Destaque: Parada de Gonta & Grupo do Tacho

Um comentário recebido e que agradeço muito. Merece vir à tona:


 


O Tacho cantou também,

Nesta data que se atesta,

Não serviu o fim que tem,

Demos-lhe folga pr'a festa.



Não houve videos nem acta,

Vinho ou comida saborosa

Mas, no pensamento da malta,

Esteve com certeza a Rosa.



Foi uma festa diferente,

Que prometemos repôr,

Porque a malta esteve ausente,

Mas vai dar-lhe o seu valor.



Com um cheirinho a Natal,

E o Zé Carrapato presente,

Teremos festa total:

-Que ninguém esteja ausente!




Parabéns ao Grupo do Tacho e à Azoriana pelo trabalho fantástico que tem feito e pela Amizade!

CAH



Agradeço novamente

Tamanha delicadeza;

Na volta, belo presente

Dessa terra portuguesa.



Aguardemos o Natal

Com um desejo sincero:

Seja a festa triunfal...

Por ela também espero.


 


Abraço


Rosa Silva ("Azoriana")

4º Blog Day 2008

Blog Day 2008


 


A Joanina traduziu

E enviou para 5 blogs



Vou imitá-la

Nesta bonita comemoração!


 


Virtual Realidade


Fábulas


Toiros da Casa Agrícola José Albino Fernandes


Eu existo


Sentimentos

Continhas de Luz



Canto as Continhas de Luz,
Na mão da Virgem Pura,
Dão ao Coração de Jesus
O brilho da formosura!






Nossa Senhora dos Milagres da Serreta


 



Canto as Continhas de Luz,
São os versos de Maria,
Que viu o Filho na Cruz
A sofrer tanta agonia.


Na mão da Virgem Pura,
Luz o nobre sentimento
Que na Sagrada Escritura
Teve o Santo Nascimento.


Dão ao Coração de Jesus
Os versos da Salvação
Sua Paixão nos conduz
À gloriosa Estação.


O brilho da formosura
Que transparece, de facto,
Só pode ser da ternura
Que nos dá o seu Retrato!


Rosa Silva ("Azoriana")



Desgarrada - Surpresa



DESGARRADA DE ALÉM MAR

São laços de amizade,

Nos Cânticos de encantar

Num blog rico de verdade!



Clarisse Barata Sanches



De uma flor do rio Ceira

Chegam uns versos bonitos

Que pousaram na Terceira

Por entre os meus escritos.



Ponho-me agora a olhar,

Pois nasceu-me um jardim:

Desgarrada de Além Mar

São flores dela e de mim.



Esquecidas por entre marés

Sem terem quem lhe bote mão,

Estendidas de lés-a-lés

À espera da edição.



E com divina vontade

Nossa Esperança não pereça

E que ao fruto da amizade

Tudo de bom aconteça!



Rosa Silva ("Azoriana")



Página musical de António Severino


 


Ao clicar no link da imagem supra irá ter acesso à páginal musical de António Severino, natural e residente na vila das Velas, ilha de São Jorge - Açores. Encontrarão todo o seu historial poético-musical.



António Severino diz que não tem nenhuma formação musical, limita-se a colocar a melodia que as palavras já têm conforme o seu significado. Mas há um segredo para tudo e neste caso também o há. Melodia e palavras num abraço de harmonia de um poeta velense.


 


E com o amor de ilhéu

Que favorece a poesia

Parece que se fez no céu

O tom de cada melodia.



São retalhos de um velense

Compositor de tais canções,

Ao Tributo ele pertence

Para encantar corações.



Numa onda de magia

Que balança sobre o mar

Para trazer harmonia

Há um verso a vibrar.



São hinos que nos transportam

Às ilhas mais encantadas;

São baladas que aportam

E nos ficam ancoradas.



Rosa Silva ("Azoriana")

Já se contam as passadas... (1)

Na chama de um teclado atiçado pelos dedos incansáveis, a noite de sexta-feira, última do mês de Agosto, caía devagar. Que pena que não ouço ninguém chamar-me. O telefone toca mas é engano. Tudo se confina ao jogo que um rosto sorridente apresenta aos presentes numa sala curta e estreita. E eu embrenhei-me no teclado, olhando de soslaio para o silêncio da noite...



- "Então que contas? Alguma novidade?"


 


- Olá. Novidade. Que novidade?


 


- "Eles querem vir?"


 


- Não sei. A esperança é a última a morrer... Olha lá... Achas que sou egoísta por pensar tanto Nela?


 


- "Egoísta não diria... Bairrista talvez... E o passado deixou-te marcas profundas..."


 


- Isso é mau?


 


- "Depende. Se isso te faz feliz e se te sentes bem, quem sou eu para te condenar."



- Fiquei deveras feliz por me ver lá de novo. Senti-me completa. E queria que o mundo se sentisse como eu quando estou ao pé Dela...


 


- "O mundo?! Ainda achas que há hipótese do mundo ser feliz e completo?!"



- Talvez... Se todos puxassem para o mesmo lado... Mas isso seria monótono ou não?


 


- "O que é para ti ser feliz?"


 


- Ser feliz é não brigar, não gritar, abraçar quem não se vê há muito tempo, matar saudades, regressar ao berço...


 


- "Ao berço?! Mas tu já não és bébé nenhum... Que história é essa..."



