Enquanto se canta o mal se espanta...

Olho na
raça


Ando com olho na raça
Que se chama de
"carraça"
E povoa os caninos;
Agarram-se com tal pressão
Que
lhes fazem comichão
E provocam desatinos.
Agora já os
conheço
E deles vou dando cabo...
Acho é que não mereço
Catar
à roda do rabo.

Esses bichos são teimosos,
E em nada
generosos,
Porque ferem o animal;
É um dó ver o "Leão"
Que
tem focinho de cão,
Com esta dor anormal.
Já pensei pô-lo de
molho,
Só a cabeça de fora,
E abrir bem o meu olho
A ver se
eles vão embora.

Não pensei gostar de um cão,
Com tamanha
gratidão,
Pelo zeloso serviço;
Mal uma folha levanta
Na
defesa se agiganta
E ladra por causa disso.
O pêlo fica em
flecha
E nada posso empatar
Se apanhar uma brecha
Ataca quem
lá pisar.

Aos donos ele dá beijinhos
E oferece
carinhos
Com as suas lambidelas;
É um bom despertador,
Que
corre no corredor
Assinando com mijadelas...
Há que levar tudo a
rir,
Embora cause aflição,
O que virá a seguir
Pró meu
querido "Leão"?!

Rosa Silva ("Azoriana")

Esta cena não é para
brincadeiras mas experimentem cantarolar com a moda das nossas
"Velhas" tradicionais e até dá para apaziguar o problema real. Tudo
esta cantoria nasceu derivado ao "post" da amiga Joanina da
Califórnia
que se tornou uma fiel guardadora de gatos. Como será a
tradução desta profissão "amaricana"?! Ela irá traduzir, tenho a
certeza, quando lhe sobrar um tempinho dessa azáfama real e cansativa.
Mas há um ditado que diz: "Quem corre por gosto não cansa", só que nem
sempre a corrida está livre de espinhos, ou melhor escrevendo, de
pêlos de gato... :-)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada pela visita! Volte sempre!