralho
Que vai rodar ao meu fim!

Rosa Silva ("Azoriana")


P. S. Com muitos louvores e agradecimentos a todos os produtores de trabalhos audiovisuais que levam a gente à nossa gente que, muitas vezes, se encontra sozinha sem carinho de alguém, em casa, nos hospitais e nos lares de idosos.

Senhora da Conceição (um pensamento)

Senhora da Conceição
Fecha a porta de entrada:
Aos meios de comunicação
Faz a carta de chamada.

Tal como outras ocasiões
Que fogem a ajuntamento
Ficaram as orações
Rendidas a confinamento.

É apenas meu pensamento
Que estou a deixar voar:
O vírus é mais que o vento
Mais folhas faz derrubar.

E cautela com o Menino
Que também nasceu sozinho
O próprio que é o Divino
Se quer plo mesmo cantinho.

Dezembro mês desigual
No que toca à consoada;
Em cada lar haja Natal
Feito video-chamada.

"Ouro, incenso e mirra"
Agora vão ser precisos;
Espero que não haja birra
P'ra aqueles mais indecisos.

Àqueles que vivem sós
Peçam a Deus um presente:
Que se desatem alguns nós
E procurem algum parente.

Que a gente seja submissa
Em tempo de pandemia:
A Cultura pode ser missa...
E benza a tauromaquia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Árvore de Natal

À cunhada Alvarina Fortuna Costa

Até à última vou pensar
Se a tiro do esconderijo
De que serve eu a montar
Sem saber se a dirijo.

Em criança ficava horas
O presépio admirando
Sem pressa e com demoras
Ia o encanto fitando.

Agora que já não tenho
Os filhos perto de mim
De que serve o empenho
Sozinhos com árvore assim?!

Ou será que vai valer
Recordar que estamos juntos
E as luzes acender
Pra lembrar belos assuntos?!

Descobrir que o Natal
Jamais pode infernizar
Pode até não ser igual
Serve a Deus pra amenizar.

Alvarina minha cunhada
Que adoras o Natal
Acho que foste a culpada
Por pensar nesse ideal.

Rosa Silva ("Azoriana")

A Diana Zimbron (Parabéns no dia seguinte)

Parabéns dia seguinte
Perdoa este atraso
Mesmo assim é com requinte
Que de ti eu faço caso.

Diana dama da Voz
Fina, doce e muito clara,
Contigo não estamos sós
No tempo de cousa rara.

Seja um ano pra melhor
Para ti cara amiga.
Para todos está pior
Pouco mais há que se diga.

Da Terceira para o Pico
E o inverso também
Estas quadras te dedico
Bem como ao pai e à mãe.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ser Bombeiro

É dar-se à humanidade
Que precisa proteção
E ser da comunidade
O centro de atenção.

É levar dentro de si
A família por inteiro
O choro 'inda não vi
À vista de um Bombeiro.

É levar e não trazer
É seguir sem hesitar
No fundo é não temer
Se volta ou vai ficar.

Bombeiro da Conceição
A Mãe na sua divisa
Esteja em cada ação
Que o Bombeiro precisa.

Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. Ofereço a Eulália Silva e a Jorge Silva, meus vizinhos.

Não há medo: olh'ó toiro!

Autor Fernando Pavão


Imagem da autoria de Fernando Pavão


Em ação: Marco Costa

*****


Não há medo: olh'ó toiro!

Ó que bela imagem esta
De cavaleiro e coragem
Pode não haver a festa
Mas há mato e rodagem.

Marco Costa é valente
E ama aquilo que faz;
Pró toiro é sorridente
E na sorte é capaz.

Pode mostrar timidez
No seu lar habitual
Só se vê a altivez
Com o toiro não há mal.

Louvo assim este rapaz
Que vejo na sua ação
Seja sempre eficaz
E à vida dê atenção.

Rosa Silva ("Azoriana")

Padroeiros

Dos músicos Santa Cecília,
Dos animais Santo Antão,
E a Sagrada Família
É de todos que aqui estão.

Dos estudantes Catarina,
Dos olhos Santa Luzia,
Do câncer Santa Paulina,
São Justino da filosofia.

São Lucas é dos doutores,
São Marcos dos vidraceiros,
João Crisóstomo locutores,
São Mateus é dos banqueiros.

São Pedro é do porteiro
E também do pescador,
Santo António casamenteiro
E dos perdidos achador.

Joana D'Arc dos soldados,
Santa Bárbara dos trovões,
Francisca dos emigrados,
Teresinha d'Ávila dos corações.

Das floristas Santa Rosa,
Donas de casa Santa Marta,
E Santa Rita, bondosa,
Do impossível aparta.

Santa Inês é das meninas
Na sua adolescência,
E de outras (vê se atinas?)
Madalena com clemência.

Dos taxistas São Cristóvão,
Prás tentações há São Bento,
E a Senhora da Conceição
Táxis, bombeiros o alento.

Há mais santos e santas
Todos a zelar por nós,
Entre tantos e tantas
Há Sant'Ana das avós.

Num dia reza ao teu
Se souberes bem quem é;
A São Carlos Borromeu
E na dúvida a São Tomé.

Rosa Silva ("Azoriana")

Cumprimentos atuais

Eis um abraço conciso
Virtual como se diz
No braço do improviso
Aquele que sempre fiz.


Um abraço falta faz
Temos falta de abraçar
Então seria eficaz
Fazer dele um "avatar".


Está na moda, portanto,
De tudo haver imagem,
Um abraço já foi tanto
E agora é uma miragem.


Davam-se beijos na boca,
Outros na cara rosada,
Agora a coisa é pouca...
Só se dá "cotovelada".


Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. A propósito de um artigo de Jonasnuts

Inspiração das violetas...

Dizem que as rosas são belas
Em muitas ocasiões;
Violetas são aquelas
Que nos dão inspirações.


As cores são todas elas,
Paleta de corações,
De nervuras ou singelas,
Dos poetas orações.


Dando atenção às escolhas
Vai-se catando as folhas
Sem dar tormento à raiz.


Nova luz então virá
Graça da boa dará
Ao verso de tom feliz.


Rosa Silva ("Azoriana")

A árvore do meu quintal (final de 2020)

fase 1


Uma roseira a florescer
Na terra que foi plantada
Vai e volta a renascer
Mais vale pouco que nada.


fase 2


Não importa o quanto cresce
Nem sequer quantas dará;
Só o que cai é que desce
E se cair renascerá.


fase 3


De dia para dia a encher
De camélias dizem sim
Rosas de Japão a crescer
Embelezando meu jardim.

14/11/2020


fase 4


Tudo o que nasce morre
Tudo o que se levanta cai
Só a aragem é que corre
E não se vê para onde vai.

29/11/2020


fase 5


E até o pedregulho
Tem bonita inspiração
Será que vai dar tafulho
À presença deste "cão"?!

Rosa Silva ("Azoriana")

De repente

Deu-me uma saudade
Dos meus filhos pequenos
Retalhos de uma idade
Bordada de acenos.


Acenavam à alegria
De pedir Pão-por-Deus
Que de retalhos enchia
A magia dos seus.


Guloseimas de ternura
Corriam na mesa inteira
Quando finda a cultura
De alegria quanta queira.


Hoje vivo da lembrança
Tão perto dos filhos meus
E sempre na esperança
De terem bom Pão-por-Deus.


