7 anos. Flor da Rima

"M" "a" "til" de = Mãe = Matilde


 


De 28-10-2004 a 28-10-2006: Não houve artigos com alusão directa à data de 28 de Outubro, a sua partida.


 


28-10-2007: À minha musa serretense!


 


28-10-2008: Mãe...


 


Mãe...

28-10-2009: Partidas lembradas.


 


28-10-2010: Madrugámos. Do teu sorriso brando, eu não me desvio. No teu olhar, uno, eu leio o teu perdão. Na tua voz, silenciosa, a mensagem ecoa por mim. Guardo a relíquia do AMOR, que me ditaste na madrugada da rima. Amar a...


 


FLOR DA RIMA


 


Partiste, sem nos deixar,
Para o ramo celeste.


Rainha foste em amar
Tudo o que hoje me disseste.


 


Deixaste a dor terrena,


Subiste nova enseada...


 Tua alma não é pequena


Ela foi abençoada!


 


Do AMOR, a flor da rima,


No canto da madrugada,


O elo da nossa estima


Se alegra na caminhada.


 


Matilde Rosa é perfume


De lava, na escritura,


Que se torna o costume


De sete anos de ternura.


 


ROsa MAria


 


Correia da Silva ("Azoriana")


 


28-10-2010

OE numa fuga para a frente...

Receita Despesa


O Orçamento de Estado
É impasse verdadeiro:
Cada um para seu lado
Defendendo o seu terreiro.


 


Meus senhores escutai
Vossa voz da consciência
De certeza que não cai


Na valeta, em consequência.


 


Quem tem o seu ordenado


Ou carteira recheada
Perde a noção do bocado
Daqueles que não tem nada.


 


Os ricos de antigamente
São os pobres de hoje em dia;
Outros há que no presente
Têm algo de garantia.


 


Não pensem só na receita
Controlem mais a despesa
A conversão que foi feita
Veio à tona concerteza.


 


O euro é enganador
Leva tudo a seu jeito
O pobre trabalhador
Não vê nele bom efeito.


 


Empolaram as despesas


Com os impostos crescendo
Deixem-se de realezas


Aqueles que as estão vivendo.


 


Esta minha opinião
Não penso que vos moleste
Que vibre na ocasião
O que a rima me investe.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Rainha do mundo

Desejo boa caminhada
A quem vai ver a Senhora

Seja feliz na jornada

E pela sua vida fora.

 

Dos Milagres, Mãe querida,

Por toda a ilha Terceira

Na Serreta tem guarida

Porque é dela Padroeira.

 

É a rainha do mundo

E de todos os fiéis

Do pobre e do moribundo

Dela não vos separeis.

 

É o sorriso da Mãe

Que nos dá mais alegria

Qual o filho que não tem

Amor a Santa Maria?

 

Rosa Silva ("Azoriana") 

Convite para Jantar Regional Serretense

Através do Portal da Serreta ficámos a saber que no dia 31 de Outubro há comes e bebes à moda da ilha Terceira, na freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo.


 


O local escolhido é o novo Pavilhão Desportivo da Serreta. Estas novas instalações adequam-se perfeitamente a um jantar deste calibre. Aproveitem a aquecer o estômago nesta estação outonal, onde o vinho de cheiro é jeitoso para provocar cantigas e alegria q.b.


 


Espero ver-te por lá e faz como eu reserva o teu lugar!

Cuidados primários

Ninguém fica para semente


Dizem todos e com razão
Cada vez está mais doente


Quem não zela o seu quinhão.


 


Há quem tenha antecedentes


Cujo destino foi duro


Agora seus descendentes


Vêem negro o seu futuro.


 


A força do pensamento


Conduz toda a nossa acção


Há-de haver sempre um momento


Que nos bate ao coração.


 


Enquanto ele nos bater


A compasso, em tom suave,


Não se pensa que morrer


É porta que não tem chave.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Corrente de amor

Na áurea cortesia do teu olhar,
Pendente da razão de me encontrar,
Subi ao trono da paixão, somente,
Para celebrar o teu corpo ardente.


 


Angélica bebida a marulhar
No mosto da palavra salutar
Que rega o meu corpo docemente
Até que o beijo arda de tão quente.


 


As pétalas que caem desta paixão,
Espalhadas no corpo da união,
Florescem, de novo, bordando a vida.


