Azoriana (s)em livro...

Esta a resposta a um e-mail recebido que me veio lembrar a tristeza que é não colocar as coisinhas que vou produzindo em livro. Tudo se irá perder muito provavelmente porque outras prioridades se levantam e os euros estão, sobretudo para mim, contadinhos até ao último cêntimo. As rimas são ainda as minhas tábuas de escape para a nostalgia.



MHelena:



Há gente que é bafejada

Pela sorte de boa lua

Por mim fico desencantada

Pela que em mim actua.



"AZORIANA EM LIVRO" era

E é sonho que acalento

Venha nalguma primavera

Ou numa estação de vento?!



Se cada pessoa desse

Um vintém antecipado

Logo uma quadra merece

Pelo bem que me foi dado.



Mas da forma que o mundo

Ando pobre, sem vintém,

Fica o livro vagabundo

Do papel que lhe quer bem.



Agradeço de coração

A sua boa vontade

E toda a dedicação

Que me trata de verdade.



A "Autores Editora"

Faz brilhar novas brochuras

É digna e merecedora

De gratidão das criaturas.



Traz sorrisos aos autores

E é feliz por produzir

Livros lindos p'ros leitores

Gostarem de descobrir.



Eu não vou bater às portas

De ninguém para pedir

Muitas delas estão mortas

E outras a sucumbir.



Tenho uma estrela no céu

Que zela p'lo meu viver:

Tem a alma de ilhéu

E foi quem me deu o ser.



Um pai de olhar anil

Também zelará por mim,

Sou sua filha de Abril

Que chorou pelo seu fim.



Amarrado numa cama,

Num delírio inconformado,

Plantou em mim o que se chama

Amor ao que foi deixado.



E da Ponta do Queimado

Ao Porto de Santo Amaro

Vai um abraço apertado

E que Deus lhes dê amparo.



Bom Pão-por-Deus!

Um abraço grande

Rosa Maria



Nota: Vem aí o "Pão-por-Deus"



Lágrimas vão nas saquinhas

De quem já não tem parentes;

Crianças são andorinhas

Em bando p'las nossas gentes.



O "Pão-por-Deus" é honrado

E segue uma tradição:

O valor de um rebuçado

É como um beijo de irmão.



E também se dão castanhas,

Milho, massa ou moedinhas,

E com trancas tu apanhas

Se as almas ficam sozinhas.



Um costume açoriano

Uma tradição antiga

É só uma vez por ano

Que o finado nos instiga

A dar um pouco do pano

Que a um finado abriga.



E a quantos já partiram

Para o reino dos céus

Por Novembro sempre viram

As saquinhas dos ilhéus

Nas crianças que pediram

Uma "esmolinha pa'mor Deus".



Rosa Silva ("Azoriana")

Ainda bem que está melhor e de volta, amigo Eduardo!

Transcrevo o comentário recebido que me deixou contente. O amigo Eduardo "Fisga" está em recuperação:

"Olá minha amiga Rosa, parabéns pela cara bonita. Olhe minha amiga, eu não venho comentar, porque não estou em condições de estar no computador, penso que a amiga rosa deve saber, eu estive internado no hospital, com uma macacoa que me deu e que parecia que me queria levar, mas ainda não foi desta. Mas apesar de já estar em casa estou ainda muito fraquinho, estive quase 30 dias só a soro. Era só para dar noticias minhas e para dizer que eu vou aparecendo nos blogs, só para me manter em contacto com as pessoas amigas. Um grande abraço de amigo, Eduardo."

Bem-vindo, amigo! Desejo rápida recuperação e descanse o melhor que puder. Abraço grande.

Partidas lembradas

Do Mar eu sou metade
E da Terra outro tanto
E em tudo o que me há-de
Fazer da saudade o canto.

Do meu pai trago o Pico
De Santo Amaro a vela
E do estaleiro rico
O seu porto sentinela.

Da minha mãe a Terceira,
Da Serreta, sua menina,
E a Virgem Padroeira
Que os guarda em terra fina.


A vizinha Margarida (*)
Fez-me dele recordar
Nesta data, noutra vida,
Lá estão a comemorar.