Pão-por-Deus é de lembrar
Que há partilha do Amor
Todos-os-Santos honrar
E também o Salvador.


Queria tê-los ao colo
[Na certa não tenho mais]
Brincando e rindo no solo
...como os queria iguais!


Rosa Silva ("Azoriana")

Quarta-feira 28/10/2020

28102020

Olho para estas paredes
Que coloco nestas redes
E vejo-te ó mãe querida
Por tanto que já passei
Foi de ti que hoje lembrei
Dezassete anos de partida.

Foi em outubro é certo
Que em mim ficaste perto
E de lembranças tamanhas
Fiz tanta quadra a rimar
Para unir a Terra ao Mar
Bem como outras façanhas.

Desde então eu colori
Os meus versos que vivi
Com maior intensidade
Corri mundo no pensamento
E debrucei-me no evento
Serreta na intimidade.

Adeus mãe até um dia
Que se encontre a alegria
De juntas irmos cantar
Perto do céu e das estrelas
Que, sem ti, não quero tê-las
No meu peito a iluminar.

Eras Matilde Correia
Que reúne a plateia
Para agora me escutar
Nem que seja um só ouvinte
Será sempre um requinte
Nesta arte de pautar.

Minha alcunha ("Azoriana")
Insular e açoriana
Regional e terceirense;
Da bravura é uma chama
Da cultura se inflama
O valor a Deus pertence.

28/10/2020

Quarta-feira (nasci numa quarta-feira)

Rosa Silva ("Azoriana")

Agradecimento ao Dr. Raul Rodrigues, HSEIT e todos intervenientes

Águeda Melo é do Pico
E do Pico foi pró Faial
Na Terceira onde fico
Veio ela muito mal.

Socorrida no Hospital
Da nossa ilha Terceira
Uma doente renal
Ressuscitou pioneira.

Nos Cuidados Intensivos
Esteve ela mais que um dia
Se hoje está entre os vivos
Foi graças à Urologia.

Um rim lhe foi tirado
Para bem de se salvar
Dr. Raul muito obrigado
Deste ato irá lembrar.

Não sei de todos os detalhes
Vou sabendo por contatos:
"Ó Águeda tu não me falhes,
Prima cuida dos novos atos".

É verdade que ressuscita
A vida de uma mulher
E ainda se acredita
Diga-se o que se disser.

Obrigada a tanta gente
Que da saúde nos trata
Obrigada tão somente
Pela glória desta data.

Um abraço reconhecido
Ao médico e pessoal
Que por bem tem socorrido
Os doentes no Hospital.

Rosa Silva ("Azoriana")

Mês de folhas caídas

Hoje foi um daqueles sábados mais horizontais que verticais. Pausei afazeres e rendi-me aos "pesadelos" de sonhos fora de horas próprias para o sono purificador.
Sobressaltei-me. Muda a hora para termos as "noites imensas": escurece cedo. Rendo-me à "caseirice" da atualidade que tende a prolongar-se...
Entretanto, descubro, por estas redes, que há partidas de "mortes anunciadas". Fico a pensar que um qualquer dia/noite será a minha/nossa vez. Que seja natural e sem ruído. Detesto que se fale muito no ato de velar. Hoje não deixam ajuntarem-se em grande número. A partida é como a chegada: só com os mais chegados...
Eu só queria saber, antecipadamente, (coisa minha) se deixava saudades a alguém?! Em vida é que devia saber, não após.

Dia 26/10/2020 faz quatro anos que partiu a minha sogra.
Dia 28/10/2020 faz 17 anos que partiu a minha mãe.
Outubro será sempre um mês de folhas caídas e lembranças sentidas.

Rosa Silva ("Azoriana")

Musical rotunda sancarlense

rotunda sancarlense

É musical monumento
De Tomás Borba rotunda,
De João Dutra talento
Que bela Clave se funda.

Violoncelo atento,
Piano tecla profunda,
Que valoriza o momento
Da visita que os inunda.

É arte p'ra freguesia
Que conserva a melodia
Em rotunda escultural.

É prazer admirável
Clave de Sol impecável,
De outubro a ideal.

Rosa Silva ("Azoriana")

A Liduino Borba

Não sei que diga e faça
Num verso que satisfaça
Para louvar um amigo
Também a nossa Região
Pode fazer ovação
A quem honra o antigo.

Abraçou tanta Cultura
Com sua desenvoltura
Em livros de dimensão
Valor e patriotismo
Vitória e Heroísmo
Escritos por sua mão.

Em vida a homenagem
É grata e de coragem
Para bem do ser humano
É com graciosidade
E sincera amizade
Que louvo este açoriano.

Liduino é digno autor
Por vezes com co-autor
Fonseca, o lisboeta;
Por ambos sou admiradora
E dos versos autora
Com raízes da Serreta.

Grande abraço

Rosa Silva ("Azoriana")

Berço de heróis (Santo Amaro da ilha do Pico)

A saudade não tem cheiro
Nem a luz de um farol
Que ilumina o marinheiro
Na despedida do sol.

A saudade... é nevoeiro,
Densa, negra, também mole;
Quem seria o primeiro
Que a matou sem anzol?!

"Terra dos Barcos" - saudade,
Que nos prende de verdade
Aos antigos imortais.

Sei que é berço de heróis
[Muitos, tantos, mais que dois],
Bons construtores navais.

Rosa Silva ("Azoriana")

Construção naval

Quem constrói com seu trabalho
Obra pra bem navegar
Dizê-lo aqui não falho
Um dia vai lá chegar.

Mesmo de baixa maré
Ou água pelos cabelos
Chegará sempre com fé
Navegando em atropelos.

Não digo a correr mágoa,
Nem sei andar na água
Como anda uma canoa.

Só sei que um marinheiro
Faz do construtor primeiro
Leme da sua pessoa.

Rosa Silva ("Azoriana")

Quebras

Quebra-se o sono
Quebra-se a vontade
Quebra-se o dono
Quebra-se a verdade.

Quebra-se a paz
Quebra-se a vida
Quebra-se e faz
Quebra-se a lida.

Quebra-se a sorte
Quebra-se o dano
Quebra-se o forte
Quebra-se o ano.

Quebra-se a hora
Quebra-se o dia
Quebra-se outrora
Quebra-se a via.

Só não quebramos
O que em nós existe
E quando amamos
O amor persiste.

Rosa Silva ("Azoriana")

30 (Trinta dias) *

Num ápice... ao fim chegou
A "pausa" que eu merecia...
Não saí... pouco mudou...
Amanhã venha outro dia.

Recomeçar com apreço,
Assim Deus me ajude,
A saúde não tem preço...
Portanto... haja Saúde!

"Adeus" até para o ano
Se houver vida e houver paz
Com o melhor que se faz.

"Adeus" termo açoriano
Como a saudade nos finta
E num ápice se foi trinta...

Rosa Silva ("Azoriana")


* férias com dias úteis, tolerância e fins de semana.

Que haja uma tarde feliz

Que haja uma tarde feliz
Em cada ser ou lugar.
(Lembro de tanto infeliz
Que se vê longe do lar).

Que haja menos doença
E saúde a despontar
(Por quem sofre só se pensa
Que venha a recuperar).

Ó Deus onde é que estás
Nesta hora e momento?!
Como a nuvem se desfaz,
Faz o mesmo ao pensamento.

Tira de mim uma tristeza,
Tira de mim uma amargura,
Sei que estás na natureza
Que me inspira a ver ternura.