 


Deitados na aliança, que nos compacta,
No leito da madrugada onde se ata
Corrente de amor, vida sortida.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=16042


Índice temático: Desenho sonetos

Carlos Cândido (da Silva)

Somos filhos desta Terra
Jesus aqui nos plantou

De vez em quando descerra
Tudo aquilo que se encerrou.

 

Do meu pai não falo tanto

Pra não mexer na saudade

Saber dele dá-me encanto

Lembra-me de outra idade.

 

Deveras trabalhador

Com um génio quanto baste

Crente em Nosso Senhor

Ainda bem que dele falaste.

 

Quem o sabia levar

Tinha dele tudo o que queria

Para sempre o vou amar

Enquanto houver noite e dia.

 

De dia ele trabalhava

À noite fazia serão

Poucas falas ele me dava

Mas deu-me a grande lição.

 

Admirei toda a sua arte

De tudo saber fazer

Trabalhou em toda a parte

Antes mesmo de morrer.

 

Muitas vezes, a seu lado,

Eu via o que ele criava,

Uma janela ou um arado,

E mais que a madeira dava.

 

Seguia com atenção

O serrote ou a enxada

E quando ele perdeu a mão

Ao desgosto deu entrada.

 

Mesmo assim, com essa dor,

E um desgosto profundo,

Continuou com seu valor

A trabalhar neste mundo.

 

Em Fevereiro, dois mil e um,

Numa cama hospitalar,

Perdia o senso comum,

Mas não esquecia o lar.

 

Adeus, Pai da minha vida,

Adeus meu progenitor,

Adeus da filha sentida

Com uma lágrima de dor.

 

Esteja ele onde estiver

Saberá das minhas falhas,

Oxalá a sua mulher

Não o deixe assim ao calhas.

 

Um casal de sofrimento,

De valores e de paixão,

Seguiram cada momento

Com forte abnegação.

 

Hoje canto a sua vida,

Heróis de terra e mar,

Com a frente sempre erguida

À Mãe Santa do altar.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota de agradecimento

 


DI Revista de 17 Out 2010

DI nº 392, de 17.10.2010. pág. 20
Reportagem de Helena Fagundes
Rosa Silva: Poeta da Internet


 


A entrevista ocorreu no dia 9 de Outubro e foi para conhecimento dos leitores da DI Revista a 17 de Outubro/2010.


Naquele sábado, o meu filho, Paulo Borges, o "Pipoca", fazia os seus catorze anos e também ficou na fotografia. Ele tem seguido o percurso de uma vida nova.


 


Um recado do céu


 


Acredito, muito sinceramente, que a Matilde Correia, minha falecida mãe, deve ter sorrido à Reportagem de Helena Fagundes a meu respeito, bem como a Fagundes Duarte que "levantou a poeira" no seu Folhetim :) [Sou fã do Folhetim e suas "farpinhas"].


Não é luxo nem vaidade,
Mas grande satisfação
Por ser feita a vontade
De quem me deu inspiração.


 


Louvor(es)


 


Louvo, com gosto, a redacção de Helena Fagundes que soube dar um colorido novo ao que venho desenhando ao longo de seis anos. Desejo-lhe a continuação de uma carreira de sucesso e, a nível pessoal, as melhores prosperidades.
Louvo, também, a perícia fotográfica de António Araújo que captou um dos bons momentos da minha vida, na casa que me dá guarida.
Louvo, quem dá aconchego ao que se produz neste ponto do Atlântico.


 


Blogues, Jornais e Revistas


 


Blogues, Jornais e Revistas
De amadores e/ou profissionais
Irão sempre dar nas vistas
Mantê-los não é demais.


 


Andam sempre de letras-dadas
Premiando nossa Cultura
Com imagens adornadas
Da alma que nos figura.


 


Muito obrigada!


 



http://www.diarioinsular.com/version/1.1/r6/?cmd=coment&id=23693


2010.10.17



Rosa Silva ("Azoriana")




Ludgero Vieira - um cantador ao desafio da nossa terra

"SE EU PUDESSE CATIVAR AS ESTRELAS
ESPALHAVA-AS COM CARINHO
PARA QUE TU PUDESSES TE-LAS
A ILUMINAR O TEU CAMINHO."


 


Ludgero Vieira


 


A minha resposta:


 


As estrelas brilham no céu
São archotes da cantoria
Dão mote ao verso ilhéu
E no teu melhor irradia.