Minha mãe foi a vinte e oito,
Outubro, dois mil e três,
Dois anos antes, desafoito,
Meu pai também foi de vez.

Homem de trabalho e génio,
Forte e de bom coração,
No espaço de biénio
Os levou de nós então.

Mas eu creio que foi Deus
Que lhes tirou sofrimento
Porque cá os dias seus
Eram do maior tormento.

Agora trilham no céu
A sua alma entre flores
E no coração ilhéu
Vivem luzes dos seus amores.


Rosa Silva ("Azoriana")


(*) Traços do Quotidiano in
http://www.scribd.com/doc/21148781/PTwebpage101509

A Casa da Tia Vieira

A "Casa da Tia Vieira"

Trouxe um role de saudades

À prima neta da Terceira

Que a abraçou noutras idades.



Só a D. Margarida

Não me consigo lembrar

Mas de certeza é querida

Pelo povo que ama o mar.



Santo Amaro, picaroto,

Uma conchinha de amor

Que fica sempre no goto

De quem lhe dá mais valor.



Bem queria a meu avô,

Por seu jeito mui pacato

Lembro que nos visitou

Tanto revi seu retrato.



Carlos seu filho partiu

Para outra dimensão

Amaro, outro que seguiu

Para a última mansão.



Conte, conte mais histórias

Que o tempo apagou

Vai avivando memórias

E o amor que nos ficou.



Na "Tribuna Portuguesa"

Na quinzena de Outubro

Quotidianos de beleza

Que me beijaram ao rubro.



A saudade nos assalta

Quando toca cenas de vida:

Um bem-haja me ressalta

Para a D. Margarida!



Rosa Silva ("Azoriana")

Matilde, triste fado - 28-10-03

Arrombei o pensamento

E deixei-o mal parado

Sem a toada do vento

Ficou triste amargurado.



A alma o acompanha

Numa dor entristecida

Quando a pena é tamanha

Nada vale nesta vida.



Cada qual tem o seu fado

E eu também tenho o meu

Que anda amargurado

Por não ter nada de seu.



Que outro fado cantaria

Neste rés de pensamento

Nem a minha mãe ouvia

No pior do seu tormento.



Minha mãe que foste embora

E me deixaste sozinha

Onde tu estás agora

Nesta véspera andorinha.



Em Outubro tu voaste

Para o céu do teu beiral

Nem a mim sequer beijaste

Na tumba do hospital.



Ai que dor, que sofrimento,

Tu terias em dura hora

E eu que já não aguento

A saudade que em mim mora.



Rosa Silva ("Azoriana")

Acordo só para dizer

Não me apetece falar não me apetece ouvir e todos os sons me ferem e incomodam. O problema é que eu sei as causas e os efeitos todos.

Deitada na cama, portadas fechadas e só, é o mesmo que estar sentada na areia com o mar revoltado e um turbilhão de cavalos, cães e armaduras correndo na minh direção e eu nem me mexo.

Estou parada e oca, apenas a cabeça está quase, quase a estoirar como os foguetes da... Senhora dos Milagres ajuda-me a gostar do som das maças trincadas, dos trrins dos telefones, dos telemoveis e de morrer sozinha.

Afastei-me do mundo mas ele está dentro da minha cabeça.

Choro quando penso que meus filhos dependem de mim e se eu morrer não tem a casa paga.

Tanto, tanto que já dei de mim, tanto e se calhar não tem valor algum.

O que é isto perante a guerra, o fogo e quem mora contra uma valeta nas ruas ao relento?

E a pandemia? O que dizer da pandemia? Talvez em parte seja ela a culpada da minha e outras depressões.

De facto, na minha cabeça está um zumbido enorme de depressões exteriores e interiores, vulcões e insónias.

Parece que o sono está a puxar-me as pálpebras. Quem me dera a visita de médico ou psicólogo para me ajudar a chorar tudo o que vai por dentro. Mas quem tem tempo para isso? Quem faria isso a troco de uma mão vazia?

Outra vez, lembro-me de Nossa Senhora...

É a fé que me ensinaram a ter, é na fé que eu tenho de crer.

Mas tenho medo de não saber o que é morrer-se em vida.