Rosa Silva ("Azoriana")

O entardecer

Eu não sou madrugadora
Nem vejo o sol nascer
Sou apenas sonhadora
Numa tarde a crescer.

Vai-se o sol para o poente
Sereno e em calmaria
E eu no quintal somente
À espera do fim do dia.

Falta pouco ou quase nada
Para este sonho acabar
Abrirei com a madrugada
Pró trabalho começar.

Mesmo em férias vou olhando
Se há algo para fazer
Pelo povo e até quando
Possa ver o entardecer.

Rosa Silva ("Azoriana")

Outubro novo

Ó querido Deus obrigada
Por me dares a saber
Em sinais que sinto ter
Vossa Mão abençoada.

Ó querido Deus sou nada
E do nada dou meu ser
Que eu possa fortalecer
A cor de nova jornada.

Cristo Rei imaculado
Com a Santa Mãe ao lado
Perdoa a minha atitude.

Cristo Rei da Terra e Mar
Que meu "nada" seja Amar
E fazer mais do que pude.

Rosa Silva ("Azoriana")

Coisas (o mote)

Às coisas já não me prendo,
Como prende a juventude,
Na idade que vou tendo
Já me basta ter saúde!


Glosa

Quão bela é a natureza,
Seus beijos vou recebendo,
Mas quando há safadeza
Às coisas já não me prendo.

Quão belo foi eu nascer
Com beijos de plenitude...
E depois me fui "prender"
Como prende a juventude.

Libertei meu coração
Porque a ele não me vendo;
Bem-querer é a função
Na idade que vou tendo.

Portanto dou o conselho
A quem se agarra amiúde...
Ao olhar o meu espelho:
Já me basta ter saúde!

Rosa Silva ("Azoriana")

Poema (o mote)

À terra é que vou descer
No lugar onde se cabe
Eu não sei nem vou saber
A hora que ninguém sabe.


Glosa

Que eu deixe a desavença
Que me pode acometer
Não mudo qualquer sentença
À terra é que vou descer.

Por muito que a gente faça
Por muito que a gente gabe
Há de vir alguma traça
No lugar onde se cabe.

Que se deixe a ilusão
Da vida nunca perder...
É nosso destino então?!
Eu não sei nem vou saber.

Meu amparo é o perdão
Que eu nele me desabe...
Que adianta ter à mão
A hora que ninguém sabe.

Rosa Silva ("Azoriana")

"Os AÇORES nos versos dos seus poetas" - Coletânea - Olegário Paz

Caro professor, doutor, amigo!

Saúdo com alegria
Pela linda Antologia
E pelo bem que lhe fez!
É deveras promissor
O empenho do senhor
E louvo mais uma vez.

Digo que não o li todo
Mas vou ler, sem ser a rodo,
Para bem apreciar;
Quatrocentos escritores,
Nativos nestes Açores,
Que me vão deliciar.

Lembro que me alertaram
Outrora então chamaram
Por email minha atenção:
Fiquei deveras feliz
Com o livro que bem quis
Pertinho do coração.

Serreta na intimidade
Atraiu sua amizade
Na leitura ideal.
Dando voz a um poema
Abriu a vida ao tema
Do Outono triunfal.

Na mesa de cabeceira
Ou qualquer lugar à beira
Fico a olhar de encanto;
Quero que fique a saber
Que enquanto eu viver
O louvo por tudo e tanto.

Remato na derradeira
Sextilha "made in" Terceira
Tão apressada e sem pausa...
Vai direta e assim se faz
A Olegário Paz
A nobreza de uma causa.

Abraço de
Rosa Silva ("Azoriana")

27/09/2020. Domingo...

Obrigada Senhora nossa
Obrigada Senhora minha
Faz com que eu sempre possa
Visitar-Te... Avé Rainha!

Obrigada ó gente boa,
Obrigada a quem me vale,
Nossa Senhora abençoa
E livra de maior mal.

Obrigada! Ainda lembro
Desta manhã diferente,
Um domingo de setembro
De cenas na minha frente.

Cenas de vida amparada
Pela Santa Teresinha,
Menino e Senhora amada
Nos altares da terra minha.

Rosa Silva ("Azoriana")

Império de S. Carlos - 2020

No que a Festa se tornou
Devido à pandemia
Que o medo acorrentou
Cada ser à moradia.

S. Carlos reza somente
E somente se isola
Está no coração presente
Como pão numa sacola.

Pão, carne e alfenim,
E o Sagrado Mistério
Jamais poderão ter fim
Bem como o seu Império.

Abre a porta para o Povo
Cada qual por sua vez...
A Comissão também louvo
No reforço que então fez.

Pai, Filho, Esp'irto Santo
Unidos na Santidade
Os olhos ao Céu levanto
Orando com humildade
Para que se salve um tanto
De fé, esp'rança e caridade.

Rosa Silva ("Azoriana")

Oferta de Inês Zimbron

Um sábado especial é quando se recebe um mimo especial de uma fã das minhas crónicas no DI (posso escrever Diário Insular?), que até deu conta da minha "pausa" porque o vício agora voltou-se para as férias.

Mas vejam só que rica oferta recebi da minha nova amiga:


"Uma Rosa Especial

Encontrei uma pessoa,
Nas crónicas de um jornal
Gente linda, gente boa…
Algo fora do normal.
Não fiz mais que o meu dever,
O de boa cidadã,
Os escritos reconhecer,
Da qual já era e sou fã.
Não fiz nada que mereça
Oferta desta grandeza,
Gosto é que o povo reconheça
A obra que tem beleza.
“Serreta na intimidade”
Uma oferta graciosa
Início duma amizade
P’ra mim muito preciosa.
A Rosa duma roseira
Muito, muito especial
Eu reconheci o perfume
Nas crónicas de um jornal.
Esta mulher talentosa
Merece consideração
A ela muito agradeço
Do fundo do coração.
Uma das suas fãs:

Inês Zimbron"
Os meus sinceros agradecimentos.

"Dá-lhe corda" amiga Diana Silva

De repente

De repente uma saudade
Invadiu a minha mente
De falar da amizade
Que nos leva mais à frente.

Da rádio do estrangeiro
Que elege os escritores
Cujo tema verdadeiro
Vem nos poetas criadores.

Valorizo historiadores
E outras áreas e artes
Que levam nossos Açores
Divulgados noutras partes.

Euclides Alvares assim é
Bem como outros amigos
Que nasceram onde a fé
Recordam tempos antigos.

Em S. Carlos, da Terceira,
No seu sábado da morcela,
Está uma pasmaceira
Porque se está sem ela.

Nos Biscoitos, era a seguir,
Sua tourada do porto,
A ela não podem ir,
A pandemia deu pró torto.

Beijos e abraços
Rosa Silva ("Azoriana")

Gratidão - para Efigenia Coutinho Mallemont (poetisa)

É feliz ser-se poesia
Eternidade
Não há anos
Há o dia
Para darmos gratidão
Com um poema na mão.

Efigenia é brilho
No olhar de simpatia
Segue com amor o trilho
De ser "Dama da Poesia"

Catorze anos depois
Ela e eu
Em amizade virtual
Mas de verdade!

Rosa Silva ("Azoriana")

Bendito seja...

Bendito seja Deus!
Bendita a sua Mãe!
E benditos os olhos teus
E as mãos de quem faz BEM!

