Arrombei o pensamento
E deixei-o mal parado
Sem a toada do vento
Ficou triste amargurado.
A alma o acompanha
Numa dor entristecida
Quando a pena é tamanha
Nada vale nesta vida.
Cada qual tem o seu fado
E eu também tenho o meu
Que anda amargurado
Por não ter nada de seu.
Que outro fado cantaria
Neste rés de pensamento
Nem a minha mãe ouvia
No pior do seu tormento.
Minha mãe que foste embora
E me deixaste sozinha
Onde tu estás agora
Nesta véspera andorinha.
Em Outubro tu voaste
Para o céu do teu beiral
Nem a mim sequer beijaste
Na tumba do hospital.
Ai que dor, que sofrimento,
Tu terias em dura hora
E eu que já não aguento
A saudade que em mim mora.
Rosa Silva ("Azoriana")
E deixei-o mal parado
Sem a toada do vento
Ficou triste amargurado.
A alma o acompanha
Numa dor entristecida
Quando a pena é tamanha
Nada vale nesta vida.
Cada qual tem o seu fado
E eu também tenho o meu
Que anda amargurado
Por não ter nada de seu.
Que outro fado cantaria
Neste rés de pensamento
Nem a minha mãe ouvia
No pior do seu tormento.
Minha mãe que foste embora
E me deixaste sozinha
Onde tu estás agora
Nesta véspera andorinha.
Em Outubro tu voaste
Para o céu do teu beiral
Nem a mim sequer beijaste
Na tumba do hospital.
Ai que dor, que sofrimento,
Tu terias em dura hora
E eu que já não aguento
A saudade que em mim mora.
Rosa Silva ("Azoriana")
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