Salvé Espírito Santo



É a
voz do coração
Que na paz melhor ecoa
E a divina inspiração
Nossas
almas sobrevoa.

O Solene Espírito Santo
Se festeja entre
nós,
Porque dele gosto tanto
Ergo alta a minha voz.

No Coreto a
melodia,
No Império a divindade,
Na Despensa a alegria:
Pão e vinho
da Trindade.

Pentecostes se celebra,
Numa dádiva feliz
Este
zelo não se quebra
Porque ele vem da raiz.

É a alma
açoriana
Numa bandeja de amor
Que anuncia a soberana
Graça pura do
Senhor.

Rosa Silva ("Azoriana")

À pessoa que já sabe do meu gosto pelas rimas e me canta versos sempre que me vê...

Se quiseres ter de mim
A feliz recordação
Planta uma rima assim
No jardim do coração.

Desejo o melhor, enfim,
Da cantiga e do refrão
Ao que desejas a mim
Em qualquer ocasião.

Quando me cantas a eito
Com sorriso radiante
Já sabes que levo jeito


Nas rimas que és semelhante
E plantas um lírio ao peito
Da mãe que tenho distante.

Rosa Silva ("Azoriana")


Descobri que já sabes onde o meu blog navega. Quando leres estas quadras dedicadas a ti, lembra-te que foi a minha mãe que te trouxe para perto de mim para que ela sorria no Céu com os lírios que se vão plantando. Está na hora de começares o teu blog e, assim, fazemos nascer, quiça, o dueto da cantoria.

O encanto das paisagens das ilhas açorianas

Pôr-do-sol ilhéu (1)

Dourada, linda paisagem,
Numa silhueta muda
No seio que se desnuda
Na ilha de alta miragem.

O Pico é ilha de sonho,
Com a de São Jorge à ré,
Que lhe beija o vasto pé
Num leito assaz risonho.

Risonha a dança do mar
Que é berço de mil golfinhos
Recheados de carinhos
De quem os pode avistar.

Mar e Sol em harmonia
Passeiam à cabeceira
Da vistosa ilha Terceira
Que é a estrela guia.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: (1) Após ver belas imagens recebidas por e-mail com o pôr-do-sol magnífico entre as ilhas Pico e São Jorge - Açores.

Convite "Epicentro"

À semelhança do ano transacto, a Direcção Regional da Saúde
associa-se ao Festival de Actividades "Epicentro".

Para o presente ano, a Direcção Regional,
leva a efeito uma campanha que divulga as regras de lavagem higiénica
das mãos e os cuidados a ter na prevenção da propagação de
microrganismos, mediante sessões práticas/demonstrativas a decorrer no
stand afecto à SReS/DRS.

Convida-se V. Exª para visitar a
iniciativa em apreço, que se realiza em Angra do Heroísmo - Relvão,
nos dias 29 (9h30 - 16h00), 30 (10h - 16h) e 31 de Maio (10h -
17h).

Cantar por escrito...

"Galanta" foi cantador
Que agora já não canta?!
Neste
verso acolhedor
A minha voz se levanta.

E grande foi a
surpresa,
Dos cantares que ali vejo,
Pois mostram a realeza
Das cantigas a desejo.

Da bloguista Azoriana
Vai um abraço e um sorriso:
É raro numa semana
Não "cantar" de improviso.

Minhas cantigas escritas
Têm uma das nossas cores
Se hoje aqui não as fitas
Mas creia que são dos Açores.

Da ilha Terceira em festa,
Com os cantares do Pezinho,
Não há outra como esta
Para a carne, pão e vinho.

O Bodo está a chegar,
Em torno da nossa ilha,
Para o povo presentear
Com o cantar da rosquilha.

Ó rosquilha abençoada,
Que cantas de mão em mão
Serás por mim idolatrada
Junto do bom canjirão.

Na despensa canta o vinho,
Da boca sai o refrão:
Neste verso acarinho
Quem dele faz a oração.

Uma oração ao Divino,
Improviso nesta hora,
Neste cantar todo fino
Da boca de uma senhora.

E se vier a resposta,
Do Galanta, por escrito,
Podem crer que fica exposta
No blogue em que medito.

Azoriana se despede
Com um sorriso veloz
E desculpas ora pede
Por algum erro de "voz".

Bravo, bravo minha gente,
Dos pilares da Terceira,
Sóis dos versos a nascente
Da cantiga a sementeira.

Rosa Silva
("Azoriana")

Bases de Dados - Access

O que me encanta
verdadeiramente são as bases de dados que vou criando à medida das
solicitações. As bases de dados obedecem a uma estrutura lógica e
relacional tendo em conta as funcionalidades das Tabelas, Consultas,
Formulários, Relatórios, Páginas, Macros e Módulos.

Geralmente,
utilizo as Tabelas, as Consultas, os Formulários
e Macros. Os Relatórios prefiro executar externamente à base de
dados propriamente dita. Opto por exportar dados compilados pelo
assistente de consultas simples e de referência cruzada,
para a folha de cálculo "Excel" ou para o processador de texto "Word".
Tanto num caso como noutro, faço sempre a personalização da folha e/ou
documento de acordo com o destino.

Os painéis de navegação são
o melhor utilitário da base de dados porque permitem a localização
imediata de dados registados nas Tabelas ou pesquisaveis pelas
Consultas.

As Tabelas podem ser únicas (internas à base de
dados) ou ligadas a outra base de dados (externa) para surtir bons
efeitos nas relações.

As relações numa base de dados têm sempre
por mote a chave de acesso ou o código estipulado pelo criador, que,
na maioria dos casos, é gerado automaticamente pela própria base de
dados, após a sua definição primária.

O meu gosto por esta
matéria já vem de longe... Talvez aponte aí para os anos
noventa.

Rosa Silva ("Azoriana")

Imagens de encantar

À imagem "Muita Paz!!!", que acho magnífica, de Paulo Garrão:

E no mar sujeita
No centro dorsal
Na imagem que é feita
Dum olhar ideal.
E nada se tinge
Do que é tingido
P'lo berço esfinge
No mar ao comprido.
Pérolas que brilham
Na manta de mar
Decerto perfilham
Sonhos d'encantar.
Balança a vida
Em plena visão
Poesia sentida
P'lo Paulo Garrão!

Rosa Silva ("Azoriana")

Oh, meu querido telemóvel!

Com um "celular" nós temos na mão,
O mundo estreitinho, quase se não vê;
Mas ganha terreno, goza o coração,
E neste aparelho toda a gente crê.

Ainda hoje, mesmo, e não foi em vão,
Eu fui descobrir que ele anda à mercê
Do saldo na crise, e, na evolução
Se podem ver lá imagens "TêVê".

Assim vamos todos nesta caminhada
E com alguns riscos desta nova estrada,
Nem outras gerações com isto sonhavam!

Com ele na mão, navega toda uma vida
E mesmo que no visor comprimida,
Jamais chegará aos que bem nos criavam!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Desenho sonetos

Período de "fading"

Não conheço a definição exacta do termo "fading" mas é o que sinto neste momento: uma espécie de debilitação física motivada por uma gripe (espero que sazonal) que me está apoquentando. Se o auto-medicamento não resolver outra coisa terá de ser, mas não posso permanecer em casa porque a necessidade obriga a que me vá aguentando nas canetas. Se piorar vou ter mesmo de permanecer na caminha. Por enquanto estou com sonolência, má disposição e a ver se me aguento.