"My Californian Friend's"

Na passada sexta-feira agradeci a Kathie Baker por me ter enviado o livro do poeta, Vasco Pereira da Costa

(http://mycalifornianfriends.com), e, por lapso, não frisei o nome de Diniz Borges. É lamentável este lapso e, desde já, peço imensas desculpas.



Diniz Borges foi também o tradutor do livro supra citado e tem estado muito ligado à promoção da língua portuguesa e da cultura açoriana nos EUA há mais de 30 anos.

 

In Comunidades Açorianas:

http://www.comunidadesacorianas.org/ficha_autor.php?id_autor=40&idioma=PT.

 

Vício ou ritual?

2009-10-19: Praticamente todas as segundas-feiras lá vou eu à procura do DI - Revista, domingueira, na senda do "Folhetim", de Fagundes Duarte. Desta feita fez-me a lágrima no canto do olho, que ultimamente anda custosa de o largar (são as dores de cabeça, de dentes e a alergia aos ruídos) mas, escrevia eu, encontrei um role de linhas com um filme do passado e, por momentos, pensei que gostava de ter conhecido a Tia Guilhermina da Fajã, a tal que Fagundes Duarte raramente abandona da sua crónica semanal. Realmente a Tia Guilhermina tinha o que se dizem: uns ditos sábios. Isto é que eu chamo de amor às nossas (suas) gentes dos tempos idos.

No fundo, todos temos um vício ou ritual, seja por escrito ou falado ou,

ainda, nos actos desta vida. O problema maior são estas dores de cabeça (e dentes) e não haver tempo nem "folheta" para cuidar delas...

Até para a semana se Deus quiser e toda lavadinha em coiro e, oxalá que não se ouçam tanto tiques ruidosos que abundam ultimamente. É que até a melodia do teclado me incomoda... Para grandes males, grandes remédios...

Rosa Silva ("Azoriana")

Muito obrigada, Kathie

Flowers & Friends. É assim que começo o agradecimento.
Chegaram todos bem. As flores em visões atraentes e as LETRAS que são bordados de luxo literário. Agradeço a ti e ao autor. A ti, pela tradução sábia. Ao autor, pelo alto saber.
Preciso aprofundar a leitura de "My Californian Friends". Ê um mundo distinto, extraordinário.
Abraços, Kathie. Thank's

Acreditas em Deus?

Deus é...



Uma flor a nascer

Uma folha a cair

Um barco no mar

Um abraço e um beijo

Uma estrela a brilhar

As raízes do pão

Uma boa semente

Um solário de vida

Um sorriso aberto

Uma fruta de esperança

Um cálice de paz

Um olhar de criança

A paz de um velhinho

O alívio na dor

O canto na solidão



E mais...

É tudo o que nos faz BEM

O colo de uma mãe...

(Coitado de quem não a tem)

O Amor é Deus!



Hoje penso assim. Em criança, ai de mim se abrisse a boca a dizer:

"Não acredito em Deus". Seria um castigo.

O castigo é pensar que levei tanto tempo a acreditar num Deus com outro rosto - um rosto de mau. Hoje não.



Hoje acredito que Deus é o que me salva dia-a-dia. Ai de mim se não fosse este ACREDITAR.



Rosa Silva ("Azoriana")

Se...

Se uma lágrima caísse

À sombra do anoitecer

Talvez por ela sorrisse

Se fosse de bem-querer.



Comentário ao artigo "Se um dia te pintasse" - in

http://omago.blogs.sapo.pt/5301.html - O MAGO - Luis Fernando Graça.



P.S. Não me é possível aceder ao editor do meu blog, por isso postei este

comentário por e-mail porque gostei muito do blog em causa onde encontrei lindos poemas. Obrigada ao autor por me ter colocado na lista de links do seu blog.

AVSPE - Eventos

A Natureza em Versos

http://www.avspe.eti.br/coutinho/poesiaamigos/natureza.htm (Índice)
http://www.avspe.eti.br/coutinho/poesiaamigos/narureza6.htm (o meu
contributo)



1000 Sonetos

http://www.avspe.eti.br/sonetos/indice.htm (Índice)
http://www.avspe.eti.br/sonetos/Azoriana.htm (o meu contributo)

No rescaldo eleitoral

Acabaram-se as "sms" partidárias (a nova potência tecnológica serviu para divulgar o percurso das campanhas) e voltamos às lides diárias. Desta feita, e mais uma vez, contentes, sobretudo para os que conseguiram fazer valer as suas ideias e projectos.

