Cantar por escrito...

"Galanta" foi cantador
Que agora já não canta?!
Neste
verso acolhedor
A minha voz se levanta.

E grande foi a
surpresa,
Dos cantares que ali vejo,
Pois mostram a realeza
Das cantigas a desejo.

Da bloguista Azoriana
Vai um abraço e um sorriso:
É raro numa semana
Não "cantar" de improviso.

Minhas cantigas escritas
Têm uma das nossas cores
Se hoje aqui não as fitas
Mas creia que são dos Açores.

Da ilha Terceira em festa,
Com os cantares do Pezinho,
Não há outra como esta
Para a carne, pão e vinho.

O Bodo está a chegar,
Em torno da nossa ilha,
Para o povo presentear
Com o cantar da rosquilha.

Ó rosquilha abençoada,
Que cantas de mão em mão
Serás por mim idolatrada
Junto do bom canjirão.

Na despensa canta o vinho,
Da boca sai o refrão:
Neste verso acarinho
Quem dele faz a oração.

Uma oração ao Divino,
Improviso nesta hora,
Neste cantar todo fino
Da boca de uma senhora.

E se vier a resposta,
Do Galanta, por escrito,
Podem crer que fica exposta
No blogue em que medito.

Azoriana se despede
Com um sorriso veloz
E desculpas ora pede
Por algum erro de "voz".

Bravo, bravo minha gente,
Dos pilares da Terceira,
Sóis dos versos a nascente
Da cantiga a sementeira.

Rosa Silva
("Azoriana")

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