Eventos na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo

Contos_BPARAH_Convite.jpg

O Pipoca

frs_pf.jpg


Na Filarmónica Recreio Serretense... Ver aqui.

Então foi assim...

No dia 22 de Maio p.p., andava eu no Google à pesquisa de alguma página onde constassem: ("Cantigas ao Desafio"; "José Eliseu"; cantadores da ilha Terceira) porque estava decidida a improvisar uma espécie de homenagem ao «Rei dos Cantadores» e ao "Mestre das Cantorias". Só não cantei ao «Padrinho da Cantoria» porque já o havia feito anteriormente.



Mas a primeira pesquisa levou-me a um blogue que desconhecia por completo e fixei-me um bocado a ler o que continha e a tentar descobrir quem era "Júlio Dinis". Num ápice, fiz umas cantigas de elogio merecido. Estas até já foram içadas num artigo novo que muito agradeço. Quem gosta de "Cantigas ao Desafio", gosta de rimas em quadras à moda da ilha Terceira e, para mim, fica em observação.



Considerando que o blogue novo tinha indicado o e-mail de contacto e como não conseguia comentar, atrevi-me a escrever e fiquei a aguardar o "feed-back". Não tardou a resposta e agora já sei de quem se trata. Fiquei muito contente com a descoberta e já muita gargalhada dei à conta das suas "Velhas", outro blogue do mesmo autor que canta "Velhas por tudo e por nada" e ensina-nos a cantar...



O autor desses blogues até já me disse que eu pareço uma "torneira" de rimas. Hoje, para o contrariar, escrevo o artigo em prosa mas não é o estilo da Rosa e não me sai tanto bem como quando abro a "torneira" do pensamento que rima a todo o momento. :-)



Com isto tudo espero que o autor se sinta desafiado a cantar uma "velhinha" para a Azoriana... E quem desafia leva com cantoria! LOL



Obrigada, Júlio Dinis, pelo valor que dás ao que é nosso!



Rosa Silva ("Azoriana")



P.S. A culpa disto tudo teve origem com O Pardal, das «Vozes da Ilha» que me forneceu o som/instrumental da Cantoria, que me tem servido para treinar a melodia. E sabem onde deparei com as «Vozes da Ilha»? - No dia que o Atlântida foi ao Verdelho dos Bagos d'Uva, nos Biscoitos. Na Casa Agrícola Brum, Lda. eu estive de costas e de frente sempre com o Verdelho em rima contente. :)

Charamba, Velhas e novelas

Ai o que eu descobri

Numa ronda por aí

Nas novas tecnologias:

Os
Charamba em acção

Onde os elementos estão

Com suas categorias.

É um
grupo açoriano

Que ninguém porá defeito

Porque cada ser humano

Tem sempre um lado perfeito.



Esta arte de tocar

E o instrumento afinar

Não é para qualquer um.

Julgo que esses trazem dom

E entram logo no tom

Mesmo que seja em jejum.

Por mim só faço cantigas

Ao toque da minha mente

E com as "
Velhas" amigas

Lá sai uma assim no quente.



Porque as
Velhas da Terceira

Tomam logo a dianteira

Para o mundo fazer rir.

Ao bater no computador,

Entram em qualquer visor,

P'ra verem humor subir.

Se fosse a "minha avó"

Que tivesse nesta alhada

Decerto metia dó

E de lá vinha risada.



Mas até tinha mais graça

Se entrasse o que se passa

Com um certo animal...

No início era cão,

Mas armou-se a confusão,

Era cadela afinal.

O gozo que se gerou

Dava mais uma novela

Porque a dona sempre achou

Que "
Leão
" não é cadela.



Rosa Silva ("Azoriana")

«As Velhas» na internet...

«As Velhas» gostei de ver

E são fáceis de aprender

Basta uma rima picante.

Pus-me então a cozinhar

A forma de as cantar

E deixei ir sempre avante.

O pior é a manobra

Quando falha o instrumento

Inda vou perder a obra

Que lanço neste momento.



As "Velhas" da minha terra

São bela arte que aterra

No blog do biscoitense:

Ele por tudo e por nada

Lança uma Velha prezada

Com piada terceirense.

E quando eu dei por isso

Pus-me logo a cantar...

Está um bonito serviço

Se me der p'ró desafiar.



Rosa Silva ("Azoriana")

6º Domingo antes da Trindade

Império da Serreta


Dos teus olhos vi cair
A
ternura do amor
E nos meus viste sorrir
A lembrança duma
flor.

Quando eu era pequenina
Corria pró teu regaço
Nesse
tempo uma menina
Que levavas pelo braço.

Hoje já estás
velhinha
E não te vejo amiúde
Mas peço que a madrinha
Tenha o
sol da saúde.

"Só se veja quem só se deseja"
O que na
partida disseste;
Pouco antes na Igreja
Vi a nossa Mãe
Celeste.

Ela só também estava,
E levei-lhe o meu
sorriso,
Parecia que me olhava
Do alto do Paraíso.

Mas
Ela só não estava
Tinha o nosso coração
Que depois nos
abraçava
Quando te visitei então.

E disseste que o
amor
Duma mãe pelos seus filhos
É o mais consolador
E que se
cobre de brilhos.

E foi aí que chorei
Na lembrança do
passado
E com mais lágrimas fiquei
Por não ficar do teu
lado.

Rosa Silva
("Azoriana")


Há milagres do Espírito Santo

Imperio Serreta.jpg


Ontem, 23 de Maio, foi um sábado especial. Eu acredito que quem dá, recebe e vice-versa.
Um abraço é o suficiente, por vezes, e desta vez lavou-me a alma. Senti que os laços de família operam verdadeiros milagres se com verdadeiro sentimento.
A Serreta é e será sempre o ponto de encontro com o que de melhor há: a fé na Mãe dos Milagres e no Divino Espírito Santo.
E deu para constactar que o Império da Freguesia da Serreta, meu torrão natal, está de pintura nova, que lhe deu um ar alegre e um lindo e fresco colorido.
Há milagres se o pensamento se alia com a piedade e a acção seguindo o lema: Acreditar!

Nesta carta que te escrevo...

«Jonasnuts»



Nesta carta que te escrevo,

Coloco muito enlevo,

Porque és mui digna disso.

Desculpa vir atrasada

Mas a palma seja dada

A quem faz um bom serviço.



Dos blogs tu és o rosto,

Do grande SAPO com gosto,

Junto com os companheiros:

É chegada a altura

De te dizer, com ternura,

Que vivam os pioneiros.



Dos blogs na plataforma

Nacional em boa forma,

Sóis a alma, sóis a vida!

Eu não digo por dizer,

Digo porque bem fazer

É antes duma partida.



E eu não quero partir,

Nem sequer vou despedir,

Porque há males à vista...

Só quero dar um abraço,

E que guardes no espaço

A tua amiga bloguista.



Estou longe da tua beira,

Residente na Terceira,

A ilha que bem vos canta:

«Jonasnuts» é alcunha?!

Não te dei quadras à cunha

Hoje o verso se agiganta.



Que sejas muito feliz,

Porque és força matriz,

Que nos leva pela mão.

Azoriana cantadeira,

A bloguista da Terceira

Te louva de coração.



Rosa Silva ("Azoriana")



P.S. Aconteça o que acontecer, esta carta tinha que te escrever.