Hoje é dia de rescaldo eleitoral, i. é., dia de uns começarem e/ou continuarem tarefas e outros ocuparem outros cadeirões.

Ainda estou envolta naquela sensação alegre quando ouvi, através do meio de comunicação social que esteve horas a divulgar resultados à medida que eles iam sendo ultimados, causando algum reboliço doméstico, quando ouvi, escrevia eu, que a Serreta era a primeira na lista de revelações domingueiras. E valha-me Deus! Que belo efeito. Estava colorida com a cor rosa. Acho muito bem! Sabe sempre bem ouvir nomear a nossa freguesia natal.

Parabéns!

E sabe muito bem ler a crónica domingueira de Fagundes Duarte numa

segunda-feira, o dia seguinte, que nem sempre dá cabo das dores e hérnias.

Já me queixei disso ao ponto de haver um corte radical. Hoje "tasse" bem!

Até à próxima. Será que sou mulher de políticas ou nem por isso?!



Rosa Silva ("Azoriana")

Os rostos da política

Há quinze dias, três (PS) + dois (PSD) ganharam assentos para pensar e legislar com a vontade açoriana no grande todo nacional. É assim que vejo a causa política.

As eleições recentes passadas não têm que ver com as Artarquias. As cores é que se repetem na Região.

Por muito que Berta Cabral esbraceje e levante os dedinhos de vitória antecipada, tenho cá para mim que se vai ver alaranjada para sair do seu parapeito. Por muita obra que nos mostre, há uma diferença entre o ter e o ser. Que adianta ter tanto gasto para parecer, se o coração é autoritário e se enfurece à mais pequena mexida? É uma dama de ferro e faz-me lembrar a da mesma cor nacional.

O seu ar mete respeito e apetece-me fazer continência de pés juntos e dedos em riste à direita do rosto. (Pausa).

Nada como olharmos o rosto da política com calma, segurança e o sorriso de um olhar amigo. Nada melhor do que saber ser em vez de ter (algo oco).

Em Ponta Delgada até podem ficar encantados por ora mas noutras eleições do todo regional não me parece.

Berta Cabral não está só, tem um corpo à sua volta já conhecido o que não abona a seu favor.

Quem viver verá o que virá por cá.

Aliás já se começou a ver: a cor rosa alastra pelo arquipélago.

Vitória rosa em Angra do Heroísmo e Praia da Vitória

Neste momento já se sabem os resultados eleitorais autarquicos da ilha Terceira.



Parabéns Dra Andreia Cardoso Costa, vencedora de Angra do Heroísmo e Dr. Roberto Monteiro, vencedor da Praia da Vitória.



Estou plenamente satisfeita com estes e outros resultados que vêm provar que a onda rosa do Partido Socialista está a avançar em quase todas as Autarquias Açorianas.



Rosa Silva ("Azoriana")

Homenagens...

Façam-nas em vida

Grandes ou pequenas;

Façam belas cenas

De emoção erguida.



Poetas, cantores,

D'alma portuguesa,

E toda a riqueza

Dos nossos Açores.



O povo ilhéu

Não seja esquecido;

Assaz destemido,

Tirem-lhe o chapéu!



"Passeio de Poetas",

Quadras de glória:

Praia da Vitória

Ergue as predilectas.



Angra do Heroísmo,

Nos Corte-Reais,

Eleva os mortais

Do grande lirismo.



Feliz de quem tem

Sua obra erguida,

Em tempo de vida,

Por quem lhe quer bem.



Rosa Silva ("Azoriana")

O Fado

O Fado, a voz da alma

Num trinado que acalma

Em ondas da emoção.

O Fado, cor cintilante,

Do mais belo diamante

Na lapela da canção.



A Diva que o amou

Para sempre nos plantou

Uma eterna saudade.

Amália a voz de ouro

De Portugal um tesouro

Do Fado a majestade.