- É uma maneira de falar... Regressar ao lugar onde nasci... Rever caras conhecidas que aos poucos foram enevoando...


 


- "Ah, entendo... Sentiste que voltavas ao que eras..."


 


- Porque me dizes isso se nem me conheces?


 


- "Porque o teu olhar diz tudo..."


 


- Achas que sou assim como um espelho de água?


 


- "Por muito que tentes disfarçar está escrito..."


 


- Escrito... Onde? No...


 


- "Não. Não é nesse sítio que estás a querer dizer... É no eco das tuas palavras..."


 


- Será só nas palavras? Numa coisa tens razão, não passam de palavras ao vento que não terão onde cair. Gostava tanto que elas caíssem no papel e na estante da vida...


 


- "Pois é... Nem isso consegues realizar. Tem um mundo inteiro a sonhar e pouco se realiza..."


 


- Porque me dizes isso? Quem és tu?


 


- "Sou o que quiseres que eu seja."


 


- Quem me dera que fosses Ela para alegrar a mim e a tanta gente que também gosta Dela...


 


- "Quem mais gosta dela?"


 


- Tanta gente... E há uma senhora que aprendeu a gostar Dela através do que lhe fui contando...


 


- "Quem? Podes revelar?"


 


- Sim... Vive à beira do rio Ceira... E mais que eu, anda empenhada no eco das palavras ficarem em papel... E não consigo dar-lhe esse gosto... A labuta dela impressiona-me. Eu desisti porque não tenho alternativa alguma...


 


- "Afinal do que falas, mulher?"


 


- Falo do meu e de um livro meu e dela... Tinha um sonho e apareceu outro para ficar também por realizar. E era tudo por Ela e por um passado que me vem à mente...


 


- "Então deixa por conta Dela. Ela se quiser vai ordenar a quem isso toque profundamente no coração... Confia. Não tenhas pressa..."


 


- Mas e se morro antes de os ver nas nossas mãos?


 


- "E quem te disse que não os verás?"


 


- Pois ninguém disse nada... Lá isso é verdade... Achas que devo manter a esperança?


 


- "Alguém vai ouvir-te e ler-te. Terás a resposta. Não é tanto pelo valor das coisas mas pelo valor dos sentimentos. E tu, sem dúvidas, tens o sentimento à flor da pele..."


 


- Pela nossa Serreta...


 


- "Tiraste-me as palavras da boca..."


 


- A Serreta está personificada e santificada pela Mãe... É Ela que move montanhas de fé...


 


- "A fé... Acredita a fé é que realiza sonhos. Confia Nela e no rio Ceira. Perto do rio Ceira tens uma amiga verdadeira e que já te quer bem..."


 


- Eu sei... Já tive provas disso. Ela é uma boa senhora...


 


- "Agora acalma-te e pensa só em coisas boas..."


 


- Sim. Estou pensando que estou louca por chegar a Festa Dela... Aquele mar de gente a cantar no adro...


 


- "Já sei... «Ó glória da nossa terra»."


 


 

Aos amigos do Grupo do Tacho

De ze carrapato a 29 de Agosto de 2008 às 02:03:



Adeus tardes bem passadas

Com vinho branco e com finos

Adeus noites prolongadas

Com bom tinto e os amigos



A partir de agora

E olhar pela rua fora

A chorar a toda a hora

Sem alegria nem carinho

Mas tenho fé

Que vou voltar e abraçar

Todos os amigos e beber

Umas loirinhas com o AGOSTINHO...



Já se acabaram as férias

E as festas de Santa Ana

Mas nunca acabará

O Amor pela nossa AZORIANA




Aquele abraço do amigo Zé Carrapato


 


A resposta:



Aos Amigos do Grupo do Tacho (GT):



Mesmo sem nos conhecermos

É tamanha a admiração:

Quem dera um dia nos vermos

Em Parada ou Região.



A "Zé Carrapato":



Não leve choro consigo,

Leve só muita alegria,

Lembre-se de quem é amigo

E Santa Ana é quem o guia.



Um dia irá voltar

Pra mais um aniversário

O quarto está a rodar

Nas ondas do calendário.



Aos amigos paradenses:



Dia 30 de Agosto

Logo ao virar do dia,

Venha ele com mais gosto

Num convívio d'alegria.



O SAPO também virá

Nesta onda que nasceu:

Há quatro anos está

Atento ao que se deu.



E a Parada de Gonta

Geminou-se com Serreta;

Grupo do Tacho remonta

Ao Canto da tabuleta.



Carlos Henriques e Agostinho

Grandes amigos bloguistas,

Mando abraços de carinho

Daqueles que dão nas vistas.



Do Grupo, sóis fundadores,

Junto com outros amigos,

Prezam a ilha dos Açores

E nossos laços antigos.







Mesmo sem haver jantar,

Que se comemore a data

Num artigo a estrear

Com uma catita acta.



Carlos Henriques, o poeta,

Que p'la Serreta se encanta,

Venha com a predilecta

Quadra cuja rima canta.



A Santa Ana e à Filha,

Vou pedir com mais fervor,

Que vos una a esta ilha

Que vos louva com Amor.



Terceira dos meus encantos,

Viseu do Grupo amistoso,

O Tacho é para uns quantos

O elo mais poderoso.


 


 



 


Parabéns sempre!