«Biscoitos» blog está de parabéns. A José Aurélio Almeida:

Viva,
Viva!

Quatro anos a blogar,
Blog Biscoitos - Terceira,
Cabe a mim elogiar
O blog à
minha beira.

Pelos Altares passei,
A freguesia vizinha,
E
muito eu admirei
A beleza dessa vinha.

Uma vinha de
cultura,
Um poema bem salgado,
Com um toque de bravura
Do mar
que tendes ao lado.

Biscoitos é freguesia
Do concelho com
Vitória,
Da Praia que já dizia
Ter uma vista
finória.

Quero cantar no diário,
Os Parabéns, com
fartura,
E marcar no calendário:
Biscoitos muda
estrutura.

Tem um tempero suave,
O alinhamento brando,
E
no topo tem a chave
Que favorece o comando.

A pedra nasce da
lava,
É negra quando arrefece,
No blogue se torna escrava
Do
belo que a favorece.

Parabéns mais uma vez!
Juro que é linda
a vista.
De Maria é este mês
E do prezado Bloguista.

2009/05/21

Rosa Silva
("Azoriana")

Cantiga de improviso

Se desta vida me
for
Sem botar uma cantiga
Peço a Deus Nosso Senhor
Que não
seja uma espiga.

É que ninguém faz ideia
O que sente o
terceirense
Quando vê a casa cheia
Neste dom que lhe
pertence.

Os amigos do improviso
Tem uma fé
acrescida
Reúnem o que é preciso
Para a rima ser
querida.

E quem sente este amor
Ser aclamado a sério
Sabe
logo o valor
Do dom que é um mistério.

E o Mistério
Divino
Faz descer o maior Dom
Do canto puro e fino
Que mantém
o mesmo tom.

Mesmo que seja a escrever
O meu canto
impreciso
Para sempre há-de ser
Cantiga de
improviso!

Rosa Silva ("Azoriana")

«Cantigas ao Desafio» já constam dos meus Favoritos

Eu não sei de quem se
trata,
Mas merece minha estima:
Por ora lhe fico grata
Por
dar relevo à rima.

"Cantigas ao Desafio"
É um blogue
sorridente
Que me fez em corrupio
Avisar a nossa
gente.

Gente que ama a Cantoria,
O Pezinho e a
Desgarrada
E avança em qualquer dia
Que p'ra isso é
chamada.

Eu adoro o improviso
Este dom de que me visto;
É
de perder o juízo
E a ele não resisto.

As modas
regionais
Merecem muitos louvores:
São modas especiais
Que
elevam os Açores!

E quem delas faz efeito
Nas novas
tecnologias
Tem o mérito e respeito
E a doçura dos
dias.

Rosa Silva ("Azoriana")

Improviso ao «Rei dos Cantadores»

Estão acesas as
Cantorias
À moda da nossa terra
É o Dom que nestes dias
Vai
do mar até à serra.

Proclamo José Eliseu
Como «Rei dos
Cantadores»,
Nado em São Bartolomeu
Vai muito além dos
Açores.

Cantador multifacetado,
Que começou muito novo
A
ser muito aclamado
Com aplausos do seu povo.

Junto o
"Mestre das Cantorias",
O Ti' João que é famoso;
Podem
dar-lhe regalias
Mas nunca será vaidoso.

Uma dupla
invencível
Nos cantares de improviso
Sempre a subir de
nível
Desafiando o juízo.

A Turlu e o Charrua
Foram
outrora um casal
Que enchia qualquer rua
Fora e dentro de
Portugal.

Mas nunca mais tal se viu
Que me venha à
lembrança
Cantigas ao desafio
Tem dos homens a pujança.

Se
calhar sou atrevida
No meio destes doutores...
Só cantei uma na
vida
E adorei esses calores.

Os calores de uma
cantiga
Não são fáceis de abrandar
Pode acabar numa briga
O
que começa a brincar.

O meu lema não é briga
Nem tão pouco
molestar
Um colega de cantiga
Que comigo queira
cantar.

Mas se algo der p'ró torto
E eu me vir numa
alhada
É barca que chega ao porto
E não fica atracada.

Me
despeço nesta hora
Abraçando a romaria
E a Virgem Nossa
Senhora
Que é a Mãe da Cantoria.

Rosa Silva
("Azoriana")

Euclides Cavaco está em Portugal e continua a encantar com seus poemas

"Força dum Nada", do
Artista
Que há muito nos encanta,
Faz tudo e não perde a
vista
Do que a gente já lhe canta.

No meu canto dou
ternura
Ao poeta que compõe
Tanta riqueza e doçura
Que por semana expõe.

Seja cá
ou seja lá
O verso não se acanha:
Em Portugal ou Canadá
O
Nada é Força tamanha!

Quase nada lhe escrevo,
Ao toque do
meu teclado,
Apenas lhe dou relevo
Por ser poeta do
Fado.

Um grande abraço!

Rosa Maria ("Azoriana")

O que as SAUDADES da ilha fazem...

SAUDADES QUE NOS MOTIVAM

Santo Amaro do
Pico
As saudades com que fico,
Sempre que ao longe te vejo
Ou
ouço de ti falar,
Encantaste-me à primeira
Na tua concha
soalheira
E gravaste-me o desejo
De em breve te
visitar.


****
By Willoughby

Beijós*Cinco
Aldeias


___________________________
A minha resposta ao
belo comentário de Willoughby:

AS SAUDADES SÃO ETERNAS

E com a sua
visita,
Afável e ternurenta,
Torna ainda mais bonita
A letra
que ora assenta.
Um artigo vou erguer
Eternizando o
momento
Para sempre puder ler
«Saudades» do seu
talento.


Rosa Silva ("Azoriana")
2009/05/21

A Carlos Medeiros

«O paparazzo ilhéu»

[Carlos Medeiros Galeria]

Cada estrofe do meu mundo
Abre um leque de cantigas:
Roda de rimas amigas,
Louvores a cada segundo;
Onde há uma boa imagem
Salta logo uma mensagem.

Mensagem original
Em sintonia com a visão
Da imagem especial
Enfeitada p'la tua mão.
Imagino o que bem sentes
Recortando a paisagem
Ornamentando as mentes
Sob um olhar de coragem.

Rosa Silva ("Azoriana") - Com a Serreta no coração, a ilha no refrão e o sonho
na visão...

A Santo Amaro da Ilha do Pico - «Baladas de Miravento»

Quem pudesse derrubar
O topo da dor tamanha
E um dia lá voltar
À ilha da grã montanha.

Metade dos ecos dados
Trazem o mar por inteiro;
Outros me foram doados
Pelos ares do terreiro.
Lembro o eco dos avós,
No coração bem guardado;
Trago ancorada a voz
Ao cais do tempo passado.

Que saudade do amparo
Da minha gente amiga
Do orago Santo Amaro
Que o mar em si abriga.
Canto agora baixinho
A saudade do luar
Da concha que acarinho
Sempre beijada p'lo mar.

Esse mar em mim vagueia
Na brisa do pensamento
E desde cedo semeia
Baladas de Miravento.

Ó meu pai se estás no céu,
Pede pela tua filha:
Foste do Pico ilhéu,
P'ra que eu fosse da ilha;
Faz com que eu a reveja
Numa onda de poesia
E que em frente à sua igreja
Me comova de alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")
Cidália Miravento

Cidália era o nome que meu pai queria para mim. Ganhou a minha mãe que me fez ser Rosa.