És poeta do desafio
De cantigas com valor
Às vezes até me arrepio
Com teu verso encantador.

Tens a brava ilha Terceira
Correndo nas tuas veias
Cantando à tua beira
Com beleza me premeias.

E ficará na memória
Da minha guia escrita
A quadra da trajectória
Que me deste, tão bonita!

Rosa Silva ("Azoriana")

Hoje é dia de Tribuna Portuguesa (e Taurina)

Tribuna Taurina

 


Agradeço, reconhecidamente, ao director da Tribuna Portuguesa, José Ávila, por ter publicado, no seu jornal de 15 de Outubro, as minhas rimas dedicadas à aficion tauromáquica e a quem dela faz o seu modo de vida.


 


Clique na imagem supra para aceder ao sítio onde tudo isso, e muito mais, está ao alcance dos nossos olhares.


 


Aproveito para elogiar esta mesma imagem que nos apresenta a união entre o religioso e o profano tauromáquico. Lindo cartaz! Bravo! O touro é, sem dúvida, um monumento de heroísmo e bravura que, ao lado da Virgem Santa Mãe, se torna um cartaz de ventura das lides taurinas. Olé!... Olé!...


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Achado genealógico - bisavô materno nos registos paroquiais - Casamentos - Serreta

Inventário Genealógico

 


É com elevada satisfação que tomei conhecimento, através de correio electrónico do Centro de Conhecimento dos Açores, que já estão disponíveis os registos paroquiais até 1911, sensivelmente, para o concelho de Angra do Heroísmo.


 


Encontrei o registo de casamento do meu bisavô, Manuel Cota Machado (Jr), filho de Manuel Cota Machado e Josefa Rosa. Ainda não consegui decifrar os registos de nascimento da minha bisavó, Rosa de Jesus (Ferreira), filha de Francisco Ferreira Alves (e não Rosa como havia escrito na imagem supra) e de Maria Joaquina. Eu julgava que ela tinha nascido no ano de 1859, mas se à data do casamento tinha 24 anos, nasceu provavelmente em Dezembro de 1856, na freguesia das Doze Ribeiras porque a Serreta só é freguesia a partir de 1862.


 


Agradeço a ajuda preciosa no decifrar do que estava escrito no registo nº 4 (imagem supra). Os manuscritos daquele tempo só mesmo para os estudiosos.


 


Tenho a certeza é que aquela assinatura já existe há 129 anos. É interessante verificar que assinatura da esposa nem vê-la porque não sabia escrever, enquanto que ele tinha uma assinatura cuidada ao estilo da época.

Tirar, tirar, tirar e poupar não?

Ultimamente, o que mais se ouve é aumento de impostos, redução disto e daquilo, e aquelas pessoas que estão habituadas a um certo "status" social como é?


 


Por mim, que estou em crise antes disto tudo, e que percebi que o euro ia tramar-nos porque a despesa foi toda para o dobro e a receita não, estou habituada a poupar e até posso dar algumas dicas de poupança:


 



  1. Tomar banho geral só quando a sujidade for mesmo vísivel (não se deve abusar nem do gasto de água, nem de gaz, nem de produtos de limpeza que também gastam a pele do ser humano);

  2. Fazer uma barrela com a roupa mais suja e lavar na pia, à mão, sempre que possível, evitando assim gastos exagerados de electricidade e água;

  3. Lavar a louça uma primeira volta com água no lava-louça e só depois passar por água mas com pouca pressão;

  4. A juventude devia semear para colher, sobretudo quem tem uma pisca de terra que produza alguns dos produtos essenciais;

  5. Na próxima época natalícia, evitar ao máximo a iluminação da árvore, casa e adjacentes. Pelas ruas da cidade dispensar a iluminação a favor de pinheirinhos colocados nas ruas, enfeitados com a reciclagem de caixas e caixinhas, aplicadas pelas crianças em idade escolar, que apreciam verdadeiramente essa época;

  6. Se todos temos de poupar porque o imposto vai doer ainda mais, basta de gastos globais. Por uns pagam os outros e não tarda nada chegará mesmo a banca rota. Aí vai começar a calamidade geral;

  7. Os canais televisivos ter hora de fecho e abusar do velho ditado: "deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer", etc. etc.