Amália nobre Fadista

De poemas repentista

E das flores a paixão.

No céu está a cantar

Uma estrela a brilhar

No mundo da inspiração.



Rosa Silva ("Azoriana")

Ao amigo "Fisga" - Eduardo / Planeta-Sol

Pelos comentários no blog http://planeta-sol.blogs.sapo.pt percebi que o amigo, o comentador assíduo, sempre com palavras amistosas, está ausente por doença. Fico triste e preocupada. Que as melhoras venham depressa e que ele regresse recuperado seja qual for o problema.

A minha dedicatória continua lá e ele merece-a.

Dá-me algum sinal quando voltares. Abraço forte.

Aplauso

Por ti queria

Uma alegria

Um aplauso

É pedir muito

Mero intuito

Verso ao acaso.



Por ti pedia

Sem ousadia

Outro olhar

Um outro sonho

Verso risonho

No meu luar.



Do teu retrato

Eu não desato

Por me lembrar

Do que eu fui

Do que me flui

Terra e Mar.



Por ti

Mero aplauso!

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Última hora...

O armário do lavatório do wc da Azoriana desfez-se e teve de ser retirado. Mais uma perda sem recuperação imediata...

Obrigada pelos comentários

Como não me é possível libertar os comentários, venho agradecer a Kathie Baker, Agostinho Silva de "Arte por um canudo", à "artesã", etc. Transcrevo um comentário que pede divulgação: "Ainda bem que se vai acabar esta bronca de comentários difamatórios a pessoas!... Aos Bloguistas, apelo que continuem com seus Blogues, independentes de políticas e mais culturais, mostrando a nossa terra a quem entrar na página. Orgulhemo-nos por fazer chegar longe as nossas raízes através desta comunicação sem limites. Avançando fronteiras e entrando na casa de toda a gente, mesmo na casa de quem não lê português, mas vê imagens de uma terra e maravilham-se, porque uma imagem vale mais que mil palavras! Para vocês, um desafio, vamos fazer uma corda de Links e Parcerias pela Promoção, com "Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, histórias com histórias…" Faz-te seguidor e cola o nosso Link, nós fazemos Marketing com toda a rede de blogger…


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Por telemóvel a única ação possível é: copiar comentários e colar em artigos. Não posso também comentar os vossos blogues.

Meu amor

Img136.jpg

Meu amor

Minha vida é uma janela aberta,
Somente à espera de te ver passar...
E quando a tal saudade mais aperta,
Recolho os azuis do céu e do mar.

Porque essa cor, em mim, logo desperta
O fogo que avisto no teu olhar;
Essa foi a real, sã descoberta,
Que renasceu para me encantar.

E o teu sorriso traz-me horas felizes;
E as palavras que às vezes dizes
São raios de prazer e alegria.

Mas talvez eu não seja tanto assim,
Talvez eu não te seja flor jasmim...
Mas sou o teu amor, a noite e dia.

Rosa Silva ("Azoriana")


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=16157


Índice temático: Desenho sonetos

Sem Festa de Anos

"Fazer anos" sempre foi motivo de alegria desde a minha infância e tentei mantê-la enquanto se fizer anos, cá por casa.

Hoje, o aniversário (assim é que é um termo cantante) tinha de ser com uma festa ao meu Pipoca... Fui a primeira a dar-lhe parabéns com abraços e beijinhos. Mas estou desgostosa... Não tive forças (nem vintém) para lhe fazer uma festa de família com alguns ingredientes atrativos.

Até os colegas perguntaram pela festa... Nem é habitual fazer ajuntamentos para os anos dele, dos irmãos ou meus... Mas estou triste pelo estado actual de uma série de festas, cá por casa.

É a crise, dirão alguns. Eu concordo e afirmo que a festa maior é não perder o tecto de abrigo.

- Parabéns, Pipoca!

(Acho que ninguém deu por isso, porque nem há tempo para ler postas de blogues).

Fazer anos já não é o que era...

Aniversário(s)

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Parabéns ao Pipoca,

O meu filho querido

Dou-te uma beijoca

Por cada ano vivido.



Treze anos já tens

Sejas muito contente

Canto os Parabéns

Agora e novamente.