Bendito seja o Sacrário,
O trono do seu Altar,
Bendito o Santuário
Da Mãe que nos quer salvar!

E bendita seja a Festa
Que ora não se manifesta
Como o nosso Povo queria...

Bendito seja o Amor,
A graça de Nosso Senhor
No Jardim da Mãe Maria!

Rosa Silva para Conceição Silveira

Que beleza é a Serreta!

Que beleza é a Serreta
E sua Nossa Senhora,
Que não deixa na gaveta
A tolerância de agora,
Que sempre foi a vedeta
Desde os tempos de outrora.
O que digo não é treta:
Vamos rezar sem demora.

Que se cumpra bem a norma
Na pandemia atual
Bendigo de alguma forma
Ao estímulo regional;
Sem a profana se informa
Que a Mãe é maternal
E o povo se conforma
Ao perfume natural.

Meu berço ali se fez
E vinte anos lá estive
Sempre adorei este mês
E as férias não contive
Deixei tudo para esta vez
Noutro lar eu me detive
Bem-haja quem não desfez
O que sempre ali se vive.

Meu amor é bem-querer
Meu amor é coração
Meu amor é gosto ter
Meu amor pelo quinhão
Meu amor é aqui sem ver
Meu amor os que lá estão
Meu amor é não sofrer
Meu amor é meu torrão!

Rosa Silva ("Azoriana")

À Senhora do Jardim

São as Flores de Maria
Aquela que mais adoro...
E a Ela tanto imploro
Na rima de cada dia.

São as Flores da Alegria...
Bela imagem que decoro
Pena que seja inodoro
O perfume que irradia.

Ó Virgem imaculada
Pelo mundo tão amada
Em dias de novenário.

Fica sendo sempre assim
A Senhora do Jardim
De tão nobre Santuário.

Rosa Silva ("Azoriana")

O(s) se(s)

Todos (ou quase) sabem do meu gosto pela minha sempre querida freguesia da Serreta.
Todos (ou quase) sabem que a Festa de Nossa Senhora dos Milagres, padroeira da freguesia, realiza-se na segunda semana de setembro, começando, na sexta-feira antecedente, o novenário temático.
Todos (ou quase) percebem que a fé move montanhas e, neste caso, move a ilha toda e até a emigração (ir para o esttangeiro) que costuma imigrar (voltar para a ilha).
No caso que estamos atravessando de PANDEMIA COVID-19 sou a favor de se cumprirem com as REGRAS da Autoridade de Saúde Regional.
Não VIAGEM por imigração porque a VITEC vai levar a imagem até ao quarto ou sala em vossas casas.
Não haverá ajuntamentos, abraços, beijos, almoços e demais refeições familiares, n perfumes variados, nem flores, nem arcos, nem tapetes no caminho (não há procissão), nem festa profana noturna, nem alegrias, nem foguetada, só sino e apenas...


UM VAZIO

O vazio da una fé
É tamanho e medonho:
Não puder estar ao pé
Do Santuário risonho.

O vazio sei bem que é...
Não regar a luz do sonho,
Nem remar nessa maré,
Do valor que hoje deponho.

Dos Milagres, Mãe Maria,
Seja bonito o Teu dia,
Conforme a Tua vontade!

Perdoa a quem não tem
O Amor que de Ti vem
Ao vazio de verdade.

Véspera da 1a Novena
Rosa Silva ("Azoriana")

Apenas tocam os sinos

Apenas tocam os sinos
A festa fica adiada
Calam-se vozes e hinos
Mudou de tudo para nada.

É bom estar com o Divino
No coração tem morada...
'Inda se faz arco fino
Junto à porta de entrada.

Barbarense que se preza
(Em casa também se reza)
Faz questão de bem ficar.

Não tarda outra se segue...
Seu perfume me persegue
E sei identificar.

Rosa Silva ("Azoriana")


Post Scriptum: De hoje a quinze dias como se vai reagir à falta do sábado serretense... à ilha silenciosa perante um vírus mais forte que a solenidade da Festa da Mãe milagrosa…

Eu Te amo ó Mãe de Flores!

Fonte de inspiração a imagem: Ricardo Laureano
Letra: Rosa Silva, terceirense das rimas
Translation: I love You Flowers Mother!


A alegria das flores
Exalam o seu odor
E vão curando as dores
De quem vive sofredor.

Quem ama as belas cores
De um altar de Amor
Mesmo que sofredores
Saem de lá com fulgor.

E se à Serreta vais
Por caminhos e canais
Abraças a devoção.

No regresso ao teu lar
Beijas o verbo amar
Com lábios de oração.

Translation:


The flowers hapiness
Brings a good smell
And take off the sadness
Of someone not well.

Who love that kindness
At the tron love sell
People with sichness
Receives her love bell.

And if at Serreta you go
By roads and channels so
You hugg the devotion.

By coming back home
You kiss love that some
With the prayer lips donation.


Rosa Silva ("Azoriana")

Técnica


Tudo tem a sua técnica
Tudo tem o seu saber
Alguns fazem de genética
Outros tem de aprender!

 

22/08/2020



Rosa Silva ("Azoriana")

Tonalidade

Nossa Senhora é a Luz
Bordada de tom dourado,
Por Milagre de Jesus
Que sempre está do Seu lado.

Flores alvas fazem jus
Ao Espírito sagrado
Da Coroa que conduz
Ao Cetro ornamentado.

Nossos passos não te cantam
Nem meus versos Te encantam
Num ano de pandemia.

Olho, à noite, o Luar,
De tarde, a Terra e o lar...
Dourados por Ti, Maria!

Rosa Silva ("Azoriana")

Estreia no "Dá-lhe Corda" #24 - Rádio Azores High

Estreia no programa de Diana Silva (Zimbron):
"Dá-lhe Corda" #24 - Rádio Azores High

Óh! Que surpresa maravilhosa!
Sua voz é fino ouro
E deu aos versos da Rosa
O valor de um tesouro.

Fico tão agradecida
Que até me espantei
E deveras comovida
De alegria que nem sei.

Muito obrigada! Diana Silva
Beijinho

Da Rosa Silva ("Azoriana")

Perfume divino

Com Seus cabelos reais
Em tão bonita imagem
Livrai-nos agora e mais
Deste vírus em viagem.

Santo Cristo em S. Miguel;
Bom Jesus lindo no Pico,
Sua Mãe, Virgem fiel,
Na Terceira identifico.

Este ano não se querem
Ajuntamentos festivos
Mas no lar o que fizerem
É sinal que estamos vivos.

Por aqueles que Deus chamou
Por ser esse o seu destino
Bom Jesus já os salvou
Com Seu perfume divino.

Rosa Silva ("Azoriana") 

Ai "Tal Pai Tal Filha"

Não precisa temperar
Nem qualquer ingrediente
Tudo serve para alegrar
Nosso povo, nossa gente.


Rir é o melhor remédio
Nisso vocês tem razão
"Tal Pai Tal Filha", sem tédio,
Alegram qualquer visão.


Fico à vossa espera
Num dia mais nublado
Salomé é Primavera,
Verão e tudo caldeado.


O pai Martins, pois claro,
Tem muitas artes em si,
Também nele eu reparo
A rir com a filha aqui.


Porque não vão para a MEO
Fazer o vosso Canal?!
Era como ir ao céu
Com diversão sem igual.


Se de rima não gostarem
Tenho pena sim senhor...
E também se não falarem
Não vos tiro o valor.