***********

Ver imagens de Santo Amaro da ilha do Pico no blog "Beijós - Cinco Aldeias"

Ao "Zé da Burra o Alentejano"

Obrigada pelo comentário deixado num dos artigos anteriores. Li
atentamente. Só o aprovarei caso se identifique dado o alongamento do
texto que quase dava um artigo completo e de chamar bastante a
atenção. Aguardo alguma informação adicional.
Rosa Silva ("Azoriana")

Na próxima sexta-feira (22) em São Carlos, os grandes humoristas terceirenses

"Fala Quem Sabe", em São
Carlos


Roberto Borges se "desdentado"
É Ramiro
Tarraçada
,
Com os outros dois ao lado
Fazem rir logo à
entrada.

Hélder Xavier, o sabichão,
Sempre pronto a
explicar
Faz nascer a confusão:
Batista Almada é tal
falar.

Paulo Costa é Man'el Silveira
Com o sotaque
jorgense
Quando toma a dianteira
Em "provérbios" tudo
vence.

Três lavradores na ilha,
Personagens d'alegria,
Um
terceto que partilha
O humor sem baixaria.

À Serreta já fui
ver
Este trio em acção;
Em São Carlos irei rever
Sua boa
encenação.

Se o Carnaval nos encanta
Pela cariz
popular,
"Fala Quem Sabe" levanta
O riso em qualquer
lugar.

Só falta o improviso
Entrar numa outra estreia,
É
de perder o juízo
O que me saltou à ideia.

A "Sala dos
Cantadores",
Num serão todo a preceito,
Que inundasse os
Açores
Com versos ao nosso jeito.

E venha o Espírito
Santo,
Da Santíssima Trindade,
Aos versos que hoje canto
Com
a maior amizade.

E a São Carlos também venha
Esse poder
milagroso
Que no centro já desenha
Um brasão
maravilhoso.

Que a Bandeira se haste
Com alva pomba a
encimar
E que nunca se afaste
Do povo deste lugar.

Lugar
vs Freguesia
De gente com tal vontade...
Quem me dera chegue o
dia
Desse sonho ser verdade!

Rosa Silva
("Azoriana")

Amigos

AMIGOS

Não
lembro se já vos disse:
Tenho pena de morrer,
E muito
mais de sofrer
Mesmo antes da velhice.

Não lembro se já vos
pedi:
Perdão, em alguma vez,
E por
fraqueza, talvez,
Nem sequer me despedi.

Não deixo chegar a
hora
Para abraços vos deixar;
Eu não me quero queixar,
Porque
a sina é ir embora.

E antes
que aconteça
Essa ida que não volta...
Um beijo de mim se solta
Numa
quadra, de cabeça.

A todos, sem excepção,
Que zelam o improviso,
Oxalá no
paraíso
Encontremos essa função.

No clima de
insegurança
Que inunda a humanidade:
Reine sempre a
amizade
Que a linda rima nos lança.

E já me
parto em SAUDADE...
Nossa palavra matreira
Que marca de tal
maneira
A ilhoa que me invade.

E ergo a
voz ao céu
Pedindo por quem sorriu
E aos meus versos conseguiu
Vincar o sonho de ilhéu.

Rosa Silva
("Azoriana")

Destaque: Re-agradeço o carinho do comentário de «ROMASI» que publico em artigo

A ROSA DOS
AÇORES
(Mensagem deixada nos POEMAS DE AMOR E DOR)

Desde o primeiro minuto deste blog tive uma amiga nos
açores, a Rosa - poetiza - Açoriana.
Mais uma vez a Rosa me dedica
um dos seus poemas que editou no seu blog.
Como desta vez não
pretendo cometer uma injustiça, não agradecendo publicamente, reabro o
blog para lhe dizer: Rosa AZOREANA- Muito obrigado pelas palavras que
me dedicas em verso. Muito obrigado por seres o elo entre os que aí
vivem e aqueles que tiveram de engrossar a diáspora.
Se a saúde o
permitir, e a vida quiser, conto aposentar-me da Função Pública este
ano e andar por aí por onde a poesia me leve. Leve como o vento é o
lindo Açor que lá do alto contempla as lindas e majestosas ilhas do
Atlântico: os AÇORES.
Obrigado AZORIANA

Rogério
Martins Simões

A virtude dos blogues

São 23:24. Estou sem sono.

O comentário de Romasi (que já devem saber que é de Rogério Martins Simões) fez-me parar para pensar na virtude dos blogues:

Criam-se elos de amizade; chegamos mais longe através do serviço que nos é prestado; acabamos por nos sentir uma família que ri e chora consoante o que torna público.

Os blogues que têm quase ou a mesma idade do meu já os reconheço facilmente. Basta, por vezes, uma palavra ou diminutivo para saber de quem se trata: Romasi; Ailaife; Pé de Vento; Arte por um canudo; Blue Heaven; Grilinha; A minha Matilde & Cª; Beja (Lumife); Ofeliazinha; Galeriacores; Desambientado; Biscoitos; Porto das Pipas; Ideias e ideais; ETC. E outros mais recentes: Chica Ilhéu; Clarisse Sanches; Maria João Brito de Sousa; Joanina; Bagos d'Uva; e o comentador assíduo Fisga (Eduardo). E sinto uma alegria enorme quando me tratam por Azoriana...

Agora imaginem o quanto sofre um bloguista que se vê obrigado a postar a palavra "Fim" por culpa de alguém?

Rosa Silva ("Azoriana")

Da «Rosa dos Açores» para «Romasi» - o Poeta Sem Fim

E não há amor sem dor.
E quando a dor se instala
Nunca mais de nós abala...
Enraíza o sofredor.

O antídoto da dor
É o amor que se regala
No poema que exala
Perfume do criador.

Um poeta nunca finda
Porque sua arte é linda
E para sempre viverá.

Rogério Martins Simões
Está em nossos corações
E p'ra sempre ficará.

Rosa dos Açores
Dedica a Romasi, o poeta sem fim.

Rosa Silva ("Azoriana")
 Índice temático: Desenho sonetos

Como sobreviver à crise económica actual?

O que virá por
aí?
Ninguém ousa abrir a boca.
E não me chamem de louca
Por
versar disso aqui.

O que vai ser de nós?!
Pergunto eu muita
vez.
Há muitos que perdem voz
Antes de chegar o fim do
mês.

Meio ambiente destruído,
Tragédia na população,
Anda
tudo consumido
Em nome da evolução.

E as crianças
Senhor?!
E os idosos dependentes?!
E a fuga do valor
Que
vinha dos ascendentes?!

E se perdemos a beleza
Das ilhas, um
céu real?
Lembrem-se que à natureza
Ninguém deve fazer
mal.

Aos poucos se vai perdendo
O ganho de outra era:

tanta gente sofrendo
Com esta crise severa.

Rosa Silva
("Azoriana")

MESCF - Elogios à minha maneira

O 1º evento
cultural
25/04/2009

Reparem para a doçura,
Da nossa Vereadora,
Que assenta na Cultura
Do cargo que é detentora.

P'ra Mão de Ferro sorri,
Que já preza o seu lugar;
Ao centro vejo daqui
O Doutor que foi falar.

Porque "São Carlos mudou",
O tema de Exposição:
E o Dr. Forjaz nos levou
Aos costumes de então.