09/10/1969



Parabéns ao Liceu

De Angra do Heroísmo

Que um dia me deu

As bases do lirismo.



Uma alegre data

Por ser no mesmo dia

Que outra me ata

Em ventre simpatia.



Quarenta anos felizes

Digo e soa bem,

São as nossas raízes...

O melhor que se tem!




Vivam os filhos e escola,

Com boa educação,

E hoje na sacola

A flor da emoção.



Rosa Silva ("Azoriana")

Catarina - Imagens de Hoje

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CATARINA


 


 


 


Teus lábios rubros de vida
Que espalhas plo mundo inteiro
Ar sereno e verdadeiro
Numa tela por nós querida.

Catarina tem expressão,
Plena luz, naturalidade,
Em cena ou televisão
Conquista notariedade.

Peço a Deus, Maria, José,
O trio de Amor perfeito,
E peço com maior fé,
Que sorria sempre a eito.

Peço com maior certeza
Que declame versos meus
Por ser a voz portuguesa
Que reina em muitos céus.

O meu céu é pequenino
Não tem brilho, vai-se embora,
Mas o teu é puro e fino
Por seres Grande senhora.

Bravo, Catarina Furtado,
Por Amália apresentaste
A maravilha do Fado
Que, de novo, embelezaste.

Ó guitarras cantadeiras
Violas e o violão
Trazei-me liras certeiras
Para esta ocasião
De homenagens cimeiras
Ao Fado e Fado-canção.

E a Catarina Furtado
Um abraço, de coração...
A Amália e seu Fado
A crescente dedicação.

Rosa Silva ("Azoriana")

Amália

amalia.jpg



Leia-se o poema de Euclides Cavaco - "Recordando Amália" - no seguinte

endereço:


 http://www.euclidescavaco.com/Poemas_Ilustrados/Recordando_Amalia/index.htm



A minha dedicatória:



AMÁLIA




Tinha alegria na voz

E tristeza no olhar

Diva para todos nós

No seu Fado a brilhar

E nas flores

Seus amores

Uma estrela a cantar.



Amália do fado amante

Jamais será esquecida

Dez anos mantém sonante

Estranha forma de vida

E as flores

De mil cores

Ornaram sua partida.



Amália da voz rainha

Do bom Fado português

Uma deusa, uma andorinha,

E a lágrima do mês.

Fado e flores

Seus amores

O melhor dom que ela tinha.



Rosa Silva ("Azoriana")

Queria ter abraçado Amália!

1920-1999 (2009) - "10 Anos de Saudade"



No seu jeito benfeitor,

No seu Fado de primor,

A alma sã de Fadista:

Amália nos estremece

A sua voz resplandece

E mais aplausos conquista.




Amália, por ti chorei,

Quando a tua voz captei

Com a forte emoção:

És nossa Dama do Fado,

És do Portugal amado,

És a Flor do Coração.



Amália peço perdão,

Pelos anos que lá vão,

E por tarde perceber:

O encanto e o amor

E todo o resplendor

Do Fado e teu bem-querer.



Os teus Fados vou guardar

Ouvir e apregoar

Por em ti haver bondade:

Davas a quem precisava

E hoje um sorriso te dava

Por não seres de vaidade.




O abraço que faltou

Hoje e agora te dou

Em linhas de viva voz:

Encantei-me por quem eras,

Pelas flores e primaveras

Que deste a todos nós.



Rosa Silva ("Azoriana")

In "
http://charquinho.blogs.sapo.pt/1260916.html?view=9490548"

Alegria inesquecível...

Ela chegou perto de mim e sorrindo cumprimentou-me dizendo:

- Obrigada... Já li.

Surpreendida e distraída perguntei:

- Leu o quê?!

Que imperdoável distração a minha... Rapidamente ela relembrou:

- O teu poema...

- Ah!!

De repente, a distração deu lugar à maior alegria e a partir daquele momento só repetia as palavras agradecidas... E chamou-lhe: o poema!

O que será que ela diria a tudo o que recheia o mundo da Azoriana?

Sábado à noite - 3 de Outubro 2009.