Rosa Silva ("Azoriana")

Mãe de Luz

A Mãe dourada de Luz
No "adeus" da procissão
Levando ao colo Jesus
Que brilha no Coração

A imagem vem à rua
Porque desce do Altar
Beija o Sol que beija a Lua
Em setembro o luar.

Eu vos peço Mãe Maria
Mãe pura de Santidade
Livra o mundo da pandemia
Chama a Ti a comunidade.

E se tal não se consegue
Porque a arma é poderosa
Sai do Altar e então segue
O pensamento da Rosa.

Quando não se vai à montanha
A montanha vem a nós
E os fiéis acompanha
Num móbil carro a sós.

E que a segunda-feira
Seja sempre respeitada
Dê à nossa ilha Terceira
Tolerância abençoada.

Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. Inspirada na foto de Ricardo Laureano e no vídeo da procissão de 2019, realizado por Fernando Pereira "FP"

Inspira-me

No reflexo da cortina
Fica a gozar brilho e luz
Que o dia lhe destina
Que esta ilha lhe seduz.

Da janela para o mundo
Vai um toque de magia
Que seja um dia fecundo
Pró trabalho que se cria.

Com afinco natural
Envolvido em duras dores
Meu zelo é capital
Pelo bem destes Açores.

Açores da Região
Que se preza em beleza
Em que a nossa união
É a maior com certeza.

Rosa Silva ("Azoriana")

Álamo Oliveira - minha dedicatória

Álamo de Oliveira


☆ 75 anos ☆

Letra de alfenim
Escrita gomada
Poeta é assim
Uma alma lavrada.

Rico de heroísmo
Livro de glória
Romance e lirismo
Raminho de História.

É Ilha de pé
Com as mãos unidas
Todos sabem quem é
Aqui e noutras saídas.

Emigrantes na lapela
Ao lado do coração
Como se fosse janela
Atenta ao sol de Verão.

Álamo amigo de tantos
Pergaminho da gente
Um criador de encantos
Que se lê eternamente.

Só não consigo dizer-lhe
O que aqui lhe digo
Talvez pudesse ler-lhe
Os olhares de amigo.

Amigo que reconheço
Em cada letra criada
E que hoje agradeço
Sua escrita iluminada.

Iluminada e incomum
Uma obra de pasmar
Poeta só mesmo um
Álamo de ilha e de mar.

11/07/2020

Rosa Silva ("Azoriana")


P. S. Ver em blogue Comunidades


 

Terra lilás

Terra lilás


 


Terra brava de carinho
Granulada na mistura
Na pacatez do meu ninho
Que limpo de má verdura.

Terra lilás como o vinho
Que se bebe com ternura;
E pra quem nos vê do caminho
Nem percebe da mistura.

Há prazeres coloridos
De laranja e tom lilás
Sempre os mais apetecidos.

Minha terra, terra minha,
Um dia te deixo atrás,
Que não te deixem sozinha.

Rosa Silva ("Azoriana")

Musa flor

Musa flor

Musa ampliada engana
Parece maior que eu
É única nesta semana
Linda me surpreendeu.

Quase gritei hossana!
Quando vi que ela se deu
Bem. A musa não é plana
É mais um plantio meu.

Deus ajuda a natureza
Que produz tanta beleza
Pela mão de uma mulher.

Queria ter dom de artista
Ser a capa de revista:
Musa linda, bem-me-quer!

Rosa Silva ("Azoriana")

A magia do castanheiro

Castanheiro


Amigo Antonio Oliveira
Que gostas de ver madeira
Aqui pouco a aprecias
Mas se quiseres cantar
Aqui vês que tens lugar
Para as tuas profecias.

Meu canto não é perfeito
Nem é espaço bem feito
Cada qual tem o que tem
Só me resta aguentar
O que tenho para tratar
Mesmo que falte o vintém.

Grande é o castanheiro
Que não está o ano inteiro
Tanto vestido assim
Também mostra os seus braços
Despidos, sem estilhaços,
Nem parece este jardim.

O jardim dos Folhadais -
Há outros tão desiguais -
Que nem vou fazer reparo;
Interessa é ser feliz
Dando conta da raiz
Da lugar do meu amparo.

São Carlos ainda é lugar
Para angrense navegar
Numa terra perfumada;
Incenso é o perfume
Da árvore que me faz lume
De paixão tão delicada.

Minha rima está quebrada
Ao meu quarto confinada
Onde me sinto segura;
Pese embora recolhida
A rima é que me dá vida
E dá vida à Cultura.

25/06/2020

Rosa Silva ("Azoriana") 

31/05/2020 - 1º Bodo do Espírito Santo

Celebra-se no coração
Este dia de sol quente...
Partilha de vinho e pão
Pela porta da nossa gente.

Não se faz Coroação
Este ano é evidente;
Que se faça a doação
De Saúde tão somente.

Ninguém se meta ao perigo
Seja familiar ou amigo
Nesta Festa de encanto.

Cumpra a regra de igualdade
Partilha é a Caridade:
Padre, Filho, Esp'irto Santo!

Rosa Silva ("Azoriana")

Duas quadras oferecidas por Fernando Alvarino e Ludgero Vieira

 


"Rosas nascem no jardim
Ou debaixo dos ciprestes
Mas as mais belas para mim
São como tu, rosas silvestres."

Fernando Alvarino


"EXISTEM, EM VARIAS CORES
AS ROSAS, COM NATURALIDADE
E A RAINHA DAS FLORES
DO JARDIM DA AMIZADE."

Ludgero Vieira 

Espelho cristalino

Ó que espelho cristalino
Do querido Santuário
Reluzente é o divino
Caminho extraordinário.

Que Ricardo Laureano
Sempre bem-vindo seja
E que a Senhora do ano
Com Amor sempre o proteja.

É um dom que ele tem
Que reconheço e admiro
Seu engenho fica bem
E por bem a ele refiro.

Admirável é a visão
Única e especial
Que serve pra ilustração
Da rima tão natural.

24/05/2020

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: À imagem da autoria de Ricardo Laureano, com imensa gratidão.

Violetas de poesia lilás

Violetas


 


Ai, violetas, violetas da poesia lilás, na ilha onde ela se faz!
Do meu regaço voem flores que, por Deus, se criam nos Açores.
A quem sempre me amou e mesmo para quem não gostou: ei-las!
Guarde-as Deus!

Rosa Silva ("Azoriana")

Flores para Maria

A treze de maio Maria
Quis dar prova de carinhos
E fez relembrar o dia
Aparecendo aos Pastorinhos.

Pastorinhos de Portugal
Perante uma Rainha
E quem crê nesse sinal
Mais alegre então caminha.

Voando o pensamento
Para o lindo Santuário
É mais veloz que o vento
A Rainha do Rosário.

Ave Mãe Celestial
Que disseste a Deus "Sim";
Afasta de nós o mal,
Somos flores no Teu jardim!

Rosa Silva ("Azoriana")

Na véspera de Maria (29 anos da visita do Papa João Paulo II)

Que linda a flor de maio
Que do meu ventre nasceu
No teu olhar eu ensaio
A rima do verso meu.

Tens o olhar de magia,
Sereno, meigo e claro,
Mimosa flor deste dia
E um nascimento raro.

Que sejas sempre feliz
Em toda a atividade;
A Paula Meneses te diz
Que de ti terá saudade.