São sete recomendações e muito mais haverá a enumerar... O problema é que se criam hábitos que muito dificilmente se querem ver pelas costas.


 


Por agora, as atenções estão voltadas para o sucesso da saída da profundidade da terra de 33 mineiros do Chile. Isto é uma boa notícia e distrai-nos das maiores tristezas até que outra novidade faça esquecer esta e outras... É sempre assim, atrás de uma vem sempre outra.

"Vais sentir SAUDADES"

Alguém me disse há pouco: "- Vais sentir saudades...". Eu sei que sim. Por enquanto, ainda me vem à lembrança ela viva. Não a consigo imaginar debaixo dum punhado de terra fria. Nem consigo chorar... Nunca mais a vi desde a última vez que fui à linda ilha do Pico. Ela estimava-me muito, gostava de mim e eu dela, ensinou-me algumas coisas. Ela era muito amiga de se arranjar, viajar e era, sobretudo, a minha querida tia paterna. Há muito que não ouvia a sua voz nem ela a minha. Apenas sabíamos que vivíamos e éramos parentes próximas. Isso bastava.


 


Maldita crise que não me deixa ver quem eu queria ver, nem visitar as gentes de Santo Amaro do Pico... Fico-me no cais da saudade à espera do dia de mais alguma notícia... Não aguento mais estes dias sem tempero. O sal da vida vai caindo na terra fria... E eu não consigo chorar abundantemente e aliviar este peso interior... Ao meu redor há outro peso insuportável da melancolia depressiva. Não aguento mais... Preciso verter este chumbo que me atormenta... "Vais sentir SAUDADES", disse-me ele... Há muito que as sinto... Mas só a vejo sorrir para mim naquele abraço forte que chega dentro...


 


Descansa em Paz, minha querida tia Amélia!


 


Adeus... E perdoa-me...

Cantoria do Terreiro, na Sociedade da Serreta. O dia seguinte...


PARTE I


 


Minha cantiga é humilde


E nem sempre bem me sai:


Canto à Manuela, da Benilde,


E a Manuel Simões, seu pai.


 



PARTE II


 


A todos os emigrantes


Naturais da freguesia


Pena que estejam distantes


Nestes momentos de folia.


 



Na Serreta, estreei ontem,


No Bar da Sociedade,


Pro ano espero que contem


Com novo canto de amizade.


 



E quem lembra do "Palhito",


Meu primo por afinidade,


Vai saber como é bonito


Pertencer à Sociedade.


 


   

Foram quatro cantadores


Residentes na Freguesia


Bem como três tocadores


Que prezaram a melodia.


 



Sociedade Serretense


De músicos com valores


O "Terreiro" onde então vence


A amizade de amadores.


 


   

O Ruben, o Marco e o Pires


Tocaram sem quaisquer medos


Mas também não te admires


Por terem calos nos dedos.


 



Cantadores e/ou amadores


Abrilhantam a Tourada


Que na Terceira - Açores


Tem o dom de ser cantada.


 


   

A noite até foi medonha


De gargalhadas e atenções


Bendita seja a "cegonha"


Que trouxe o Manuel Simões.


 



Foi uma noite luminosa


Para pais, filhos ou netos,


Nova estreia desta Rosa


No Cantinho dos afectos.


 


   

Homem calmo e honesto


Com amor ao que é seu


Grata homenagem lhe presto


Por ter nascido em Porto Judeu.


 



Dou Vivas à Comissão,


Que mantém este prazer


E aos da próxima missão


Não deixem isto se perder.


 


   

Quando chegou a minha vez


De entrar com o meu preito


Foi ele que então me fez


Cantigas de classe e jeito.


 



A crise é um impecilho


Que alastra sem cessar


Mas dá gosto ver um filho


A aprender a festejar.


 


   

É pena que ele não cante


Nos palcos da ilha inteira


E o seu nome não se levante


Pr'além da ilha Terceira.


 



Fui feliz no aniversário


Do Pipoca, meu benjamim,


Registo no meu diário


Os Parabéns antes do fim.


 


   

Boas quadras e sextilhas


Içaram a gaitadaria


Faz das suas redondilhas


Elevada cantoria.


 



Toda a gente lhe cantou


Uníssono de alegria


Perante ele se revelou


Soberana cortesia.


 


   

"Palhito", também se apruma


Nesta arte espontânea


Tive pena que só em suma


Cantasse à conterrânea.