Belezas

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Da minha ilha


 


Freguesia de São Mateus


 


A 5 de Outubro


 


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DedilhAndo


 


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Sol

E vejo o Sol a crescer


Por entre um céu nublado


Parece que vem dizer:


Mais um dia do teu lado.


 


E viva o bom feriado


Com o Sol algo pingado.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

AVSPE - Selo comemorativo dos 1000 Sonetos

http://www.avspe.eti.br/sonetos/indice.htm


 


Participe!

Jantar comício - Dra. Andreia Cardoso

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Uma verdadeira, real e compacta enchente de militantes, amigos e simpatizantes no Salão da Santa Casa da Misericórdia de São Carlos - Angra do Heroísmo.


 


"Entre parentes" tocaram e cantaram enquanto o povo fazia a refeição maior do ano.


 


Um convívio que ficará nos anais da história de Angra do Heroísmo.


 


Bem-haja toda a nossa gente.


 


Bem-haja os cozinheiros e quem serviu às mesas.


 


Viva a nossa candidata a Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo - Andreia Cardoso!

Chuva e Sol

Choram as nuvens

E ri o Sol, lá fora.

Cá dentro... as penugens

Da mente que me ignora.



E eu sou de tão somente

Um deserto de ideias

Que fogem constantemente

Para os vales das aldeias.



A saudade já não é

O que foi e o que será,

Por monde da minha fé

É que 'inda ando por cá.



O reverso da medalha

É o choro contra o riso

E é tudo o que retalha

As paredes do juízo.



Anda tão louca a Chuva,

Anda o Sol em ziguezague

Anda o figo e a uva

Sem que a boca os afague.



Tudo em contradição?!

Mais a morte do que a vida

Anda tudo em aflição

Numa onda sem guarida.



Rosa Silva ("Azoriana")

Saudade


Eu quis cantar a Saudade,

[Hino lindo de verdade],

Mesmo sem ser emigrante...

Quedei-me na minha rima

E nunca veio ao de cima

O clamor de ser distante.



Saudade, palavra triste

Para todo o que desiste

De um dia cá voltar;

Um choro alvo de neve

Cai no coração que deve

Ter a alma a soluçar.



Oh, ilha doce de encanto,

Do Divino Espírito Santo,

E dos arraiais em chama;

És o sal do meu viver,

És tudo o que quero ser

Quando o teu luar me chama.



Oh, plácida estrofe da ilha,

Que me tiras a cedilha

Nos versos que vêm a lume:

Azoriana, tom de alma,

Que não arrecada palma

Nem bonina de azedume.



Rosa Silva ("Azoriana")

Parabéns a Miguel Brito, nesta data querida

Olá Miguel, pai da Matilde e do Martim,

Parabéns por mais um bonito aniversário!

Que a alegria e saúde sejam o teu jardim

E que plantes muita felicidade em teu diário.



As coisas boas sempre te acompanhem

Ao longo desta vida crua e passageira

E que novos voos, em suma, se te desenhem

E planeies vir um dia até à ilha Terceira.



Por cá fico cantando, em parcas rimas,

A tua festa que, para bloguistas, é especial

És pai e os teus filhos que muito estimas

Sejam sempre o tão maior e franco ideal.



À tua esposa mando um grande abraço,

Que junto a ti faça sempre um bom festejo

E que guardes com muito gosto no teu espaço

As quadras que me nasceram assim a desejo.





Parabéns ao autor de "A Minha Matilde & Cª." -
http://umsonhochamadomatilde.blogspot.com/

Pensamentos

O nascer é lindo

A morte o encerra

Também será findo

Quando nos enterra.



Isto pra vos dizer

Que há escuridão

Depois de nascer

Paira o fim então.



Há gente que parte

Uns desconhecidos

Outros feitos d'arte

Serão esquecidos?!



Se é benfeitor,

Amigo em geral,

Se um escritor

Tem um ideal.



E se nada tem

E nada criou

Vai sem ter alguém

E ninguém chorou.



Triste é a partida

Para a gruta fria

Pena a despedida

Densa e vazia.



Rosa Silva ("Azoriana")



Nota: Após ler sobre uma morte de pessoa conhecida para muitos e

desconhecida para mim.