Quem te ama está contente
Aquele que te quer bem
Recebe um abraço da gente
E um beijo da tua mãe!

12/05/2020

Rosa Silva ("Azoriana")

Muitos parabéns a Ernestina Alice Alves

Uma senhora de Bem
Minha vizinha de outrora
Ajudou a minha mãe
Tem fé em Nossa Senhora.

Oitenta é bonita conta
Que louvo neste ensaio
Num domingo que aponta
Ser o segundo de maio.

Se viva minha mãe fosse
Estaria na mesma idade
Seria a alegria doce
Só nos resta a saudade.

Ernestina tão bondosa
No rosto sempre um sorriso
Aceite um beijo da Rosa
Que lhe dá este improviso.

10/05/2020

Rosa Silva ("Azoriana")

Jardim da Fajã da Serreta

Um jardim junto ao mar
No perfume da manhã
Onde abelhas tem o lar:
É a "Quinta da Fajã"!

Manuel Jorge o quinteiro
Com amor ao seu trabalho
Fez o jardim pioneiro
Com flores em cada atalho.

Onde já foi o celeiro
Da Serreta freguesia
Agora o verdadeiro
Jardim que é uma regalia.

Parabéns e muita sorte
É o que remato agora
Manuel Jorge segue forte
Te ajude Nossa Senhora!

Está perto da Capelinha
Primitiva da Senhora
Ela é a tua vizinha
E flores sei que adora.

Faz tudo o que puderes
Como eu tento fazer
Quanto mais valor lhe deres
Mais beleza irás trazer.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ponta da Serreta

Se há paraíso é aqui
Entre rochas enrugadas
Berço de verdes que vi
E revi horas passadas.

É um dueto beleza
Entre o negro e a verdura
É tão pura a natureza
Temperada de ternura.

É lugar abençoado
Para quem o sabe ver;
E também já foi citado
Pelo mar alguém colher.

Cores e tonalidades
Coroadas de magia
Que nos plantam as saudades
De voltar em qualquer dia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Dia da Mãe - 03/05/2020

(Dedicado a todas as mães)


rosa.jpg


Eu sou mãe, palavra linda,
Sou ventre de nascimento;
Serei sempre, mais ainda,
Além do final momento.

Ser mãe é luz que não finda,
Esperança no advento,
Uma graça que é bem-vinda
Quando se vê o rebento.

Mãe eu tive e mãe sou eu;
[Avó é termo inseguro
Que pode não ter futuro].

O que Deus me concedeu,
Foi um trio de alegria...
Mãe é tudo em qualquer dia!

Rosa Silva ("Azoriana")

Re(canto)

flat.jpg


O meu recanto de pensar
Não é mais do que o chão
Onde posso fazer criação
Da rima que pasma o lugar.

E depois de tanto magicar
Entre o perfume da solidão
Deixo fluir os versos que são
Pouco mais que o tempo de vagar.

Na tarde que o sol dá a cor
Ao vício d'escrita isolada
Rendo-me à letra pintada.

Que me digam se isto é amor
Ou se é a ponta da terra
Onde a paz me beija e me encerra?!

Rosa Silva ("Azoriana")

"Mal-amanhados" na Terceira

30/04/2020


Ai a linda ilha Terceira,
É minha e nossa mãe,
De ternura verdadeira...
Como ela não há além.


Ai que beleza inteira,
Da ilha que a gente tem...
Podia ser de outra maneira?!
Podia! Mas assim 'tá bem!


Ai como sempre te amo,
Ilha do meu nascimento,
Com verde, vivo talento...


O mar?! A brisa que chamo?!
É vaga, é touro, é rochedo,
É ilha de amor sem medo!


Rosa Silva ("Azoriana")

Tão gentil minha cunhada

nos.jpg


Tão gentil minha cunhada
Alvarina Fortuna Costa
É sempre bem aplicada
Na moldura que se gosta.

Que a vida nos sorria
A ela e seus parentes
Vai a noite e vem o dia
Que cá fiquemos presentes.

Amo tanto a minha casa,
Digo melhor, o meu lar,
Que a gratidão não atrasa
Para a Deus a entregar.

Meu sorriso se inquieta
Para se abrir em pleno
Desde há muito se decreta
Que ele tem de ser ameno.

Rosa Silva ("Azoriana")

Mãos de Talento

Dedicado a Emanuel Félix:


Que orgulho angrense
Diria mesmo terceirense
Com tanto engenho e arte
Que chega a qualquer parte.


O génio que te pertence
No teu traço sempre vence
E a gente que o reparte
Sabe como louvar-te.


Em rima, quase a eito,
Num traço menos perfeito
É o que posso dar...


Para quem faz o que ama
E o nosso olhar chama
Para a tela admirar.


Rosa Silva ("Azoriana")

Os "mal-amanhados"

Dedicado a Luís Filipe Borges e Nuno Costa Santos


Uma dupla, em viagem,
Corsários da era nova,
Em episódios à prova
De uma nota de coragem.


Merecem a homenagem
Bem a jeito de uma trova
Que outra forma inova
A sua bonita imagem.


Quero à quinta relembrar
Que o segundo vai pró ar...
O primeiro foi no Pico.


Faial a ilha veleira
Com amores pla Terceira
Que amor também dedico.


23/04/2020
Rosa Silva ("Azoriana")

A João Marcelino Costa - Maestro

Dedicatória ao João Costa, marido da Helena Costa e pai de Beatriz Costa


Maestro de mente sã
Orgulho da nossa gente
É estrela na manhã
Com o seu ar sorridente.


Maestro de primazia
Dá de si tudo o que sabe
E dá honra à freguesia
É na Serreta que cabe.


Seu valor louvo agora
Com a plena convicção
Que a linda Virgem Senhora
Reina em cada atuação.


Para se servir o Povo
Há que ser como ele é
Da Banda desde bem novo
E nela segue com fé.


João Marcelino Costa
Com sua filha e esposa
É a tripla que aposta
Pelo bem, a melhor cousa.


O meu verso é pequeno
Perante a tua missão
Maestro bom e sereno:
Deus te guarde ó João!


Da prima que te estima
E da minha mãe também:
Aceita a nossa rima
Com o gosto que ela tem!


E aos meus filhos tu deste
O prazer p'la melodia;
Por tudo o que já fizeste
Bem-hajas em cada dia.


20/04/2020


Rosa Silva ("Azoriana")

Santo Amaro do Pico

Ai saudades que de ti tenho
Minha "conchinha de amor"
Que ao ver-te me empenho
No estaleiro construtor.


Ai saudades de familiares
Que se lembram 'inda de mim
Alguns ausentes dos lares
Porque a vida é mesmo assim.


Amaro, Maria, Amélia, Odete,
Margarida, cônjuges e filhos,
Netos que só vejo pela net...
Ao vivo já perdi os trilhos.


Se voltar a Santo Amaro
Sem meu avô e minha avó
É sentir um desamparo
Do grito dela: Saudade!


Rosa Silva ("Azoriana")

Lágrimas ocultas (de menino)

Dedicatória a todas as pessoas que choram sozinhas e/ou aquelas que sentem a dor e não a podem exteriorizar.


menino_da_lágrima.jpg


Lágrimas ocultas


Há lágrimas que se ocultam
Num estado de grande dor
Muito mais então machucam
O ramo do corpo interior.


Há lagrimas que nos sepultam
De tristeza, quando há amor;
E muitas delas me culpam
Tal como uma murcha flor.