 



Não me posso ir embora


Deste amor ao improviso


Estou grata à criadora


Por me dar o seu sorriso.


 


   

José Jorge e "Rosalinha"


De seu nome José Henrique


Em parte alguma se alinha


Como eles no despique.


 



O sorriso da ternura


Encanta qualquer coração


Mas o desta aventura


Entra na recordação.


 


   

Se souberem o que é amar


O valor da tradição


Podem todos aclamar


Estes dois pela lição.


 



A Serreta tem pouca gente


Mas chama o forasteiro


Que ali tem sua semente


E que preza o seu Terreiro.


 


   

Lição de patriotismo


Pela brava cantoria


Mesmo que falhe o lirismo


Ganham em gaitadaria.



Por agora aqui termino


Como fiz frente à Bandeira


Que a Graça do Divino


Proteja quem tive à beira.


   
2010/10/09 Rosa Silva ("Azoriana")

Mesmo com chuva, três ocorrências num só dia...

1) Faz anos o meu Pipoca. Muitos parabéns, querido filho.


 


2) Fui entrevistada para o DI Revista, com muita conversa amistosa.


 


3) Pelas 21:30 irá decorrer a cantoria ao desafio estreante na freguesia da Serreta, na Sociedade Filarmónica Recreio Serretense. Não pode ser no local previsto porque a chuva resolveu aparecer para que a cantoria seja um pouco molhada pelas gotas que caem do céu, onde concerteza, estão atentos ao que se passa nesta bonita ilha do atlântico.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Poema de agradecimento de Rodrigo Silva a mim dedicado. Obrigada

De seu nome Rosa,
Que na rima gloriosa
Muita alegria nos traz.


 


Rimando com o seu encanto
Rima a Divino Espírito Santo,
Sempre do melhor sendo capaz...


 


Dando me um presente louvável,
A si lhe quero agradecer
Esta senhora prestável,
Motiva gentes a escrever...


 


O seu blogue mudou de aparência,
Mostrando assim a evidência,
Da sua grande qualidade...


 


Agora com este comentário,
Usando meu vocabulário,
Com 18 anos de idade,


 


Não me posso comparar,
Apenas olhar e aprender,
E um dia esperar,
Como você, vir a escrever...


 


Este verso que trago na mão,
Vindo de um jovem coração,
Apaixonado, pelas tradições,


 


E rimando neste instante
Com um sentimento vibrante,
Digo aqui as minhas convicções.


 


Uma forma de viver,
Que sem ela mal seria,
E no dia que não tiver nada para escrever
Nesse dia morreria...


 


08/10/10
Rodrigo Silva

A bravo "anónimo" cantador (com um grande sorriso)

"Vai a dona rosa maria,
na serreta onde nasceu,
cantar uma cantoria
usando esse dom seu???????????
"


A quem comentou agora
Rimando com alegria,
Pois respondo, nesta hora,
Que vai a rosa maria.

Minha terra, por gentileza,
Convidou alguém de seu...
Vai juntar-se, concerteza
Na serreta onde nasceu.

Vão os cantadores de lá
Com improviso e folia
Mais esta que vai de cá
Cantar uma cantoria.

No Terreiro, quem diria
Eu cantar ao berço meu?!
Venha ver esta Maria
Usando este dom seu.



Rosa Silva ("Azoriana")

A Tourada do Terreiro da Serreta a 10 de Outubro próximo...

A 20 de Abril de 2004, coloquei a navegar um artigo alusivo a este evento que já conta, se a memória não me falha, com nove anos de existência inclusive.


 


No próximo Domingo, o evento repete-se, se a tempestade fizer uma pausa. Claro que na véspera, digo amanhã, repetir-se-á a tradição com a cantoria num serão que se quer animado no Terreiro da Serreta.


 


Aproveito, também, para informar que, se Deus quiser, lá estarei como convidada pela Comissão que cuida muito bem dos afazeres habituais para a efectiva realização de uma das últimas touradas do ano corrente.


 


Está prestes a acabar a época taurina na ilha mais taurina do atlântico.


 


Finalmente, faço votos para que o serão de amanhã seja agradável para os amigos da Festa Brava.


 


Deixo um convite amistoso a todos. Venham daí à familiar Tourada!


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


P.S. Amanhã, precisamente, o Pipoca fará as suas catorze primaveras (14=1+4=5).