É um Mestre no discurso,
E na palestra sensata,
Porque já fez bom percurso
Nesta ilha, que lhe é grata.

Foi uma tarde sublime,
Histórica e patriota;
É bom que muito se estime
O Movimento janota.

A onda de Elevação
De São Carlos a Freguesia
Merece a nossa atenção
E sorrisos de cortesia.

Rosa Silva
("Azoriana")

O/A comediante

leao.jpg

leoa1.jpg


C.B.S. O Leão que
me parece
Ser bonito e deslumbrante,
Lembrei-me que talvez
desse
Para ser comediante.
 
R.S.De dia e
quando anoitece,
Bem podia ir avante
A comédia que
aparece
Sem que haja semelhante.
 
C.B.S.Meu Marquês
apenas tece
Um terror que me aborrece
Andar com roupa no
chão!
 
R.S.Por causa do
Carrapato,
Veio à cena novo Acto:
É CADELA em vez de
cão!!!
 
C.B.S.Clarisse Barata
Sanches
R.S.Rosa Silva
("Azoriana")

Parabéns!

Planeta-Sol

Ao meu comentador assíduo, e
amigo, com um grito de Parabéns!

15/05/2009

Parabéns lhe
dou na data,
Que se impõe vir de gravata,
Para os anos
festejar;
Se for firme a despedida
Fico eu muito
sentida:
Prometa que irá voltar.

Hoje é um dia de
festa,
E o "Fisga" já se apresta,
Para a comemoração:
Se
reúnem os amigos
Dos mais novos e antigos
Cantando em
ovação.

Eduardo nos visita,
Sua amizade é bonita
E nos dá
bom incentivo.
Não nos deixes, por favor,
Volta com muito
fervor
Neste dia tão festivo.

Da amiga da Terceira
Nesta
prenda verdadeira
Manda um abraço apertado.
P'ra ilha do gado
bravo
Trago esse lindo cravo
E que Deus fique a teu
lado.

Rosa Silva ("Azoriana")

V aniversário de «Frases e Poemas»



3 de Maio de
2009

Fizeste o quinto aniversário
No véspera do que
festejas
Mais um ano no calendário
Espero que bem
estejas.

A ver p'la boa inspiração
Que nos faz ficar
contentes
Iluminas nosso coração
Com os poemas
presentes.

Eu não esqueço de ti,
Nem da tua amizade;
Cada
um sabe de si
E bate sempre a saudade.

Saudade e
amizade,
Andam sempre lado a lado,
E chega uma certa
idade
Que nos mantém em cuidado.

A amizade virtual
Com
verdade e carinho
É como se fosse real
E segue um bom
caminho.

A saudade quando aperta
Prova que há
amizade;
Neste verso já desperta
Um sorriso de
verdade.

Parabéns em duplicado
Para o blog e para
ti:
Recebe abraço apertado
Da amiga que tens aqui.

Fico
espreitando a resposta,
No despontar de algum dia;
Minha quadra
fica exposta
Com desejos de alegria.

Rosa Silva
("Azoriana")

«Luana», o blogue da poetisa Gabriela Silva

Divulgo a
correspondência entre Kathie Baker e eu, para vos
relembrar um blogue que merece a minha/nossa visita porque é da
autoria da poetisa florentina - Gabriela Silva, e que contém uma Homenagem muito linda à
falecida mãe. A minha resposta está em inglês:

Dear
Kathie,

The tears stream down my face...

I love you and
your friend just because you are special women. I'm not so special. I
don't live so well as the older woman did.

Give Gabriela Silva
my regards, hugs & kisses and congratulate her for that wonderful poem
and the story of her mother's life. Elisa was a great woman who
brought happiness to all around her.

My wish is for Elisa that
rest in peace near God! And I wish Gabriela all good things and thank
God she's a good daughter to remember the world the power of a
MOTHER.

Thank you, my dear friend, Kathie. Thank you for making
me think.

Rosa Silva
("Azoriana")

__________________________________________________
De:
Katharine F. Baker
Enviada: qua 13-05-2009
Assunto: Blogue da
poetisa Gabriela Silva.

Homenagem de Gabriela à
mãe recém-falecida.


Kathie.

O Leão que é Leoa

Esta do cão que afinal é
cadela
já é tema das conversas de meio mundo lol, lol. Ainda bem
que apareceu esta quase anedota para divertir a minha casa, a ilha e
arredores. Até já recebo sms de longe, lol. E a ver pelos primeiros
comentários, este tema vai ter "pano para mangas", ou melhor, risos e
gargalhadas. Prontos... Assumo que NÃO sabia ver o sexo dos animais...
hehehehehe. Mas agora fiquei alerta, só que um pouco tarde
:)

Eu já choro de tanto rir... Oxalá não venha a chorar porque
quem muito ri, chora... E viva a alegria da cadela que foi cão durante
6 meses...looooool

Agradecimento à administradora de "Poesia Portuguesa" blog

E por tudo o que se faz
A bem do que é natural
Que ninguém seja capaz
De plagiar o original.


Rosa Silva ("Azoriana")


Este é parte do meu comentário após ter autorizado a divulgação das quadras do artigo anterior alusivas ao artigo do blog "Menina Marota" cujo lema é "Um por todos, TODOS por UM", no blog "Poesia Portuguesa".

Notei, com agrado, que a administradora do blog "Poesia Portuguesa" coloca os nomes e/ou alcunhas (apelidos) correctamente seguindo as dicas que são dadas.

Cabe-me agradecer-lhe e desejar que realmente se consiga alertar o mundo para que se "Diga Não a Plágio"! É este o slogan encontrado numa imagem publicado no blog referido.

Cantigas da cadela com nome de cão: Leão!

cadela.jpg


Eu já sei que não sou
cão,
E meu focinho indica,
P'ra dona sou o Leão
E meu nome assim
fica.

Nada tenho a lamentar;
Tenho mimos de alguém.
A
quem meu nome mudar
Não vou ladrar muito bem!

Já instalei a
confusão
À Casa da Azoriana
Quem me pôs nome Leão
Provou que
a dita engana.

Seis meses não são um dia,
Muitas horas eu
fui cão;
Não quero dar agonia
À dona de coração.

Seja
feita a vontade
Da dona deste meu tecto:
Cadela sou, de
verdade,
E Leão sou por afecto.

Esta cena bem
contada
Dava a grande anedota...
Por agora sai rimada
E meu
riso já se nota.

2009/05/14
"Leão"

Versos são - Picos d'Azoriana!

Moro em terra pouco
firme,
Com balanços e tremuras,
E não há quem me afirme
Que
as suas são mais seguras.

E no meu jardim de rosas,
Do qual
meu nome faz parte,
Nem sempre são amistosas
Mas aos picos
chamam arte.

Na arte com que me coso,
Se de rima já sou
feita,
Há sempre um "pico" teimoso
Para a rima que me
espreita.

E se de picos me encanto,
Desde o nascer do meu
verso;
Noutros há que sai o pranto
Pelo Pico que é
submerso.

Volta Pico, bela montanha!
És da ilha que me
invade
A saudade, que é tamanha,
Do tempo de outra
idade.

E de picos eu me tinjo
Aqui e em qualquer
semana;
Mas é certo que não finjo
Os picos d'Azoriana!



Rosa Silva
("Azoriana")

Ainda sobre Plágio: "Um por todos, TODOS por um" in blog «Menina Marota»

Será que em alguma vez
Eu plagiei, sem querer?!
É a dança dos porquês
Que rondam o meu viver.