Não chores "ó meu menino",
[Porque só choras na arte?!],
O choro também é ensino...


A lágrima se destruiu...
[A obra não se reparte]
À minha fez luto frio.


19/04/2020


Rosa Silva ("Azoriana")

Hino da emoção

A saudade é um repente
Que me sai do coração
Para alegrar o presente
Toca o hino da emoção. (bis)


I
Minha terra é uma flor
Perfume da vida inteira
Ela é o meu amor
É a minha padroeira
Mãe de fé e alegria
Onde eu quero voltar
Ó que linda freguesia
Minha ilha verbo amar.


A saudade é um repente
Que me sai do coração
Para alegrar o presente
Toca o hino da emoção. (bis)


II
O hino te faço agora
Minha terra imortal
Lindo sol brilha lá fora
E faz de ti um postal
Um postal primaveril
Num sorriso de criança
No regaço de abril
Haja o sol da esperança.


A saudade é um repente
Que me sai do coração
Para alegrar o presente
Toca o hino da emoção. (bis)
E dá voz ao coração!


Rosa Silva ("Azoriana")


Música do primo Joe Fagundes

Nova e Feliz Páscoa

Sou humana me confesso
Ter tanto de bem e mal
E a Deus agora peço
O Perdão sem outro igual.


Perdoa, não sou perfeita,
Na vida nem nas ações...
Sem a Hóstia estou sujeita
A partir sem atenções.


Atenções do Pai Eterno
E da Sua Mãe puríssima
Parte de Seu corpo terno
De Espírito Santíssima.


Entra em meu coração
E de quem vive comigo
Por meio desta oração
Vem e sede nosso Amigo.


Pai Nosso que és Amor,
Amas o mundo infinito,
Limpa a sombra desta dor
Dá-nos teu Braço bonito.


Seja feita a Vossa vontade
Na Terra como no Céu;
Salva a Humanidade
Entrega-lhe o Bom troféu.


12/04/2020


Rosa Silva ("Azoriana")

16º Aniversário do blogue Azoriana - terceirense das rimas

Antes que o dia se apague
Para acender o escuro
Nesta hora se divague
Sobre o blogue e o futuro.

Dezasseis anos ele faz...
[É "Quinta de Lava-Pés"]
O blog ainda me satisfaz
E quer ver-te como és.

Se és amigo ou amiga
Da minha quadra rimada
Que se alguma vez castiga
Em outra fico obrigada.

São flores da minha alma
Que espalho pelo mundo;
Se não receber a palma
Fica a semente no fundo.

Obrigada a quem visita
Este humilde casarão
Só quem vê é que acredita
Na escrita de paixão.

A paixão não é Paixão
Uma alegre e [outra Triste]
A paixão é de coração
Para o blogue que persiste!

Obrigada!
Parabéns para azoriana.gifo original desde 09/04/2004
Rosa Silva ("Azoriana")

16º Aniversário do meu blogue Azoriana e (uma história verdadeira de entrada)

Uma história verdadeira de entrada
1
Ó Justina vou-te contar
Uma "história" real
Isto de estar no lar
Acaba por fazer mal.
2
Por causa de uma receita
Que tinha para aviar
Tentei fazê-la direita
E acabei por "avariar".
3
O pedido pelas tecnologias
Fiz eu com todo o requinte
Mas a demora nestes dias
Já explico na seguinte...
4
Enganei-me no "endereço"
Que é coisa que estraga;
Para já e no começo
Foi direitinho a... Braga!!!!
5
A chamada fez-se ouvir
De volta por outra via:
Não estavam a conseguir
Descobrir a moradia...
6
- O senhor é cá da ilha?
Perguntei um pouco aflita
(Pela voz uma maravilha
Só quem ouve acredita…)
7
Ele vai e diz, então:
Da ilha? De Braga sou,
Não vivo na Região...
E minha voz se talhou...
8
Mas que ideia esta minha
De andar a divagar
Para fila e à noitinha
Tenho que ir devagar.
9
Isto só mesmo a mim
Acontecem destes azares,
Pareço uma velha, enfim,
Sem atinar nos lugares.
10
Ó Justina que és brava
Para contar este enredo
Vê se a tecla não encrava
Tens o Carnaval a dedo.
11
Agora eu estou a rir
Mas a rir mesmo a sério
Já deu para divertir
E desvendou-se o mistério.
12
Sem remédio e sem sorte
Porque a coisa é mesmo assim
Se o vírus não me der morte
Vem outra morte para mim.
13
É que preciso mesmo medir
O nível da glicemia
Acabaram por fugir
As tiras… Ai! Rosa Maria!
14
Boa Páscoa te desejo
E a toda a minha gente
Não dou abraço nem beijo
Dou em virtual somente.
15
Que Deus na sua Paixão
Desvie o mal de todos
Para que haja Ressurreição
Toiros e também os Bodos.
16
E mais uma eu te digo
(Sei que farto estás de ler)
Dezasseis anos de artigo
Meu blogue conta hoje ter.

09/04/2020

Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. Depois de escrever as quadras é que as contei. Precisamente dezasseis, tal como o nº de anos do blogue. Coincidência ou não, eis a questão?!
Nota: Eu já ri o suficiente por hoje. Agora tá bummm…. Não se deve rir numa Quinta-feira de Lava-Pés.

Silêncio audível de Azoriana

Vício de escrita


Todos iguais. Todos na mesma luta. Todos para salvar todos.


Jamais (em tempo algum) se viu tanta aderência às redes sociais e à partilha do "isolamento" através das tecnologias avançadas, ao ponto, de uma divisão das nossas residências chegarmos a outra extremidade externa.


Jamais ouvira tão bem a leitura do Evangelho do Domingo de Ramos (portas para dentro) e através da VITEC com o nosso Bispo com as vestes singulares. Ouvi sem distúrbio de gente à minha volta...


E porquê? Porque agora ouço tudo melhor no sossego. Bastava de tanto correr, vira-que-vira.


Sou filha da solitude. Gosto de apreciar o que o silêncio me diz.


E o silêncio diz-me que quem me criticava por ter as tecnologias sempre à mão, agora está em mão de igualdade. Todos queremos saber a onda da salvação. Todos somos um e por um vamos todos.


Ouçam "n" vezes "Andrà Tutto Bene" - "Vai ficar tudo bem" se a palavra de ordem se cumprir até que não hajam recidivas.


Silêncio audível de Azoriana


No silêncio sou ave
Inspirada no seu canto
Sou a vida de uma clave
Pai, Filho, Espírito Santo.


No silêncio sou saudade
Na batuta do teclado
De uma parte sou metade
E tenho metade a meu lado.


No silêncio sou a voz
Que em coro proclamamos
No Domingo tudo a sós
Somos Hosana de Ramos.


Tenho já descolorida
Numa parede ancorada
A palma (rama) benzida
No tempo de outra morada.


Venha a nós o Vosso Reino
Seja feita a Vossa vontade
O silêncio serve de treino
Para voltar à Comunidade.


Se a gente ficar bem
Depois da Ressurreição
Silêncio também tem
Uma parte na ORAÇÃO!


05/04/2020


Rosa Silva ("Azoriana")


Veja aqui

Ti' Armando Alves - Homenagem póstuma

armando_alves26032020.jpg


Que Deus te receba em Paz
Com delícias de melodias
O Homem que falta faz
A Pezinhos e Cantorias.