Na véspera e no dia comemorativo do 4º aniversário do GT 2008/08/30

Abraços para o Grupo do Tacho

Rosa Maria



In "Arte por um Canudo 2", de Agostinho Silva, de Parada de Gonta - Tondela - Viseu.


GT Nº Convívio - Restaurante e Local: Data Notas
1 Das Bombas Canas Sta Maria 30-08-2004  
2 Santa Maria Parada de Gonta 28-09-2004
3 Toscon Perto de Sevilha 29-10-2004
4 Toscanas Toscanas 26-11-2004
5 Pensão Viriato Viseu 27-01-2005
6 ADRC Parada de Gonta 25-02-2005 Oferta à Azoriana
7 O Típico Santa Comba Dão 12-03-2005  
8 O Sobral Sangemil

Lajeosa do Dão
21-04-2005
9 O Sobral Sangemil

Lajeosa do Dão
19-05-2005
10 Ponto de Encontro Molelos 22-06-2005
11 O Típico Santa Comba Dão 22-07-2005
12 O Tosco Viseu 10-08-2005
13 ADRC Parada de Gonta 30-08-2005 1º aniversário
14 Bar do Estádio Parada de Gonta 29-09-2005  
15 Bar do Estádio Parada de Gonta 28-10-2005 Camisolas
16 Planalto do Dão Silgueiros 25-11-2005  
17 Das Bombas Viseu 27-01-2006
18 Planalto do Dão Silgueiros 31-03-2006
19 Tojal do Moínho Tojal do Moínho 28-04-2006
20 Planalto do Dão Silgueiros 26-05-2006
21 Casal Jusão Silgueiros 30-06-2006
22 Parada de Gonta Parada de Gonta 30-07-2006
23 Não houve Não houve 30-08-2006 2º aniversário
24 ADRC Parada de Gonta 30-09-2006
25 Das Bombas Canas Sta Maria 04-11-2006  
26 Das Bombas Canas Sta Maria 16-12-2006
27 Planalto do Dão Silgueiros 10-02-2007
28 ADRC Parada de Gonta 03-03-2007
29 Planalto do Dão Silgueiros 10-08-2007
30 O Martelo Falorca

Silgueiros
28-10-2007 3º aniversário
31 O Martelo Falorca

Silgueiros
30-12-2007  
32 ADRC Parada de Gonta 09-02-2008

Prenda da Azoriana

CD da SFRS


33 Paródia Valverde

Canas Sta Maria
25-08-2008

Refª à Azoriana,

CAH, Zé Carrapato

(4º aniversário)



 

Mar...

Folga o mar onde me sento e descanso.

A gaivota vem de longe me acordar

E contigo vou cantando verso manso:

Maré viva, índole pura, valsa de mar.



As estrelas nos conduzem num abraço

E nos levam em horizontes de amor

Pelo mundo a paz vai em nosso regaço

E voando, índole pura, graça em flor.






(Deixei-me levar pela melodia dos Tributo - Indole de Mar)

A doce onda dos Tributo da Ilha de São Jorge - Açores

Quem me dera, ó quem me dera ouvi-los por cá assim:


 



 


Tributo - Açores - A PÁGINA!


 


Quem me dera, ó quem me dera!



Canta aos corações

Em novelos de amizade

No eco das multidões

Sóis um hino de verdade.

Canta a cada ilha

Deitadinha sobre o mar

Como se fosse uma filha

Na ternura do luar.



Quem me dera

Ó quem me dera

Este Tributo de amor

Quem me dera

Ó quem me dera

Cantar-te hinos em flor.




Rosa Silva ("Azoriana")

Já se contam as passadas...

Ouço chamar e respondo:



- Quem é?



- "Sou eu."



- Eu, quem?



Nisto, o telemóvel dá-me o "canto das cagarras" e fico sem saber quem me chama intimamente.



Deixo-me ficar. Espero o chamamento de novo. Espero. Espero. Nada. Calou-se. Fecho os olhos e vejo-me num deserto de palavras. Sonho.



Finalmente ouço dizer:



- "Está perto. Faltam 15 dias. Vamos para a..."



Interrompo... - Ainda é cedo...



- "Achas cedo?"



- Acho. Até lá, ainda pode acontecer muita coisa...



- "Sim. Mas é tempo da preparação..."



- Claro. Sabes que tive um daqueles sonhos? Sonhei que eles vinham à Festa, que ficavam em Angra do Heroísmo e depois iam lá ter... Seria uma bela de uma surpresa! Sei que são de longe mas tudo vale a pena quando há o "chamamento". A morte leva tudo e em vida deve fazer-se aquilo que se pode por Ela.



- "Então pede a Ela. Se Ela quiser, eles vêm..."



- Estou a pedir...



- "Achas que há condições favoráveis?"



- Há sempre. É preciso é vontade. Já se contam as passadas que nos levam até lá...



- "Sim... A pé são muitas..."



- Essas passadas não doem, sabias? São passadas de amor por Ela.



- "Gostas muito Dela, não gostas?"



- Sim. Porque a chamo de Mãe...



- "Uma Mãe não se deixa só, não é?"



- Pois... Por isso é que já conto as passadas dos dias que demoram a chegar.



- "Já sabes o que se vai passar por lá?"



- Ainda não... Mas o Hino é sempre lindo: Salvé Nobre Padroeira!


