Balada de Brisa


Balada de Brisa

O Sol assanhado dá lugar à Brisa
Que de folhas douradas a alma veste
E pelos campos mornos corre e desliza
Afrontando o tronco de um longo cipreste.

A Brisa, que de rancor não se enfatiza,
Persegue o Sol, que se aninha a oeste,
Por montes e vales, quando quer, avisa
Com o seu beijo leve como o que me deste.

Uma aragem bela de bruma dourada
Bate ao coração, tange doce balada,
Bramindo um singelo sorriso de Outono.

Antes que a noite renasça a Sol poente,
Um fio de luz adorna a brisa ardente
Pra dourar os campos ao seu abandono.

Rosa Silva (“Azoriana”)


 


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