Tocou p'ra mim algumas vezes
Para o que minha voz içava
Sorria-lhe sem revezes
E isso para mim bastava.

Esta hora é muito ingrata
Fruto do nosso afastamento
Só o coração é que trata
Do "adeus" neste momento.

Ensinaste muita gente
Para nós tocaste tanto
Connosco não estás presente
Mas ficas sempre garanto.

Adeus nosso querido irmão
Da viola companheiro;
O toque da tua mão,
Continue a ser certeiro
Junto de Deus a salvação
Seja o tom verdadeiro.

Rosa Silva ("Azoriana")

Véu de sol (à fotografia de Arsénio Romeiro, da freguesia da Serreta)

Foto de Arsénio Romeiro


Foto da autoria de Arsénio Romeiro, residente na freguesia da Serreta - ilha Terceira - Açores


Mandou Deus do seu alforge
Um véu para proteção
Da fina ilha de S. Jorge,
Com quente coloração.

Da Serreta se avista
Esta beleza infinda
E graças ao bom artista
A cena fica mais linda.

Arsénio da freguesia
Que preza muito a paisagem
"Romeiro" em fotografia
Dá-nos alento à miragem.

Mesmo longe, estou perto,
Estou na mesma terra então,
Que me parece um deserto
Neste março, bela estação.

Véu do sol, me ocorreu,
Logo à primeira vista,
E a saudade me acendeu
O amor que me conquista.

Dos Milagres, ó Senhora,
Toma bem conta de nós,
A quem sofre muito agora
Por um vírus tão atroz.

26/03/2020

Rosa Silva ("Azoriana")


 

Sonho da madrugada

O sonho da madrugada
Num apelo ressoou
"Escravos da Caminhada"
A Senhora me chamou.


Depois desta quarentena
E reserva de saídas
Muito mais que uma dezena
Hão de andar nas subidas.


E pelos caminhos da ilha
Dos Milagres, Mãe Aurora,
Far-se-á uma partilha
De quem se salvar agora.


As mães velhinhas delegam
Em quem tal causa aceitar
E nossos caminhos eles regam
Com seus pés a caminhar.


E ao jovem promissor
Seja ele crente ou não
Faz o gesto de Amor
Faz-se Escravo da missão.


Salve nobre Padroeira
Da Serreta Santuário
Salva o povo da Terceira
Salva a todos com Rosário.


João Pires, o Reitor,
À porta da viva igreja,
Seja o bordão de Amor
Ao sonho que me enseja.


O caminho de Esperança,
A origem da Virtude,
Sinto a flor de Criança
A orar pela Saúde!


Quem aceita esta Graça
Da mente nascida agora;
O "SIM" ó Mãe se Te faça:
Sim! Virgem Nossa Senhora!


Teu sorriso nos espera,
Em coro de humildade,
No florir da Primavera...
Salva nossa Comunidade!


21/03/2020


Rosa Silva ("Azoriana")

Diário solitário

Quero saber


Como estão os meus familiares, amigos e famílias?


Parece que não nos vemos há eternidades...


Julgo estar num fim de semana prolongado em que o relógio perdeu a pilha e os ponteiros rodam na mesma.


Onde estou? Desconheço-me. Pergunto-me pelos afetos e pelos meus filhos (não vejo 2 há algum tempo).


Para onde vamos? O silêncio não é um frasco com tampa nem uma estrada vazia. Ainda circulam alguns transportes com rodas (muito menos que antes).


A minha memória é que foge, foge sem controlo...


Estarei a ser vítima de uma solidão íntima?!


Gostei de conversar com Victor Rui Dores. Gostei de aprender novas formas de trabalho. Gostei de ler livros que esperavam na prateleira do meu cantinho (só meu e de tantos autores de gabarito). Gostei de limpar o meu lar. Gostei de "conversar" sem falas (só com toques de teclas). Gostei de ser útil a quem me pede. Gostei dos meus felinos espantados com a mudança de rotinas...


Gostei de escutar e ver o nosso Diretor Regional da Saúde e o Presidente do Governo Regional com aparências que nos imprimem tranquilidade...


Só não gosto desta dúvida do tempo intemporal.


A Saúde de um é a Saúde de todos!


20/03/2020


Rosa Silva ("Azoriana")

Dia do Pai

Pai


Deste a semente da vida
Que a minha vida tem
E a mesma foi seguida
Aos que quero muito bem.


Pai


Foste embora num Carnaval
Esse que tanto gostavas
Hoje é um Dia especial
P'lo Amor que a tudo davas.


Ao trabalho que tanto deste
E continuas a dar
Pelo tanto que fizeste
A quem tinhas no teu lar.


Pai


Ficaste sem tua mão,
Ficaste sem uma perna,
Deixaste teu coração
Na minha lembrança terna.


Pai


Gostava tanto de ver
Tua faina e tua flora
E também de perceber
A força que tenho agora.


Pai


Uma força ou utopia
De fazer tudo perfeito
Pelo tanto que eu via
Feito com plaina a direito.


Pai


Perdão se te ofendi
[Será tarde para pedir?!]
P'las vezes que não entendi
O que querias transmitir...


Pai...


19/03/2020


Rosa Silva ("Azoriana")

Imagens lindas. Tristes dores

Ó Bom Senhor, flagelado,
Para bem da humanidade:
Triste o ar da Soledade,
Querida Mãe a Seu Lado.


Nosso Jesus tão amado,
Da crente comunidade...
[Dói-nos a eternidade]
Neste dia é adorado.


Por ser Procissão de Passos,
Na Serreta (sem a gente),
Vai andar na nossa mente.


Na mente dá-nos os braços!
Na mente beijos nas mãos...
Sejamos unos Cristãos!


Rosa Silva ("Azoriana")

O valor da saudade! (Johny H. Productions)

Imagem de Johny Homem Productions 2020
Imagem da autoria de Johny Homem Productions. Fevereiro 2020

É o pulmão da Terceira
Nossa Mata da Serreta
Mas não viu a Padroeira
Santuário em silhueta.

Sua visita é querida
Faz bem visitar a ilha
Que a muitos deu a vida
E na volta nos partilha.

Veio ver o Sol raiar
Veio ver a natureza
As ondas sempre a cantar
O perfume e a beleza.

Johny Homem de Toronto
Que anda no meu torrão
E transmite ponto-a-ponto
Linda ilha da Região.

Se por acaso for ver
A Serreta Sociedade
Dê a todos o prazer
De gravar a qualidade.

É um canto de união
É um palco de alegria
Reúne a população
Muito além da freguesia.

Venha ver a nossa gente
Que sorri mesmo chorando
E trabalha alegremente
Para quem está voltando.

Mesmo com a volta breve
Assina a boa vontade
E deixa mais do que deve:
O valor da saudade!

Rosa Silva ("Azoriana")

Para o Comendador Manuel Eduardo Vieira

Comendador M Eduardo Vieira
É um sorriso aberto
Que lhe vem do coração
Estando longe fica perto
Por ele tenho admiração.

Comendador Eduardo
Vieira, homem do Pico,
Na Terceira 'inda guardo
O afeto que lhe dedico.

É Homem reconhecido
Por tanto fazer o bem
E manterá sempre unido
O afeto de alguém.

Sou como grão de areia
Perante a sua maré
Sou rima que incendeia
O louvor que pra ele é.

Rosa Silva ("Azoriana")