Se da rima me abeiro
Em constante explosão
É porque lhe sinto o cheiro
Que me rega a inspiração.

Mas de palavras sou fraca,
E de saber muito menos;
Não gosto de quem me ataca
Quando os erros são pequenos.

Se há plágio intencional
Deve ser denunciado
Porque o autor afinal
É que se sente lesado.

E quem por norma indica
A fonte e nome da obra
Bem consigo sempre fica
E nada então se cobra.

Mas quem deturpa o texto
E o valor cultural
É como roubar com cesto
Sem fundo intelectual.

Rosa Silva ("Azoriana")

Identidade

Interessa-me reter alguns artigos da Lei que estabelece o Código do Direito de Autor e Direitos Conexos, que encontrei divulgada no blog de Rogério Martins Simões "Romasi", intitulado "Poemas de Amor e Dor":

O direito de autor é reconhecido independentemente de registo, depósito ou qualquer outra formalidade. (Artº 12º - LEI 16/2008, de 1/4)

O autor pode identificar-se pelo nome próprio, completo ou abreviado, as iniciais deste, um pseudónimo ou qualquer sinal convencional. (Artº 28 - LEI 16/2008, de 1/4)

(...) Ninguém pode usar em obra sua o nome de outro autor, ainda que com autorização deste. (...) (Nº 3, Artº 29º - Lei 16/2008, de 1/4)

Ler mais aqui...


Dados a ter em conta:

Nome abreviado: Rosa Silva

Complemento, entre parênteses, do nome abreviado, alusivo ao título do blog, com aspas: ("Azoriana")

Pseudónimo: Cidália Miravento

Se quiserem divulgar algo da minha autoria basta pedir e, após consentimento, colocar nome abreviado com ou sem o complemento. É preferível levar com o complemento.

Mais informo que se encontrarem algo no meu blog que mereça o vosso reparo e/ou correcção é favor escrever-me imediatamente para proceder à correcção e/ou esclarecimento devidos. O que escrevo, na maioria dos casos, é espontâneo e repentino e não foi sujeito (nalguns casos) a verificação por parte de alguém mais habilitado. O que escrevo dura enquanto durar e só tenho pena do que está na internet para o papel não passar. Mas quem sou eu afinal?! Uma escritora com um ideal? Ou uma bloguista da ilha Terceira? Quem faz fé no que escrevo é a quem eu muito devo. Que seja por vós amada na minha escrita rimada, porque o amor é um bem querer mesmo que seja a escrever...

Por norma, refiro sempre a autoria de algo que publique de outrem e/ou a fonte com uma hiperligação, caso encontre on-line. Também agradeço sempre a mesma atenção que fazem com o que de meu encontrem. Levar o que escrevemos é uma coisa, porém deturpar é outra. Acho muito triste o que Rogério Martins Simões está a passar...

Por último, julgo que o meu selo é inimitável e talvez seja único. Confirmam?



Respeite os direitos autorais.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ao poeta e amigo Rogério Martins Simões

No rodapé do actual
template do meu blog, cujo início data de 9 de Abril de 2004
(completou cinco anos), existe uma frase permanente que optei por
colocar porque NÃO concordo que se apoderem do conteúdo dos
artigos (post's) originais, deturpando ou omitindo o nome - Rosa Silva
- ou alcunha escolhida - "Azoriana", por ser natural duma
ilha dos Açores/Azores. Esta alcunha pode ser adoptada por outras
açorianas. Se está com "z" em vez de "ç" deve-se
ao facto das cedilhas serem, em algumas situações, consideradas
caracteres especiais e transformadas em símbolos. Se for colocado Rosa
Silva junto de "Azoriana" com aspas, está tirada a dúvida no
caso de suspeita de plágio:

Se pretender algo deste blog
peça que eu dou. Sem pedir é plágio e plágio é crime.


Ora
vem esta lembrança a propósito de um e-mail e dos artigos/comentários
de Rogério Martins Simões "Romasi", autor do blog "Poemas de Amor e
Dor", com um histórico dos
plágios
de que foi vítima.

Já era noite quando li o
comentário
dele colocado no meu artigo de 11 de Maio
2009.

Através do telemóvel fui logo ler o artigo dele para
saber porque me chamava... Li e reli. Comoveu-me. Senti uma vontade
enorme de lhe responder mas não conseguia porque as tecnologias exigem
que tenhamos saldo para completar uma acção. Fiquei a remoer neste
assunto por um bocado e lembro que quando escrevi a homenagem a
Rogério Martins Simões (e seu pai) foi mesmo de coração, justamente e
em vida. É um homem sofredor, um poeta de valor. Não se agrave o seu
sofrimento e dê-se-lhe o devido valor divulgando a sua poesia, quer
seja com o nome, quer seja com o "Romasi", mas nunca omitindo a
autoria e/ou a fonte.

Sempre gostei desta bonita combinação Ro
- Rogério, Ma - Martins, Si - Simões. Agora
imaginem qual não seria a sua dor se eu, que me chamo Rosa -
Ro, Maria - Ma, Silva - Si, resolvia plagiar tal
combinação?! Seria um crime medonho. (Só que ainda falta um
complemento Correia, que raramente revelo). No entanto,
aquela era uma combinação semelhante. Mas não! Há formas de se saber
se as combinações já existem, através dos motores de pesquisa mais
abrangentes. Portanto, não há desculpa para plágios.

Quem é que
gosta de ver nem que seja uma frase, pensamento, poema, artigo seus
assinados por outrem??

Compreendo e estou solidária com Rogério
Martins Simões na sua dor. Peço é que não agrave a sua dor com mais
esta dor. Peço que não nos deixe. Eu sei bem o que está a sentir e já
quase destruí o meu blog. Valeram-me as pessoas amigas com a força da
amizade.

Um conselho que deixo: Se querem divulgar a poesia de
alguém façam-no porque é prestigiante mas não esqueçam de colocar os
devidos créditos porque a lei fez-se para ser cumprida e tentem
rectificar o que descobrirem que está contra a mesma.

Antes,
assinava apenas com Azoriana mas mudei a assinatura precisamente para
evitar a confusão e a dor que faz um plágio.

Amigo Rogério
Simões, que Deus lhe devolva a paz que bem precisas. A Rosa dos
Açores
(que podem ser muitas) está contigo nesta hora turbulenta.
O teu alerta servirá para todos que estamos nesta rede que tem coisas
boas e más...

Que vença sempre a verdade!

Um abraço
da

Rosa Silva ("Azoriana")

Parabéns, filha!

Neste chão de terra viva,
Que me faz sentir pessoa
Da ilha que me ecoa,
Há uma força objectiva.

Faço a data tão festiva,
Porque em mim tudo entoa;
Ecos dum tempo que voa
No prazer da narrativa.

Faz anos a minha filha
E no seu rosto hoje brilha
O sorriso da nascença!

Não deixa de ser quem era
Mas a nova primavera
Marca o ano da diferença.


tradicao6.jpg
Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Desenho sonetos

"Fala Quem Sabe", brevemente em São Carlos

Cartaz1.jpg


O
Movimento de Elevação de São Carlos a Freguesia
em parceria
com o Grupo Desportivo e Recreativo de São Carlos apresenta o
espectáculo "FALA QUEM SABE", no próximo dia 22 de Maio,
pelas 21h00, na Sede do GDR de São Carlos.
Trata-se de uma
produção da Azor Waves com o apoio da empresa Angra Flor. A entrada é
gratuita.