 


Dedicatória aos amigos do Grupo do Tacho

Na sequência do comentário de Agostinho Silva, dono do blog Arte por um Canudo 2, de Parada de Gonta, fui visitá-lo e deparei com uma simpática surpresa que me alegrou e até me emocionou ao ponto de, repentinamente, dedicar umas quadras que republico aqui, juntando um lindo poema de um dos amigos que também já me presenteou muita vez com a sua maravilhosa arte.



Quem me dera que eles viessem à ilha Terceira ou, então, eu tivesse meios de ir a Parada de Gonta. Garanto que havia uma festa daquelas com rimas e cantares. É realmente tentadora a ideia mas os versos, abaixo, tem a explicação porque tal não acontece. Só mesmo Santa Ana e Nossa Senhora dos Milagres é que tem o poder de ajudar-nos.



Ao Grupo do Tacho



Aos amigos paradenses

Quero agora cumprimentar;

Dos amigos serretenses

Geminados de além mar.



É surpresa agradável

O que ali fui encontrar.

Desta forma amigável

É vosso este meu rimar.



A emoção me aflorou

Ao ler-vos neste momento

E de repente ecoou

O mais nobre sentimento.



Quem me dera aí estar

Num convívio amistoso

Mas não posso viajar

Sem o metal precioso.



Vossa solidariedade

É digna do maior louvor

E a nossa amizade

Tem sempre grande valor.



CAH e Carrapato

Agostinho e os demais

Elevo neste meu acto:

Sóis amigos imortais!



Parabéns!

Amigos para Sempre!

2008/08/27


Veja-se o "33º Convívio do GT" no «Arte por um Canudo 2»



E agora o poema de CAH, também publicado no meu blog e no artigo do "32º Convívio do Grupo do Tacho", que não se esquece de mim, pese embora nunca lá ter estado mas meu nome continua presente nesses momentos de alegria,  boa disposição e excelente refeição:



De paradadegonta a 10 de Fevereiro de 2008 às 17:49



Grande surpresa afinal,

Dos Açores veio, enfim.

Uma prenda Musical,

Um perfume do Jardim

De uma ROSA sem igual.



A melodia que ouvimos

É arte de além-mar,

Da Serreta chegam mimos,

Em Parada de Gonta sentimos

O que a Rosa nos quiz dar



Nesta troca de presente

Está uma amizade vincada,

Entre a Rosa Serretense

E Grupo do Tacho de Parada



Um abraço p'ra Serreta

Desta malta divertida,

Grupo do Tacho em festa

Num brinde de alma sentida!



G abraç. de Parada de Gonta

Bjinhs pra Rosa

Carlos, em nome do GT.


 


Sempre o meu Muito Obrigada! E podem crer que estou com uma lagrimazita, não de tristeza mas de alegria por se terem lembrado de mim. Fico muito feliz. Que a Santa Ana vos traga cá.

Leque de amigos

A prova de que os escritos são laços que nos unem, na simplicidade do sonho, basta que no sector de Pesquisa de blogs, digitem o termo "Azoriana", por exemplo, para depararem com alguns momentos listados neste mundo blogosférico.



São momentos de partilha e maior alegria ou, tão simplesmente, emoções e devaneios do quotidiano que fica à mercê dos olhares. Há, sem dúvida, uma constante de olhares de um leque de amigos na blogosfera e tudo graças a uma equipa que cuida para que tudo esteja a gosto.



Desta feita, levo ao conhecimento dos olhares amigos, novos e antigos, de um novo blog que surgiu recentemente de um grupo coral:
Coro Pactis.


 



 


É um blog que se transferiu de outra plataforma e que, se continuar com afinco junto do SAPO, quem sabe irá ter direito a um destaque especial. Espero que gostem. Brevemente terá SELO (já tem) e algumas novidades. Será que vou ter mais um afilhado?! Nunca se diz nunca, porque ainda é cedo para baptismo.



Para já o começo de tudo está ao alcance de um simples clique e incentivem-nas a continuar nesta família do SAPO.



Bem-vindas! Welcome! Bienvenu!

Encontro com a terra: O "reboliço da festa"

O "reboliço da festa"



Foi esta a expressão que ouvi da minha madrinha do crisma, deveras idosa, ontem, aquando de uma visita que há muito, mas muito tempo, não lhe fazia. Pensando que não, um carro faz mesmo muita falta. Por muito perto que sejam as freguesias, há sempre que ter um meio de transporte que não se prenda com horários. Ontem, deixei-me levar pela liberdade de horário embora se fique com a sensação de que está mesmo tudo caro.



Senti-me como que uma emigrante. Emigrei da freguesia da Serreta para a cidade de Angra do Heroísmo e voltei às origens numa visita de um dia. É linda a nossa cidade mas a Serreta nem se compara. Para mim, que agora a vejo a espaços grandes, está cada vez mais linda. Será que a saudade é assim como que um ver tudo com outros olhos?



Pois vi as casas com mais encantos, ouvi chilreios que davam musicalidade ao espaço acompanhados pelos "gri-gri" dos grilos na orquestra do campo, ouvi galinhas cacarejando animadas pelo cantar do galo; vi o mar inteiro (expressão do Pipoca) coroado por um alaranjado pôr-do-sol que caía, pouco a pouco, até desaparecer repentinamente deixando a noite entrar com os sons que há muito eu deixara adormecidos; vi gente que partilha tudo o que sabe e pode; tive e dei abraços apertados pela saudade gigantesca... chorei por dentro até as lágrimas (felizes) caírem sem pedir licença...