 


Fará anos o meu "Pipoca"...
Que seja num lindo dia!
E ao serão algo me toca
Por ser fã da cantoria.


 




Heróis do mar, nobre Povo...

Ao toque do Hino Nacional, as várias filas de jovens estudantes ergueram os braços e apresentaram as cores da Bandeira Portuguesa, com o respectivo escudo central, na Praça Velha, da mui nobre e leal cidade de Angra do Heroísmo.


 


A linda Bandeira humana
Na meritória cidade
Fez da ilha açoriana
Um centro da lealdade.


 


Mas para isso acontecer, a organização e os professores tiveram de ensaiar e acertar um grupo de jovens que tinham a cargo esta importante tarefa, nada fácil. [Percebi como a idade me pesa e me desalenta perante a vivacidade juvenil, bem diferente do meu tempo (ou talvez não). Eu era tão sossegada...]


 


A juventude activa
Merece toda a atenção
Porque vai mantendo viva
A portuguesa nação.


 


É de louvar a iniciativa, da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, integrada nas Comemorações do Centenário da República Portuguesa. A Drª Andreia Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, içou a Bandeira Portuguesa na janela principal enquanto os jovens erguiam as cores da mesma à sua frente, numa moldura humana digna de registo para memória futura.


 


"Heróis do mar, nobre Povo" ficou-me na memória...


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Amália - Diva do Fado


 


Partiu apenas
Ficaram os amores e penas...


 


 


Amália Rodrigues - As Penas

Como disserem das minhas,
As penas das avezinhas,
De leves levam ao ar!
As minhas pesam-me tanto,
Que às vezes, já nem o pranto
Lhes alivia o pesar!

Os passarinhos têm penas,
Que as lindas tardes amenas
Os levam por esses montes!
De colina em colina,
Ou pela extensa campina
A descobrir horizontes!

São bem felizes as aves
Como são leves, suaves,
As penas que Deus lhes deu!
As minhas pesam-me tanto,
Ai, se tu soubesses quanto,
Sabe Deus e sei-o eu!

Feliz aniversário Rodrigo Silva


Tradições Terceirenses


Da República o centenário
Hoje teu aniversário
Um combinado feliz;
Completas dezoito anos
Recordarás, sem enganos,
A tua heróica matriz.
Alegre seja o teu dia
Coroado de esperança
Pla tua categoria
Reina agora a mudança.

És um jovem de talento
Que segue o seu momento
Trilhando áureos caminhos.
Mantém sempre a humildade
Ganha o poder da amizade
Rejubila em pergaminhos.
Pra vida ser bem vivida
Sê dela a melhor bênção;
À pessoa que te é querida
Dá-lhe o valor da atenção.

Felicidades e parabéns,
Por tudo que já tens
E que podes vir a ter
Parabéns pela ventura
E pela nova aventura
De te dares a conhecer.
Cada qual tem o seu dom
Que nem sempre vem à luz
Mas o teu já tem o tom
Da querida ilha de Jesus.

Colunista da União
Bloguista de coração
Das rimas a nova arte
Exemplo pra juventude
Com ousadia e atitude
Vais brilhando em toda a parte.
Estás no mundo virtual
Com vigor e muita estima
E na ilha que é real
Vais fixando a tua rima.

Parabéns! Parabéns!
2010/10/05
Rosa Silva ("Azoriana")

A noite da cantoria

No canteiro da amizade
Florescem as nobres cores
Na Serra são de verdade


As dos Lobos dos Açores.


 


Cumprimento o companheiro
Este povo e os tocadores
Cozinheira e cozinheiro
Também merecem louvores.


 


(...)


O resto já não lembro mas foram estas as primeiras quadras de saudação cantadas no estabelecimento do Sr. Roberto Rocha, na Serra da Ribeirinha, onde oito cantadores e quatro tocadores deram largas ao improviso e mereceram as palmas dos presentes. Gostei, sobretudo, de ver os rostos mais antigos, ávidos e atentos à presença de uma voz feminina entre os reis da cantoria ao desafio, que, verdade seja escrita, são eles que em maior número vão dando voz ao dom que Deus lhes deu.