Roberto Borges, Hélder Xavier e Paulo Costa
são os três actores do espectáculo "FALA QUEM SABE", onde
encarnam as personagens Ramiro Tarraçada, Batista Almada e Manuel
Silveira
, três lavradores que começaram por se encontrar em redor
de uma mesa para falar de política, dietas das mulheres, televisão,
carrinhas, tractores e muito outros assuntos...

Eis o
Cartaz!

O poeta Euclides Cavaco estará a 16 de Maio, em Aveiro

poeta_euclides.jpg

Um soneto de Renã Pontes que carinhosamente agradeço

JARDIM DE INVERNO 

Dedicado - com carinho - a distinta poetisa Rosa
Maria, de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira - Açores.

____________________________________________

Por Renã Leite Pontes - de Acre - Brazil

Rosa Clarpúnia, a flor de Júlio César,

formosa Cláudia, o lírio de Pilatos.
Lindas mulheres , mas, exemplos natos...

foi bem por eles que eu ousei casar!


Lá nos Açores há rosas e extratos

que mandam brisas letras pelo mar,
com poesias pela água e ar,

pois nos Açores, brisas são regatos.

Se julgarmos por esta sua Filha,
é a Ilha Terceira, a maior ilha,

em paz, cultura e em civilidade...


Rosa Maria traz-nos, com seus versos
seus amores profundos, submersos,

para a mais fina flor da
claridade.

Santo Amaro do Pico: Mar de Amor

Santo Amaro - imagem de Célio Melo

Ó meu lindo Santo Amaro
De meu pai e meus parentes
Quando agora em ti reparo
Saudades tenho presentes.

És a conchinha de amor
Com o cheiro da maresia
O mar é o teu fervor
Numa espuma de alegria.

Ai quem pudesse voltar
Num abraço a desejo
Para cantar esse mar
Que vos dá salgado beijo.

O sossego e a beleza
Que senti e vi outrora
São vossa maior riqueza
Que dá pena vir embora.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Dedicado a Célio Melo e restante família

Ó cidade encantada

Heráldica. Imagem do site CMAH

Ó Angra dos meus
afectos,
De basaltos, intelectos,
Que se voltam para o
mar...
Dos veleiros da saudade,
Que vagueiam à vontade
E se
atracam ao luar.

Ó cidade rica de vida,
Cristalina e tão
querida,
Uma conchinha de amor,
Onde passeia o luar,
E as
estrelas a brilhar
Constelações de fulgor.

Tenho a doce
esperança
Que um pezinho de dança
Do Folclore
Açoriano
Recheia o centro de praça
Da alegria que passa
Na
festa de cada ano.

A menina dos Açores,
Se veste de
multicores
E baila com sua irmã,
Porque Angra e a Praia
Sabem
rodar sua saia
Ao despontar da manhã.

Ó cidade
encantada
Que trago no coração
Por vós seja sempre amada
Na
Festa do seu Verão.


Rosa
Silva ("Azoriana")

Maresia do pensamento

I
Na minha
simplicidade,
Que é diferente de humildade,
Vejo o mundo a
ruir...
Tenho pena de assim ser
E de nada se saber
Do alcance
do porvir.
II
Sou crente numa oração,
Que Deus nos ensina
então,
Mal abrimos o olhar:
Pai-Nosso que estás no
Céu!
Repetido na voz de ilhéu
Que gosta de assim
orar.
III
Sei que o desconhecido,
É um fruto
proibido,
Muito mais apetecível;
Leva tudo à nossa frente
E
até o maior crente
Passa por ser insensível.
IV
Sou devota
quanto baste,
Embora Dele me afaste
Ferindo sua Doutrina;
Mas
Nele estou a pensar,
Com rima tento abraçar
Sua Face
cristalina.
V
Quero erguer a minha prece,
Pelo mundo que
padece
Pela sua própria mão;
Porque Deus sempre perdoa,
Se a
dor de uma pessoa
É exposta num Perdão!
VI
A minha dor
sempre existe,
Muita vez eu fico triste,
Por não ter sido
melhor;
O passado está feito,
O presente é refeito
Mas virá
tempo pior.
VII
Nem sempre a dor é um pranto
Se a fé no
Espírito Santo
É seguida com ternura:
Sobrevoa o
pensamento,
A força do Seu talento
Dado a cada
criatura.
VIII
Porque sou nada in Terceira,
Tenho sempre à
minha beira,
Os ecos doces da Mãe,
Que deu tudo por seu
Filho
E nos lega tanto brilho
Da riqueza do Além.
IX
Quem
me dera um dia ver
A mãe que me deu o ser,
Junto da Mãe
verdadeira,
E meu pai também ao lado,
Com um sorriso
rasgado
Abraçando sua «Roseira»!
X
Agora estou a
chorar,
Como se fosse o mar,
Em dia de nostalgia;
Ergo ao Céu
minha oração
Que se fez verso canção
Para honrar quem me
vigia!

Rosa Silva ("Azoriana")

Avé-Maria! (À ilha Terceira)

Terceira, em redondilha,
Louvo enquanto
viver
Por ser a mais bela ilha
No Terreiro a conviver
E no
arco da rosquilha
Canta com maior prazer.


És a ilha dos Açores
Onde a Tourada tem fama,
E
se juntam Cantadores
Com improviso em chama,
Desafiando os
valores
Deste belo panorama.

O nosso torrão é berço
Da Cultura Popular,
E onde se
ergue o Terço
Em frente do Santo
Altar.

Terceira dos
arraiais,
Do Carnaval e da gente,
Das festas
tradicionais
Onde a ementa é presente
Com sabores
especiais
Num abraço repetente.

Jamais nos podem tirar
A raiz da Cantoria,
O
amor e o paladar
Presentes no dia-a-dia
E a rima do luar
Que
canta: Avé-Maria!

Rosa Silva
("Azoriana")

Respeite os direitos autorais.

Ao "Hino à Mãe", de Euclides Cavaco

"Hino à Mãe" é uma
oração
Que Euclides eterniza;
É feito de coração
Onde o amor
tem baliza.

E eu leio satisfeita
O que também posso
ouvir;
A melodia é feita
Num doce tom a seguir.

"Hino à
Mãe" é doce preito,
É um cântico profundo,
E que nos faz bom
efeito
Por ser a Mãe, nosso mundo.

No silêncio vou
seguindo
Cada verso do jardim,
Que Euclides vai
construindo
Para a Mãe, a Flor sem fim!

Grande abraço
da
Rosa Maria

Quando toca à vocação, cada um com seu quinhão...

Hoje LOUVO a
vocação
De quem cuida de idosos.
Merecem um bom
quinhão,
Nobres actos, tão bondosos.

Quem abraça a
Geriatria,
E faz dela bom percurso,
Ganha logo a simpatia
De
quem já não tem recurso.

Peço perdão ao Bom Deus,
Por na
área ter fraqueza:
Não consigo ver os meus
A sofrer numa
marquesa.

Cada qual tem uma missão,
Neste mundo
passageiro,
Dignifica a vocação
Quem a segue por
inteiro.

LOUVO os bons profissionais
Da Saúde se com
sorriso
Os servem cada vez mais
Como flores do
Paraíso.