E voltei a Angra do Heroísmo quando a noite assistia ao meu "adeus e seja por (...)"... É aqui que o sentimento se apoderou de mim... Lembrei-me daquela que vivia tudo isto intensamente, nesta altura.



É nesta altura que começa o "reboliço da festa". A minha madrinha tem razão. Lembro que se começam a cozer as alcatras que ficam à espera do dia da sua reaparição; é a massa sovada e o pão para a sopa que ficam no mesmo "armazém" da tradição serretense; é tempo de se refrescarem as casas e os seus apetrechos de mudança do velho para novo, dando um ar de festa. Fica tudo de "cara lavada" porque o tempo o permite mas a água é que pode ser cortada para não se esgotarem as fontes. São as fontes de água pura que refrescam as fontes do amor.



Agora sim, percebo o que é ser emigrante. Imagino o que sentem aqueles que nasceram neste lugar sagrado - a Serreta, da Virgem Nossa Senhora dos Milagres - ao voltarem à casa-mãe. Nunca um abraço e um olhar (para aqueles que não se encantam por abraços) terá tanto a dizer como os que se dão nestas alturas do regresso ao "reboliço da festa". E choram-se lágrimas felizes com o perfume dos dias deste "cantinho do céu"...



Na volta a Angra vinha calada e dava comigo a pensar: Há milagres e há amor pela minha freguesia natal: a SERRETA!



2008/08/24



Rosa Silva ("Azoriana")

O "reboliço da festa"

Dada a hora adiantada e o sono ter-se instalado na família regresso amanhã com o que alguém chamou de "reboliço da festa".



Até lá o merecido descanso.

Desgarrada de Além Mar (Soneto a meias)





Município de Góis

(em remodelação)


 



Município de

Angra do Heroísmo


     

DESGARRADA DE ALÉM MAR



(Soneto a meias)



Foi feita a “Desgarrada de Além Mar”

E dedicada a todos os leitores.

Serviu a Internet pra ligar

Portugal à Terceira dos Açores!



Mar aquém, mar além, com tais fervores…

E numa roda viva, sem parar,

Andaram elas como fossem flores

E viessem do Céu a desfolhar!



Estão nos blogues, sim e com carinho.

São quinhentas e o sonho era um livrinho!

Será que, por Amor, há Edição?



Bem honra a “Desgarrada de Além Mar"!

Clarisse – ”Azoriana” vão louvar

Quem puder dedicar-lhes atenção.



Clarisse e Azoriana



(ver Desgarrada de Além Mar)



Desafio: Pezinho da Blogosfera

Abro a porta ao Pezinho

Almejando bom seguimento

Começa neste cantinho

 A moda deste evento.



A «Futebol, Gente e Toiros»

Saúdo sem mais demora

Podes seguir com os loiros

Pela Blogosfera fora.


 

Cantadores de paixão


 


Fui hoje ao melhor “Páteo das Cantigas”
E vi meus versos lá pelas paredes
Ao lado de gentes novas e antigas
Dos quadros elevados sem ter redes.

A rima é como um campo de espigas,
Que nos cerca da forma que nos vedes
Ao vento cantam modas tão amigas
E nos rebentam versos com mais sedes.


 


Sede me deu dali me ver cantar
Na estreia desta febre de rimar
Como se fosse a minha vez primeira.

”Vinha Brava”, do «Páteo do Medeiros»,
Fui ver canto gentil dos verdadeiros
Amantes desta moda da Terceira.


 


2008/08/23


Rosa Silva (“Azoriana”)

Um quinhão desta alegria


 


Neste mundo imperfeito

Os sonhos nem sempre são

Realizados a eito

Mas muito gosto me dão.



Não me façam é de santa

Porque é raro quem o é;

Sou lilás, mulher que canta,

No blogue da minha fé.



Quem notou foi meu avô

Que eu era afinada;

O berço que me criou

Tinha cantiga dobrada.



Com o SAPO desatei

Amarras à cantoria

E aos poucos eu cantei

Um quinhão desta alegria.



Rosa Silva ("Azoriana")

Doce maravilha


 


É a doce maravilha

Que floresce na ilha

e enfeita corações

apaixonados

nos silvados

da vida

erguida

no vulcão do ser

num fogo de bem-querer



Rosa Silva ("Azoriana")

Três maravilhas num artigo só

1ª maravilha: O SAPO é muito fixe! Está sempre enovando e nunca deixa os seus clientes de mãos vazias. Está sempre criando formas de ficarmos com os nossos blogs numa maravilha. Graças ao SAPO estou mais feliz.



2ª maravilha: Há surpresas que nos encantam ao ponto de ficarmos sem pio. É o caso do blogue "Atlântida", de Sidónio Bettencourt, que quase me fez ficar sem fala. Já recuperei e agradeço toda a consideração que tem tido pela nossa ilha, pela Praia da Vitória, pelas nossas gentes e por mim.



3ª maravilha: O Pezinho do Raminho é um encanto. Graças a Jorge Soares Produções temos ao nosso alcance uma video-reportagem completa sobre os cantadores do Pezinho do Bodo de 2008 do Raminho, freguesia vizinha da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores, Portugal. Até me inspirou versos imediatos. Confiram.



Mais maravilhas em próximos posts...

