Quem pudesse derrubar
O topo da dor tamanha
E um dia lá voltar
À ilha da grã montanha.
Metade dos ecos dados
Trazem o mar por inteiro;
Outros me foram doados
Pelos ares do terreiro.
Lembro o eco dos avós,
No coração bem guardado;
Trago ancorada a voz
Ao cais do tempo passado.
Que saudade do amparo
Da minha gente amiga
Do orago Santo Amaro
Que o mar em si abriga.
Canto agora baixinho
A saudade do luar
Da concha que acarinho
Sempre beijada p'lo mar.
Esse mar em mim vagueia
Na brisa do pensamento
E desde cedo semeia
Baladas de Miravento.
Ó meu pai se estás no céu,
Pede pela tua filha:
Foste do Pico ilhéu,
P'ra que eu fosse da ilha;
Faz com que eu a reveja
Numa onda de poesia
E que em frente à sua igreja
Me comova de alegria.
Rosa Silva ("Azoriana")
Cidália Miravento
Cidália era o nome que meu pai queria para mim. Ganhou a minha mãe que me fez ser Rosa.
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Ver imagens de Santo Amaro da ilha do Pico no blog "Beijós - Cinco Aldeias"
A Santo Amaro da Ilha do Pico - «Baladas de Miravento»
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SAUDADES QUE NOS MOTIVAM
ResponderEliminarSanto Amaro do Pico
As saudades com que fico,
Sempre que ao longe te vejo
Ou ouço de ti falar,
Encantaste-me à primeira
Na tua concha soalheira
E gravaste-me o desejo
De em breve te visitar.
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By Willoughby
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Maravilhoso Blogue!
Gostei imenso...
Parabéns e boa continuação...
As Saudades são eternas
ResponderEliminarE com a sua visita,
Afável e ternurenta,
Torna ainda mais bonita
A letra que ora assenta.
Um artigo vou erguer
Eternizando o momento
Para sempre puder ler
«Saudades» do seu talento.
Excelent! Obrigada!