Quando um doente agradece
Alívio à sua dor
Um
sorriso resplandece
No rosto do cuidador.

E quando a lágrima
lhe cai,
Como a minha tanta vez,
O sorriso já não sai
E
enruga a nossa tez.

Lembro da Virgem Maria
Que sofreu junto
da Cruz...
Viu com mais alegria
O renascer de Jesus.

O
sofrimento de um dia,
Causa grã consternação,
Por isso há mais
valia
Em quem nele deita a mão.

E na seara da vida

trigo e muito joio:
A velhice será vencida
Por quem lhe der mais
apoio.

Há quem tenha aptidão,
P'ra cuidar desta
seara:
Que faça com prontidão
Aos velhinhos boa
cara.
Floresce na vocação
O que um dia Deus depara!

Rosa
Silva ("Azoriana")

Enquanto se canta o mal se espanta...

Olho na
raça


Ando com olho na raça
Que se chama de
"carraça"
E povoa os caninos;
Agarram-se com tal pressão
Que
lhes fazem comichão
E provocam desatinos.
Agora já os
conheço
E deles vou dando cabo...
Acho é que não mereço
Catar
à roda do rabo.

Esses bichos são teimosos,
E em nada
generosos,
Porque ferem o animal;
É um dó ver o "Leão"
Que
tem focinho de cão,
Com esta dor anormal.
Já pensei pô-lo de
molho,
Só a cabeça de fora,
E abrir bem o meu olho
A ver se
eles vão embora.

Não pensei gostar de um cão,
Com tamanha
gratidão,
Pelo zeloso serviço;
Mal uma folha levanta
Na
defesa se agiganta
E ladra por causa disso.
O pêlo fica em
flecha
E nada posso empatar
Se apanhar uma brecha
Ataca quem
lá pisar.

Aos donos ele dá beijinhos
E oferece
carinhos
Com as suas lambidelas;
É um bom despertador,
Que
corre no corredor
Assinando com mijadelas...
Há que levar tudo a
rir,
Embora cause aflição,
O que virá a seguir
Pró meu
querido "Leão"?!

Rosa Silva ("Azoriana")

Esta cena não é para
brincadeiras mas experimentem cantarolar com a moda das nossas
"Velhas" tradicionais e até dá para apaziguar o problema real. Tudo
esta cantoria nasceu derivado ao "post" da amiga Joanina da
Califórnia
que se tornou uma fiel guardadora de gatos. Como será a
tradução desta profissão "amaricana"?! Ela irá traduzir, tenho a
certeza, quando lhe sobrar um tempinho dessa azáfama real e cansativa.
Mas há um ditado que diz: "Quem corre por gosto não cansa", só que nem
sempre a corrida está livre de espinhos, ou melhor escrevendo, de
pêlos de gato... :-)

Saudade do "Cantador"



Ando eu na "Cantoria",
Calada segue em
escrita
Mas mais dia, menos dia,
Terei que cantar a
dita.

Saudade do "Cantador",
Que no blogue já
cantou,
Mas para meu dissabor
Bateu asas e voou.

A culpa
foi toda minha
Que logo o quis conhecer
Perdi a destreza que ele
tinha
E deitei tudo a perder.

Limadas suas
cantigas,
Vinha sempre no tom certo
E nas respostas
amigas
Nunca quis ser descoberto.

Eis que aparece o
"Pardal"
Do Carnaval cantador;
Assim que viu o sinal
Surgiu
verso a rigor.

E eis que o comentário
Vem como a
incentivar:
Desafia meu diário
Para com ele cantar.

"Desconhecido" assina
Minha rima
predilecta
E nem sequer desafina
Na resposta assaz
correcta
.

Veio então à minha mente
O tal "Cantador"
d'outrora
Ficaria tão contente
Se com ele cantasse
agora.

As portas da minha casa
Abertas, de par em par;
A
Cantoria se atrasa
Em aos Folhadais chegar.

A melodia que
tenho,
Dá bom mote ao ensaio;
Vou fazê-lo com empenho
Nas
cantigas deste Maio.

Rosa Silva ("Azoriana")

"Vozes da Ilha" em CD

São três vozes a cantar
O Folclore
Açoriano
Com um toque exemplar
Num compasso
soberano.

Charamba e Lira a
seguir,
Chamarrita e o Samacaio,
Pezinho
gostei de ouvir
E na Branca Flor eu caio.

E as
Velhas do «Pardal»
Que canta bem afinado
Não as deixa
ficar mal
No seu verso emendado.

Olhos Pretos e
Suspiros
Dão uma volta à Saudade
Doce
Esperança
nos papiros
Do regresso à mocidade.

E finda na
Cantoria,
Afinado instrumental,
Que me fará
companhia
Numa noite original.

Agradeço estas flores
Que
recebi com empenho
São da ilha dos Açores
Que aplaude o seu
engenho.

Trazem a dedicatória
Que guardo com um sorriso
E
me fica na memória
Como quadra de improviso:

"Recebe
este Ramo de Espigas
Que é Fruto do meu Regaço
Que todas estas
Cantigas
Para ti sejam um Abraço.
"
- F.Lima (O
Pardal)

Muito obrigada eu fico,
Pela quadra especial
E
com esta do meu bico
Abraço o grupo em geral.

Rosa Silva
("Azoriana")

Quadras da minha pena...

Eu tenho uma pena
infinita
Da vida ser uma morte
A outra Vida se fita
Se não
der má paga à sorte.

Mas a pouca sorte que tive
À mistura
com desditas
Faz com que agora prive
Com as horas mais
aflitas.

Quem morresse a cantar
Ao teu lado, meu amor,
E
assim pudesse estar
Como num jardim em flor.

Tenho pena da
partida
Que o berço nos anuncia
E no regaço da vida
Corre,
corre até um dia.

De que vale ter o mundo
Inteiro na nossa
mão
Se a morte, num segundo,
Nos leva tudo então.

Que
estas linhas cantadas
Sejam a eterna alegria
Feita de quadras
rimadas
Na pedra que me vigia.

Rosa Silva
("Azoriana")

Venham visitar



Sou de Maio, cantadeira.
Estou pronta pró
Pezinho,
Que na bela ilha Terceira
Anima qualquer
caminho.

Dia do Trabalhador,
Na Casa da Azoriana,
Tem
logo um melhor sabor
Colado ao fim-de-semana.

Para quem p'ra
mim olhar
Tem de me dar um sorriso
E se me quiser cantar
Tem
que ser ao improviso.

Canada dos Folhadais
Estreando a
Cantoria
Que vai hoje nos beirais
P'ra celebrar o Bom
Dia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Comentário da
Joanina:

Esta asseadíssimo o teu Maio, "monssa"!!! Eu também
fiz um... Já que aqui não há papas grossas, olha, que pelo menos haja
um Maio para alegrar


Comentário de GiraFlor:
Cá para
nós.... o mês de Maio é o melhor (: *


Comentário de
Fisga:
Sim senhora. Bela homenagem ao dia do trabalhador.
Obrigado amiga, Rosa, pela sua lembrança. Eu adicionei aos meus
favoritos Para mais tarde recordar. Receba um Grande abraço deste seu
amigo Eduardo.

Dia do Trabalhador e dos Maios

Venham ver o "Maio" da Azoriana e se reunirem os atributos que estao definidos, façam o favor de me presentear neste dia que começou com sorrisos da cantadeira. Rs, rs!!