O valor do improviso

"Oração, partilha e festa"
É título de um artigo (*),
Do jornal que manifesta
Ser da opinião amigo.

Os dons do Espírito Santo
Vão coroando valores
Que o povo gosta tanto
Nesta ilha dos Açores.

O valor das Cantorias,
Pezinho e Desgarradas,
Serão sempre as mais-valias
Dumas horas tão douradas.

Douradas pelo amor
Que cada voz apregoa
Frente a Deus, Nosso Senhor,
Que a todos abençoa.

A bênção do improviso
É valor que acalento,
E é dele que preciso
Para honrar este momento:

Vivam nobres cantadores
Desta terra sem igual,
E levem altos valores
Muito além de Portugal.

Ó minha pátria querida
Fonte de inspiração
Quero amar-te toda a vida
Num canto feito oração.

Dos Milagres, da Conceição,
Atributos de Maria
Virgem da consolação
Que quer nossa alegria.

Nesta hora Te venero
Em verso, num de repente,
Louvar-Te em canto espero,
Se me quiseres presente.

No meio de cantadores
Louvarei a Virgem Mãe
Que nas Ilhas dos Açores
Sempre um lindo Altar tem!

Rosa Silva ("Azoriana")


(*) A propósito do artigo, cujo título principal é "IMPÉRIO DOS INOCENTES DA GUARITA - O Culto do Divino está bem vivo e nas mãos dos jovens", publicado no Sábado, dia 26 de Julho de 2008, em Actualidade.

Uma prece sentida



Prima Adelaide, flor da eternidade,
Os Anjos te levaram para o Céu.
Lembro de ti, na minha tenra idade,
E nunca mais te vi no torr
ão teu.

Agosto: dezasseis, dia que há-de
Na memória ficar
 o que se deu;
E em nós ficará sempre uma saudade,
Na imagem risonha do olhar seu.


 


Lembro que era pessoa asseada,
Da minha avó também sobrinha amada
Que no Jardim florido jaz prá Vida.

Por ti,
nova oração feita soneto,
Eu ergo aos Céus
 neste aúreo terceto:
Que Deus
ouça esta prece tão sentida.

Rosa Maria


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração


 

A Flor do Dia!


 


É linda sua surpresa!
Um encanto, uma flor,
Que nos dá toda a certeza
De que é mesmo um Amor.

E também da minha mesa,
Numa taça de esplendor
Lhe entrego com firmeza
Um ramalhete de cor.

É a cor da amizade
Que une Góis e Terceira
Pela nossa vida inteira.

Uma amiga de verdade
Que me deu uma alegria:
Bem-haja a Flor do Dia!

Rosa Maria


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Os Destaques do SAPO


 


Tudo começou com um convite via e-mail da Equipa do Sapo, pela mão do Pedro.



Depois veio à tona o artigo de apresentação no
Blog oficial dos Blogs do SAPO. Deparei com um desafio imprevisto. Admiraram-se de não ter rimas feitas na ponta da língua para apresentar os blogs que escolhi. Picaram-me o improviso e lá saiu estas rimas, que coloquei no comentário:


Em três tempos a rimar,

Cá estou na minha saga,

Não pensem que vou deixar

Vocês sem ter boa paga.



Dou-vos louros e abraços,

Por esta vossa atenção,

Vejo agora esses espaços

Com grande satisfação.



Muitos mais a destacar

Havia pla blogosfera,

O SAPO veio alegrar

O sonho que se espera.



Espero qu'os ingredientes

Da SOPA que é famosa

Nos vossos recipientes

Seja muito mais vistosa.



Futebol, Desporto, Açores,

Eu poria o primeiro;

Livros, poesia e flores;

Local e arte pro terceiro.



Dúvidas há pros restantes,

Ricos em curiosidades,

Tanto agora como dantes

Louvo suas identidades.



"Ocaso... Ao acaso" elevo,

Tudo fruto duma jarra

Que sempre que lhe escrevo

A quadra logo me agarra.



"Melra preta Amaricana"

Joanina uma boa amiga,

Com a "Cagarra Azoriana"

Marcha sempre em cantiga.



E pro SAPO, bela equipa,

Guardei o melhor de mim,

Cravos, rosas e a tulipa

Outras flores de jardim.



Terceira é ilha de festas,

Sorrisos de muitas cores,

E com quadras como estas

Pra vos dar muitos louvores!



 


O Pedro ficou satisfeito e até diz que "estou conhecida por improvisar uma quadra sobre qualquer assunto em três tempos". Não está fora da verdade. A prova aparece.


 


Fiquei curiosa com o que diriam os destacados. Tive o eco de:





Cânticos da Beira - Prosa e Poesia, de Clarisse Sanches (também aqui);

Arte por um Canudo 2;

O Blog da Joanina ("
Abraço GIGANTE") ao que lhe dei o meu:


 


Hummm! Doce Destaque



Uma "fatiga" cá canta

E deu bem pra toda a gente,

Que comigo se "alevanta"

Pra dar "Yuppiiis" contente.



Estou muito atarefada,

Nesta hora, minha amiga;

É que não tarda nada,

Rimas mais que eu, rapariga!



Eu até gosto bem disso,

Porque foi graças a mim,

E ao bolo de serviço,

Que rimaste bem assim.



Noutra hora cantarei,

E farás de novo aposta,

E com gosto comerei

Do bolo c'agente gosta.