 


José Manuel Medeiros e eu, José Santos (Gaitada) e Valadão, Fernando Alvarino e  Ludgero Vieira (os irmãos),  Fernando Fernandes e João Leonel (Retornado) foram os cantadores da noite num recinto acolhedor. Tocaram, alternadamente, José Henrique Rocha, o genro de Fernando Fernandes (desculpe não saber identificar com o verdadeiro nome), Emanuel e Luís Cabral.


 


O dia já tinha nascido quando as cantigas da despedida foram içadas e aclamadas. Oito vozes e dezasseis braços abraçaram a Serra da Ribeirinha numa cantoria que até tinha um cartaz original numa das paredes do local.


 


Pela minha parte agradeço a todos, em especial ao Sr. Roberto Rocha, esposa e amigos, pela gentileza com que fui (fomos) tratados no dia 4 de Outubro de 2010. Hoje, feriado nacional, pela comemoração do Centenário da República, a festa continua na Serra da Ribeirinha, do concelho de Angra do Heroísmo, nas Lajes, do concelho da Praia da Vitória, nas ilhas dos Açores e no Continente Português com o desejo de que Portugal seja sempre o Herói deste nobre povo, por terra e mar cantado.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Balada de Brisa


Balada de Brisa

O Sol assanhado dá lugar à Brisa
Que de folhas douradas a alma veste
E pelos campos mornos corre e desliza
Afrontando o tronco de um longo cipreste.

A Brisa, que de rancor não se enfatiza,
Persegue o Sol, que se aninha a oeste,
Por montes e vales, quando quer, avisa
Com o seu beijo leve como o que me deste.

Uma aragem bela de bruma dourada
Bate ao coração, tange doce balada,
Bramindo um singelo sorriso de Outono.

Antes que a noite renasça a Sol poente,
Um fio de luz adorna a brisa ardente
Pra dourar os campos ao seu abandono.

Rosa Silva (“Azoriana”)


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=16046


Índice temático: Desenho sonetos

Parabéns ao pai da Matilde e Martim

É tempo de aniversário
É tempo de alegria
E nada venha em contrário
Pra festejar o teu dia.

Parabéns querido amigo
Da nossa linda alma lusa
Festejo hoje contigo
A inspiração da musa.

Que estes versos maduros
Que colhes neste espaço
Sejam para sempre seguros
Na força do nosso abraço.

Um abraço que se estende
A toda a tua mansão
À família que se rende
O teu nobre coração.

XOXOXOXO
Rosa Silva ("Azoriana")

Ser para dar


 






Sou terceirense das rimas
Serretense de nascimento
Bem-vindo(a) se me estimas
E partilhas o que invento.

Sou dos versos que vindimas
Na curraleta onde assento
Sou videira que sublimas
No cálice de miravento.

Sou da ilha perfumada,
Ilhoa de mar e céu
De bruma em fino véu.

Sou da musa inspirada
Que sobrevoa o meu verso
Pra saudar teu universo.

Rosa Silva ("Azoriana")

 


Índice temático: Desenho sonetos

À Tribuna Taurina de 1 de Outubro de 2010

Fátima Albino

Com grata satisfação,
Acuso a recepção
Desta Tribuna Taurina
Que preza a Tauromaquia
E marca a Ganadaria
Da Casa que bem opina.


 


Fátima Albino já é
Mulher de bravura e fé
Deste lugar terceirense;
Conhecida além fronteiras,
Detentora de maneiras
Que alegram quem lhe pertence.


 


Louvo quem da ilhoa fala
E com ela se regala
Com uma boa corrida;
Os touros da ilha Terceira
Numa forma lisonjeira
São uma febre querida.


 


Parabéns caro amigo,
Deposito neste artigo,
As sextilhas do carinho:
José Ávila, em Modesto,
Apresenta o que de resto
É um prazer que alinho.


 


Um livro é um tesouro
E de touros vale ouro
Para quem bem aprecia,
Porque as nossas touradas
Nas festas são coroadas
Plo dote da cortesia.


 


A autora e a senhora
Desta ilha, vida fora,
Merecem nosso apreço;
Preservam a tradição
Aumentam nossa afeição
E a ambas agradeço.


 


É este meu sentimento
Que na rima acalento
Com a força que Deus dá.
Fico à vossa mercê
No cantar que já me vê
E não vai além de cá.


 


Desejo, a todo o emigrante
Que da ilha é distante
E de saudade se rima,
Que volte à ilha taurina,
Com a graça cristalina
Do berço que ainda estima.


 


Rosa Silva ("Azoriana")