Não esqueças desta agora,

Que aqui eu vou cantar,

Vais lembrar pla vida fora:

"- Bolo meu vi-te brilhar!"



E o SAPO está risonho,

Porque se lambuza todo,

Pra bolos ele é medonho,

Parece dia de bodo. (Risos)


 


Depois encontrei versos que me fizeram feliz, no blog Ocaso... Ao Acaso, da Maria e que também gosta de rimas.



Só estou admirada de não chegar nada do que estava na lista em
primeiro lugar
... Estou curiosa... Ainda bem que ele não desistiu pois ficou admirado de numa certa hora do dia ter 19 visitantes em linha. É obra! Por mim contento-me dele não ter desistido.



Parabéns a todos os blogs!

Versos de Agradecimento

São tão lindas a prosa e a poesia.
A "Velha Fonte" clama por atenção
À cristalina água que escorria,
Em lágrimas, com vista à produção.

Na minha terra, ao seu lado crescia.
Versos colhi da fonte em puro chão;
Só agora os dou, na densa arrelia
Por não tê-los jorrado em tempo são.

Tal como a fonte de água cristalina,
Granjeio a sua obra tão divina;
Merece, pois, uma Fonte de Glória.

No vitral da presente, boa dádiva,
Recebo versos seus, bênção de diva:
Fonte de luz e graça na memória!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Berço de Jesus

Mote

Quando Jesus veio ao mundo

Veio num berço de palha

Para o pobre e vagabundo

Não há berço que lhes valha.




Glosa

Há uma crise geral,

Diz-se a todo o segundo,

Estaria assim igual

Quando Jesus veio ao mundo?!



Ponho-me logo a pensar

Numa verdade que calha

O mundo não olvidar:

Veio num berço de palha.



Quantos nem um berço tem

Pra se deitar um segundo...

Mas Jesus só quer o bem

Para o pobre e vagabundo.



Os milagres acontecem

A caridade não falha;

Se outros males se tecem

Não há berço que lhes valha.



Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: Após a feitura destes versos tive uma gentil surpresa. Há almas boas neste mundo pese embora ele estar como está. A essas boas almas que Deus lhes dê tudo o que mais necessitam e que sejam felizes como me fizeram a mim hoje. Que Deus as recompense por tudo o que me têm feito. Elas sabem quem são. Um abraço do tamanho do mundo da amiga Rosa Maria. Já venho a seguir falar nos Destaques do SAPO, para os quais fui convidada a eleger e a rima veio logo de rompante. O Pedro queixou-se da sua falta e ela veio de rompante para não ficar mal vista :) É que o tempo está de feição para cantorias e desafios não acham? A festa continua na ilha e há que cantar pois dela sou filha. Está tudo no Blog do SAPO. Vejam se fiz boa escolha ou não.

Vivendo e aprendendo





A amizade é um trago

De palavras com doçura

Vale mais que um afago

Do amor com pouca dura.




Solidão é uma mazela

Que ocupa os corações

Há quem já passou por ela

No meio das multidões.








O amor se verdadeiro

No seio de um casal

Suporta o nevoeiro

Duma vivência normal.




A velhice é que nos tomba

Pró pior dos sofrimentos

A juventude arromba

E leva nossos talentos.








Os talentos vão passando

Para a geração seguinte

Que os vão amealhando

Caso seja boa ouvinte.




Mas há exemplos nefastos

Que torturam a valer

Há muitos minutos gastos

A morrer mais que a viver.






Rosa Silva ("Azoriana")

O Céu da Praia


O céu encoberto na descoberta da imagem, para a posteridade.



O Céu da Praia



Sob o olhar das densas nuvens

O som do ouro mais fino

De sax, contrabaixo, trompete

Clarinetes, tarolas, bombo

E outros que tais

Que nunca são demais

Perante a Praia de ventura

Na densa nuvem escura

Vai formosa a partitura.



Rosa Silva ("Azoriana")

Prémio Dardos




Recebi este Award do Blog Desambientado. Este prémio, por tradição, deve seguir para mais 13 Bloguistas, que se pretende homenagear; pela criatividade, inteligência e cultura...

Assim oferece-se a:




  1. Vidas Magoadas




  2. Chica Ilhéu




  3. Ideias e Ideais




  4. Porto das Pipas




  5. In concreto




  6. Biscoitos Blog




  7. Frases e Poemas




  8. O blog da Joanina




  9. O Vent(ilha)dor




  10. A Minha Matilde & Cª.




  11. *** Grilinha ***




  12. Cheiro a Pólvora




  13. Ailaife Blog




 

«Duo ilha» in América!

Há dias recebi contacto, via electrónica, de um conterrâneo que, sendo emigrante, mantém uma fiel ligação com a "sua" ilha natal através do seu Duo ilha. Ele é natural das Doze Ribeiras, a freguesia vizinha da Serreta, rumo a Angra do Heroísmo.

Foi nas Doze Ribeiras que estudei durante dois anos, após acabar o ensino primário. Naquele tempo havia a Telescola que nos permitia ver os professores dando aulas pela televisão e tínhamos os de presença física para manter a ordem e disciplina. Já vos disse antes que não gostei de estudar, ou melhor, não estudei com prazer. Mas isso já lá vai e não há remédio. Isto para vos revelar que o reconheci logo o que vi na sua página.

Portanto, chegou a hora de fazer referência a este Duo ilha, porque estou curiosa por conhecer as suas actuações. Quem sabe, um dia os vejo ao vivo e com um belo de um espectáculo. Até lá fiquem com a apresentação do:

Caso não consigam aceder ao link inserido no logótipo acima, vejam um pedacinho do seu aspecto cujo compacto elaborei aqui, com um simples clic.

Desgarrada solitária

Se cantasse à desgarrada

Nesse lugar prazenteiro

Ficava muito honrada

De me ver nesse Terreiro.



Desgarrada da Terceira

Com a graça do Divino

Duma nova cantadeira

Que se quer com verso fino.



Era a primeira estreia

Lá em terras tão formosas

Meu coração, faço ideia,

Navegava em mar de rosas.



As rosas da minha rima

São lavradas com amor,

As quadras da minha estima

São todas para o Senhor.



E para o Victor Santos,

Que é nobre açoriano,

Da Terceira e de uns quantos

Que o tem por soberano.





Soberano a cantar,

Honrando a sua ilha,

Uma alma exemplar

Para qualquer filho ou filha.



Nesta hora improviso

Ao correr de um teclado

Dou versos ao Paraíso

Pra que o faça inspirado.



Inspirado na Azoriana,

E no role de cantigas,

Oxalá que uma semana,

Desse pra rimas amigas.





Espero qualquer resposta,

Depois de mandar pro ar,

A rima que a gente gosta

Mesmo que seja a sonhar.



É do sonho que eu vivo,

Aqui no meu bom torrão,

Cada vez está mais esquivo,

Ter animado um serão.



Rosa Silva (“Azoriana”)

Adivinha(s)

1

Qual é a coisa sem fama,

Limpa impurezas normais,

Que nunca sequer reclama

Mas é o que se usa mais?


 






2

Qual a coisa que é dourada

E nunca se vê o ouro

Só quando bem atirada

Para um moreno ou louro?







3

Qual coisa que mais pequena

Dizem que mais velha é

Rebola como uma pena

Pela mão ou pelo pé?







4

Qual coisa que mais se tira

Mais tem para se tirar

Quanto mais então se mira

Mais se vê a aumentar?



Ramalhete de abraços

Verso Florido” valeu-me
Ontem, quando o vi chegar;
A rubra flor escondeu-me
Pra não me verem chorar.

Acordei e logo cedo
Tinha meu filho a chamar
Por se sentir no degredo
Tão longe está do seu lar.

Com a barriga vazia
Sem nada para comer;
E eu, cá, numa carestia
Sem nada poder fazer.

Tenho a cor dos delírios,
A alma numa saudade,
A nostalgia dos lírios
Dá-me versos à vontade.

Os versos da agonia
São coroados de roxo:
A violeta do dia
Não me deixa o verso coxo.


Peço a Nossa Senhora,
Que é a Flor do Amor,
Que me depare agora,
Alívio pra nossa dor.

Foi graças a este meio,
Que o dom dei a conhecer,
É um ramalhete cheio
De flores pro mundo ver.

Por cada pétala dada,
Um sorriso eu anseio,
Pra adornar a caminhada
Duma vida sem recheio.

Não se pense que uma dor
É fácil de suportar
Quanto maior é o amor
Mais ela fere a matar.

Dou ramalhete d’abraços
Composto de lindas flores
Pra agradecer fortes laços
Que te ligam aos Açores.

Rosa Silva (“Azoriana”)

«Verso Florido» da amiga Paula Belnavis

Agradecimento da Azoriana ao:


Verso Florido


Clique na imagem
Fará a viagem
Pro Verso Florido
Lindo com sentido.

Veio da amiga
Versando cantiga;
Bouquet original
O seu ideal.

Mercê de atenção
Versa emoção
Paula, Joanina,
Rimas de bonina.

Grata eu estou
Com gosto enfeitou
Este roseiral
De cor fraternal.

De "O Blog da Joanina", e seu Verso Florido.

Programa «Atlântida» - Praia da Vitória

Conversa de Sidónio Bettencourt com a Azoriana, que foi de Angra do Heroísmo até à Praia da Vitória, para o programa «Atlântida» sobre... (vejam do 1.14.34 a 1.16.59).


 


 


E vejam a colecção de imagens que tenho disponível sobre o dia que fui à Praia da Vitória - Maravilha em Festa. Ao clicar na imagem abaixo terão acesso ao album todo. A Praia da Vitória é linda, não é?




Há uma ilha toda em festa
Com dois pontos de História
  Angra do Heroísmo e esta
Linda Praia da Vitória.

Praia da Vitória
De flores e areia
Que na lua cheia
São versos de glória

Praia da Vitória
De Nemésio e tantos
Poetas de encantos...
Mar.
Vida.
Trajectória.

2008/08/16
Rosa Silva (“Azoriana”)


 



 



Rimando à Praia da Vitória

Ó Praia que és tão rica
De festas, gastronomia,
Meu coração aqui fica
Nas asas da cantoria.

No Facho se identifica
A Santa, estrela guia;
O mar, então, lhe dedica
Baladas de noite e dia.

As rimas do areal,
Abraçam toda a cidade
Com frescura e amizade.

Há beleza triunfal
Que de amor se manifesta:
À Maravilha em Festa!

Angra do Heroísmo
8 de Agosto de 2008
Rosa Silva (“Azoriana”)


Índice temático: Rosa e rimas do coração